Estado de Minas - Feed IA https://www.em.com.br Feed estruturado para IA e Google Extended pt-br Tue, 30 Jun 2026 13:53:18 -0300 A revolução acaba na barriga dos outros https://www.em.com.br/colunistas/jessica-balbino/2026/06/7451959-a-revolucao-acaba-na-barriga-dos-outros.html O quão progressistas são nossos pares que leem, vão às manifestações, sobem hashtags, mas nos reduzem a não humanos por características que não escolhemos? 7451959 01000000 Tue, 30 Jun 2026 13:31:48 -0300 Jéssica Balbino Other Outro dia percebi uma coisa curiosa: no Brasil, toda discussão política termina numa avaliação estética e não importa o assunto.

Pode ser a taxação dos super-ricos, o desmonte do SUS, a alta do feminicídio, a Copa do Mundo ou o preço do café, sempre aparece alguém para dizer: "Mas você viu o tamanho da barriga dele?”, “mas ele é careca”, “mas ela tem o pé horroroso”, “mas ele é baixinho” e a lista segue, infinita. 

É impressionante, o argumento dura dois minutos. Depois começa um concurso de Miss Brasil do ressentimento. Noto que o brasileiro tem uma dificuldade enorme de discordar sem abrir uma banca de jurados. Todo mundo vira especialista em nariz, papada, cabelo, ruga, celulite, calvície, peito, bunda, peso. A democracia vira um desfile apresentado por pessoas que jamais aceitariam ser avaliadas pelos próprios critérios.

Meu personagem favorito, porém, é o progressista. Esse merece um estudo, porque assina abaixo-assinado, compartilha campanha contra o feminicídio, defende universidade pública, faz doação para vaquinha de artista independente, até lê autoras feministas, ouve podcasts desconstruindo ideias, ostenta o manual antirrascista debaixo do braço, sabe até citar cinco artistas negros, reconhece a palavra gordofobia como algo que não se pode cometer de luz acesa, explica interseccionalidade na mesa do bar, paga a mais para a faxineira como forma de reparação histórica, sabe a diferença entre racismo estrutural e institucional e até fala sobre isso.

Quando o tema é representatividade, ele poderia palestrar por horas e horas. Mas, basta alguém de quem ele discorda aparecer na televisão e a primeira frase sai automática: "Também... olha a cara dele”, ou "Você viu como ela engordou? Ela está IMENSA”, ou ainda: “Com essa calvície eu ficava quieto.”

É curioso como a revolução termina exatamente onde começa o corpo dos outros. Tenho pensado que existe um limite para boa parte do progressismo brasileiro e ele não passa pela reforma agrária, nem pela taxação das grandes fortunas, nem pela desmilitarização da polícia. O limite costuma passar pela cintura alheia.

Basta sentir raiva de alguém para esquecer, por alguns segundos, tudo o que se aprendeu sobre dignidade humana. E aqui, me incluo nessa equação, claro.  É como se existisse um botão de emergência instalado desde a quinta série. Você aperta e imediatamente reaparecem os mesmos insultos de sempre. Gordo. Careca. Feia. Velha. Narigudo. Baleia. Porca. Botijão. Mal comida. Acabada.

O repertório muda muito pouco. Só ganha um verniz universitário. E não, não estou dizendo que isso seja um monopólio da esquerda. A direita nunca fez questão de esconder sua obsessão em controlar corpos. O problema é outro. É quando quem diz lutar por liberdade continua escolhendo exatamente o corpo como primeira arma. Porque ninguém escolhe ficar careca. Ninguém acorda aos quinze anos pensando: "acho que vou investir numa boa calvície".

Ninguém sonha em desenvolver lipedema, ninguém faz um plano de carreira para envelhecer. Ninguém decide produzir rugas para irritar desconhecidos na internet. A gente sabe disso. Ainda assim, quando quer diminuir alguém, corre exatamente para aquilo que essa pessoa nunca pôde escolher.

Descobri, então, que os preconceitos têm um hábito interessante: eles aparecem justamente quando a educação vai embora. Enquanto tudo está bem, somos civilizados.  Ou fingimos ser. 

Quando a conversa esquenta, revelamos quais características realmente consideramos indignas. Nunca insultamos aquilo que acreditamos ser irrelevante. Ninguém tenta humilhar outra pessoa dizendo: "Seu consumidor de lentilha." "Sua pessoa de tornozelos perfeitamente medianos." "Seu cidadão com cotovelos simétricos." Não funciona.

Os insultos denunciam as hierarquias que carregamos. Se chamar alguém de gordo ainda parece uma boa estratégia para ofender, é porque continuamos acreditando, lá no fundo, que gordura diminui uma pessoa. Se chamar alguém de careca provoca risadas, é porque seguimos tratando cabelo como certificado de valor. Se uma mulher vira "acabada" assim que envelhece, talvez nunca tenhamos acreditado que ela valia muito além da juventude.

A piada não cria o preconceito, mas escancara e entrega onde ele mora.

E talvez seja justamente por isso que me incomodem tanto aquelas pessoas que defendem todos os corpos - desde que eles apareçam bonitos na foto. As mesmas que fazem longos discursos sobre diversidade, mas passam meia hora comentando como determinada atriz "largou mão de si".

Que defendem mulheres até encontrarem uma mulher de quem não gostam, nesse momento, ela deixa de ser autora, jornalista, política ou cantora. Vira "gorda". "Mal comida." "Feia." Como num passe de mágica. É impressionante a velocidade com que uma divergência de ideias vira uma análise dermatológica.

Talvez porque ainda exista um preconceito considerado socialmente elegante, você não pode mais fazer determinadas piadas sem ser confrontado. Mas pode rir da barriga de alguém.

Pode transformar a calvície em meme, pode comentar o peso de uma mulher como se estivesse fazendo meteorologia, pode dizer que alguém "precisa se cuidar", esse eufemismo nacional para lembrar que certos corpos seguem sendo tratados como projetos fracassados. E tudo isso costuma ser vendido como senso de humor.

Eu desconfio profundamente das pessoas cujo humor depende da humilhação física dos outros, não porque elas sejam monstros. Mas porque esse tipo de piada revela uma pedagogia: nos ensina quais corpos merecem aplauso e quais merecem constrangimento.

Quem merece desejo e quem merece pena. Quem pode ocupar espaços sem pedir desculpas e quem deve passar a vida inteira tentando caber - na cadeira, na roupa, na fotografia e, principalmente, na expectativa alheia. É por isso que discutir corpos nunca foi um assunto menor.

Quem aprende a rir de determinados corpos também aprende, quase sem perceber, a aceitá-los como menos dignos de respeito, de escuta, de cuidado e de direitos. Antes de decidir quem merece políticas públicas, uma sociedade costuma decidir quem merece humanidade. E essa decisão quase sempre começa pela aparência.

Outro dia alguém me perguntou como reconhecer uma pessoa preconceituosa. Achei difícil responder. Porque quase ninguém se apresenta assim, mas todo mundo é. Você que está me lendo, eu que estou escrevendo, meus melhores amigos que juram por Deus que o progressismo é o que guia suas vidas, mas que, no off, fazem piadas tão horríveis quanto qualquer conservador. E às vezes nem tão no off assim, vamos combinar. 

As pessoas aprendem novas palavras, leem novos autores, trocam a foto do perfil, vão às manifestações. Sobre hashtags. Publicam livros, organizam eventos, analisam a grade para ver se a porcentagem de negros e brancos está equiparada. Compartilham campanhas importantes, mas existe um teste simples.

Escute com atenção qual é o primeiro insulto que elas escolhem quando querem destruir alguém. Ali mora uma verdade que nenhum discurso consegue esconder. Porque a maioria das pessoas não revela seus preconceitos quando encontra alguém diferente. Revela quando perde a paciência. E quase sempre corre para aquilo que o outro nunca pôde escolher: o próprio corpo.

Existe um jeito muito simples de descobrir quais corpos você considera menos humanos, não olhe para quem você ama. Olhe para quem você odeia. E, principalmente, para aquilo que você escolhe atacar quando quer que essa pessoa doa. Porque ninguém insulta um corpo por acaso. O corpo nunca é só um corpo. É onde a nossa educação termina e os nossos preconceitos começam. O discurso mais sincero de uma pessoa não é o que ela faz quando está certa. É o insulto que ela escolhe quando está com raiva.

]]>
Arquivo pessoal/Divulgação "É impressionante, o argumento dura dois minutos. Depois começa um concurso de Miss Brasil do ressentimento"
O que a Copa do Mundo ensina sobre liderança? https://www.em.com.br/emprego/2026/06/7451899-o-que-a-copa-do-mundo-ensina-sobre-lideranca.html Especialista explica por que os líderes mais eficazes nem sempre são os mais talentosos da equipe 7451899 04000000 Tue, 30 Jun 2026 12:23:49 -0300 Estado de Minas Other Durante a Copa do Mundo, os holofotes se concentram nos atletas. São eles que aparecem nas manchetes, protagonizam os lances mais comentados e carregam a expectativa de decidir partidas importantes. Mas quem acompanha o futebol de perto sabe que vencer um campeonato exige muito mais do que talento individual.

A própria Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti, desde a preparação para o Mundial tem reforçado a importância do coletivo, da divisão de responsabilidades e da construção de um grupo forte o suficiente para não depender de um único jogador.

No ambiente de trabalho, ainda é comum associar liderança à figura do profissional mais experiente, produtivo ou tecnicamente preparado. No entanto, para a psicóloga e especialista em liderança Janaína Fidelis, um dos maiores equívocos das empresas é acreditar que desempenho individual e capacidade de liderar são competências necessariamente ligadas. 

"Existe uma expectativa muito forte de que o líder seja a pessoa que tem todas as respostas, resolve todos os problemas e nunca demonstra insegurança. Mas liderança não tem relação com perfeição. Tem relação com influência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas em torno de um objetivo comum", afirma.

A comparação com o futebol ajuda a ilustrar essa diferença. Nem sempre o capitão da equipe é o artilheiro, o mais habilidoso ou o atleta mais famoso. Muitas vezes, é justamente aquele que consegue manter o grupo unido nos momentos difíceis, administrar conflitos e incentivar os companheiros quando a pressão aumenta. 

Segundo Janaína, o mesmo acontece dentro das empresas. "O líder não precisa ser o protagonista de tudo. Quando ele acredita que precisa carregar sozinho o peso das decisões, acaba criando dependência e enfraquecendo a autonomia da equipe. Os melhores líderes são aqueles que desenvolvem pessoas e fazem com que cada profissional reconheça sua importância dentro do grupo", explica.

Em um cenário em que o conhecimento técnico se atualiza cada vez mais rápido, características como comunicação, inteligência emocional e capacidade de colaboração passaram a ter um peso decisivo. No futebol, nenhuma equipe conquista uma Copa apenas por causa de um jogador, organizações de alto desempenho também dependem da força do conjunto.

"A Copa nos lembra que liderança não é sobre ser o melhor jogador em campo. É sobre fazer com que o time inteiro jogue melhor. Quando um líder entende isso, ele deixa de buscar protagonismo e passa a construir resultados junto com as pessoas", pontua Janaína.

]]>
Mercado Hoje O impacto econômico da Copa do Mundo 2026 no Brasil e América Latina
Lula comemora vitórias do Brasil e Paraguai: ‘No futebol e na integração’ https://www.em.com.br/politica/2026/06/7451881-lula-comemora-vitorias-do-brasil-e-paraguai-no-futebol-e-na-integracao.html Presidentes do Brasil e do Paraguai se encontram em Cúpula do Mercosul e parabenizam um ao outro pelas vitórias nos jogos da Copa do Mundo 7451881 11000000 Tue, 30 Jun 2026 12:21:00 -0300 2026-06-30T12:22:12-03:00 Giovanna de Souza Other O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou as vitórias das seleções do Brasil e do Paraguai nos jogos de 16 avos da Copa do Mundo, nos Estados Unidos, nessa segunda-feira (29/6). 

Em publicação nas redes sociais, Lula compartilhou um vídeo em que se encontra com o presidente do Paraguai, Santiago Peña (Partido Colorado), na Cúpula do Mercosul, que acontece em Assunção, capital paraguaia. “Cheguei à Cúpula do Mercosul celebrando duas grandes vitórias: a do Brasil e a do Paraguai. No futebol e na integração, seguimos mostrando a força de uma América Latina unida.”, escreveu o petista no X, antigo Twitter.

Cheguei à Cúpula do Mercosul celebrando duas grandes vitórias: a do Brasil e a do Paraguai. No futebol e na integração, seguimos mostrando a força de uma América Latina unida. @ricardostuckert pic.twitter.com/zJGIXX1i3G

— Lula (@LulaOficial) June 30, 2026

No vídeo, os presidentes posam para uma foto e Lula diz: “Parabéns ao Paraguai!”. Santiago abraça o petista e responde: “Parabéns ao Brasil também! Felicidades!”.

O time brasileiro jogou contra a seleção japonesa e garantiu avanço para as oitavas de final com o placar de 2 a 1. Já a equipe paraguaia venceu a Alemanha nos pênaltis após prorrogação, garantindo o placar de quatro gols contra três e também o avanço para as oitavas.

O presidente do Paraguai decretou feriado nacional nesta terça-feira. A decisão foi publicada na redes sociais do chefe do executivo logo após o fim da partida: “¡PARAGUAY NUNCA SE RINDE! ¡¡FERIADO CARAJO!! ”, em tradução literal: “O Paraguai nunca se rende! Feriado caralho!”.

Momentos depois ele escreveu que o Paraguai é gigante e que todo país celebra a conquista da seleção. “Hoje, todo país celebra a vitória de uma seleção que representa o mais profundo da nossa identidade: a garra, a fé e a força de um povo que nunca se rende“.

Já o petista, após a vitória brasileira, escreveu nas redes sociais que sentiu “muita emoção“ no jogo. Ele parabenizou a Seleção pela garra e pela vitória e disse que o Brasil inteiro está na torcida. “Rumo às oitavas!“, escreveu.

]]>
Ricardo Stuckert/PR Santiago Peña, presidente do Paraguai, e Lula em encontro na Cúpula do Mercosul
Thronicke aciona PGR após fala de Paulo Figueiredo sobre voto feminino https://www.em.com.br/politica/2026/06/7451883-thronicke-aciona-pgr-apos-fala-de-paulo-figueiredo-sobre-voto-feminino.html Paulo Figueiredo afirmou que mulheres "votam estatisticamente muito mal", especialmente as solteiras 7451883 11000000 Tue, 30 Jun 2026 12:14:00 -0300 2026-06-30T12:14:38-03:00 Vinícius Prates Other A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) informou que acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) após declarações do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo sobre o voto eleitoral das mulheres. Em publicação feita na noite dessa segunda-feira (29/6), a parlamentar afirmou ter solicitado o início de ação penal e pediu medidas para restringir manifestações públicas do comunicador em redes sociais e outros meios de comunicação.

A reação ocorreu depois de Figueiredo compartilhar no X (antigo Twitter) um trecho de uma transmissão realizada em 25 de junho no YouTube. Na fala, ele afirmou que mulheres “votam estatisticamente muito mal”, especialmente as solteiras, e argumentou que mulheres casadas tenderiam a acompanhar a escolha eleitoral dos maridos.

A declaração foi feita durante comentários sobre a atuação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Na transmissão, Figueiredo criticou o vídeo em que Michelle relata ter sido “humilhada” pelo enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e questionou o impacto político do episódio em um momento em que o parlamentar busca ampliar apoio entre o eleitorado feminino.

Em resposta, Soraya publicou uma sequência de críticas ao comunicador e afirmou que o episódio não deve ser tratado como uma ofensa individual. “Se mexeu com uma, mexeu com todas”, escreveu a senadora.

Na publicação, a parlamentar afirmou que a violência política de gênero ultrapassa a figura da pessoa diretamente atingida e alcança coletivamente as mulheres. “Este traidor da pátria, foragido da Justiça brasileira, covarde, parvo, néscio, limítrofe, lerdo, acéfalo, não amado, medroso, inseguro, complexado por não conseguir ser ninguém além de neto de um ditador, resolve, lá dos EUA, defecar pela boca…”, escreveu.

]]>
Andressa Anholete/Agência Senado e Redes Sociais/Reprodução Senadora aciona PGR após declaração do blogueiro sobre comportamento eleitoral das mulheres
Carlos para Flávio: ‘Não teria coragem de fazer o que você está fazendo’ https://www.em.com.br/politica/2026/06/7451764-carlos-para-flavio-nao-teria-coragem-de-fazer-o-que-voce-esta-fazendo.html Ex-vereador republicou discurso em que exalta pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto e cita trajetória política da família 7451764 11000000 Tue, 30 Jun 2026 10:10:00 -0300 2026-06-30T10:10:42-03:00 Vinícius Prates Other O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) republicou nas redes sociais, nessa segunda-feira (29/6), um discurso em que presta homenagem ao irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e elogia a decisão dele disputar a Presidência da República em vez de buscar a reeleição ao Senado neste ano.

A declaração foi feita por Carlos em maio, durante agenda pública, e voltou a circular após ser compartilhada novamente pelo parlamentar. No discurso, Carlos afirmou que Flávio abriu mão de uma disputa que classificou como eleitoralmente favorável no Rio de Janeiro para entrar em um cenário de maior exposição política.

“Meu irmão Flávio, eu queria aqui fazer um reconhecimento para você. Eu não teria coragem de fazer o que você está fazendo. O que você está fazendo não é qualquer um que faz”, afirmou. Em seguida, disse que o senador deixou uma “zona de conforto” ao optar pela corrida presidencial.

Carlos também mencionou o contexto político vivido pela família Bolsonaro e afirmou que o irmão estaria disposto a assumir um desgaste semelhante ao enfrentado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na sequência, Carlos declarou que Flávio conhece os pontos que considera como erros cometidos pelo ex-presidente e disse acreditar que o senador não repetirá essas decisões.

“Lógico, não existe suicida, mas ele tá dando a vida pra uma coisa que é muito maior do que ele. Então fica aqui a minha admiração a esse cara que é meu irmão mais velho, apesar de eu ser mais antigo que ele na política, pouca gente sabe disso", disse.

Carlos Bolsonaro faz forte pronunciamento a favor de Flávio Bolsonaro. “Eu não teria coragem de fazer o que você está fazendo”. pic.twitter.com/TpmL1SmzQx

— Carlos Ferrari (@scarlosferrari) June 29, 2026

O ex-vereador encerrou o discurso relacionando a atuação política da família à consolidação da direita no país. Segundo ele, ao lado de Flávio, Eduardo, Renan e do pai, ajudou a construir o movimento político conservador nas últimas décadas.

]]>
EVARISTO SA / AFP Os irmãos Flávio e Carlos Bolsonaro
<link>https://www.em.com.br/colunistas/coluna-esplanada/2026/06/7451651-pajelanca-lambanca.html</link> <description>Genro de presidente da Caixa pode ser a próxima vítima de diretor da FUNCEF</description> <guid isPermaLink="false">7451651</guid> <category domain="http://cv.iptc.org/newscodes/mediatopic/">01000000</category> <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 06:17:14 -0300</pubDate> <dcterms:creator>Leandro Mazzini</dcterms:creator> <licensed_news:genre>Other</licensed_news:genre> <content:encoded><![CDATA[<p></p> <p>Fabiano Nogueira Alves, Gerente de Investimento da FUNCEF, pode ser a próxima vítima de Joaquim Cruz, o “Joca Encrenca”, o novo diretor de Investimentos e Participações do Fundo que já demitiu três na entidade. Fabiano Alves é genro do presidente da Caixa, Carlos Vieira – que já teria pedido a cabeça de Cruz ao Palácio e a caciques do PP, partido que, apesar do Centrão, tem certa ingerência no banco e na FUNCEF. Consta que os caciques progressistas Arthur Lira e Ciro Nogueira não fizeram objeção. Joaquim Cruz é apadrinhado do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e por parte do PT. Vem aí uma pajelança com lambança.</p> <p></p> <p><strong>A presidenta</strong></p> <p></p> <p>A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, deu uma sumida do cenário público – pelo menos em polêmicas. Estratégia para preservar mais o presidente candidato à reeleição. É fato, ok. Mas Janja anda atuando forte junto à Secom do Palácio. Foi ideia (e pedido) dela a campanha de mídia nacional sobre o combate ao feminicídio. Janja também tem contatos fortes no BB e nos Correios. Para citar só dois órgãos.</p> <p></p> <p><strong>Focinho & desktop</strong></p> <p></p> <p>Funcionários da EBC, no Centro do Rio de Janeiro, passaram a conviver (calados, mas incomodados) com um novo “colega” de redação. De quatro patas. Uma colaboradora, amiga da presidente Antonia Pellegrino, tem levado alguns dias da semana o seu cachorro com o argumento de que ele fica estressado sozinho em casa. A turma fica de boa, por ora, porque ele é “muito bonzinho”, repetem nos corredores.</p> <p></p> <p><strong>Racha da direita</strong></p> <p></p> <p>O “racha” na direita – que ficou evidente no vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro – é um dos temas do livro “As vanguardas da intervenção – O extremismo digital e o ataque às instituições democráticas no Brasil” (Ed. Mauad X), de Marcelo Alves dos Santos Junior. Com lançamento hoje, no Rio de Janeiro, a obra mostra que esse grupo se divide em “subculturas”, entre elas o olavismo e as redes militares.</p> <p></p> <p><strong>De Norte a Sul</strong></p> <p></p> <p>No Amazon Energy, principal encontro do setor energético da Amazônia, hoje e amanhã em Belém, a gerente de Petróleo e Gás da FIRJAN, Karine Fragoso, defenderá a abertura de novos poços exploratórios em todo o País. E também a exploração e produção na Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas, Norte e Sul, respectivamente.</p> <p></p> <p><strong>Além da tragédia</strong></p> <p></p> <p>Engenheiros brasileiros e militares que acompanham <em>in loco</em> o resgate de vítimas do terremoto em Caracas e La Guardia relatam que mais de 250 edifícios desabaram. Mas o pior foi descobrir que as construtoras ditas ‘chaviztas’, segundo relatos preliminares, burlaram regras e teriam construído vigas e pilares com espuma expansiva, isopor e madeira além do permitido na base que deveria ter muito mais concreto e vergalhões.</p> <p></p> <p><strong>ESPLANADEIRA</strong></p> <p></p> <p>#<strong>Appian </strong>e<strong> Atlantic Nickel </strong>revegetam 543 hectares da Mata Atlântica na BA. #<strong>Cesar Sponchiado </strong>e<strong> Ricardo Monteiro </strong>debatem hoje contexto e performance na mídia em webinar da Tunad. #Criadora do teste do pezinho, <strong>Dona Jô Clemente</strong>, do IJC, completa 100 anos com legado ao País. #<strong>Fecomércio (RJ)</strong> promove hoje palestras sobre Reforma Tributária. #<strong>Brasol</strong> amplia atuação em armazenamento de energia. #<strong>Ótica Center</strong> lança na ABF 2026 plataforma de IA para eliminar burocracia e expandir setor de franquias. #<strong>Delfia</strong> anuncia Alexandre Mac Laren como CFO e Antonio Perez como COO. #<strong>Lipedema Challenge</strong> foi realizado no Shopping Cassino Atlântico, no RJ.</p> <p></p>]]></content:encoded> <media:content url="https://midias.em.com.br/_midias/jpg/2026/06/30/cruz-2-67065671.jpg" medium="image" width="1788" height="1205"> <media:credit role="author">Reprodução</media:credit> <media:title>Joaquim Cruz já demitiu três desde que assumiu cargo na Funcef</media:title> </media:content> </item> <item> <title>Transporte coletivo ganha mais investimentos em BH https://www.em.com.br/gerais/2026/06/7451481-transporte-coletivo-ganha-mais-investimentos-em-bh.html Atualmente, BH possui uma das menores idades médias de frota entre as capitais brasileiras 7451481 17000000 Tue, 30 Jun 2026 02:00:00 -0300 2026-06-30T05:30:39-03:00 Estado de Minas Other Implantação da faixa exclusiva para ônibus que conecta Avenida Cristóvão Colombo (foto), Praça da Liberdade e Avenida João Pinheiro foi a primeira entrega do programa firmado com o governo federal, que totaliza R$ 139,4 milhões] Marcos Vieira /EM/DA. Press A Prefeitura assinou contrato de financiamento de R$ 139,4 milhões junto ao Governo Federal, por meio do Novo PAC – Mobilidade Urbana Sustentável, para implantação de 64,3 quilômetros de novas faixas exclusivas e preferenciais para ônibus e expansão da infraestrutura cicloviária em mais 51,3 quilômetros.A primeira entrega desse programa ocorreu com a implantação da faixa exclusiva que conecta a Avenida João Pinheiro, Praça da Liberdade e Avenida Cristóvão Colombo. A expectativa é que as novas faixas aumentem a velocidade operacional dos ônibus, reduzam atrasos e tornem o transporte coletivo mais eficiente.

MOVE Amazonas será o próximo grande salto

Entre os projetos em desenvolvimento, o MOVE Amazonas se destaca como um dos mais importantes. O empreendimento prevê cerca de 39,7 quilômetros de intervenções entre a região central e o Barreiro, incluindo faixas exclusivas para ônibus, estações de transferência e melhorias urbanísticas.

O objetivo é ampliar a prioridade ao transporte coletivo em um dos corredores mais movimentados da cidade, beneficiando milhares de passageiros diariamente. A proposta segue a lógica dos sistemas BRT implantados em diversas cidades brasileiras e pretende reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre o Centro e a região do Barreiro.

Frota mais nova e ônibus elétricos

A renovação da frota é outro componente importante da estratégia de mobilidade. Desde 2023, aproximadamente 1.500 novos ônibus foram incorporados ao sistema convencional da capital. Atualmente, Belo Horizonte possui uma das menores idades médias de frota entre as capitais brasileiras, com cerca de quatro anos e nove meses.

A próxima etapa será a introdução dos ônibus elétricos. O contrato de financiamento para aquisição de 100 veículos já foi assinado e o processo licitatório está em fase final de preparação. A expectativa é que os novos ônibus contribuam para a redução da emissão de poluentes e do nível de ruído nas vias urbanas.

Cidade amplia espaço para bicicletas

O incentivo aos modos sustentáveis de transporte também integra a política municipal de mobilidade. Hoje, Belo Horizonte conta com mais de 120 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e rotas cicláveis. Com os novos investimentos previstos, a malha deverá crescer mais 51,3 quilômetros nos próximos anos.

A meta é ampliar a integração entre os trechos existentes e fortalecer a conexão da bicicleta com o sistema de transporte coletivo, permitindo que o modal seja utilizado não apenas para lazer, mas também como alternativa diária de deslocamento.

Tecnologia passa a orientar o trânsito

Outro eixo de modernização envolve a implantação de sistemas inteligentes de gestão do tráfego. A prefeitura trabalha na atualização do parque semafórico da cidade, com equipamentos capazes de se adaptar às condições de circulação em tempo real.

A integração ao Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) permitirá monitoramento contínuo da malha viária e respostas mais rápidas a ocorrências, acidentes e congestionamentos. Além disso, a tecnologia vai priorizar o transporte coletivo em determinados corredores, contribuindo para aumentar a eficiência dos deslocamentos urbanos.

Uma cidade em transformação

Na verdade, mais do que obras isoladas, os projetos em execução apontam para uma transformação estrutural da mobilidade de Belo Horizonte. Ao combinar grandes intervenções viárias, ampliação da capacidade do transporte coletivo, renovação da frota, incentivo ao uso da bicicleta e incorporação de novas tecnologias, a capital busca construir um modelo de deslocamento mais eficiente, seguro e sustentável.Em uma cidade que cresceu enfrentando desafios permanentes de circulação, a mobilidade continua sendo um dos temas mais importantes para a qualidade de vida da população. 

]]>
Marcos Vieira /EM/DA. Press Implantação da faixa exclusiva para ônibus que conecta Avenida Cristóvão Colombo (foto), Praça da Liberdade e Avenida João Pinheiro foi a primeira entrega do programa firmado com o governo federal, que totaliza R$ 139,4 milhões]
Vitória com sofrimento, como sempre https://www.em.com.br/colunistas/ivan-drummond/2026/06/7451431-vitoria-com-sofrimento-como-sempre.html O Brasil empatou com Casemiro, de cabeça. Foi o momento de alegria, não de alívio, pois o empate leva à prorrogação e até aos pênaltis 7451431 01000000 Tue, 30 Jun 2026 02:00:00 -0300 Ivan Drummond Other Um dia diferente, em que o otimismo e a euforia se confrontam com o medo, a descrença, a falta de confiança.

Mas era esperado, principalmente por se tratar da Copa do Mundo, no futebol, um esporte em que o Brasil dominava plenamente.

Éramos os donos do mundo, fosse com Pelé, Garrincha, Amarildo; ou ainda com Pelé Tostão, Jairzinho, Rivelino, Gérson, entre outros. Depois com Ronaldo e Rivaldo, pouco depois com Ronaldinho Gaúcho e Cafu.

Mas eles não estão mais. Vini júnior é o único nome da vez. E surgiu Matheus Cunha, inesperadamente. Mas seriam eles capazes de nos fazer novamente donos do mundo do futebol?

Pois o desafio era a seleção japonesa, sem qualquer expressão ou tradição no cenário mundial. Só que eles, os japoneses, mudaram, evoluíram. Ao contrário do Brasil, que regrediu.

Os japoneses aprenderam táticas e se mostraram uma seleção para lá de obediente, empenhada ao sacrifício, algo próprio dos orientais.

E foi o medo e a decepção que apareceram primeiro, pelo menos para nós, brasileiros. E este veio com duas falhas defensivas. Primeiro, com Danilo, que errou um passe na saída de bola. Depois, uma falha de marcação Gabriel Magalhães. Em vez de investir contra o atacante japonês, Sano ficou apenas cercando.

O Brasil empatou com Casemiro, de cabeça. Foi o momento de alegria, não de alívio, pois o empate leva à prorrogação e até aos pênaltis, se houvesse a igualdade. Sabe de uma coisa, na hora pensei: lá vem o sofrimento dos pênaltis.

Mas veio o segundo tempo. o Brasil foi outro. Também, Paquetá saiu. Passamos a atacar, ao contrário do primeiro tempo, quando fomos sufocados.

Entraram Martinelli e Endrick. Matheus Cunha foi recuado para o meio campo. O time mudou. Cresceu. Passou a atacar. O goleiro japonês passou a ser atingido. Muitas defesas, sem contar o que os zagueiros japoneses salvaram.

E assim passamos a atacar, a mandar no jogo.

No segundo tempo, tudo mudou. Empatamos e passamos a correr atrás do segundo gol, para impedir prorrogação e os pênaltis.

E ser brasileiro é sofrer. Como sofremos. Não foi diferente ontem. Comigo, duas netas, Valentina e Maria Paula. De 10 e 6 anos. Elas estavam agoniadas. Não queriam transparecer, mas estavam.

E veio o gol do alívio. Eram 45 do segundo tempo. Martinelli, o nome do salvador da pátria.

O jogo acabou, mas ficou evidente que o time brasileiro tem muito a aprimorar.

Uma dica. É só olhar pra bandeira e seguir o lema: “Ordem e progresso”.

]]>
Lars Baron / Getty Images via AFP Gabriel Martinelli comemora o gol que garantiu a Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo
Na zona da morte https://www.em.com.br/colunistas/paulo-rabello-de-castro/2026/06/7451398-na-zona-da-morte.html Impossível não lembrar dos efeitos devastadores de uma escalada ao Everest quando comparamos a métrica da perda de oxigênio com a perda do oxigênio financeiro 7451398 01000000 Tue, 30 Jun 2026 02:00:00 -0300 Paulo Rabello de Castro Other A escalada da montanha mais alta do mundo – o Everest – tem uma particularidade, compartilhada apenas pelos picos mais elevados, de altitude superior a 8 mil metros. É a Zona da Morte, nome dado por um médico suíço que, ainda no século passado, descreveu os principais efeitos sobre o organismo humano da exposição continuada à falta de oxigênio e baixa pressão atmosférica em alturas superiores a 8 mil metros do nível do mar. Nessa altitude, o corpo humano literalmente “está morrendo”. E o colapso, com desorientação geral e perda de consciência, sobrevém em pouco tempo, razão pela qual nenhum alpinista fica por lá, no topo, comemorando a façanha. É chegar, fazer uma foto e retornar de imediato a altitudes menos letais.

Impossível não lembrar dos efeitos devastadores de uma escalada ao Everest quando comparamos a métrica da perda de oxigênio com a perda do oxigênio financeiro à medida que a taxa Selic avança além dos 8% acima da variação do IPCA. Ingressamos na Zona da Morte do custo financeiro [ver quadro]. Como se sabe, a taxa Selic não é apenas juro de referência na captação de recursos para o governo federal. Por ser um patamar básico, uma Selic mais elevada também joga para cima todas as demais camadas de risco e, portanto, de juros no sistema brasileiro de empréstimos. Se o juro sobe na colocação de papéis públicos, subirá também para o capital de giro das empresas, para os consumidores, na aquisição de um imóvel e para um investimento em infraestrutura. Estamos hoje na mesma posição do alpinista que está morrendo enquanto permanece tempo demais na Zona da Morte, sem oxigênio para respirar, mesmo com máscara de suporte.

Esforços de economistas conservadores, tentando explicar em artigos a “inevitabilidade” do tratamento drástico de juros como condição de manutenção do regime de metas de inflação se tornam, nesse nível de juros, um contrassenso e, no limite, uma completa estupidez. Os movimentos de juros não podem ser tratados como arma punitiva de desajustes. Juros, tal como preços num supermercado, representam um sinal, uma referência de abundância ou escassez. Nada mais. E como sinal, o juro básico deve, se possível, servir de referência para a mais ampla gama de participantes na cena econômica, incluindo – e com prioridade – os próprios atores de governo. E por razão bastante simples. O sinal dos juros, no seu movimento de alta, deve ser referência para toda a economia moderar seu consumo. Esse sinal deveria valer, com prioridade, para o grande consumidor – o governo em sentido amplo, seus três poderes e os três níveis de governo. É também evidente que a contribuição de cada ator na contenção do gasto deve ser proporcional ao tamanho do próprio consumo.

Se o governo, pelo lado do seu gasto fiscal, não contribuir nada ao freio do consumo – como ocorre hoje no Brasil – tal inércia corresponderá a um arrocho extra nos gastos das famílias e empresas. Este é o nó fundamental da política monetária atual. Os juros deixaram de ser referência de moderação do consumo para todos e virou arma mortífera sobre as atividades produtivas. Não por acaso, os pedidos de recuperação judicial de empresas não param de subir – é a falência quase geral do setor produtivo – e o superendividamento de pessoas, atingindo níveis de pandemia financeira. Não obstante, o Banco Central continua a cumprir a regra fixa de seguir seu modelo matemático em que se lê: no futuro (no caso, em 2028), a inflação medida voltará à meta dos 3% ao ano. Mas esse modelo, por ser simplório e não levar em conta os custos financeiros dessa perseguição à meta, arrisca manter o alpinista exposto por tempo demais no cume do Everest, apreciando a vista gloriosa... até a morte chegar. Portanto, nesse nível de juros, o modelo do Banco Central não é apropriado nem aponta a solução de menor custo social. Defender esse modelo de controle torna-se fútil e, eventualmente, fatal.

Precisamos, com urgência, de rever o procedimento de controle. O caminho de solução não é difícil pois já existe uma instituição – o Conselho Monetário Nacional (CMN) – que deveria supervisionar a relação do Banco Central com a economia real e com os gastos do governo. Num grande resumo, nossa sugestão é que, antes mesmo de atingir a Zona da Morte, o modelo de juros do Banco Central deveria emitir um alarme de stall ao CMN, que deflagraria ações de controle fiscal de modo a tornar o grande consumidor da economia – o governo – sensível aos juros em alta. A limitação de despesas iniciaria por altos salários, benefícios e subvenções fiscais, emendas parlamentares e outros gastos. Um aparato de limitação de despesas públicas deve ser pactuado conforme regras antecedentes. Podemos chamar essa técnica de afinação da política fiscal à monetária – um Breque Monetário, ou seja, o freio na escalada imoderada dos juros, mediante aplicação de limitadores progressivos de despesas pelo lado fiscal.

As vantagens desse Breque Monetário, se aplicado nas condições atuais do Brasil, são evidentes. A principal seria frear a escalada da dívida publica que vem sendo acumulada pelo apego ao modelo matemático das metas de inflação pelo Banco Central. No último mês de maio, a emissão líquida de dívida nova pelo Tesouro Nacional, bateu a cota de R$134 bilhões. Para se ter ideia desse comprometimento com dívida nova, em apenas 30 dias, esse montante chega a quase METADE do gasto médio mensal do governo federal. Isso significa que o País já trabalha praticamente em função de bancar dívidas futuras. Esse é o tamanho da irresponsabilidade fiscal do governo Lula, bem mais grave do que as pedaladas de Dilma, que a levaram ao impeachment.

De nada adianta, tampouco, pelo lado do pensamento conservador, gastar tinta na defesa do Banco Central e na justificativa de sua conduta. O BC atual quase poderia ser substituído por um robô-gestor do modelo matemático do banco, para fixar a próxima taxa Selic. O robô iria nos matar a todos, seguindo a regra com rigor. O erro não estaria no robô, mas na regra que não leva em conta o acionamento do freio monetário, que deflagraria o freio fiscal. Sem isso, o Brasil morrerá no fim de sua bizarra escalada para a morte.

]]>
MG: estudante de medicina morreu com mais de 100 facadas; namorado nega https://www.em.com.br/gerais/2026/06/7451571-mg-estudante-de-medicina-morreu-com-mais-de-100-facadas-namorado-nega.html Justiça manteve a prisão de Gustavo Dutra Lima, apontado como o responsável pela execução brutal de Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, em Barbacena 7451571 17000000 Mon, 29 Jun 2026 22:09:00 -0300 2026-06-29T23:46:22-03:00 Bruno Luis Barros Other O auto de prisão em flagrante de Gustavo Dutra Lima, de 24 anos, apontado como o responsável pela execução brutal da estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40, em Barbacena, no Campo das Vertentes, revela que a vítima recebeu mais de 100 golpes de faca.

“A vítima foi atingida, inacreditavelmente, por mais de uma centena de golpes, que lhe causaram múltiplas lesões e vasto derramamento de sangue”, pontua o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) no documento.

Segundo consta no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a perícia da Polícia Civil identificou diversas perfurações em várias partes do corpo da vítima: cabeça, nuca, pescoço, costas, orelhas e mãos.

Ao justificar a conversão da prisão em flagrante em preventiva, a Justiça destacou que Gustavo, além de fugir logo após o crime no sábado (27/6), utilizou o veículo da vítima para deixar Barbacena, sendo localizado na madrugada de domingo (28/6) somente após uma operação de cerco e bloqueio da PM em Bom Jardim de Minas, no Sul do estado.

Com ele, a polícia localizou pertences de Letícia, como aparelho celular, iPad, cartões bancários, chave do veículo e documentos pessoais.

No auto de prisão em flagrante foi registrado que, em depoimento, Gustavo admitiu ter passado a noite com a vítima, mas negou ter cometido o crime. No documento consta que ele optou por “permanecer em silêncio sobre outros detalhes do fato delituoso e recusou-se a fornecer a senha de acesso aos dispositivos móveis apreendidos”.

Procurada pelo Estado de Minas, a defesa de Gustavo Dutra Lima disse que "não se manifestará sobre os fatos relacionados à investigação em curso". 

"Em respeito à regularidade das apurações, ao devido processo legal e à estratégia defensiva, quaisquer esclarecimentos ou manifestações serão apresentados exclusivamente nos autos, no momento processual oportuno e perante as autoridades competentes", declarou a advogada Tatiana Cristina Cavalieri Tomaz da Silva Chaves. 

O que consta no boletim de ocorrência?

De acordo com o boletim de ocorrência da PM, os agentes foram acionados via 190 após relatos de que uma mulher havia sido encontrada sem vida.

A preocupação começou no sábado, quando uma amiga da vítima estranhou a ausência de respostas a mensagens enviadas. Ciente do hábito da vítima em responder rapidamente, a amiga foi até o prédio e pediu ajuda à proprietária do apartamento ao lado. Sem sucesso nas tentativas de contato, acionou também o ex-marido da vítima.

O ex-companheiro conseguiu acessar o segundo andar do imóvel por uma sacada vizinha. Ao se aproximar da escada do apartamento, ele visualizou o corpo da vítima caído na sala em meio a uma grande quantidade de sangue. Assustado, ele retornou e arrombou a porta principal do apartamento com a ajuda da amiga e do padrasto da vítima, que também havia chegado ao local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao lugar e a médica responsável atestou a morte.

O corpo foi removido pelo serviço funerário local e o veículo da vítima, um Chevrolet Tracker cinza, que não estava na garagem do prédio, foi apreendido depois de ser localizado abandonado na Rua Ferdinando Ceolin.

Nesta segunda-feira (29/6), o Estado de Minas conversou com Francisco Daniel Siqueira, de 47 anos, ex-marido de Letícia. Eles tiveram dois filhos: uma menina, de 11, e um adolescente, de 16. O relacionamento durou 16 anos.

"Quando você sabe que uma pessoa morreu já é muito difícil. Mas quando sabe que ela foi assassinada da forma como foi, é diferente. Os meninos estão sem chão. Eles veem tudo nas notícias, nas redes sociais, perguntam o que está acontecendo. É uma situação muito pesada para eles", disse, emocionado.

Histórico de ameaças

Testemunhas relataram aos policiais que, na noite anterior ao crime, o casal esteve junto em um evento social na companhia de amigos. Ele teria passado a madrugada na residência de Letícia e deixado o prédio pela manhã.

Relatos apontam que o relacionamento era marcado por comportamento agressivo e ciúme excessivo. Consultas ao sistema informatizado de segurança revelaram que a vítima já havia registrado uma ocorrência anterior de ameaça contra o namorado em 21 de fevereiro deste ano.

Após o crime, o homem fugiu. Amigos tentaram contato telefônico com ele, que atendeu demonstrando aparente tranquilidade e alegando não saber o paradeiro da namorada, mentindo que estava em sua residência ou na casa dos pais, em Carandaí.

]]>
Redes sociais (à esquerda) - Imagem cedida ao EM (à direita) Gustavo Dutra Lima, de 24 anos, teve prisão preventiva decretada em audiência de custódia
Do sufoco à festa: Brasil vira sobre o Japão e agita a torcida na Savassi https://www.em.com.br/gerais/2026/06/7451548-do-sufoco-a-festa-brasil-vira-sobre-o-japao-e-agita-a-torcida-na-savassi.html Seleção vence o Japão por 2 a 1 de virada, garante vaga nas oitavas e transforma apreensão em euforia nos bares de BH 7451548 17000000 Mon, 29 Jun 2026 21:47:01 -0300 Larissa Leone* Other A virada do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo levou torcedores do sofrimento à euforia, na tarde desta segunda-feira (29/6), nos bares da Rua Antônio de Albuquerque, na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Em pleno horário comercial, a partida começou às 14h (horário de Brasília) e reuniu centenas de pessoas que foram liberadas mais cedo do trabalho para acompanhar o jogo. Depois de sair atrás no placar ainda no primeiro tempo, o Brasil empatou logo no início do segundo tempo e garantiu a classificação com o gol da vitória nos últimos minutos dos acréscimos.

Antes de a bola rolar, os bares estavam lotados e a expectativa era grande entre os torcedores. O estudante Pedro Lages, de 19 anos, apostava em uma vitória tranquila da Seleção e no protagonismo de Vinícius Júnior. "Bora, Brasil, ganhar essa Copa. Eu acredito. Vamos unir a galera toda. Vai dar Brasil. O destaque hoje, de novo, vai ser o Vini Júnior. Vai ser 3 a 1 hoje. Rumo ao hexa!".

O gol do japonês Kaishu Sano, aos 29 minutos do primeiro tempo, trouxe apreensão e silêncio momentâneo entre os torcedores, que seguiram confiando na reação brasileira.

Morando nos Estados Unidos, a empresária Samylla Gonçalves, de 35 anos, viajou ao Brasil com o marido, Liniker, e os quatro filhos — Clara de 10, Francisco de 9, Filipe de 7 e Catarina de 5 —, que nasceram em solo estadunidense, especialmente para acompanhar a Copa do Mundo.

"Viemos para o Brasil para mostrar para as crianças a experiência de como ser brasileiros e vivenciar a Copa do Mundo aqui no Brasil com o fanatismo do futebol. A gente tenta mostrar muito da nossa cultura brasileira para as crianças. Todos eles amam o futebol e torcem para o Brasil."

O engenheiro civil Sávio Aguiar, de 26, manteve a esperança na virada mesmo depois do gol japonês. "Desde a última Copa eu venho com a família e amigos assistir aos jogos na Savassi. Com o Japão na frente, a expectativa é que agora Ancelotti coloque o Neymar e o Endrick para a gente fazer a virada, 3 a 1, se Deus quiser."

Aos 64 anos, o técnico em telecomunicações Edilio Marques Moreira já viu o Brasil ganhar três mundiais e se manteve confiante mesmo com os japoneses na frente do placar. "Gosto sempre de acompanhar os jogos com meus amigos, mas infelizmente hoje não estou com eles porque o trânsito estava muito complicado e atrasei. Tenho certeza que o Brasil vai virar e aposto que o Endrick vai entrar e fazer um gol. Vai dar 3 a 1 para o Brasil."

O empate de Casemiro, aos 11 minutos do segundo tempo, devolveu a esperança aos torcedores. Já nos acréscimos, o gol de Gabriel Martinelli fez os torcedores explodirem em comemoração, com abraços, gritos e muita festa.

Depois da classificação, o empreendedor Rafael Loque, de 23, resumiu o sentimento da torcida. "Achei o jogo tenso demais, mais do que a gente gostaria, mas no fim deu certo. Esse ano será o último que a gente vai ter as cinco estrelas e nós vamos buscar a sexta." Para a próxima fase, ele demonstrou confiança. "Acho que vamos pegar a Noruega, mas vem tranquilo. Haaland vai estar no bolso da zaga."

O gerente de exames Edmilson Mendonça, de 50, foi ao bar com a esposa, Daniela, as filhas Manuela, de 13, e Camila, de 9, além de amigos. "Vim assistir ao jogo com a minha família e amigos logo depois de buscar as minhas filhas na escola para dar um suporte para a nossa Seleção."

Segundo ele, a classificação teve a cara da Seleção Brasileira. "Brasil é sempre na emoção. É sempre ali no último minuto. Mas valeu a festa e valeu muito a pena estar aqui com a minha família e meus amigos." Sobre a próxima fase, manteve o otimismo: "Agora, dia 5, vamos arrebentar. Sendo a Noruega ou a Costa do Marfim, vamos passar por cima."

Classificado, o Brasil volta a campo no próximo domingo (5/7), na Filadélfia, para enfrentar o vencedor do duelo entre Noruega e Costa do Marfim pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

]]>
Leandro Couri/EM/D.A. Press Torcedores se reuniram na tarde desta segunda-feira (29/6) nos bares da Rua Antônio de Albuquerque, na Savassi para acompanhar a Seleção Brasileira contra a Japonesa
Bares e restaurantes reclamam da falta d’água em BH nesta segunda (29/6) https://www.em.com.br/gerais/2026/06/7451511-bares-e-restaurantes-reclamam-da-falta-d-agua-em-bh-nesta-segunda-29-6.html Manutenção no Sistema Rio das Velhas, feita no domingo (28/6), interrompeu o abastecimento d’água em bairros da capital mineira 7451511 17000000 Mon, 29 Jun 2026 20:55:47 -0300 Rafael Silva* Other Em decorrência da manutenção no Sistema Rio das Velhas, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) feita neste domingo (28/6) pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), alguns bairros da capital mineira ainda estão sem água. Por causa disso, alguns bares e restaurantes da cidade tiveram que recorrer a estratégias para não perder a clientela. Outros fecharam as portas momentaneamente até que o sistema fosse restabelecido. 

De acordo com a Copasa, somente em BH, 398 bairros foram afetados ontem e alguns seguem sem água no decorrer desta segunda-feira (29/6).  

O restaurante A Granel, localizado no Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste de BH, comprou um caminhão-pipa nesta segunda para que a ausência de água não impedisse o funcionamento do estabelecimento. O jogo da Seleção Brasileira aumentou ainda mais as preocupações por causa do grande fluxo de visitantes no bar. Eles mencionaram que o abastecimento retornou na parte da tarde. 

Assim como o restaurante Berilo, na Savassi, na Região Centro-Sul de BH, comprou um caminhão-pipa no domingo para conseguir atender os clientes do estabelecimento. 

Andréia Barreto, dona do Veraldina, restaurante localizado no Bairro Carmo, também na Região Centro-Sul, resolveu fechar o estabelecimento nesta segunda. Ela sabia do possível desabastecimento, por isso preferiu avisar os funcionários no domingo sobre o fechamento do estabelecimento e evitar constrangimentos no decorrer do expediente. O restaurante emprega cinco pessoas e volta ao funcionamento nesta terça-feira (30/6).  

“Não é a primeira vez que ocorre isso”, afirma a dona, que relembra situações passadas pelo estabelecimento que impuseram medidas de emergência. “Em uma ocasião, no meio do expediente, tivemos que buscar água em uma vizinha porque não tínhamos.”

  O restaurante Veraldina fechou as portas nesta segunda (29/6) em decorrência da falta d'água Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press

Além desses desgastes mencionados, ela relata que mesmo passando por uma série de dificuldades, a conta d’água dela tem apresentado um aumento considerável, o que interfere no caixa da empresa. “A única coisa que cobramos da Copasa é respeito. A falta recorrente prejudica o comércio e potencializa os estragos financeiros”, destaca Andréa. 

População reclama

Alguns usuários do X (antigo Twitter) foram aliviar as insatisfações com a Copasa em postagens na rede social. Alguns relacionam a falta de água com o jogo entre Brasil e Japão, que ocorreu na tarde desta segunda.  

Internautas reclamam da falta d'água Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press

O que diz a Copasa?

A Copasa informou que as intervenções programadas nas estruturas de tratamento de água do Sistema Rio das Velhas foram concluídas conforme o previsto e que o abastecimento será feito de modo gradativo nesta segunda. 

A companhia esclarece que algumas regiões mais elevadas e áreas localizadas nas extremidades das redes de distribuição podem apresentar reflexos da intermitência até a madrugada de terça. A Copasa reforça que ações preventivas como essa são necessárias para assegurar a continuidade, a segurança e a qualidade dos serviços prestados à população, além de contribuir para a redução de ocorrências emergenciais e para o aprimoramento da infraestrutura de abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Caso algum cliente apresente alguma intercorrência no abastecimento após esse período, a companhia orienta que seja feito o registro nos canais oficiais, o que permite a apuração mais precisa e pontual.  

*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck

]]>
Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press O desabastecimento d'água fez com que restaurantes fechassem as portas ou comprassem caminhões pipas
Virada do Brasil leva torcida do silêncio à explosão nos bares de BH https://www.em.com.br/gerais/2026/06/7451493-virada-do-brasil-leva-torcida-do-silencio-a-explosao-nos-bares-de-bh.html Com o jogo marcado para as 14h (horário de Brasília), muitos foram liberados antecipadamente do trabalho para aproveitar uma tarde de Copa do Mundo 7451493 17000000 Mon, 29 Jun 2026 20:32:53 -0300 Andrei Megre and Larissa Leone* Other Torcedores foram da aflição ao delírio em Belo Horizonte com a virada brasileira. Com o jogo no horário comercial, muitos foram liberados antecipadamente do trabalho para aproveitar uma tarde de Copa do Mundo e se aconchegaram em bares por toda a cidade, que teve trânsito intenso nas horas que antecederam a partida.

Na Rua Alberto Cintra, movimentado ponto de encontro no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capital, os bares ficaram lotados para acompanhar a partida com otimismo, mas não durou muito. Quando o Japão abriu o placar, os copos de cerveja e as conversas ficaram de lado, e os olhos atentos se voltaram para as televisões, com reações estridentes a cada lance.

Em meio a torcedores tensos, um se destacou pela tranquilidade. O cachorro Aslan, um golden retriever, acompanhava sereno a partida ao lado dos tutores. “Ele está sempre acompanhando em tudo, torcedor fanático, camisa 10. É super tranquilo, quer brincar com todo mundo. A gente treinou ele para ficar assim”, contou o médico Pedro Henrique Amaral, de 30 anos.

Os torcedores puderam aliviar a apreensão com o gol de Casemiro, quando o relógio marcava 11 minutos do segundo tempo. “No primeiro gol eu fiquei muito tenso, mas depois vi que as coisas mudaram, o (Carlo) Ancelotti (treinador da Seleção Brasileira) acertou. O Brasil tem que ficar atento porque têm times muito bons, mas a gente também é bom e tem tudo pra levar esse hexa”, avaliou o comerciante Cláudio Barroso, de 50.

O empate levaria o confronto para a prorrogação, o que ainda dava insegurança para a torcida. Entretanto, Martinelli marcou aos 51 minutos do segundo tempo e evitou o tempo extra, para o delírio dos torcedores. Para o engenheiro Darllon Silvano, de 36, o gol fez o atacante do Arsenal ser merecedor do prêmio de melhor em campo:

“Teve estrela, decidiu o jogo. Tem que ser o cara”, contudo foi Casemiro quem levou o prêmio. “Tem que melhorar muito. O time está bom, mas tem que ser mais incisivo. Tem que começar a sair na frente. Na hora que pegar uma seleção mais forte não dá pra bobear. Se começar atrás, de repente não vai ter chance de empatar”, cornetou ele.

Na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, a montanha russa de emoções foi parecida. "Brasil é sempre na emoção. É sempre ali no último minuto. Mas valeu a pena, valeu a festa e valeu muito a pena estar aqui com a minha família e meus amigos", relatou o técnico em telecomunicação Edilio Moreira, de 64 anos.

Em uma mesa próxima, uma brasileira que mora nos Estados Unidos contou que trouxe os filhos para acompanhar a Copa no Brasil, apesar de o torneio ser sediado na América do Norte. "Viemos para o Brasil para mostrar para as crianças a experiência de como ser brasileiros e vivenciar a Copa aqui, com o fanatismo do futebol. A gente tenta mostrar muito da nossa cultura brasileira para as crianças. E todos eles amam o futebol. Todos nasceram nos Estados Unidos, mas torcem para o Brasil”, disse a empresária Samylla Gonçalves, de 35.

Ela mora em Northborough, em Massachusetts, com o marido estadunidense Liniker e os quatro filhos: Clara (10), Francisco (9), Filipe (7) e Catarina (5). Todos aproveitaram a virada brasileira na Savassi com familiares que moram no Brasil.

*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

]]>
Leandro Couri/EM/D.A.Press Torcedores se reuniram em bares da Rua Antônio de Albuquerque, na Savassi, na Região Centro-Sul da capital
A escola de seu filho(a) valoriza a poesia? https://www.em.com.br/colunistas/filosofia-explicadinha/2026/06/7451504-a-escola-de-seu-filho-a-valoriza-a-poesia.html Talvez a poesia não encontre lugar na escola porque, antes, já foi despejada da vida 7451504 01000000 Mon, 29 Jun 2026 19:04:39 -0300 Renato de Faria Other Os burocratas da educação estão sempre preocupadíssimos com as metodologias. Como se a repetição de uma fórmula milagrosa fosse capaz de produzir emoção, abrir sentidos ou despertar algum sopro de humanidade em professores e alunos dentro de uma sala de aula. Qualquer método é estéril sem desejo. E desejo não dá para transmitir em videoaula.

Repetir é justamente a coisa que nossos estudantes mais fazem – ainda mais depois da IA. Acostumaram-se ao condicionamento das redes sociais, reproduzem refrãos de 10 segundos sem parar, colecionam clichês e memes sem constrangimento. Desde Skinner e seus ratos encaixotados sabemos que o condicionamento operante molda comportamentos entre reforços positivos, compensações e punições. Mas parece que esquecemos convenientemente a segunda parte da lição: a de que ratos não fazem poesia.

A partir daí criamos a nossa sala de aula futurista, com direito a entorpecentes digitais devidamente regulamentados pela sacrossanta “Tecnologia Educacional”: aplicativos, tablets, celulares e outras distrações pedagógicas que mantêm crianças e adolescentes entretidos, dóceis e quietinhos em um ambiente supostamente seguro, enquanto pais e responsáveis tentam ganhar a vida e construir suas respectivas carreiras.

Vitória de Skinner: um bicho satisfeito e entretido não quer confusão, não pensa demais, não incomoda. A proposta é dopar uma geração de estudantes que, em breve, replicará essa mesma lógica para sua descendência. Vitória da indústria tecnológica do entretenimento. Derrota silenciosa do humano que insiste em sentir desconforto diante dessa situação.

Ainda bem que algumas experiências internacionais começam a chegar para furar a bolha. A Austrália discute proibição de redes sociais para menores de 16 anos e responsabiliza os pais. Vários países da Europa proíbem o uso de celulares em sala de aula. A Finlândia – aquela mesma, farol da educação mundial – agora investe pesado na desintoxicação tecnológica, porque descobriu que a overdose de entretenimento cobra a conta, e a conta veio cara. O Brasil, ainda que tardiamente, embarca na mesma esteira e restringe o uso desses trecos luminosos no ambiente escolar. Palmas para nós, mas com moderação: legislar é fácil, educar continua sendo difícil.

No entanto, agora, precisamos olhar para fora da escola. No meio de tantas telas coloridas, perdemos a poesia. E não estou escrevendo aqui de forma poética – até gostaria –, mas registro apenas um dado do real, pragmático, concreto: a geração nascida depois de 2010 teve pouquíssimo contato com o texto poético e seus impactos. E os responsáveis, em grande parte, somos nós, adultos ocupados, cuidadores de crianças e curadores de inutilidades digitais. Dos sites de notícias ao engajamento vazio nas redes, ocupamos nosso tempo com futilidades imagéticas, enquanto o silêncio, a densidade, a metáfora e a pausa – onde a poesia vive – foram expulsos de casa.

Antes que o leitor se esquive com a clássica desculpa “não tenho tempo”, vale a pergunta incômoda: quantas vezes por dia seu filho (a), neto (a), sobrinho (a) o vê com um livro na mão? Quantas vezes ele o vê entregue a alguma leitura literária real, gratuita, desinteressada? Pois é.

Talvez a poesia não encontre lugar na escola porque, antes, já foi despejada da vida. Foi considerada inútil, improdutiva, perigosa até – afinal, poesia desorganiza certezas, provoca perguntas, atrapalha a produtividade. Ela não serve para nada “útil”, o que é exatamente a sua utilidade maior: lembrar-nos que existir não é só funcionar. Sem poesia, não é que a escola fique sem arte; ela fica sem alma. Produz gente eficiente, mas vazia. Forma analfabetos em sentir.

A poesia é uma forma de resistência do humano contra a mecanização da existência: ela ensina a nomear, a sentir, a pensar sobre as nuances onde o discurso pragmático só enxerga utilidade. Ao romper a lógica do desempenho e da pressa, devolve ao sujeito a capacidade de contemplar, de estranhar, de se reconhecer no outro e de compreender a própria condição com mais profundidade e menos arrogância. E não é disso, justamente, que estamos precisando?

No campo educacional, a poesia não é um adorno sentimental. Ela amplia vocabulário, exercita a imaginação e fortalece a capacidade interpretativa, convidando o leitor a construir sentidos. Em uma escola que se quer verdadeiramente humana, a poesia não é luxo – é elemento estruturante de uma educação que pretende formar pessoas e não apenas operadores de conteúdo.

Em uma educação que pretende operar para o desenvolvimento de competências, é preciso perguntar: onde estão as habilidades que se relacionam com a poesia nos programas de ensino? No currículo escolar? Professores de diferentes níveis já constatam, com um misto de tristeza e espanto, que muitos estudantes não conseguem mais sustentar a leitura de um poema até o fim: falta paciência para a lentidão do verso, falta disposição para o silêncio que exige interpretação e, principalmente, falta a capacidade de abstrair, de lidar com o não dito, com a metáfora, com.

A revolução digital, com sua lógica de recompensa imediata, notificações constantes e consumo fragmentado de informação, treinou o olhar para o instantâneo e atrofiou a musculatura da atenção profunda. Ao transformar qualquer experiência em estímulo rápido e descartável, esse ambiente reduziu a tolerância ao esforço intelectual, tornando a leitura poética – que demanda tempo, concentração e sensibilidade – quase um ato heroico. O resultado é uma geração alfabetizada tecnicamente, mas empobrecida simbolicamente, com dificuldade de lidar com complexidade e profundidade, justamente porque foi educada para deslizar.

A poesia não encontra lugar na escola porque nós, coletivamente, decidimos que emoção, beleza, espanto e reflexão cabem apenas como “conteúdos opcionais”, quando sobra tempo. E tempo, a gente sabe, nunca sobra.

Se quisermos a volta da poesia, teremos que aceitar o risco do intervalo entre as coisas, da leitura lenta. Poesia só volta quando alguém, sem alarde, tiver a coragem de abrir um livro – e de abrir um espaço dentro de si para ser afetado. Até lá, continuaremos comemorando nossas vitórias tecnológicas, enquanto perdemos, vagarosamente, aquilo que nos fazia humanos.

]]>
SEMED/Divulgação No ano passado, Minas Gerais atendeu a 3.644.360 alunos de escolas públicas, sendo que 47% estão na rede estadual
Startups voltadas para indústria querem ganhar escala, diz Deloitte e Fiemg https://www.em.com.br/economia/economia-digital/2026/06/7451470-startups-voltadas-para-industria-querem-ganhar-escala-diz-deloitte-e-fiemg.html Levantamento identifica 377 startups voltadas à indústria no país e evidencia maturidade tecnológica e ecossistema com geração de valor comprovada 7451470 04000000 Mon, 29 Jun 2026 18:18:00 -0300 2026-06-29T18:18:43-03:00 Estado de Minas Other Caroline Jardim - Especial para o Estado de Minas

O ecossistema de indtechs – startups e empresas de tecnologia desenvolvidas especificamente para o setor industrial – vem ampliando sua presença e relevância no Brasil, com soluções cada vez mais sofisticadas e orientadas a ganhos operacionais, conforme revela a pesquisa “Inovação digital na indústria: panorama das indtechs, gargalos e caminhos para a transformação”, realizada pela Deloitte e pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Ao analisar as soluções desenvolvidas e os setores econômicos atendidos por 377 indtechs, o estudo identificou oportunidades de expansão de negócios para áreas pouco exploradas, sobretudo governança ESG e soluções integradas para setores de alto risco operacional, e estratégicas para indústrias dos setores que mais se relacionam com essas startups.

A distribuição geográfica das indtechs mapeadas acompanha a estrutura industrial do país. O Sudeste, especialmente no eixo São Paulo-Minas Gerais, concentra mais de 60% do total das empresas mapeadas, sendo 33,7% em São Paulo e 27,6% em Minas Gerais. Em seguida, os estados com presença das startups mapeadas são Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia e Goiás, confirmando a presença do ecossistema em polos industriais. Essas startups possuem atuação nos setores de Mineração, Automotivo, Alimentos e Bebidas, Agroindústria, Logística, Energia, Celulose e papel, Petróleo e gás, Construção e Engenharia. Além disso, o mapeamento inclui indtechs de diversos portes e níveis de receita.

As principais soluções oferecidas estão relacionadas à produtividade, eficiência operacional e estabilidade de processos industriais. A Gestão da Produção é a mais recorrente, sendo ofertada por 32,4% das indtechs, seguida por Sustentabilidade e Meio Ambiente, por 23,1%. Soluções de Logística e Supply Chain, assim como de Manutenção e Gestão de Ativos, foram identificadas, cada uma delas, em 16,2% das startups. As áreas com menor atuação das startups são Trabalho, Saúde e Segurança (11,1%) e Governança ESG (1,9%), o que constitui uma oportunidade de novos negócios e fortalecimento do ecossistema, uma vez que os segmentos mais atendidos pelas startups são mineração (53,4%), automotivo (35,2%) e alimentos e bebidas (33,6%) e que o contexto é de crescentes demandas regulatórias.

A pesquisa mostra que o ecossistema já passou pela fase inicial de experimentação e tem aderência às demandas industriais: 68% das empresas mapeadas alcançaram contratos comerciais com indústrias. “Esse dado demonstra que as soluções desenvolvidas estão sendo efetivamente incorporadas nas operações industriais, gerando valor concreto e uma integração cada vez mais fluida entre inovação e produção. Também evidencia que a confiança entre indtechs e indústria se fortalece e cria uma base para expansão dos negócios, ampliação de parcerias e desenvolvimento contínuo de soluções mais sofisticadas”, analisa Rafael Ferrari, sócio de Strategy & Business Design e líder de Soluções de Inovação da Deloitte.

Além dos contratos comerciais consolidados, a interação entre indtechs e indústrias se concentra principalmente em formatos tradicionais: 71% das empresas já possuem provas de conceito (PoCs) e 52% desenvolveram projetos-piloto para indústrias. Modelos de relacionamento mais avançado, como codesenvolvimento, programas de aceleração e investimento, são menos frequentes, mas já despontam para consolidar uma interação mais madura entre indústria e startups.

A pesquisa também evidencia a alta adesão aos hubs de inovação, com 75% das empresas mapeadas integrando esses ambientes. O resultado sugere que as indtechs reconhecem o papel dos hubs como estruturas estratégicas para conexão, validação e geração de negócios, funcionando como catalisadores para realização de pilotos e PoCs, acesso a decisores corporativos e aumento de visibilidade junto a empresas e investidores.

Nesse sentido, os hubs podem contribuir para vencer os principais desafios levantados na pesquisa: o acesso às grandes indústrias (58%), fomento e incentivo (51%), ambientes de teste – testbeds (48%) e mentorias/conexões (40%). Um dos principais gargalos está na transição entre a validação técnica e a escala comercial das soluções trazidas. Fatores como ciclos de decisão prolongados nas indústrias, com múltiplos níveis de aprovação, integração com sistemas legados e concentração de capital em estágios iniciais impactam no ritmo de crescimento.

“O que observamos no ecossistema brasileiro de indtechs não é uma limitação tecnológica. As soluções existem, são competitivas e estão alinhadas com o que há de mais avançado globalmente. O desafio está em construir um ambiente em que essas soluções possam se desenvolver mais rapidamente e escalar. Há espaço para evoluir em direção a parcerias mais estruturadas, que favoreçam a integração de soluções e ampliem seu alcance”, explica Rafael Ferrari.

Modelos de negócio e de investimento refletem foco em eficiência e retorno tangível

Com 45% das indtechs ainda bootstrapped, ou seja, financiadas com recursos próprios dos fundadores, o ecossistema demonstra uma forte cultura empreendedora, mas também evidencia os desafios de escalar sem capital externo.

As rodadas iniciais concentram a maior parte das empresas. O estágio Pre-Seed, voltado à transformação da ideia em um produto mínimo viável (MVP), representa 15%, enquanto o Seed, direcionado à validação do product-market fit, à estruturação da aquisição de clientes e à organização das métricas comerciais, responde por 10%. Juntas, essas fases somam 25% do total. Em contraste, a Série A, que marca o momento de escalar o que já foi validado, aparece de forma residual, com apenas 3%, evidenciando um funil bastante estreito rumo a estágios mais avançados.

A dificuldade de captação de recursos reforça esse cenário. Do total, uma parcela equivalente (45%) se financia com capital próprio, enquanto 15% recorrem a investidores-anjo para tirar a solução do papel. Outras 10% utilizam capital semente, principalmente para aquisição de clientes ou entrada no mercado, e 27% acessam outras fontes de financiamento. Apenas 3% chegam à Série A, com rodadas entre US$ 5 milhões e US$ 15 milhões voltadas à expansão do negócio. Mais de 80% dos aportes realizados nessas empresas são inferiores a R$ 1 milhão.

“Esse padrão mostra um ecossistema ainda jovem, com capital concentrado nas etapas de maior risco e validação inicial. Aportes mais robustos tendem a vir quando já há maturidade de produto, tração comercial comprovada e redução de riscos, o que reforça a importância de mecanismos capazes de acelerar essa transição”, afirma Junia Cerceau, gerente do Fiemg Anjos.

As prioridades tecnológicas incluem Indústria 4.0 & IoT (54% das startups), Automação & Controle (35%), Qualidade e Controle de Processos (33%). Eficiência Energética (23%) também ganha destaque, tendo em vista a busca por redução de custos e maior sustentabilidade operacional. As soluções mais citadas são as com retorno de investimento mensurável e conectado ao fluxo produtivo.

O modelo de negócio predominante entre as IndTechs é o SaaS (Software as a Service), adotado por 58% das empresas, o que evidencia uma estratégia voltada à recorrência de receita, escalabilidade e retenção de clientes. Outros formatos, como customização, venda direta de produtos e de serviços, consultoria e HaaS, também estão presentes, compondo um portfólio diversificado.

Os investidores-anjo aparecem como principal fonte externa de capital, presentes em 47% das startups. Fundos de venture capital participam em 41%, enquanto CVCs, private equity e family offices ainda têm atuação mais tímida.

Tendências incluem sustentabilidade, dados e segurança operacional

Por meio da análise integrada das soluções desenvolvidas e dos padrões de uso e de interesse, a pesquisa também identifica as principais frentes tecnológicas com potencial para desenvolvimento do ecossistema nos próximos anos. A sustentabilidade e práticas ESG passam a ocupar posição relevante nas operações. Também há potencial para soluções relativas à saúde, segurança e meio ambiente (SSMA), como monitoramento de riscos operacionais, gestão de segurança do trabalho, compliance regulatório e auditoria em tempo real.

“Antes relacionados apenas ao âmbito da conformidade normativa, a segurança operacional e o SSMA consolidam-se agora como um pilar de inovação estratégica. As indtechs que combinarem a eficiência operacional com rastreabilidade, gestão de riscos e compliance tendem a trazer soluções mais completas para a captura de valor e fortalecimento do ecossistema”, conclui o sócio da Deloitte.

Perfil das indtechs e metodologia

O estudo foi realizado com abordagem predominantemente qualitativa, combinando dados estruturados de base proprietária da Fiemg, composta por startups que integram o ecossistema Fiemg Lab, e dados autorrelatados coletados por formulário digital. A pesquisa digital complementar foi realizada com startups, empresas industriais e demais atores do ecossistema e divulgada por meio de canais institucionais da FIEMG e ativações junto à rede de parceiros.

]]>
Simon Kandula 68% das empresas mapeadas já alcançaram contratos comerciais com indústrias
Jota Quest libera mais duas faixas do seu tributo a Tim Maia https://www.em.com.br/cultura/2026/06/7451359-jota-quest-libera-mais-duas-faixas-do-seu-tributo-a-tim-maia.html Banda mineira antecipa canções de álbum em homenagem ao mestre da soul music; projeto é parte das celebrações de 30 anos de carreira do grupo 7451359 01000000 Mon, 29 Jun 2026 16:42:00 -0300 2026-06-29T16:45:19-03:00 Maria Dulce Miranda Other O Jota Quest antecipou nesta quinta-feira, 25 de junho, mais duas faixas de seu novo álbum em homenagem à obra de Tim Maia. O lançamento faz parte das celebrações de 30 anos de carreira do grupo mineiro.

As canções divulgadas são releituras de “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, um clássico do álbum “Tim Maia 1971”, e o lado-b “Estrela do Meu Show”, uma versão em português de “You're the Star of My Show", da banda norte-americana Kwick.

Leia Mais

O álbum completo tem lançamento confirmado para 6 de setembro, data do primeiro show da turnê “Jota Quest Toca Tim Maia” no Rock in Rio 2026. As faixas chegam às plataformas digitais com visualizers produzidos pelo designer Batman Zavareze, disponíveis no YouTube da banda.

O projeto tem o apoio de Carmelo Maia, filho de Tim Maia e responsável por gerenciar o espólio artístico do pai. Com produção do baixista PJ, o novo álbum terá 16 faixas e começou a ser produzido no início de 2025.

A homenagem retoma a influência que Tim Maia exerceu sobre a banda desde o seu primeiro disco, “J.Quest”, de 1996. Na época, o artista foi o padrinho artístico do grupo, cujo som era influenciado por ritmos da black music como funk, disco e soul.

“Estamos revelando agora mais duas faixas do álbum, com destaque para ‘Estrela do Meu Show’, este super lado-b do Tim que é uma faixa quase que inédita, com a voz dele e tudo!”, comemora o vocalista Rogerio Flausino.

Além do tributo, a celebração de 30 anos do grupo inclui o relançamento do álbum de estreia, “J.Quest”, remasterizado para os formatos vinil e digital, com previsão de lançamento para novembro.

]]>
Divulgação O logo do projeto que une Jota Quest e Tim Maia, marcando o tributo da banda ao ícone da música brasileira em seu 30º aniversário.
O tipo de tumor na tireoide que exige teste genético imediato https://www.em.com.br/bem-viver/2026/06/7451281-o-tipo-de-tumor-na-tireoide-que-exige-teste-genetico-imediato.html Cientistas alertam que o câncer medular esconde um segredo hereditário capaz de antecipar o tratamento e salvar vidas antes mesmo do aparecimento dos sintomas 7451281 07000000 Mon, 29 Jun 2026 15:30:00 -0300 Estado de Minas Other O câncer de tireoide está entre os tumores que mais crescem em incidência no mundo. Apesar de a maioria dos casos ocorrer de forma esporádica, sem relação hereditária evidente, especialistas alertam que uma parcela dos pacientes pode apresentar predisposição genética, o que muda significativamente tanto a condução do tratamento quanto o acompanhamento de familiares. 

Avanços na genética médica têm permitido identificar mutações associadas a síndromes hereditárias que aumentam o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer de tireoide. O diagnóstico dessas alterações pode orientar decisões terapêuticas mais precisas e possibilitar estratégias preventivas para parentes que ainda não apresentam sintomas.

Segundo o geneticista Paulo Victor Zattar Ribeiro, compreender a origem genética do tumor pode ter impacto muito além do paciente que recebeu o diagnóstico. “A genética não serve apenas para confirmar o diagnóstico. Ela permite compreender a causa da doença, orientar o prognóstico e identificar familiares que também podem estar em risco”, afirma.

Entre os principais cenários de predisposição hereditária está o câncer medular de tireoide, frequentemente associado à síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2), causada por mutações no gene RET. Nesses casos, o reconhecimento precoce pode inclusive permitir intervenções preventivas antes do aparecimento do câncer. 

Além do gene RET, outras alterações genéticas relacionadas a síndromes hereditárias também podem aumentar o risco de tumores tireoidianos, incluindo mutações em genes como PTEN, APC e DICER1.

Para Igor Viana, médico clínico com especialização em endocrinologia, alguns sinais devem despertar a atenção dos profissionais de saúde para a possibilidade de uma causa hereditária. “Quando observamos câncer de tireoide em idade jovem, múltiplos casos na mesma família ou associação com outras doenças características de determinadas síndromes genéticas, é fundamental considerar uma investigação mais aprofundada”, explica.

Quando suspeitar de predisposição genética?

A avaliação genética costuma ser indicada em situações específicas, como:

  • Diagnóstico de câncer medular de tireoide
  • Histórico familiar de câncer de tireoide
  • Ocorrência da doença em idade precoce
  • Presença de tumores múltiplos ou recorrentes
  • Associação com outras manifestações clínicas compatíveis com síndromes hereditárias

Nesses casos, o teste genético pode ajudar a identificar a mutação responsável e direcionar não apenas o cuidado do paciente, mas também o rastreamento de parentes de primeiro grau. “Quando uma condição hereditária é identificada, mudamos não apenas a trajetória daquele paciente, mas também de toda a família. O rastreamento permite diagnosticar precocemente indivíduos que ainda não desenvolveram a doença”, destaca Paulo Zattar.

Medicina de precisão

O avanço da medicina de precisão vem transformando a forma como o câncer de tireoide é compreendido e tratado. Além de contribuir para o diagnóstico, os testes moleculares auxiliam na estratificação de risco e na definição de condutas cirúrgicas e terapêuticas mais individualizadas.

Segundo os especialistas, a tendência é que a integração entre endocrinologia e genética se torne cada vez mais presente na prática clínica. “Estamos caminhando para uma medicina cada vez mais personalizada. Entender as características genéticas do paciente nos ajuda a tomar decisões mais assertivas e oferecer um acompanhamento adequado ao seu risco individual.”

]]>
Getty Images A incidência de câncer de tireoide está aumentando, apesar dos avanços da medicina
Gasolina adulterada? 5 sinais que o seu carro dá e você não percebe https://www.em.com.br/trends/2026/06/7451279-gasolina-adulterada-5-sinais-que-o-seu-carro-da-e-voce-nao-percebe.html Abastecer com combustível de má qualidade pode destruir o motor do seu veículo; aprenda a identificar os sintomas, como falhas na partida e perda de potência 7451279 07000000 Mon, 29 Jun 2026 15:12:18 -0300 Raissa Ferri Other Abastecer com gasolina ou etanol de má qualidade pode causar danos graves e caros ao motor, muitas vezes de forma silenciosa. Identificar os sinais de que algo está errado é o primeiro passo para evitar um prejuízo maior.

Se o seu carro começou a se comportar de maneira estranha logo após um abastecimento, preste atenção. Ele pode estar dando pistas claras de que o combustível está adulterado. Conhecer os sintomas mais comuns ajuda a proteger o seu veículo e o seu bolso.

Leia Mais

Fique atento a estes cinco sinais clássicos de que o problema pode estar no tanque:

  1. Falha na partida e marcha lenta irregular: Se o motor demora a ligar ou engasga com frequência, especialmente pela manhã, pode ser um sinal. Combustíveis com solventes ou outras substâncias inadequadas alteram a queima e dificultam o funcionamento do motor em baixas rotações.

  2. Perda de potência e desempenho: O carro parece mais fraco, com dificuldade para subir ladeiras ou realizar ultrapassagens? A gasolina adulterada não gera a mesma energia que o combustível de boa qualidade, o que resulta em uma nítida perda de rendimento e respostas lentas ao acelerador.

  3. Aumento repentino no consumo: Se o ponteiro do combustível está caindo mais rápido do que o normal, desconfie. Para compensar a baixa eficiência do combustível "batizado", o sistema de injeção eletrônica envia mais líquido para o motor, fazendo com que o consumo dispare.

  4. Ruídos estranhos no motor: Um som metálico e contínuo, conhecido como "batida de pino", é o sintoma clássico. Esse barulho ocorre quando o combustível detona antes do tempo ideal, forçando os componentes internos do motor e podendo causar danos severos a longo prazo.

  5. Luz da injeção eletrônica acesa: A luz amarela no painel, com o símbolo de um motor, é o alerta do computador de bordo de que algo está errado. Os sensores do veículo detectam irregularidades na queima do combustível e acionam o aviso para indicar a necessidade de uma verificação mecânica.

O que fazer se suspeitar de combustível adulterado?

A primeira medida é parar imediatamente de abastecer no posto suspeito. Em seguida, leve o veículo a uma oficina de confiança para uma avaliação. O profissional poderá verificar o estado de componentes como bomba de combustível, bicos injetores e velas, que são os primeiros a sofrer danos.

Guarde sempre a nota fiscal do abastecimento. O documento é a principal prova para registrar uma reclamação formal e buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos.

A denúncia sobre o estabelecimento pode ser feita nos canais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ou no Procon do seu estado, contribuindo para a fiscalização e para que outros consumidores não sejam lesados.

]]>
Unsplash/ Szasa Amanda A fiscalização de postos como este é crucial para coibir a venda de combustível adulterado, que pode prejudicar seu veículo.
Sinuca para iniciantes: aprenda as regras básicas e 3 jogadas fáceis https://www.em.com.br/trends/2026/06/7451270-sinuca-para-iniciantes-aprenda-as-regras-basicas-e-3-jogadas-faceis.html Quer parar de fazer feio na mesa de sinuca do bar? Este guia rápido ensina tudo o que você precisa saber para começar a jogar e se divertir 7451270 07000000 Mon, 29 Jun 2026 15:05:47 -0300 Raissa Ferri Other A mesa de sinuca no bar pode intimidar quem não conhece o jogo, mas aprender o básico é mais simples do que parece. Com algumas regras essenciais e truques iniciais, qualquer pessoa pode começar a se divertir e até a ganhar algumas partidas. O objetivo é claro: encaçapar todas as bolas do seu grupo (lisas ou listradas) e, por fim, a bola 8 preta.

Para começar, as 15 bolas numeradas são arrumadas em um triângulo e um jogador dá a primeira tacada, chamada de "saída", na bola branca. A partir do momento em que um jogador encaçapa legalmente (sem cometer faltas) a primeira bola lisa ou listrada, os grupos são definidos. Se você encaçapou uma bola lisa, seu objetivo será matar todas as outras lisas.

Leia Mais

Uma regra fundamental envolve a bola 8. Ela só pode ser encaçapada depois que todas as bolas do seu grupo já saíram da mesa. Se um jogador encaçapar a bola 8 antes da hora, ele perde o jogo imediatamente. O mesmo vale para quando a bola branca cai na caçapa durante a jogada final na bola 8.

Cometer uma falta, como encaçapar a bola branca ou não acertar nenhuma bola, geralmente resulta na perda da vez. Quando isso acontece, o oponente ganha o direito de posicionar a bola branca em qualquer lugar da mesa para a sua próxima jogada, o que representa uma grande vantagem.

3 jogadas para começar a treinar

Dominar a sinuca leva tempo, mas algumas jogadas básicas já melhoram muito o desempenho de um iniciante. Entender como o taco e a bola se comportam é o primeiro passo para evoluir no jogo. Abaixo, listamos três técnicas fundamentais para quem está começando a praticar.

  1. A tacada reta: o fundamento de tudo. Aponte o taco para o centro da bola branca, alinhando-o com a bola que você deseja encaçapar. Mantenha a mão que apoia o taco (ponte) firme na mesa e faça um movimento suave e contínuo. Evite dar uma pancada forte e seca, pois o controle é mais importante que a força.

  2. Uso da tabela: a tabela não é sua inimiga. Quando não há um caminho direto para a caçapa, usar as bordas da mesa é uma ótima estratégia. Para uma tabela simples, a regra geral é que o ângulo de entrada é igual ao ângulo de saída. Mire em um ponto da tabela que fará a bola branca rebater na direção desejada.

  3. Jogada de segurança: nem sempre é possível encaçapar uma bola. Nesses casos, o melhor a fazer é uma jogada de segurança. O objetivo é acertar uma de suas bolas, mas deixar a bola branca em uma posição ruim para o seu adversário, como escondida atrás de outra bola ou distante das bolas dele.

]]>
Unsplash/ Klara Kulikova Aprender as tacadas e estratégias básicas é fundamental para quem busca se divertir e se aprimorar na sinuca.
O que o barulho constante das cidades faz com o seu cérebro? Entenda https://www.em.com.br/trends/2026/06/7451267-o-que-o-barulho-constante-das-cidades-faz-com-o-seu-cerebro-entenda.html A ciência mostra que a poluição sonora não afeta apenas a audição; ela pode aumentar o estresse, prejudicar o sono e até afetar a memória 7451267 07000000 Mon, 29 Jun 2026 15:00:36 -0300 Raissa Ferri Other Viver em uma grande cidade significa estar cercado por um som quase ininterrupto. O barulho do trânsito, sirenes, obras e conversas altas formam uma trilha sonora que faz parte do cotidiano de milhões de pessoas. O que muitos não percebem é que essa poluição sonora constante vai muito além do incômodo e do risco à audição. Ela afeta diretamente o cérebro, prejudicando a saúde mental e cognitiva.

O cérebro humano está programado para interpretar sons repentinos e altos como alertas de perigo. Mesmo em níveis mais baixos, o ruído constante mantém o sistema nervoso em um estado de alerta sutil. Isso dispara a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina, que, em excesso, elevam a pressão arterial e aumentam o risco de problemas cardiovasculares e transtornos de ansiedade.

Leia Mais

Como o cérebro reage ao excesso de ruído

A exposição contínua ao barulho sobrecarrega a capacidade do cérebro de filtrar informações. Para se concentrar em uma tarefa, ele precisa gastar mais energia para ignorar os estímulos sonoros irrelevantes. Esse esforço extra diminui os recursos disponíveis para outras funções importantes, como a criatividade, a resolução de problemas e a consolidação de memórias.

O sono é outra vítima direta da poluição sonora. Ruídos noturnos, mesmo aqueles que não chegam a acordar a pessoa completamente, podem interromper os ciclos de sono profundo. É nessa fase que o cérebro realiza processos essenciais de reparo e organização das informações do dia. Uma noite mal dormida por causa do barulho resulta em cansaço, irritabilidade e dificuldade de foco no dia seguinte.

Dicas para proteger sua saúde mental do barulho

Embora seja impossível eliminar totalmente o ruído da vida urbana, algumas estratégias simples podem ajudar a minimizar os danos e criar um ambiente mais saudável para o cérebro. A ideia é oferecer momentos de descanso auditivo, que são fundamentais para a recuperação neurológica.

  • Crie refúgios de silêncio: reserve um cômodo da casa para ser uma zona livre de ruídos, onde aparelhos eletrônicos ficam desligados. Use janelas antirruído ou cortinas grossas para abafar o som externo.

  • Busque a natureza: passar tempo em parques ou áreas verdes oferece uma pausa dos sons urbanos. Os sons da natureza, como o canto dos pássaros, têm um efeito comprovadamente relaxante no cérebro.

  • Use protetores auriculares: fones com cancelamento de ruído são uma ferramenta eficaz para bloquear sons indesejados durante o trabalho, a leitura ou o transporte público.

  • Adote o ruído branco: para dormir, um aparelho de ruído branco ou um ventilador pode criar um som constante e suave que mascara barulhos mais abruptos, como buzinas ou sirenes, melhorando a qualidade do sono.

]]>
Pexels/ Burst Fones de ouvido podem ajudar a criar um refúgio de silêncio e proteger a saúde mental do barulho excessivo em ambientes urbanos.
Meu pet comeu veneno; o que fazer? Guia de primeiros socorros https://www.em.com.br/trends/2026/06/7451266-meu-pet-comeu-veneno-o-que-fazer-guia-de-primeiros-socorros.html Agir rápido pode salvar a vida do seu animal; conheça os primeiros passos que você deve tomar em caso de envenenamento antes de correr para a clínica 7451266 07000000 Mon, 29 Jun 2026 14:57:26 -0300 Raissa Ferri Other Saber como agir nos primeiros minutos após a ingestão de uma substância tóxica pode ser a diferença entre a vida e a morte do seu animal de estimação. Agir com calma e rapidez é fundamental.

O primeiro passo, e o mais importante, é manter a calma e ligar imediatamente para um médico veterinário ou uma clínica de emergência. Informe o profissional sobre a situação, descrevendo os sintomas e, se possível, qual substância o animal ingeriu. Essa comunicação inicial permite que a equipe se prepare para receber seu pet.

Leia Mais

Enquanto se dirige à clínica, tente identificar o que causou o envenenamento. Se encontrar a embalagem de um produto químico, veneno de rato ou medicamento, leve-a com você. A composição do produto ajuda o veterinário a definir o tratamento mais eficaz, como o uso de um antídoto específico.

Fique atento aos primeiros sinais

Antes mesmo dos sintomas graves aparecerem, o animal pode dar indícios de que algo está errado. Mudanças sutis de comportamento, como apatia repentina, recusa em comer ou beber água, se esconder ou apresentar agitação incomum, podem ser os primeiros sinais de intoxicação. Ao notar qualquer comportamento anormal, não hesite em contatar um veterinário.

Principais sintomas de envenenamento

Os sintomas mais agudos podem variar dependendo do tipo de toxina ingerida, mas alguns sinais são mais comuns e exigem atenção imediata. Fique atento se o seu cão ou gato apresentar:

  • Vômitos ou diarreia, com ou sem a presença de sangue;

  • Salivação excessiva e espuma pela boca;

  • Tremores musculares, convulsões ou andar cambaleante;

  • Dificuldade para respirar ou respiração muito ofegante;

  • Apatia extrema, fraqueza ou pupilas dilatadas.

O que não se deve fazer

Na tentativa de ajudar, algumas ações podem piorar gravemente o quadro do animal. É crucial evitar medidas caseiras sem orientação profissional. Nunca induza o vômito sem a recomendação expressa de um veterinário, pois substâncias corrosivas podem causar queimaduras graves no esôfago ao retornarem.

Também não ofereça leite, água, azeite, carvão ativado ou qualquer outro alimento ou medicamento. Dependendo do veneno, líquidos podem acelerar a absorção da toxina pelo organismo, enquanto outros itens podem interferir no tratamento que será realizado na clínica.

Além do seu veterinário de confiança, existem centros de controle de intoxicação que podem oferecer orientação por telefone em casos de emergência. A única prioridade é levar o animal ao atendimento veterinário o mais rápido possível. Cada minuto conta e a assistência profissional é a única forma segura de aumentar as chances de recuperação do seu pet.

]]>
Pexels/ DUONG QUÁCH Apatia e mudanças de comportamento podem ser os primeiros sinais de que seu pet ingeriu algo tóxico e precisa de ajuda urgente.
MG: prefeituras tentam reaver recursos perdidos com golpe cibernético https://www.em.com.br/politica/2026/06/7451163-mg-prefeituras-tentam-reaver-recursos-perdidos-com-golpe-cibernetico.html Mediados pela Justiça Federal e com apoio da AMM, municípios se reúnem com a Caixa em busca de solução consensual para prejuízo milionário 7451163 11000000 Mon, 29 Jun 2026 14:50:16 -0300 Alessandra Mello Other Prefeituras mineiras lesadas por golpes bancários envolvendo a Caixa Econômica Federal (CEF) começam, nesta semana, uma maratona de reuniões mediadas pela Justiça Federal para tentar solucionar o problema, que tem tirado o sono dos chefes dos Executivos. Pelo menos 12 prefeituras foram lesadas por um golpe cibernético que retirou das contas dos municípios cerca de R$17 milhões – recursos que impactam principalmente as pequenas cidades, caso de Naque, no Vale do Rio Doce, com cerca de 6.500 habitantes, a mais recente vítima da fraude, no começo deste mês.

O golpe não é restrito ao estado e já afetou prefeituras de todo o Brasil, motivando, inclusive, um alerta da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

De acordo com o presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM) e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira (Avante), em uma audiência de conciliação conduzida pelo desembargador Álvaro Souza Cruz, que contou também com a presença do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Durval Ângelo, e com representantes das prefeituras, ficou definido que serão realizadas, a partir desta segunda-feira (29/6) e ao longo de todo o mês de julho, reuniões entre a CEF e cada uma das cidades lesadas, na tentativa de uma solução consensual.

Vieira disse ainda que, nesta primeira reunião na Justiça Federal, a Caixa admitiu que, em alguns casos, houve falhas nos sistemas da instituição. “A Caixa está fazendo perícia em cada um dos municípios e, em alguns casos, já ficou constatado que houve omissão, houve falha da Caixa que, nesse caso, vai se reunir individualmente com cada município para fazer uma proposta de acordo”, destacou o presidente da AMM, que tem auxiliado os municípios na tentativa de reaver os recursos. Vieira disse também que o TCE-MG estuda, por determinação de seu presidente, como serão tratadas as prestações de contas dessas cidades lesadas.

Para o presidente da AMM, o sistema da Caixa tem falhado e é necessário que os problemas sejam levantados e solucionados, já que todas as prefeituras foram lesadas em golpes envolvendo a instituição bancária. “Em algumas cidades que tentaram aplicar o mesmo golpe, mas com o Banco do Brasil, a instituição percebeu e barrou, o que deixa claro, para nós, que o problema é da Caixa Econômica”, destaca Vieira.

A Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais já abriu um inquérito para desvendar os crimes, mas não quis dar informações sobre o procedimento, sob a alegação de que a instituição não comenta investigações em curso.

Procurada pela reportagem, a Caixa informou, por meio de nota, que prestou atendimento às prefeituras com os devidos esclarecimentos, mas não pode divulgar informações sobre os casos devido ao sigilo e à proteção de dados. Disse ainda que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos de fraudes.

O banco destaca que, em caso de movimentação não reconhecida pelo cliente, é possível realizar pedido de contestação em uma das agências. “O processo é analisado por equipe especializada e as informações relativas aos casos são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes para análise e investigação.”

A instituição informou ainda que “atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que envolvem a instituição”. “Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente às autoridades competentes para análise e investigação”, afirma.

Ações dos golpistas

O prefeito Juninho Zucato (União Brasil), de Monte Sião, no Sul de Minas, uma das cidades lesadas, move duas ações contra a Caixa devido ao prejuízo milionário sofrido pelo município em setembro passado. De acordo com ele, 14 contas bancárias que o município tinha na Caixa sofreram ataque cibernético, resultando em um prejuízo de R$ 5,7 milhões, desviados em 54 transações feitas em horários atípicos e para empresas não cadastradas para receber recursos públicos.

Ele conta que a cidade enfrenta dificuldades financeiras por causa desse golpe e já teve que fazer empréstimos para bancar, principalmente, os recursos obrigatórios que devem ser aplicados nas áreas da Saúde e Educação.

A mais recente vítima desse golpe é Naque, que teria perdido cerca de R$ 4 milhões em golpe envolvendo contas do município na Caixa. A prefeitura não confirmou os valores desviados nem respondeu ao pedido de informações enviado pela reportagem, mas, em nota, confirmou ter sido vítima de um “ataque hacker”, ocorrido no dia 2 deste mês, e disse que está colaborando com as autoridades para identificar os responsáveis e buscar a recuperação dos valores eventualmente desviados. De acordo com a nota, um homem ligou para a administração municipal se passando por técnico de informática da CEF e, por meio desse expediente, invadiu as contas da prefeitura. 

Segundo apurou a reportagem, esse homem afirmou ser necessária uma “atualização do sistema” utilizado pela Secretaria Municipal da Fazenda para acessar as contas bancárias. Para dar credibilidade, chegou a fazer uma servidora assinar um suposto termo de atualização e a orientou a instalar um programa em um computador da rede municipal. Após a instalação, a tela do computador ficou escura e os programas pararam de responder.

O golpista ainda solicitou que o procedimento fosse repetido em outros computadores e pediu que todos fossem mantidos ligados durante a noite para “concluir o processo”. O rombo só foi descoberto no dia seguinte. O impacto financeiro gerou temor entre os servidores municipais quanto ao pagamento dos salários de junho, que devem ser depositados no começo do próximo mês. A tática usada em Naque é similar à adotada em outras cidades de Minas e do Brasil também lesadas em golpes envolvendo a Caixa.

Outros estados

Em Goiás, pelo menos sete prefeituras foram alvo de ataques similares, gerando prejuízos que, somados, chegam a quase R$ 8 milhões. Segundo a Associação Goiana de Municípios (AGM), as invasões ocorreram entre 2024 e 2026 e todas as contas bancárias das quais os valores foram retirados pelos hackers são da Caixa Econômica Federal. 

Caso semelhante também ocorreu em Jaraguá do Sul, no interior de Santa Catarina, onde foram desviados R$ 12 milhões de contas da prefeitura na Caixa Econômica Federal. Segundo a administração municipal, além do valor efetivamente transferido, o golpista tentou movimentar outros R$ 28 milhões, mas teve o acesso bloqueado pela instituição financeira. Outra cidade catarinense, Irineópolis, também foi alvo de uma fraude eletrônica que desviou R$ 500 mil das contas que o município tinha na Caixa.

]]>
Reprodução/ALMG Prefeito de Iguatama e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Lucas Vieira Lopes
Por que o vôlei se tornou o segundo esporte no coração dos brasileiros? https://www.em.com.br/trends/2026/06/7451256-por-que-o-volei-se-tornou-o-segundo-esporte-no-coracao-dos-brasileiros.html Da Geração de Prata nos anos 80 às novas estrelas da VNL, entenda os fatores culturais e as grandes conquistas que consolidaram a paixão nacional pelo vôlei. 7451256 01000000 Mon, 29 Jun 2026 14:44:53 -0300 Raissa Ferri Other A cada grande competição, como a Liga das Nações (VNL), uma antiga paixão nacional se reafirma nas telas e nas conversas. Longe de ser um fenômeno recente, a popularidade do vôlei no Brasil foi construída ao longo de décadas, consolidando-se como o segundo esporte no coração do país, atrás apenas do futebol.

Essa relação de afeto começou a ganhar força nos anos 80, com a chamada “Geração de Prata”. A medalha conquistada nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, mesmo não sendo de ouro, colocou o esporte em um novo patamar de visibilidade e inspirou milhões de brasileiros.

Leia Mais

Sucesso que contagia

A partir dali, o sucesso se tornou uma constante. A seleção masculina abriu o caminho com o ouro em Barcelona 1992, feito repetido em Atenas 2004. Pouco depois, foi a vez do vôlei feminino escrever sua própria história de domínio, com o inesquecível bicampeonato olímpico conquistado em Pequim 2008 e Londres 2012, que transformou as jogadoras em ídolos nacionais.

A hegemonia brasileira foi coroada em casa, com a medalha de ouro masculina nos Jogos do Rio 2016. Essa sequência de vitórias, aliada à constante presença no pódio em competições mundiais, criou um ciclo de identificação e orgulho que se renova a cada geração.

Diferente de outras modalidades, o vôlei tem uma dinâmica rápida e regras fáceis de entender, o que atrai até mesmo quem não acompanha esportes com frequência. A emoção de um tie-break ou a beleza de uma jogada bem executada são elementos que prendem a atenção do público do início ao fim.

Outro fator fundamental é a acessibilidade. O vôlei é praticado em escolas, clubes, parques e, claro, nas praias de todo o país. Essa presença no cotidiano das pessoas torna a conexão com o esporte muito mais forte e natural.

Vôlei na TV e na internet

A ampla cobertura da mídia, especialmente da televisão aberta ao longo dos anos, foi crucial para popularizar o esporte. A transmissão de jogos importantes da Superliga e dos torneios internacionais, como a VNL, permite que torcedores de todas as regiões acompanhem as seleções e seus ídolos.

Atualmente, o universo digital amplifica ainda mais esse alcance. As redes sociais aproximam os fãs dos atletas, oferecendo um olhar sobre os bastidores e os treinos. Essa interação constante, protagonizada por novas estrelas do esporte, renova o interesse e garante que a paixão pelo vôlei continue passando de geração em geração.

]]>
Agência Brasil/ Fernando Frazão Ação da seleção brasileira de vôlei masculino, campeã no Rio 2016, em partida que simboliza a hegemonia nacional.
Como escolher a escola certa para seu filho em BH; veja guia completo https://www.em.com.br/trends/2026/06/7451237-como-escolher-a-escola-certa-para-seu-filho-em-bh-veja-guia-completo.html Do método de ensino à estrutura física, conheça os principais critérios que os pais devem avaliar antes de matricular os filhos em 2027. 7451237 07000000 Mon, 29 Jun 2026 14:36:00 -0300 Raissa Ferri Other A notícia de que Minas Gerais tem oito escolas entre as 50 melhores do país, com base nos resultados do Enem 2025 divulgados recentemente, acende um alerta para os pais de Belo Horizonte que já planejam a matrícula para 2027. A escolha da instituição de ensino ideal é uma das decisões mais importantes para o futuro dos filhos e, com o período de matrículas se aproximando, a busca por informações se intensifica. O desafio vai muito além de analisar rankings e notas de corte.

Para tomar uma decisão segura, é preciso considerar uma série de fatores que impactam diretamente o desenvolvimento acadêmico, social e emocional da criança ou do adolescente. A escolha da instituição de ensino ideal envolve alinhar as expectativas da família com a proposta da escola, garantindo um ambiente de aprendizado estimulante e acolhedor. Avaliar cada critério com calma é fundamental para o sucesso dessa jornada.

Leia Mais

O que avaliar além da nota?

O bom desempenho em exames nacionais é um indicador importante, mas não deve ser o único ponto de análise. A base de uma boa educação é formada por um conjunto de elementos que precisam estar em sintonia.

Um dos primeiros passos é entender a linha pedagógica. Escolas tradicionais focam mais na disciplina e na preparação para vestibulares. As construtivistas incentivam o aluno a construir o próprio conhecimento, enquanto métodos como o montessoriano promovem a autonomia. Saber qual abordagem se encaixa melhor no perfil do seu filho é essencial.

A infraestrutura também conta muito. Observe se a escola oferece espaços seguros e adequados para o aprendizado e o lazer, como laboratórios bem equipados, bibliotecas atualizadas, quadras esportivas e áreas verdes. A tecnologia integrada ao ensino é outro diferencial relevante.

Investigue a qualificação e a estabilidade do corpo docente. Professores experientes e uma baixa rotatividade na equipe pedagógica costumam ser sinais de um ambiente de trabalho saudável e de um projeto educacional sólido. Por fim, avalie os valores da instituição e a qualidade da comunicação com as famílias.

Passos práticos para a decisão

Com tantas variáveis, organizar a busca ajuda a evitar o estresse e a fazer uma escolha mais consciente. Um roteiro simples pode guiar os pais nesse processo:

  • Pesquisa inicial: comece pela internet, lendo sobre as escolas que mais interessam. Converse com outros pais e busque referências sobre a reputação das instituições na sua região.

  • Visitas agendadas: nada substitui a experiência de conhecer o ambiente escolar pessoalmente. Agende visitas, observe a dinâmica dos alunos e a organização dos espaços.

  • Conversa com a coordenação: aproveite a visita para conversar com a equipe pedagógica. Tire dúvidas sobre o método de ensino, o suporte oferecido aos alunos e como a escola lida com desafios como o bullying.

  • Análise do custo-benefício: a mensalidade mais alta nem sempre garante o melhor ensino. Considere a localização, as atividades extracurriculares incluídas e os custos adicionais com material e uniforme.

]]>
Unsplash/ Element5 Digital Materiais escolares remetem à educação e ao complexo processo de escolha da escola ideal para o futuro dos filhos.
10 coisas que você precisa saber sobre os cânceres de cabeça e pescoço https://www.em.com.br/bem-viver/2026/06/7451219-10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-os-canceres-de-cabeca-e-pescoco.html Durante o Julho Verde, mês de conscientização sobre os cânceres de cabeça e pescoço, a SBCO destaca dez informações fundamentais sobre esse grupo de doenças 7451219 07000000 Mon, 29 Jun 2026 14:00:00 -0300 2026-06-29T14:18:33-03:00 Estado de Minas Other Juntos, os cânceres de cabeça e pescoço são responsáveis por mais de 40 mil novos casos por ano no Brasil. Apesar dos avanços no tratamento, a maioria dos diagnósticos ainda ocorre em fases avançadas, reduzindo as chances de cura e aumentando o risco de sequelas funcionais.

Mais de 40 mil brasileiros deverão receber, neste ano, o diagnóstico de alguns dos principais cânceres de cabeça e pescoço. Embora os avanços da cirurgia, da radioterapia e dos tratamentos sistêmicos tenham ampliado as possibilidades terapêuticas, o diagnóstico tardio continua sendo um dos maiores desafios para especialistas e pacientes.

O que são? 

Os cânceres de cabeça e pescoço incluem tumores que podem acometer a cavidade oral, a faringe, a laringe, as glândulas salivares, a cavidade nasal e os seios paranasais. Em comum, muitos deles compartilham fatores de risco importantes, como:

  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool 
  • E, em alguns casos, infecção pelo papilomavírus humano (HPV)

Durante o Julho Verde, campanha nacional voltada à conscientização sobre essas doenças, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) reuniu dez informações que ajudam a compreender os principais fatores de risco, reconhecer os sinais de alerta e entender por que o diagnóstico precoce continua sendo a principal ferramenta para aumentar as chances de cura.

"O grande desafio dos cânceres de cabeça e pescoço é que muitos sintomas iniciais podem parecer problemas simples e acabam sendo negligenciados. Quando o paciente chega ao especialista, frequentemente a doença já está em estágio avançado. Por isso, informação e conscientização continuam sendo ferramentas fundamentais para mudar esse cenário", afirma Paulo Henrique Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).

1 – Câncer de cabeça e pescoço não é uma única doença

Muitas pessoas imaginam que o câncer de cabeça e pescoço seja uma doença única, mas o termo engloba um conjunto de tumores que podem surgir em diferentes estruturas anatômicas da região. Entre os locais mais frequentemente acometidos estão a:

  • Cavidade oral
  • Língua
  • Gengivas
  • Lábios
  • Orofaringe
  • Hipofaringe
  • Nasofaringe
  • Laringe
  • Glândulas salivares e da tireoide
  • Cavidade nasal
  • Seios paranasais

Apesar de muitos desses tumores compartilharem características biológicas semelhantes e terem origem no revestimento das mucosas, cada localização apresenta particularidades em relação aos sintomas, ao comportamento da doença, às estratégias terapêuticas e ao prognóstico.

Um câncer de língua, por exemplo, pode apresentar desafios muito diferentes daqueles observados em um tumor de laringe ou de glândula salivar. Conhecer essa diversidade é importante para entender que não existe um único câncer de cabeça e pescoço, mas sim um grupo de doenças que exige abordagens específicas para cada paciente.

2 – A maioria dos casos ainda é diagnosticada tardiamente

O diagnóstico tardio continua sendo um dos principais desafios dos cânceres de cabeça e pescoço. Um estudo nacional que analisou mais de 145 mil pacientes atendidos em hospitais brasileiros mostrou que cerca de 78% dos casos são descobertos quando a doença já atingiu estruturas vizinhas ou se espalhou para os linfonodos do pescoço. 

Isso acontece porque muitos sintomas iniciais podem ser confundidos com problemas comuns do dia a dia, como aftas, rouquidão, inflamações na garganta, sinusites ou infecções respiratórias. Como consequência, muitas pessoas demoram a procurar avaliação especializada.

Quando o câncer é identificado mais tardiamente, os tratamentos costumam ser mais complexos e podem exigir a combinação de cirurgia, radioterapia e medicamentos. Além disso, aumentam os riscos de impactos sobre funções importantes, como fala, mastigação, deglutição e respiração. "Grande parte desses casos poderia ser diagnosticada mais cedo se a população conhecesse melhor os sinais de alerta. 

Feridas persistentes na boca, rouquidão prolongada ou caroços no pescoço merecem investigação. Quanto mais cedo identificamos a doença, maiores tendem a ser as chances de cura e menores os impactos do tratamento sobre funções importantes como fala, mastigação e deglutição", afirma.

3 – Descobrir cedo aumenta significativamente as chances de sobrevivência

O impacto do diagnóstico precoce pode ser observado de forma objetiva nos dados de sobrevida. Informações do programa SEER, do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos (NCI), mostram que apenas 26% dos casos de câncer de cavidade oral e faringe são diagnosticados quando a doença ainda está restrita ao órgão de origem.

Quando isso acontece, a sobrevida relativa em cinco anos chega a aproximadamente 89%. Já nos casos em que o tumor se espalhou para os linfonodos regionais, a sobrevida cai para cerca de 70%. Quando há metástases à distância, esse índice diminui para aproximadamente 36%. Esses números ajudam a entender por que especialistas insistem tanto na importância de reconhecer os sinais precoces da doença e procurar avaliação médica rapidamente diante de alterações persistentes.

4 – Alguns sintomas merecem atenção imediata

Feridas na boca que não cicatrizam, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, dor ao engolir, sensação de algo preso na garganta e caroços no pescoço estão entre os principais sinais de alerta.

Embora muitas dessas manifestações possam estar relacionadas a condições benignas, a persistência dos sintomas exige investigação. A recomendação dos especialistas é que alterações na região da cabeça e do pescoço que permaneçam por mais de duas semanas sejam avaliadas por um profissional de saúde.

Nos cânceres da cavidade oral, uma lesão semelhante a uma afta pode ser o primeiro sinal da doença. Já nos tumores da garganta e da laringe, a rouquidão persistente costuma ser um dos alertas mais importantes. No câncer de tireoide, por sua vez, é comum que o primeiro achado seja o surgimento de um nódulo na região anterior do pescoço, muitas vezes percebido pelo próprio paciente ou identificado durante exames de rotina.

5 – O câncer de laringe tem características próprias dentro desse grupo

Embora faça parte dos cânceres de cabeça e pescoço, o câncer de laringe apresenta características que o diferenciam de muitos outros tumores da região. Historicamente, está fortemente associado ao consumo de tabaco e bebidas alcoólicas e tem como principal sinal de alerta a rouquidão persistente.

Ao contrário de tumores localizados em áreas menos visíveis, os cânceres que acometem as cordas vocais costumam provocar alterações na voz logo nas fases iniciais da doença. Isso cria uma oportunidade importante para o diagnóstico precoce, desde que o paciente procure avaliação médica ao perceber mudanças persistentes.

"A rouquidão que dura mais de duas semanas merece investigação, especialmente em pessoas com histórico de tabagismo. Muitas vezes, esse é o primeiro sinal de um câncer de laringe ainda em fase inicial, quando as chances de cura são maiores e os tratamentos tendem a preservar melhor a função da voz", explica Paulo.

Além do controle da doença, o tratamento exige atenção especial à preservação da fala, da comunicação e da deglutição, aspectos diretamente relacionados à qualidade de vida dos pacientes.

6 – Tabaco e álcool continuam entre os principais fatores de risco

O tabagismo permanece como um dos fatores mais fortemente associados ao desenvolvimento de diversos cânceres de cabeça e pescoço. Cigarros convencionais, cigarros eletrônicos, dispositivos aquecidos, narguilés e outros produtos derivados do tabaco expõem o organismo a substâncias capazes de provocar alterações genéticas associadas ao surgimento do câncer.

O risco aumenta ainda mais quando o tabagismo está associado ao consumo de bebidas alcoólicas. Estudos mostram que essas duas exposições atuam de forma sinérgica, potencializando seus efeitos nocivos e aumentando significativamente o risco de desenvolvimento da doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe quantidade segura para o consumo de tabaco ou de bebidas alcoólicas quando o assunto é prevenção do câncer.

"O risco não depende apenas da quantidade consumida, mas também do tempo de exposição. Além disso, quando tabaco e álcool estão associados, observamos um aumento importante do potencial carcinogênico", explica o especialista.

Embora o tabaco e o álcool continuem sendo os fatores de risco mais conhecidos, eles não explicam todos os casos. O crescimento dos tumores relacionados ao HPV tem mudado parte do perfil epidemiológico observado nas últimas décadas.

7 – HPV está associado a uma parcela crescente dos tumores de orofaringe

Nas últimas décadas, especialistas passaram a observar um crescimento dos cânceres de orofaringe relacionados ao HPV, especialmente ao subtipo HPV-16. A região da orofaringe inclui estruturas como as amígdalas e a base da língua.

Diferentemente dos tumores tradicionalmente associados ao tabaco e ao álcool, os cânceres relacionados ao HPV costumam surgir em pacientes mais jovens e muitos deles nunca fumaram. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual, incluindo sexo oral.

Em diversos países, o aumento desses tumores tem modificado o perfil epidemiológico dos cânceres de cabeça e pescoço. Isso explica por que muitos pacientes diagnosticados atualmente não apresentam os fatores de risco clássicos observados nas gerações anteriores.

Uma das principais estratégias de prevenção é a vacinação contra o HPV. No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina é oferecida gratuitamente em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos com condições específicas definidas pelo Ministério da Saúde.

"Hoje sabemos que existe uma diferença importante entre os tumores relacionados ao tabaco e aqueles associados ao HPV. São doenças que compartilham a mesma região anatômica, mas possuem características epidemiológicas e biológicas distintas. Por isso, ampliar a cobertura vacinal é uma medida importante para reduzir a ocorrência desses tumores nas próximas décadas", afirma Paulo.

8 – A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no SUS

Embora seja mais conhecida por sua relação com a prevenção do câncer do colo do útero, a vacina contra o HPV também ajuda a reduzir o risco de outros tumores associados ao vírus, incluindo os cânceres de orofaringe, ânus, pênis, vulva e vagina.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde oferece a vacinação em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O imunizante também está disponível para pessoas vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea, pacientes oncológicos e outros grupos contemplados pelo Programa Nacional de Imunizações.

Para os especialistas, aumentar a cobertura vacinal é uma das medidas de saúde pública com maior potencial para reduzir a incidência de cânceres relacionados ao HPV nas próximas décadas. "Quando falamos em vacinação contra o HPV, estamos falando de prevenção de câncer. É uma oportunidade de proteção que pode gerar benefícios para toda a vida", afirma Paulo.

9 – O tratamento evoluiu e hoje oferece mais possibilidades terapêuticas

A cirurgia continua sendo uma das principais modalidades de tratamento para muitos cânceres de cabeça e pescoço, especialmente quando a doença é identificada em fases iniciais. Dependendo das características do tumor, a radioterapia, a quimioterapia, as terapias-alvo e a imunoterapia também podem fazer parte da estratégia terapêutica.

Nos últimos anos, avanços tecnológicos permitiram procedimentos cirúrgicos mais precisos, técnicas reconstrutivas mais sofisticadas e tratamentos sistêmicos capazes de oferecer benefícios para grupos específicos de pacientes. Além de controlar a doença, os especialistas buscam preservar funções importantes relacionadas à fala, mastigação, deglutição e respiração, reduzindo o impacto do tratamento na vida cotidiana.

10 – Tratar o paciente com câncer envolve muito mais do que retirar o tumor

Os cânceres de cabeça e pescoço estão entre as doenças oncológicas que mais exigem atuação integrada de diferentes profissionais de saúde. Dependendo do caso, o cuidado pode envolver cirurgião de cabeça e pescoço, cirurgião oncológico, oncologista clínico, radioterapeuta, patologista, radiologista, dentista, estomatologista, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiro, psicólogo e assistente social. 

A atuação conjunta dessas especialidades é fundamental porque a doença e seus tratamentos podem afetar funções essenciais para a vida cotidiana, como falar, mastigar, engolir, respirar, ouvir e se relacionar socialmente.

Nesse contexto, o dentista desempenha um papel importante na prevenção e no manejo de complicações bucais relacionadas ao tratamento. Já o estomatologista, é um cirurgião-dentista especializado no diagnóstico das doenças da boca, frequentemente participa da identificação de lesões suspeitas e do diagnóstico precoce dos cânceres da cavidade oral.

O fonoaudiólogo auxilia na recuperação da voz e da deglutição, especialmente em pacientes tratados por tumores da laringe, faringe e cavidade oral. O nutricionista ajuda a manter o estado nutricional durante o tratamento, enquanto psicólogos e assistentes sociais contribuem para o enfrentamento dos impactos emocionais e sociais da doença.

"O sucesso do tratamento não é medido apenas pela eliminação do câncer. Também precisamos preservar a funcionalidade, autonomia, autoestima e a qualidade de vida dos pacientes. Esse é um trabalho que depende da integração de diferentes especialidades."

]]>
SBCO/Divulgação Especialistas alertam para sintomas como rouquidão e feridas na boca, que podem indicar neoplasia na cabeça e pescoço
Acusado de matar e esconder corpo de mulher em cisterna vai a júri nesta 3ª https://www.em.com.br/gerais/2026/06/7451159-acusado-de-matar-e-esconder-corpo-de-mulher-em-cisterna-vai-a-juri-nesta-3.html As demais acusadas do crime ainda não têm data para serem julgadas; o processo em relação a elas depende de julgamento de recurso no TJMG 7451159 20000000 Mon, 29 Jun 2026 13:42:00 -0300 2026-06-29T13:42:38-03:00 Mariana Costa Other Gilmar Pereira Calmos, acusado de matar e esconder o corpo de Magna Laurinda Ferreira Pimentel em uma cisterna, em agosto de 2024, será julgado nesta terça-feira (30/6), a partir das 8h30, no 1° Tribunal do Júri de Belo Horizonte. 

Além dele, Marluce Pereira dos Santos, madrasta de Magna e mãe do acusado, Paola Pereira de Jesus e Paloma Pereira de Jesus, também respondem pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que as três rés ainda não têm data para serem julgadas, pois esperam a decisão de um recurso perante a Corte.  

O caso

Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, desapareceu em 23 de agosto de 2024 depois de visitar o pai, no Bairro Candelária, em Venda Nova. Em 27 de agosto, o corpo dela foi encontrado dentro de uma cisterna no imóvel do pai da vítima. 

No mesmo dia, Marluce Pereira dos Santos, a madrasta, e quatro de seus filhos — Gilmar Pereira Calmos, Paloma Ferreira de Jesus, Junio Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus — foram presos em flagrante: quatro por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, e um por ocultação de cadáver. Em 29 de agosto, a Justiça converteu a prisão do grupo em preventiva.

As investigações apontaram que o homicídio teria sido motivado por desavenças financeiras, já que a madrasta da vítima havia feito um empréstimo em nome do marido no valor de R$ 40 mil. O valor, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, foi gasto com jogos de apostas ilegais, celulares e outros bens. Magna descobriu o rombo financeiro e teria exigido a devolução do dinheiro.

Alertada sobre o desaparecimento de Magna, a Polícia Civil acompanhou seu rastro digital. O celular mostrava uma viagem de Uber para a casa do pai às 14h28 e um último acesso ao WhatsApp às 15h. Às 17h27, foi registrada a última localização do aparelho. Os investigadores acreditam que um dos autores do crime desbloqueou o celular da vítima, que já estava morta, e o aplicativo da Uber já estava aberto. As câmeras de segurança da rua mostram que Magna não saiu da casa em nenhum momento. 

Nos primeiros dias, a família se mostrava preocupada com a falta de notícias sobre o paradeiro de Magna, tanto para a polícia quanto para o marido da vítima. Porém, dois dias depois, no domingo, o grupo organizou um churrasco, o que chamou a atenção dos vizinhos. A polícia acredita que estavam comemorando o crime.

Na denúncia, o Ministério Público acusa Marluce e os filhos de planejarem a morte de Magna. As duas meias-irmãs, Paola e Paloma, atraíram a vítima até a casa do pai, alegando que o dinheiro desviado seria devolvido. Porém, ao chegar ao imóvel, a vítima foi atacada a facadas pelo meio-irmão, Gilmar. 

Marluce e os filhos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado - motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima - e ocultação de cadáver dentro da cisterna, no quintal da casa do pai de Magna. O poço ainda foi lacrado com cimento. 

Cooperação com a Justiça

Em nota, o advogado do acusado, Filipe Demétrio Menezes Vittori, lembra que, diferentemente das demais rés do processo, “que optaram por recorrer da decisão de pronúncia, Gilmar tomou a decisão consciente de desistir de eventuais recursos, permitindo o desmembramento do feito para ser julgado sozinho e de forma célere pela sociedade belo-horizontina”.

Vittori ressalta que desde o início das investigações, seu cliente demonstrou total cooperação com a Justiça. 

“É réu confesso tanto em relação ao homicídio quanto à ocultação do cadáver. Trata-se de um cidadão primário, de bons antecedentes, com emprego e residência fixa, sendo este um fato absolutamente isolado em sua vida. A tese central que será sustentada em plenário demonstra que o crime não foi premeditado e tampouco possuiu motivação financeira ou torpe”, afirma.

O advogado diz ainda que documentos e depoimentos colhidos ao longo do processo comprovam que “Gilmar agiu sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a uma injusta provocação da vítima, que proferiu graves ameaças contra a mãe do acusado e chegou a agredi-lo fisicamente durante uma acalorada discussão”.  

“A defesa confia convictamente no discernimento dos jurados e acredita que o Conselho de Sentença compreenderá perfeitamente a realidade dos fatos, acolhendo a desclassificação para a figura do homicídio privilegiado e o decote das qualificadoras manifestamente improcedentes. Espera-se, ao final, uma aplicação justa da pena, proporcional à exata medida de sua responsabilidade”, conclui.

]]>
TV Alterosa/Reprodução Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, foi sepultada no Cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Vila Jaqueline, zona norte de Belo Horizonte, na manhã do dia 30 de agosto
O perigo invisível que ameaça o coração dos jogadores de futebol https://www.em.com.br/bem-viver/2026/06/7451164-o-perigo-invisivel-que-ameaca-o-coracao-dos-jogadores-de-futebol.html Estudo alerta como o acúmulo de jogos e o estresse extremo podem sobrecarregar o organismo de atletas de elite a níveis alarmantes 7451164 07000000 Mon, 29 Jun 2026 13:33:00 -0300 2026-06-29T16:06:14-03:00 Estado de Minas Other A Copa do Mundo começou no dia 11 de junho e vai até 19 de julho de 2026, com sede em três países - Estados Unidos, México e Canadá. Este ano, são 48 seleções em um torneio de mais de um mês. Além do maior número de jogos, há mais desgaste físico e maior exigência cardiovascular sobre os atletas de elite.

Durante esse período, jogadores de futebol profissional vivem uma rotina de alta intensidade com partidas em sequência, deslocamentos entre países-sede e pouco tempo de recuperação, o que mantém o sistema cardiovascular sob esforço constante ao longo de toda a competição. O coração dos atletas precisa responder repetidamente a picos de esforço físico, alternando momentos de explosão e recuperação curta. Em jogos decisivos, o impacto emocional também influencia diretamente a resposta do organismo.

Casos recentes reforçam a atenção da medicina esportiva para esse tipo de exigência. Em 2024, o jogador Juan Manuel Izquierdo, do Nacional do Uruguai, passou mal durante uma partida contra o São Paulo, no estádio do Morumbi, pela Copa da Libertadores, e morreu dias depois em decorrência de uma arritmia cardíaca.

O episódio chamou atenção para a necessidade de monitoramento constante da saúde cardiovascular no futebol de alto rendimento. Embora situações como essa sejam raras, o futebol moderno mantém os atletas sob um nível constante de estresse físico e emocional, especialmente em torneios longos e de alta exigência como a Copa do Mundo.

Segundo o cardiologista do esporte e clínico Giulio Cesare, o cenário atual do futebol aumenta a carga sobre o sistema cardiovascular não apenas durante os jogos, mas ao longo de toda a temporada que antecede a competição, o que faz com que muitos atletas cheguem ao torneio já com desgaste acumulado.

Além da sobrecarga provocada pelos jogos, outro fator que preocupa a medicina esportiva em torneios longos é a necessidade de recuperação em intervalos muito curtos. Em competições de elite, o atleta muitas vezes precisa voltar ao seu nível máximo de desempenho em apenas poucos dias, o que exige uma adaptação intensa do sistema cardiovascular, muscular e metabólico.

O futebol atual também se tornou um esporte cada vez mais explosivo e intenso. Dados físicos mostram aumento progressivo da velocidade média das partidas, da quantidade de sprints e das mudanças bruscas de direção, fatores que elevam significativamente a demanda cardíaca durante os 90 minutos. Segundo especialistas em cardiologia do esporte, o problema não está apenas no esforço agudo de uma partida isolada, mas no acúmulo sucessivo de cargas físicas sem tempo ideal para recuperação completa, especialmente em atletas que já chegam ao torneio após temporadas extensas em clubes e seleções.

Durante a Copa, esse quadro pode se intensificar. O pouco tempo entre partidas e a pressão constante exigem respostas rápidas do organismo, principalmente na recuperação física e no controle da fadiga. O impacto emocional também é relevante. Situações como prorrogações, disputas por pênaltis e jogos eliminatórios elevam a liberação de adrenalina e podem provocar variações importantes na frequência cardíaca dos atletas.

Outro ponto de atenção envolve as infecções virais, relativamente comuns em ambientes de competição internacional, viagens frequentes e contato constante entre delegações. Em alguns casos, determinados vírus podem provocar inflamação da musculatura cardíaca, quadro conhecido como miocardite, que pode comprometer temporariamente a função do coração e aumentar o risco de arritmias durante exercícios intensos. Por esse motivo, sintomas aparentemente simples, como febre, dores no corpo, cansaço excessivo, palpitações ou queda inesperada de rendimento físico, precisam ser avaliados com cautela durante grandes competições.

A medicina esportiva trabalha justamente para identificar precocemente qualquer alteração cardiovascular, monitorando não apenas a performance, mas também marcadores de recuperação, fadiga e possíveis sinais inflamatórios ao longo do torneio.

Para Giulio Cesare, o principal desafio não está apenas na performance dentro de campo, mas na capacidade do corpo de sustentar semanas seguidas de alta exigência física e emocional sem comprometer a recuperação cardiovascular dos atletas. “Hoje o jogador precisa suportar sucessivas exigências físicas máximas em um curto intervalo de tempo, mantendo recuperação adequada e estabilidade cardiovascular durante semanas de competição em altíssimo nível.”

]]>
Portal Giro 10 Trionda: a bola da Copa de 2026 que funciona como um computador em campo e revoluciona o futebol
Anúncios suspeitos de tráfico infantil viralizam e polícia investiga https://www.em.com.br/internacional/2026/06/7451147-anuncios-suspeitos-de-trafico-infantil-viralizam-e-policia-investiga.html Venda de itens em site de usados chamou atenção nas redes sociais por descrição suspeita; plataforma nega indício de irregularidade 7451147 20000000 Mon, 29 Jun 2026 13:15:00 -0300 2026-06-29T13:16:08-03:00 Maria Dulce Miranda Other Anúncios de brinquedos usados com preços elevados e descrições incomuns publicados no site de venda de produtos de segunda mão Vinted estão sendo investigados pela polícia francesa após viralizarem nas redes sociais. As publicações, que incluem informações como idade, altura e características físicas, levantaram suspeitas entre usuários, embora até o momento não exista confirmação de ligação com tráfico de crianças.

As denúncias começaram a ganhar força depois de internautas compartilharem capturas de tela de anúncios de brinquedos e pelúcias vendidos por milhares de euros. Em alguns casos, as descrições chamaram atenção por trazer dados que pareciam se referir a crianças.

Um dos anúncios mostrava uma boneca acompanhada das informações: “93 cm”, “olhos azuis”, “F” e a indicação de que o vendedor estaria com ela “há três anos e meio”. Em outro caso, um brinquedo denominado “Boys Toy” trazia as informações “120 cm”, “37 kg” e a frase “fará cinco anos em novembro”.

Em um vídeo que ultrapassou 100 mil curtidas, um criador de conteúdo afirmou que “o preço levanta suspeitas” e que os detalhes, como “1,58 metro, 13 anos”, poderiam indicar “um sistema de codificação para uma atividade de tráfico de crianças”.

Diante da repercussão, o Ministério Público de Nanterre confirmou a abertura de investigações para apurar as denúncias. O caso também foi encaminhado ao Pharos, órgão francês responsável pelo monitoramento de conteúdos ilegais na internet.

A alta-comissária francesa para a Infância, Sarah El Haïry, informou que comunicou às autoridades “a existência de contas suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de crianças na Vinted”. Em publicação nas redes sociais, ela classificou o caso como “arrepiante” caso os fatos se confirmassem.

No entanto, até o momento, as autoridades francesas não divulgaram qualquer evidência concreta que ligue os anúncios a crimes de tráfico humano ou exploração infantil.

Em nota, a Vinted afirmou ter conduzido uma investigação interna e disse não ter encontrado indícios de atividades criminosas. “Investigamos exaustivamente as listagens que estão sendo compartilhadas online e não encontramos nenhum caso confiável que as ligue a atividades de tráfico de crianças”, informou a empresa.

A plataforma acrescentou que “a idade indicada nesses anúncios refere-se à faixa etária a que o brinquedo se destina” e explicou que os preços elevados podem estar relacionados ao valor de coleção dos itens, estratégias de negociação ou mesmo publicações feitas em tom de provocação.

A empresa também afirmou que “não tolera nenhum conteúdo inadequado” e que atua para remover anúncios suspeitos, colaborando com as autoridades quando necessário.

Segundo a Vinted, alguns anúncios estariam sendo deliberadamente alterados ou falsificados para alimentar a repercussão nas redes sociais. “Nos casos em que essas listagens são deliberadamente falsificadas para alimentar esta conversa, estamos removendo-as rapidamente e tomando medidas em relação às contas, incluindo banimentos”, informou a companhia.

Casos semelhantes já ocorreram em outros marketplaces. Em 2020, a Wayfair foi alvo de teorias nas redes sociais que associavam móveis de alto valor a supostos esquemas de tráfico humano. As investigações realizadas na época não encontraram evidências que sustentassem as acusações.

Até o momento, as autoridades francesas não informaram se alguma das denúncias analisadas apresentou elementos concretos que indiquem a prática de crimes. As investigações seguem em andamento.

]]>
Redes sociais Anúncio suspeito de tráfico infantil viraliza na web
Vivo lança crediário para comprar celular sem cartão: Vale a pena? https://www.em.com.br/colunistas/educando-seu-bolso/2026/06/7451173-vivo-crediario-da-pra-comprar-celular-sem-cartao-em-ate-21-vezes.html Será que optar por um crediário para trocar de celular é a melhor opção? 7451173 01000000 Mon, 29 Jun 2026 13:09:00 -0300 2026-06-30T12:59:14-03:00 Educando Seu Bolso Other Por Alexia Diniz

Você já quis trocar de celular, foi até a loja e o cartão de crédito simplesmente não passou? Pois é, essa frustração é mais comum do que parece. E foi exatamente por isso que a Vivo resolveu mexer nas regras do jogo. 

A operadora acaba de lançar um crediário próprio, aquele velho carnê do varejo que todo mundo conhece, mas agora direto na loja de telefonia. A pergunta que fica é: vale a pena ou é uma cilada? 

O que é o crediário da Vivo e como ele funciona?

O crediário não é novidade no varejo brasileiro. Casas Bahia e Magazine Luiza já fazem isso há décadas. O que mudou é que agora a Vivo entrou nesse jogo, permitindo parcelar smartphones, TVs, relógios, videogames e outros eletrônicos em até 21 vezes, tanto nas lojas físicas quanto pelo aplicativo, sem precisar de cartão de crédito.

O processo é bem prático: quando você chega à loja, o vendedor consulta seu CPF ou número de telefone e já sabe na hora qual é o seu limite pré-aprovado. Sem burocracia de banco, sem esperar dias por uma resposta. O crédito é analisado com base nos dados da própria Vivo, que tem uma base de mais de 100 milhões de clientes no Brasil.

Quem pode usar e quais produtos entram no crediário da Vivo?

O crediário está disponível para qualquer consumidor da Vivo, tanto nas lojas físicas da rede de 1,8 mil pontos espalhados pelo país, quanto pelo app. Os produtos elegíveis vão além do celular: TVs, relógios inteligentes, fones, som e videogames também entram na lista.

Segundo Rodrigo Gruner, vice-presidente de inovação da Vivo, hoje nada menos que 95% das vendas da operadora dependem do cartão de crédito. O crediário nasce para atender os outros 5%, e todos aqueles que já esgotaram o limite do cartão mas ainda querem (e precisam) comprar. E aqui estamos falando de um problema clássico que vemos na consultoria: quem acumula parcelas, acaba sempre com orçamento apertado.

Por que a Vivo está entrando no negócio de crédito? 

A Vivo já fatura R$ 3,9 bilhões por ano só com a venda de produtos, o que representa 13% do faturamento das Casas Bahia e 10% do da Magalu. É muito dinheiro, mas a operadora claramente quer mais. O crediário é a aposta para crescer de forma "significativa" em 2026, como disse o próprio Gruner, sem revelar metas exatas.

Tem outro lado da conta também: cada parcelamento gera juros para a Vivo, que viram receita financeira. Além disso, dados do Vivo Pay mostram que 40% dos consumidores que compram um smartphone na operadora também fecham um seguro do aparelho. Ou seja, quanto mais celulares vendidos, mais seguros, e mais receita.

Como Vivo consegue vender celular parcelado? 

Por trás do crediário da Vivo tem uma estrutura financeira com autorização do Banco Central, a QI Tech. Ela entrou com a tecnologia que permite analisar o cliente e liberar o crédito.

Sendo assim, a Vivo atua como correspondente bancário dessa empresa, que ajuda a organizar toda a “engrenagem” financeira em conjunto com a Vivo Pay, que é o braço financeiro da operadora. Em 2025, a Vivo Pay gerou uma receita de R$488 milhões, alta de 5,9% em relação a 2024. O crediário é mais um produto que engrossa esse caixa.

Vivo Pay: o banco que veio dentro da operadora

O crediário é só mais um produto do Vivo Pay, que já oferece empréstimo pessoal, antecipação de FGTS, consórcios, seguro de celular, seguro de vida e seguro viagem. Desde o lançamento em 2020, o Vivo Pay já concedeu R$1,1 bilhão em crédito no total.

O movimento da Vivo não é isolado. No Brasil, várias empresas que não eram bancos passaram a oferecer crédito nos últimos anos: Mercado Livre (Mercado Crédito), Magalu (MagaluPay), Americanas, Shopee.

Isso gera um ecossistema que te deixa cada vez mais dependente de uma única marca. Na Vivo, por exemplo se você atrasar o crediário, além de juros, multas e restrições no CPF, a empresa pode bloquear sua linha telefônica, impedindo ligações e internet móvel. 

Para quem o crediário da Vivo faz sentido?

O público alvo são as pessoas que não tem cartão de crédito ou com limite esgotado que precisam trocar de celular. Nesse cenário, ele aparece como uma alternativa para conseguir parcelar a compra sem depender do banco tradicional.

Por outro lado, esse tipo de solução também acende um alerta. Quem já está com o cartão no limite, na prática, já está bastante comprometido financeiramente, e assumir mais uma linha de crédito pode piorar ainda mais a situação. Em um momento em que praticamente todo o mercado está empurrando algum tipo de parcelamento ou “crédito fácil”, esse tipo de oferta precisa ser visto com cuidado, porque mais crédito nem sempre significa mais liberdade, e pode acabar virando justamente o contrário.

Os cuidados que você precisa ter antes de assinar

Aqui vem o ponto mais importante, no app da Vivo, as taxas começam com 4,91% ao mês, mas ainda é necessário passar pela análise de crédito, que influencia na taxa. Ou seja, a  taxa pode ser ainda maior. Por isso, antes de parcelar qualquer coisa em 21 vezes, você precisa perguntar diretamente qual é o CET, o Custo Efetivo Total da operação. Esse número inclui juros, tarifas e tudo mais que vai encarecer a sua compra.

Para ter ideia do risco, um celular de R$2.000 parcelado em 21 vezes com juros de 3% ao mês pode custar perto de R$3.200 no total. A parcela pode parecer pequena e caber no orçamento, mas o preço final pode ser bem salgado. Faça sempre a conta do valor total, não só da parcela mensal.

Crediário não é dívida invisível

Outra armadilha clássica do crediário é a sensação de que a parcela "pequena" não pesa. Mas 21 parcelas mensais são quase dois anos de compromisso financeiro. Se a sua renda mudar nesse período  (demissão, imprevisto, emergência) aquela parcela vira um problema, e ainda corre o risco do telefone ficar obsoleto antes do fim das parcelas.

A dica de ouro do ESB é: só parcele se a soma de todas as suas prestações mensais (cartão, crediário, financiamentos) não ultrapassar 30% da sua renda líquida. Acima disso, você está entrando em terreno perigoso, independentemente de quem está oferecendo o crédito.

Conclusão: vale a pena o crediário da vivo?

O crediário da Vivo aparece como mais uma linha de crédito “de fácil aprovação” e com juros pouco amigáveis. A diferença é que aqui tem um objetivo específico e muito tentador, o celular novo.

Mas é aqui que vale reduzir o ritmo. Em um cenário em que o crédito está cada vez mais fácil e espalhado por todo lado, nem toda oferta de parcelamento é automaticamente uma boa ideia. Se a pessoa já está no limite do cartão ou apertada no orçamento, assumir mais uma dívida pode só empurrar o problema para frente.

Também vale lembrar que trocar de celular com frequência tem um custo alto no longo prazo, e muitas vezes desnecessário. Quando nos deparamos com “facilidades”, elas quase sempre vêm acompanhadas de custos indiretos, como seguros, taxas e compromissos de longo prazo que passam despercebidos. No fim, nem tudo que parece mais simples é realmente melhor para o orçamento.

Por isso, antes de fechar qualquer compra, peça o CET, calcule o valor total da compra e compare com outras opções de mercado. Se o número final for muito maior do que o preço à vista, talvez valha mais juntar um pouco mais e pagar menos. Seu bolso agradece a paciência.

Até porque se você já está enrolado no seu cartão de crédito, outra parcela para colocar dentro do seu orçamento pode não ser a escolha mais inteligente.

]]>
Reprodução Educando Seu Bolso Vivo Crediário vale a pena ou é cilada?
Hiperconectados e isolados: o paradoxo que muda o mercado https://www.em.com.br/tecnologia/2026/06/7451126-hiperconectados-e-isolados-o-paradoxo-que-muda-o-mercado.html Evento reúne especialistas para discutir os desafios da comunicação em um mundo marcado pelas bolhas sociais e pela hiperconectividade 7451126 13000000 Mon, 29 Jun 2026 12:49:32 -0300 2026-06-29T12:49:32-03:00 Estado de Minas Other Como construir diálogo em uma sociedade cada vez mais conectada e, ao mesmo tempo, mais fragmentada? Esse é o ponto de partida do 10º Seminário Abracom Minas de Comunicação Corporativa, que acontece no dia 2 de julho, das 13h às 18h, na Hotmart, em Belo Horizonte. Com o tema "A comunicação entre bolhas & pontes", o encontro propõe uma reflexão sobre os impactos da hiperconectividade, das comunidades digitais e da polarização na comunicação contemporânea. 

Em um cenário em que a informação circula em velocidade recorde, mas a confiança se torna um ativo cada vez mais escasso, o seminário convida profissionais da área para discutir como marcas, organizações e lideranças podem construir relações mais autênticas e relevantes. Questões como reputação, influência, pertencimento e o papel estratégico da comunicação na formação de comunidades também estarão no centro dos debates.

“Hoje, mais do que transmitir mensagens, precisamos compreender comunidades, fortalecer relações e reconstruir espaços de diálogo. Ao reunir profissionais de diferentes áreas e experiências, o Seminário Abracom Minas busca estimular uma discussão sobre o papel estratégico da comunicação na criação de relações mais humanas, transparentes e relevantes", explica Rafael Araújo, diretor regional da A Associação Brasileira de Agências de Comunicação Corporativa (Abracom) em Minas Gerais.

A programação reúne nomes que atuam em áreas ligadas à comunicação corporativa, da inovação, da reputação e da liderança. A palestra de abertura será conduzida por Paulo Emediato, Head de Growth & Communications do Inovabra, ecossistema de inovação do Bradesco, que abordará o tema "O mundo em bolhas sociais", trazendo reflexões sobre tecnologia, comportamento e os novos desafios da comunicação.

Na sequência, o painel "Como as marcas estão lidando com as bolhas sociais" reunirá Ludmila Ximenes, líder Comercial e Marketing do Grupo DVT, e Gabriel Didier, Diretor de Comunicação Externa, Interna e Reputação da Ambev. E para o encerramento do seminário, Vânia Bueno, especialista em desenvolvimento humano, liderança e governança corporativa, apresentará a palestra "Como construir pontes em um mundo de bolhas", trazendo uma perspectiva centrada nas relações humanas, na confiança e no papel da liderança diante das transformações da comunicação.

Serviço

10º Seminário ABRACOM Minas – A Comunicação entre Bolhas & Pontes

  • Data: 2 de julho de 2026
  • Horário: 13h às 18h
  • Local: Hotmart – Av. Assis Chateaubriand, 499 – Floresta – Belo Horizonte
  • Inscrições: Sympla
]]>
DINO Tecnologia e automação podem acelerar o erro
Discriminação afeta tratamento de câncer em pessoas LGBTQIAPN+ https://www.em.com.br/diversidade/2026/06/7451084-discriminacao-afeta-tratamento-de-cancer-em-pessoas-lgbtqiapn-.html Preconceito, falta de preparo profissional e barreiras de acesso contribuem para diagnósticos mais tardios e menor adesão à terapia oncológica 7451084 10000000 Mon, 29 Jun 2026 12:03:45 -0300 2026-06-29T12:03:45-03:00 Agência Einstein Other Por Arthur Almeida - A população LGBTQIAPN+ enfrenta diferentes formas de violência e discriminação, que não se restringem a episódios de preconceito relacionados à orientação sexual ou à identidade de gênero, mas também se manifestam no acesso a espaços e serviços essenciais, incluindo os de saúde. Como consequência, a experiência dessas pessoas com o adoecimento e o cuidado tende a ser marcada por desafios que podem influenciar desde a busca por atendimento até diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças como o câncer.

Uma revisão de literatura publicada em 2025 na Revista Brasileira de Cancerologia identificou as dificuldades que indivíduos LGBTQIAPN+ encaram no acesso e na qualidade dos serviços de assistência oncológica. “As principais fragilidades estão associadas à formação dos profissionais de saúde, cujos cursos geralmente abordam a saúde LGBTQIAPN+ de forma superficial”, destaca o enfermeiro Cremilson de Paula Silva, mestrando na Universidade Federal de Alfenas (Unifal), em Minas Gerais, e primeiro autor da pesquisa.

“Também há escassez de atividades práticas e experiências clínicas supervisionadas que permitam aos estudantes desenvolver competências para um cuidado mais inclusivo, ético e culturalmente sensível.”

O distanciamento entre essa comunidade e os médicos é particularmente preocupante quando se fala de neoplasias. “A conexão entre discriminação, afastamento dos serviços de saúde e diagnóstico tardio de câncer é direta e muito bem documentada”, ressalta a oncologista clínica Ana Paula Garcia Cardoso, do Einstein Hospital Israelita. “Quando uma pessoa evita consultas e exames preventivos por medo do preconceito, ela aumenta significativamente a chance de descobrir a doença já em estágio avançado.”

Essa realidade foi evidenciada em estudo publicado em 2023 na revista JAMA Oncology. Conduzida em um centro médico dos Estados Unidos, a investigação demonstrou que mulheres lésbicas ou bissexuais e homens transgênero demoram cerca de 64 dias para receber o diagnóstico de câncer de mama, contados a partir do início da manifestação dos primeiros sintomas. Entre pacientes cisheteronormativos, essa média é de 34 dias.

Os autores notaram ainda que o grupo formado por minorias sexuais e de gênero tende a recusar com maior frequência os tratamentos recomendados por oncologistas e a apresentar uma taxa de recorrência da doença três vezes maior.

Esses resultados não são exceção. Uma pesquisa brasileira publicada na revista Clinics em 2023, conduzida com cerca de 6.700 participantes com mais de 50 anos, revela que pessoas LGBTQIAPN+ realizam menos exames preventivos fundamentais para a detecção precoce de câncer de mama. Entre mulheres heterossexuais, 74% relataram já ter realizado mamografia; entre as lésbicas, o índice caiu para 40%. O rastreamento de câncer de colo do útero e colorretal também foi significativamente inferior nesse grupo.

Homens trans que mantêm o colo do útero continuam precisando fazer rastreamento para papilomavírus humano (HPV) e câncer cervical. Mulheres trans que desenvolveram tecido mamário por meio da terapia hormonal precisam realizar mamografia e, mesmo aquelas que passaram por cirurgia de redesignação sexual, continuam tendo risco de câncer de próstata e, portanto, precisam passar pelo exame de toque retal. Daí por que o atendimento de uma pessoa LGBTQIAPN+ deve considerar seu histórico.

“Devido à LGBTQIAPN+fobia, ao estresse de minoria e às dificuldades de acesso aos serviços de saúde, muitas pessoas acabam mais expostas a fatores de risco associados a diferentes tipos de câncer, como tabagismo, álcool e sedentarismo”, observa o geriatra Milton Crenitte, professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em São Paulo, e autor da pesquisa brasileira publicada na Clinics.

Além disso, mesmo na comunidade LGBTQIAPN+, alguns grupos tendem a sofrer mais violências e ser pior atendidos do que outros. “Raça, renda, local de moradia e presença de comorbidades se cruzam e potenciam determinantes e marcadores sociais da diferença”, pontua.

Muitas vezes, esses pacientes chegam ao consultório com sofrimento acumulado e diante de um sistema que não sabe exatamente como acolhê-los. Então, o desafio clínico não é apenas tratar o tumor, mas também criar um ambiente de cuidado no qual essas pessoas se sintam seguras o suficiente para serem quem são e receberem um tratamento digno.

Jornada contra o câncer (e o preconceito)

A ausência de uma rede de apoio deve ser considerada logo no início dos cuidados. Muitos pacientes LGBTQIAPN+ chegam ao tratamento com vínculos familiares fragilizados ou rompidos por processos de rejeição. “A população LGBTQIAPN+ apresenta taxas mais altas de depressão, ansiedade e ideação suicida comparada à população geral. Quando o diagnóstico de câncer acontece, todo esse sofrimento pode ser potencializado”, observa Ana Paula Cardoso. O adoecimento mental não tratado impacta diretamente na adesão, na resposta terapêutica e na qualidade de vida durante o tratamento oncológico.

Além dos desafios psicossociais, existem particularidades clínicas que exigem abordagens individualizadas. Homens trans, por exemplo, podem manter tecido mamário residual mesmo após cirurgias de afirmação de gênero, o que demanda estratégias específicas de rastreamento e acompanhamento. Já mulheres trans com câncer de próstata podem apresentar níveis hormonais modificados pela harmonização, influenciando a interpretação de exames e algumas decisões terapêuticas.

“As cirurgias, a quimioterapia, a imunoterapia e grande parte dos tratamentos oncológicos seguem os mesmos princípios utilizados para qualquer paciente. No entanto, aspectos relacionados à saúde hormonal, aos efeitos adversos, à sexualidade e ao acompanhamento longitudinal precisam ser individualizados e discutidos de forma respeitosa e acolhedora”, destaca a oncologista. 

No contexto nacional, porém, faltam protocolos de tratamento e políticas públicas voltadas a esse grupo. “A produção científica brasileira sobre o tema ainda é limitada quando comparada à de outros países”, aponta Cremilson Silva. “Observamos uma carência significativa de estudos epidemiológicos para compreender a incidência dos diferentes tipos de câncer nessa população.”

Atualizar prontuários, capacitar profissionais, criar ambientes acolhedores, fortalecer políticas de enfrentamento à discriminação e incluir a comunidade LGBTQIAPN+ na construção de protocolos e estratégias assistenciais são medidas fundamentais para tornar o sistema de saúde mais equitativo. Ainda assim, esses avanços representam apenas os primeiros passos de uma mudança estrutural necessária.

“No fundo, quando estamos discutindo essas mudanças, estamos falando sobre formas de garantir acesso digno ao cuidado, incluindo diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e resultados melhores para os pacientes. Ninguém deveria precisar escolher entre preservar sua dignidade e procurar atendimento médico”, afirma Ana Paula Cardoso.

]]>
Freepik O distanciamento entre essa comunidade e os médicos é particularmente preocupante quando se fala de neoplasias
Preocupado com árvore na rua? Veja regras da PBH para poda https://www.em.com.br/gerais/2026/06/7451034-preocupado-com-arvore-na-rua-veja-regras-da-pbh-para-poda.html Os serviços de poda e corte de árvores em vias públicas são de responsabilidade da PBH; casos específicos podem necessitar acionamento dos Bombeiros 7451034 17000000 Mon, 29 Jun 2026 11:58:00 -0300 2026-06-29T11:58:12-03:00 Pedro Naves* Other As árvores espalhadas pelas ruas e espaços públicos de Belo Horizonte são responsáveis por refrescar a capital, mas a falta de cuidados com as copas e galhos pode colocar em risco a população. Pensando nisso, a prefeitura oferece canais oficiais para solicitação de serviço de poda e corte. Outros canais oficiais também são utilizados para risco iminente de queda.

Alguns indícios podem ajudar a identificar uma árvore que apresenta perigo à população. São sinais de risco:

  • Inclinação acentuada: árvores que se inclinam de forma repentina ou que apresentam uma inclinação superior a 45 graus podem ter as raízes comprometidas. Se houver elevação do solo no lado oposto à inclinação, o perigo é iminente.
  • Galhos secos e mortos: a presença de muitos galhos sem folhas, quebradiços ou com a casca soltando na copa da árvore é um sinal de que ela pode estar doente ou morrendo.
  • Rachaduras e buracos no tronco: fissuras profundas, cavidades ou áreas com madeira em decomposição (ocos) enfraquecem a estrutura da árvore, tornando-a mais suscetível a quedas.
  • Presença de fungos ou cupins: o aparecimento de cogumelos na base do tronco ou a identificação de serragem indicam atividade de fungos ou cupins, que se alimentam da madeira e comprometem a sustentação da planta.
  • Raízes expostas ou danificadas: obras no entorno, como reparos em calçadas ou asfalto, podem danificar as raízes e desestabilizar a árvore, mesmo que os danos não sejam visíveis no tronco ou na copa.

Ao observar sinais, o cidadão deve acionar a prefeitura imediatamente. O contato pode ser feito através do aplicativo PBH APP (disponível nas lojas de aplicativos) e no portal PBH, na aba: Árvore - Poda de Árvore em Passeios, Praças, etc.

A prefeitura orienta que a população não realize poda ou corte em árvores públicas por conta própria porque configura crime e pode provocar acidentes na rede elétrica e atingir pedestres e veículos. Também não é indicado o plantio de árvores no passeio por conta própria. O serviço deve ser feito pelo poder público para garantir a escolha de espécie e local adequados. 

Regras para árvores em áreas particulares

Árvores em áreas particulares podem ser podadas pelos proprietários, porém com autorização da prefeitura. Ela pode ser emitida pela Regional da Prefeitura ou pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente em casos especiais. Também deve ser realizada pelo aplicativo PBH APP ou pelo portal PBH na aba: Autorização para Supressão em Área Privada

Acionamento dos Bombeiros e Cemig

O Corpo de Bombeiros também realiza o corte/supressão de árvores. Essa é uma das ocorrências mais atendidas pela corporação. Os cidadãos devem acionar o atendimento a partir do telefone 156 para árvores em locais públicos.

Os bombeiros devem ser acionados em situações de risco iminente, quando a árvore oferecer perigo de cair e atingir pessoas, animais, casas ou veículos. Os militares também devem acionados quando ela já estiver caída, gerando prejuízo e transtorno as pessoas. 

O acionamento da corporação é exigido porque é um serviço técnico e de alto risco. Os bombeiros orientam que as pessoas jamais tentem realizar o trabalho sozinhas ou sem autorização.

Já se os galhos estiverem em contato direto com a fiação elétrica, o serviço deve ser solicitado à Cemig, concessionária de energia, pelo telefone 116.

*Estagiário sob a supervisão do subeditor Humberto Santos

**Com informações de Izabella Caixeta 

]]>
Édesio Ferreira/EM Saiba como solicitar serviços de poda e corte de árvore
Suspeito de matar estudante de medicina tem prisão preventiva decretada https://www.em.com.br/gerais/2026/06/7451056-suspeito-de-matar-estudante-de-medicina-tem-prisao-preventiva-decretada.html Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues foi achada morta dentro de casa, em Barbacena, no Campo das Vertentes. Namorado foi preso 7451056 17000000 Mon, 29 Jun 2026 11:46:00 -0300 2026-06-29T13:38:45-03:00 Mariana Costa Other Gustavo Dutra Lima, suspeito de matar a namorada, a estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, passou por audiência de custódia, nesta segunda-feira (29/6), e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva. 

A decisão 2ª Vara Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Barbacena, no Campo das Vertentes, onde o crime ocorreu. 

Letícia foi sepultada nesta segunda, no Parque Repouso da Saudade, também em Barbacena. 

O crime

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os agentes foram acionados via 190 após relatos de que uma mulher havia sido encontrada sem vida. 

A preocupação com Letícia começou no sábado (27/6), quando uma amiga da vítima estranhou a ausência de respostas a mensagens enviadas. Ciente do hábito da vítima em responder rapidamente, a amiga foi até o prédio e pediu ajuda à proprietária do apartamento ao lado. Sem sucesso nas tentativas de contato, acionou também o ex-marido da vítima. 

O ex-companheiro conseguiu acessar o segundo andar do imóvel por uma sacada vizinha. Ao se aproximar da escada do apartamento, ele visualizou o corpo da vítima caído na sala em meio a uma grande quantidade de sangue. Assustado, retornou e, junto com a amiga e o padrasto da vítima, que também chegou ao local, arrombou a porta principal, confirmando a morte.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local, e a médica responsável atestou a morte.

A perícia da Polícia Civil identificou diversas perfurações causadas por arma branca em várias partes do corpo de Letícia: cabeça, nuca, pescoço, costas, orelhas e mãos. 

O corpo foi removido pelo serviço funerário local, e o veículo da vítima, um Chevrolet Tracker cinza, que não estava na garagem do prédio, foi apreendido depois de ser localizado abandonado na Rua Ferdinando Ceolin.

Histórico de ameaças

Testemunhas relataram aos policiais que, na noite anterior ao crime, o casal esteve junto em um evento social na companhia de amigos. Relatos apontam que o relacionamento era marcado por comportamento agressivo e ciúme excessivo. Consultas ao sistema informatizado de segurança revelaram que a vítima já havia registrado uma ocorrência anterior de ameaça contra o namorado em 21 de fevereiro de 2026.

Após o crime, o homem fugiu. Amigos tentaram contato telefônico com ele, que atendeu demonstrando aparente tranquilidade e alegando não saber o paradeiro da namorada, mentindo que estava em sua residência ou na casa dos pais, em Carandaí.

Os policiais realizaram o rastreamento e o localizaram no município de Bom Jardim de Minas, onde ele foi preso em flagrante. Com ele, foram apreendidos pertences pessoais da vítima, incluindo cartões bancários. O jovem foi conduzido e apresentado à autoridade competente na delegacia da Polícia Civil.

Em nota, a defesa de Gustavo Dutra Lima informou que, neste momento, não se manifestará sobre os fatos relacionados à investigação em curso. "Em respeito à regularidade das apurações, ao devido processo legal e à estratégia defensiva, quaisquer esclarecimentos ou manifestações serão apresentados exclusivamente nos autos, no momento processual oportuno e perante as autoridades competentes."

]]>
Redes sociais/Reprodução Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, foi encontrada morta dentro de casa
Improdutividade: o diagnóstico que o mercado evita fazer https://www.em.com.br/colunistas/paola-salgado/2026/06/7450983-improdutividade-o-diagnostico-que-o-mercado-evita-fazer.html Vivemos um momento em que o empresário é frequentemente retratado como vilão e o colaborador como vítima. Essa narrativa traz um custo prático enorme 7450983 04000000 Mon, 29 Jun 2026 11:00:00 -0300 Paola Salgado Other Na semana passada, abri esta coluna com uma lista de frases que circulam no mercado. Frases que empresários, gestores e líderes de RH repetem todos os dias e, como eu disse, com certa razão. E afirmei que, a meu ver, estamos tratando sintomas como se fossem doenças.

Diante disso, elenquei cinco causas que acredito estarem por trás do cenário de improdutividade que o Brasil vive dentro das empresas e que, se endereçadas, já nos dariam muito trabalho e muito resultado. Não estou dizendo que são as únicas. Mas são as que mais aparecem nas minhas conversas com quem está na linha de frente dos negócios, e as que menos aparecem no debate público com a honestidade que merecem.

1. A narrativa que colocou empresário contra trabalhador

Vivemos um momento em que o empresário é frequentemente retratado como vilão e o colaborador como vítima. Essa narrativa traz um custo prático enorme: ela quebra a lógica de parceria que sustenta qualquer relação de trabalho saudável. O resultado é a cultura do menor esforço (que sempre existiu), mas está cada dia mais presente: "faço o que sou pago para fazer, e só isso." Empresário precisa de colaborador. Colaborador precisa de empresário. Essa é uma relação econômica fundamental para ambos. E quando ela se rompe, todo mundo paga essa conta.

2. O paradoxo do custo: muito pago, pouco recebido

O custo do trabalho formal no Brasil é alto para quem paga e pouco percebido por quem recebe. O que chega ao bolso do colaborador é muito menor do que o valor total que a empresa desembolsa. Isso gera frustração dos dois lados e alimenta um fenômeno crescente: profissionais que mantêm o vínculo formal pela segurança, mas direcionam seu melhor esforço para atividades informais, onde o ganho líquido é maior. Uma conta invisível que o empresário sustenta e que raramente aparece no debate.

3. As questões geracionais que viraram grandes debates, mas pouco foram resolvidas

A convivência geracional virou pauta obrigatória nos últimos anos. Eventos, artigos, treinamentos, painéis, o mercado debateu exaustivamente como integrar gerações diferentes, como extrair o melhor de cada uma, como transformar essa diversidade em vantagem competitiva. As teorias avançaram. Os debates se multiplicaram. Mas as políticas internas reais, capazes de transformar essa discussão em prática consistente dentro das empresas, ainda deixam muito a desejar.

Na vida real, o que se viu foi diferente. Parte dos profissionais mais jovens entrou no mercado sem maturidade emocional, sem repertório técnico e com altas expectativas de reconhecimento. E do lado das empresas, não houve um movimento estruturado de mentoria, integração e desenvolvimento intergeracional. O resultado é o que vemos hoje: talento sem estrutura e referência não vira entrega consistente. E o potencial que essa diversidade de gerações poderia gerar segue, em grande parte, desperdiçado.

4. A supervalorização precoce que estamos pagando agora

Durante algum tempo, empresas trocaram profissionais experientes vistos como “caros”,por jovens mais baratos, sob a promessa de energia, inovação e agilidade. O problema é que colocamos essas pessoas em cadeiras para as quais não estavam prontas. Juniors assumiram funções de pleno e sênior sem base técnica, sem vivência e sem suporte. O resultado que vemos hoje não é culpa desses profissionais. É consequência de decisões estratégicas equivocadas que o mercado tomou e agora está pagando (pagando alto para quem entrega pouco).

5. A confusão entre qualidade de vida e baixa entrega que virou discurso de rede social

Chegamos a um ponto perigoso: misturar bem-estar com baixa performance. Trabalhar com qualidade de vida não significa trabalhar menos. Significa trabalhar melhor, com mais consciência e autonomia. O que adoece as pessoas não é o trabalho em si, é a falta de sentido, a desorganização, a ausência de cultura e a desconexão entre esforço e reconhecimento. Quando isso se confunde, cria-se um ambiente onde cobrar virou sinônimo de toxicidade. E onde a mediocridade encontra abrigo no discurso do cuidado.

Essas cinco causas não existem isoladas. Elas se alimentam e se reforçam. E enquanto o mercado continuar evitando nomeá-las com clareza, continuaremos aplicando soluções pontuais em problemas estruturais.

São causas que pedem mais do que reconhecimento e pedem ação. Políticas internas reais, processos revisados e uma cultura empresarial que encare a verdade sem desconforto. Porque enquanto fingirmos que o problema está só no outro (no colaborador, na geração, no governo) a produtividade vai continuar sendo vítima de um diagnóstico que ninguém tem coragem de fazer.

]]>
katemangostar/Magnific Enquanto fingirmos que o problema está só no outro (no colaborador, na geração, no governo) a produtividade vai continuar sendo vítima de um diagnóstico que ninguém tem coragem de fazer.
BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro concentram mais de 76% dos votos https://www.em.com.br/politica/2026/06/7450953-btg-nexus-lula-e-flavio-bolsonaro-concentram-mais-de-76-dos-votos.html Enquanto os principais nomes da direita acumulam mais de três quartos do eleitorado, os demais pré-candidatos dividem 16% das intenções de voto 7450953 11000000 Mon, 29 Jun 2026 09:53:08 -0300 Giovanna de Souza Other Uma pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (29/6) mostra uma vantagem do atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Enquanto eles foram considerados em sinalizações de voto por mais de 76% dos entrevistados, 7 dos demais pré-candidatos à Presidência da República alcançam 16% e 8% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou optariam pelo voto branco ou nulo.

De acordo com o levantamento, Lula conquistou 42% das sinalizações de voto em um primeiro cenário de 1º turno. O “filho 01” de Jair Bolsonaro (PL) conquistou a segunda posição, com 34% das intenções. Ao considerar uma margem de erro de 2 pontos percentuais, o terceiro lugar registrou um empate técnico entre o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente nacional do Partido Missão, Renan Santos, e o último ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Os outros nomes considerados no cenário estimulado conquistaram 1% das intenções de voto. São eles: o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (DC); o psiquiatra Augusto Cury (Avante); o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) e o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza).

Cenário 1 de 1º turno

  • Lula (PT): 42%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 34%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%
  • Renan Santos (Missão): 4%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Joaquim Barbosa (DC): 1%
  • Augusto Cury (Avante): 1%
  • Aécio Neves (PSDB): 1%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 5%
  • Não soube responder: 3%

Ao um considerar um segundo cenário de primeiro turno, com menos nomes concorrendo à cadeira da Presidência, os principais nomes da direita e da esquerda acumulam 77% das intenções de voto, com Lula conquistando 42% delas e Flávio, 35%. 

O ganho de 1% das sinalizações de Flávio, levando em consideração os nomes considerados no pleito, deve-se à redistribuição de votos com a exclusão da concorrência de Augusto Cury, Aécio Neves e Cabo Daciolo. Neste cenário, Renan Santos e Joaquim Barbosa também subiram 1 ponto percentual cada, enquanto Lula e Zema se mantiveram nas porcentagens anteriores, assim como as sinalizações de voto em nenhum dos nomes.

Cenário 2 de 1º turno

  • Lula: 42%
  • Flávio Bolsonaro: 35%
  • Ronaldo Caiado: 5%
  • Renan Santos: 5%
  • Romeu Zema: 3%
  • Joaquim Barbosa: 2%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 5%
  • Não soube responder: 3%

A mesma pesquisa considerou cenários estimulados de 2º turno. Neles, Lula entra em empate técnico com Flávio Bolsonaro, mas vence em pleitos contra Zema, Caiado e Renan Santos.

A pesquisa BTG Nexus/Pactual foi realizada entre os dias 26 e 28 de junho de 2026 e ouviu 2.009 pessoas da população adulta brasileira, com distribuição proporcional por região. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O número de registro no TSE é 08521/2026.

]]>
Leandro Couri/EM/D.A Press e Daniel Ramalho/AFP Lula e Flávio Bolsonaro são os principais pré-candidatos à Presidência
Um furacão chamado Seleção Brasileira https://www.em.com.br/colunistas/dois-toques/2026/06/7450952-um-furacao-chamado-selecao-brasileira.html Que a Seleção faça um grande jogo contra o Japão, dando alegria não só para quem tem a chance de estar aqui, mas para os aficionados de todo o mundo 7450952 01000000 Mon, 29 Jun 2026 09:42:00 -0300 2026-06-29T09:46:17-03:00 Paulo Galvão Other Houston (EUA) – Cobrir Copa do Mundo é uma experiência única do ponto de vista profissional e também pessoal. São inúmeras as experiências adquiridas, por mais tempo que a gente tenha de profissão, incluindo outros Mundiais no currículo – no caso, este é o meu quarto.

A chegada da Seleção Brasileira ao Texas, no último sábado (27/6), me fez sentir novamente o frio na barriga de outros tempos, como na primeira Copa, em 1998, ao mesmo tempo que o coração aqueceu com o reencontro de velhos e novos companheiros de profissão. Claro que as redes sociais e aplicativos de mensagens permitiram um contato maior com quem mora longe, mas há aqueles com os quais praticamente só converso a cada quatro anos.

Até agora, estava cobrindo seleções de outros países, ouvindo torcedores de outras nacionalidades, encontrei poucos brasileiros, a não ser durante os jogos do Escrete Canarinho nas Fan Fests de Dallas e Houston. Posso dizer que estava suave, mas gosto mesmo é de confusão. E foi justamente o que encontrei no primeiro contato com a delegação verde-amarela neste Mundial.

Sob um calor de 34º C e sensação térmica acima dos 40º C, centenas de brasileiros – e estrangeiros – ficaram até duas horas sob sol forte para conseguir um autógrafo, uma foto ou mesmo um aceno de seus ídolos. Vi crianças chorando de emoção quando atletas como Neymar, Vinicius Júnior, Alisson, Marquinhos, Lucas Paquetá, entre outros, desceram do ônibus e se aproximaram. Inadmissível foi perceber que alguns passaram direto, sem sequer dar um tchau para os fãs.

Profissionais de imprensa foram confinados em um pequeno espaço em frente ao hotel, sendo avisados que não poderiam retornar se saíssem, mesmo que fosse para ir ao banheiro, por exemplo. Mas nós estamos acostumados, faz parte do nosso trabalho.

O torcedor, não. O torcedor vai atrás dos jogadores por devoção. E quer muito pouco em troca.

Que a Seleção Brasileira faça um grande jogo hoje, contra o Japão, dando alegria não só para quem tem a chance de estar aqui, mas para os aficionados de todo o mundo. E que a maioria de seus integrantes continue dando atenção aos torcedores na próxima cidade que for recebida com tanto amor.

]]>
Paulo Galvão/EM/D.A Press A chegada da Seleção Brasileira ao Texas causou emoção
Sarcomas exigem atenção a sinais persistentes e diagnóstico precoce https://www.em.com.br/bem-viver/2026/06/7450903-sarcomas-exigem-atencao-a-sinais-persistentes-e-diagnostico-precoce.html Tumores raros que podem surgir em ossos, músculos, gordura e outros tecidos conectivos representam cerca de 1% dos cânceres em adultos 7450903 07000000 Mon, 29 Jun 2026 09:11:00 -0300 Estado de Minas Other Julho Amarelo marca o Mês Internacional de Conscientização sobre os Sarcomas, um grupo raro e heterogêneo de tumores que pode se desenvolver em ossos, músculos, tendões, cartilagens, gordura, vasos sanguíneos e outros tecidos conjuntivos do corpo.

Leia Mais

Estudo revela proteína ligada ao avanço do câncer de pâncreas pelos nervos Guia orienta sobre mudança de rastreamento do câncer de colo do útero Pacientes com câncer de mama podem ter isenção do IR sobre aposentadoria Embora representem uma pequena parcela dos casos de câncer, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento em centros com experiência na doença.Os sarcomas correspondem a aproximadamente 1% dos tumores malignos em adultos e cerca de 15% dos cânceres diagnosticados em crianças e adolescentes.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores ósseos primários malignos são considerados raros, mas exigem atenção devido ao potencial de crescimento e disseminação para outras partes do organismo.Por apresentarem sintomas muitas vezes inespecíficos e se manifestarem em diferentes regiões do corpo, esses tumores podem levar meses até serem corretamente identificados.

Em muitos casos, o paciente percebe apenas um nódulo que cresce progressivamente ou uma dor persistente sem causa aparente.“Os sarcomas são doenças raras e extremamente variadas. Existem mais de 100 subtipos reconhecidos atualmente, cada um com características biológicas e comportamentos distintos. Isso torna fundamental que o diagnóstico e o planejamento terapêutico sejam realizados por equipes especializadas”, explica a oncologista Carolina Cardoso, líder nacional da especialidade de sarcomas da Oncoclínicas.

Um grupo de tumores que pode surgir em diferentes partes do corpo

Os sarcomas são divididos em dois grandes grupos: os de partes moles e os ósseos. Os de partes moles são os mais frequentes e podem surgir em músculos, gordura, nervos, vasos sanguíneos e tecidos fibrosos. Eles costumam aparecer como massas indolores que aumentam de tamanho ao longo do tempo

.Já os ósseos têm origem diretamente nos ossos. Entre os principais exemplos estão o osteossarcoma, mais comum em adolescentes e adultos jovens; o condrossarcoma, que afeta principalmente adultos; e o sarcoma de Ewing, que ocorre com maior frequência em crianças e jovens.

“Uma das dificuldades é que muitos pacientes não associam os sintomas a algo potencialmente grave. Um caroço indolor ou uma dor persistente em um membro pode ser interpretado inicialmente como consequência de um trauma ou de uma lesão musculoesquelética comum”, afirma a especialista.

Quando procurar avaliação médica?

Os sintomas variam de acordo com a localização e o subtipo do tumor. Entre os sinais que merecem avaliação médica estão:

  • Nódulos ou massas que aumentam de tamanho progressivamente;
  • Dor persistente em ossos ou articulações;
  • Inchaço localizado sem causa aparente;
  • Limitação de movimentos;
  • Fraturas após traumas mínimos ou espontâneas;
  • Sensação de pressão ou compressão em estruturas próximas ao tumor.

Segundo Carolina Cardoso, um dos principais alertas é o crescimento contínuo de uma massa localizada.“Qualquer nódulo profundo ou que apresente aumento progressivo deve ser avaliado. Nem todo caroço representa um câncer, mas alguns sarcomas podem se desenvolver de forma silenciosa e alcançar grandes dimensões antes do diagnóstico”, destaca.

Diagnóstico precoce amplia possibilidades de tratamento

A investigação geralmente envolve exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Quando há suspeita de sarcoma, a confirmação depende da realização de biópsia e análise anatomopatológica especializada.

Além de identificar a presença do tumor, o diagnóstico busca determinar o subtipo da doença, informação fundamental para definir a estratégia terapêutica. Nos últimos anos, o avanço da patologia molecular e dos testes genéticos tem permitido caracterizar com maior precisão diferentes tipos de sarcoma, contribuindo para decisões mais individualizadas.

“Hoje sabemos que sarcomas que antes pareciam semelhantes podem apresentar alterações moleculares completamente diferentes. Essa compreensão tem impacto direto na escolha do tratamento e no prognóstico dos pacientes”, explica a oncologista.

Tratamento exige abordagem multidisciplinar

O tratamento dos sarcomas depende de fatores como localização, tamanho, subtipo, grau de agressividade e presença ou não de metástases. A cirurgia continua sendo a principal modalidade terapêutica para muitos pacientes, frequentemente associada à radioterapia e, em determinados casos, à quimioterapia.

Nos últimos anos, terapias-alvo e novas abordagens sistêmicas também passaram a integrar o arsenal terapêutico para alguns subtipos específicos. Devido à complexidade da doença, especialistas recomendam que os casos sejam discutidos por equipes multidisciplinares formadas por oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, radioterapeutas, patologistas e radiologistas com experiência em sarcomas.

“O principal objetivo do Julho Amarelo é aumentar o conhecimento da população sobre esses tumores. Embora sejam raros, o reconhecimento precoce dos sinais e o encaminhamento para centros especializados podem fazer diferença importante nos resultados do tratamento”, justifica Carolina Cardoso.

]]>
Portal Giro 10 Sarcoma de Ewing: o câncer raro que afeta jovens e adolescentes
2º turno: Lula empata com Flávio Bolsonaro e ganha de Zema, Caiado e Renan https://www.em.com.br/politica/2026/06/7450907-2-turno-lula-empata-com-flavio-bolsonaro-e-ganha-de-zema-caiado-e-renan.html Pesquisa mostra cenário acirrado entre o petista e o herdeiro de Jair Bolsonaro, mas vantagem contra os demais pré-candidatos à Presidência da República 7450907 11000000 Mon, 29 Jun 2026 09:05:00 -0300 2026-06-29T11:16:23-03:00 Giovanna de Souza Other Uma pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (29/6) mostra um empate técnico do atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual cenário de segundo turno das eleições presidenciais. Já contra os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) e o presidente nacional do Missão, Renan Santos, o levantamento mostra uma vitória do petista.

Ao considerar os quatro cenários estimulados, o embate entre Lula e o “filho 01” do ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL), é o único que entra na margem de erro, que considera dois pontos percentuais para mais ou para menos. Nesse cenário, Lula conquistou 47% das sinalizações dos votos, ao passo que Flávio obteve 44%.

A série histórica do cenário mostra um retorno a um patamar próximo entre os dois, principalmente após a revelação da relação entre Flávio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Na última rodada, divulgada em 15 de junho, Lula havia conquistado 49% das intenções de voto, ao passo que Flávio teve 43% delas. Antes disso, as intenções estavam com suas porcentagens empatadas. A quantidade de pessoas que disseram que votariam em branco ou nulo se manteve em 8% e a quantidade das que disseram não saber responder se manteve em 1%.

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula: 47%
  • Flávio Bolsonaro: 44%
  • Nenhum/Nulo/Branco: 8%
  • Não soube responder: 1%

Já contra os dois ex-governadores que sinalizaram interesse de participação no pleito, a vantagem de Lula é de oito a dez pontos percentuais. Mesmo considerando a margem de erro, há vantagem do atual presidente, que tenta a reeleição para seu quarto mandato.

Em um cenário contra o ex-governador mineiro, a série histórica do instituto de pesquisa mostra estabilidade na distância entre os dois, mantida em dez pontos percentuais desde a rodada de maio deste ano. A quantidade de pessoas que disseram que votariam em branco ou nulo subiu de 11% para 13% e a quantidade das que disseram não saber responder também subiu de 1% para 2%.

Lula x Romeu Zema

  • Lula: 48%
  • Romeu Zema: 38%
  • Nenhum/Nulo/Branco: 13%
  • Não soube responder: 2%

Já contra o goiano, a vantagem de Lula caiu um ponto percentual de 15 de junho para 29 de junho, mas manteve vantagem expressiva contra o goiano, vindo de um cenário de proximidade nas sinalizações de voto. A quantidade de pessoas que disseram que votariam em branco ou nulo subiu de 11% para 12% e as que disseram não saber responder se mantiveram em 2%.

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula: 47%
  • Ronaldo Caiado: 39%
  • Nenhum/Nulo/Branco: 12%
  • Não soube responder: 2%

Ao considerar uma possibilidade de embate entre Lula e Renan Santos, que vem se destacado na pré-campanha com falas controversas e se comparando com o presidente de extrema-direita eleito na Colômbia, Abelardo de la Espriella, a vantagem do petista é de doze pontos percentuais, a maior registrada na pesquisa.

A primeira vez que Renan foi considerado em um cenário de segundo turno pelo instituto foi no levantamento divulgado em 15 de junho. Ao considerar o comparativo, Lula caiu um ponto percentual nas sinalizações de intenção de voto, ao passo que Renan se manteve nos 36%. A quantidade de pessoas que disseram que votariam em branco ou nulo subiu de 13% para 15% e as que disseram não saber responder se mantiveram em 2%.

Lula x Renan Santos

  • Lula: 48%
  • Renan Santos: 36%
  • Nenhum/Nulo/Branco: 15%
  • Não soube responder: 2%

A pesquisa BTG Nexus/Pactual foi realizada entre os dias 26 e 28 de junho de 2026 e ouviu 2.009 pessoas da população adulta brasileira, com distribuição proporcional por região. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O número de registro no TSE é 08521/2026.

]]>
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Saulo Cruz/Agência Senado 2º turno: Flávio Bolsonaro volta a empatar com Lula
Como preparar a casa para receber amigos de última hora sem estresse https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450904-como-preparar-a-casa-para-receber-amigos-de-ultima-hora-sem-estresse.html Do sofá aconchegante à iluminação ideal; veja dicas práticas de organização e decoração para deixar seu lar perfeito para celebrar com amigos 7450904 10000000 Mon, 29 Jun 2026 08:47:28 -0300 Raissa Ferri Other Organizar um encontro de última hora em casa não precisa ser sinônimo de correria ou estresse. Com alguns ajustes rápidos e inteligentes, é possível transformar o ambiente e garantir que todos se sintam acolhidos e confortáveis para aproveitar o momento.

O segredo está em focar nos espaços que serão mais utilizados e nos detalhes que realmente fazem a diferença na percepção dos convidados. Uma organização direcionada economiza tempo e energia, permitindo que você também curta a noite sem preocupações.

Leia Mais

Checklist expresso para não esquecer nada

Para otimizar o tempo, concentre-se nas áreas de maior circulação. Uma limpeza rápida e a organização de pontos-chave são suficientes para deixar a casa pronta para a diversão.

  • Entrada livre: a primeira impressão conta muito. Libere o hall de entrada, guarde sapatos, casacos e correspondências que possam estar acumulados. Um caminho livre e organizado passa uma sensação imediata de boas-vindas.

  • Sala de estar convidativa: afofe as almofadas do sofá, dobre as mantas e retire objetos que não pertencem ao ambiente, como copos ou pratos. Uma superfície de centro limpa e organizada já transforma o visual do cômodo.

  • Banheiro em ordem: este é um ponto de atenção fundamental. Garanta que o espelho e a pia estejam limpos, troque a toalha de rosto por uma limpa e verifique se há papel higiênico e sabonete disponíveis.

Crie a atmosfera perfeita

Com a casa minimamente organizada, o próximo passo é criar um clima agradável. A iluminação certa muda tudo. Evite a luz principal, que costuma ser forte e direta. Prefira usar abajures, luzes indiretas ou até lâmpadas inteligentes com cores ajustáveis para deixar o ambiente mais íntimo e aconchegante. Velas também são uma ótima opção, desde que posicionadas em locais seguros.

Uma boa trilha sonora preenche o espaço antes mesmo da chegada das pessoas. Prepare uma playlist com antecedência em seu serviço de streaming favorito ou simplesmente peça ajuda ao seu assistente de voz para criar o clima perfeito. Escolha músicas que combinem com o perfil dos seus amigos, seja para um momento mais animado ou tranquilo.

Para a praticidade de todos, centralize as comidas e bebidas em um único local, como um aparador ou uma mesa de canto. Isso cria uma "estação de serviço" e evita que as pessoas circulem o tempo todo pela cozinha, facilitando a interação no ambiente principal.

Por fim, pense em como as pessoas vão se acomodar. Se não houver cadeiras para todos, espalhe pufes e almofadões pelo chão. Mover um pouco os móveis para abrir espaço e criar pequenas rodas de conversa também ajuda a estimular a interação e o conforto.

]]>
Pexels/ Helena Lopes Reunir amigos em casa para um momento de descontração e petiscos, um dos segredos para um encontro perfeito e sem estresse.
Quem pode decretar ponto facultativo? Entenda o poder de cada esfera https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450901-quem-pode-decretar-ponto-facultativo-entenda-o-poder-de-cada-esfera.html A decisão pode vir do presidente, de um governador ou de um prefeito; saiba como funciona o processo e a quem se aplica cada decreto de ponto facultativo 7450901 11000000 Mon, 29 Jun 2026 08:42:30 -0300 Raissa Ferri Other A decisão de decretar um ponto facultativo pode partir de três esferas de poder: federal, estadual e municipal. A medida, no entanto, vale apenas para os servidores públicos da administração correspondente, não se aplicando diretamente ao setor privado. Entender essa divisão é fundamental para saber quem folga e quem trabalha nessas datas.

Diferente de um feriado oficial, estabelecido por lei, o ponto facultativo é uma dispensa do trabalho decretada por um chefe do Poder Executivo. A principal consequência é que o dia de serviço não trabalhado não precisa ser compensado posteriormente pelos funcionários públicos beneficiados pela medida.

Leia Mais

Quem decide e para quem vale?

A abrangência de um ponto facultativo depende exclusivamente de quem o decretou. As regras são claras e seguem a hierarquia da administração pública. Veja como funciona:

  • Governo federal: um decreto do presidente da República se aplica somente aos servidores e empregados de órgãos e entidades federais. Exemplos comuns são as definições de pontos facultativos em datas como Carnaval, Corpus Christi ou em dias de jogos importantes da seleção brasileira.

  • Governo estadual: quando um governador decreta ponto facultativo, a regra vale para os servidores públicos estaduais. Funcionários de secretarias, autarquias e fundações ligadas ao estado são dispensados do trabalho.

  • Governo municipal: a decisão de um prefeito tem o alcance mais restrito, valendo apenas para os servidores do município. Essa medida não afeta o funcionalismo estadual ou federal que atua na mesma cidade.

Um ponto facultativo decretado pelo presidente, por exemplo, não obriga um estado ou município a seguir a mesma decisão. Cada esfera tem autonomia para definir seu próprio calendário. Para consultar as datas oficiais, os cidadãos podem verificar os decretos publicados nos diários oficiais de cada esfera de governo ou nos portais governamentais correspondentes.

E o setor privado?

Para os trabalhadores de empresas privadas, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o ponto facultativo é um dia normal de trabalho. A decisão de liberar os funcionários ou não fica a critério exclusivo do empregador, sem que isso gere direito a pagamento de horas extras ou folga compensatória. Para saber se o ponto facultativo vale para a iniciativa privada, consulte a legislação e conheça seus direitos.

Muitas empresas optam por seguir o calendário de pontos facultativos, especialmente em datas de grande mobilização, como o Carnaval. Nesses casos, a dispensa pode ocorrer por liberalidade da empresa ou por meio de um acordo de compensação de horas, que deve ser estabelecido previamente com os funcionários, seja de forma individual ou por meio de convenção coletiva.

]]>
Unsplash/ Towfiqu barbhuiya Um calendário com dias marcados ilustra a gestão de datas de feriados e pontos facultativos para servidores e setor privado.
7 soluções criativas para economizar água dentro de casa https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450896-7-solucoes-criativas-para-economizar-agua-dentro-de-casa.html Pequenas mudanças de hábitos e produtos inteligentes que podem reduzir drasticamente o consumo de água na sua casa e aliviar o seu bolso 7450896 10000000 Mon, 29 Jun 2026 08:37:30 -0300 Raissa Ferri Other Pequenas mudanças de hábitos e soluções criativas são válidas para uma economia contínua, gerando um impacto significativo que alivia tanto o sistema de abastecimento quanto o bolso no final do mês.

Muitas vezes, o maior desperdício ocorre em ações rotineiras que passam despercebidas. Adaptar essas práticas não exige grandes investimentos e os resultados aparecem rapidamente na redução do consumo. Abaixo, listamos sete estratégias inteligentes para aplicar em casa.

Leia Mais

  1. Reaproveite a água do chuveiroMantenha um balde no box para coletar a água fria que escorre enquanto o chuveiro esquenta. Esse volume, que seria desperdiçado, é ideal para regar plantas, lavar o quintal, limpar pisos ou ser usado na descarga do vaso sanitário.

  2. Otimize a descargaVasos sanitários mais antigos podem gastar de 10 a 15 litros de água por acionamento. Se não for possível instalar um modelo com caixa acoplada de duplo acionamento, uma garrafa PET de 1 litro cheia de água dentro da caixa já ajuda a diminuir o volume por descarga.

  3. Instale arejadores nas torneirasEsses pequenos dispositivos são baratos e fáceis de instalar. Eles misturam ar à água, o que reduz o fluxo, mas mantém a sensação de pressão. A economia de água em uma torneira com arejador pode chegar a 40-50%, dependendo do modelo, sem prejudicar o uso.

  4. Use a água do cozimentoA água utilizada para cozinhar vegetais ou massas é rica em nutrientes. Após esfriar, em vez de jogá-la fora, use-a para regar as plantas. É uma forma simples de nutrir o jardim e evitar o uso de água limpa para essa finalidade.

  5. Faça o teste do hidrômetroVazamentos ocultos são grandes vilões do consumo. Para verificar se há um em sua casa, feche todas as torneiras e registros. Anote o número que aparece no hidrômetro e espere uma hora. Se o número mudar, existe um vazamento que precisa ser consertado.

  6. Lave roupas e louças com carga máximaAcione a máquina de lavar roupas e a lava-louças apenas quando estiverem com a capacidade total preenchida. O uso de meia carga gasta praticamente a mesma quantidade de água e energia que uma lavagem completa, tornando o processo muito menos eficiente.

  7. Regue as plantas no horário certoAo cuidar do jardim ou dos vasos, prefira regar as plantas no início da manhã ou no final da tarde. Nesses períodos, a temperatura é mais amena e a evaporação da água é menor, garantindo que a umidade chegue até as raízes e reduzindo a frequência da rega.

]]>
Pexels/ Gabriel Frank Reaproveitar a água para regar plantas, como ilustra a imagem, é uma das estratégias eficientes para economizar recursos em casa.
8 itens essenciais para ter em casa durante o inverno https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450894-8-itens-essenciais-para-ter-em-casa-durante-o-inverno.html De lanternas a cobertores; prepare sua casa para enfrentar chuvas fortes e possíveis quedas de energia com segurança durante a estação mais fria do ano 7450894 10000000 Mon, 29 Jun 2026 08:32:22 -0300 Raissa Ferri Other Durante o inverno brasileiro, que se estende de junho a setembro, as frentes frias trazem chuvas intensas e temporais para diversas regiões do país. Quedas de energia, alagamentos e dificuldades de comunicação são riscos reais nesses períodos. Ter um kit de emergência em casa pode fazer toda a diferença nessas horas.

Manter itens básicos e funcionais à mão ajuda a atravessar o período de mau tempo com mais tranquilidade e a responder rapidamente a qualquer imprevisto. A organização prévia evita o pânico e garante que sua família permaneça segura até que a situação se normalize.

Leia Mais

Confira uma lista com oito itens indispensáveis para ter em casa:

1. Iluminação de emergência

Lanternas são mais seguras que velas para evitar acidentes. Tenha pelo menos uma, preferencialmente de LED, que consome menos energia. Verifique as pilhas regularmente e mantenha um jogo extra guardado em local seco e de fácil acesso.

2. Rádio a pilha ou a manivela

Quando a energia e a internet caem, um rádio portátil é a melhor forma de receber informações e alertas oficiais da Defesa Civil e de outras autoridades. Ele permite que você se mantenha atualizado sobre as condições do tempo e as orientações de segurança.

3. Carregadores portáteis (power banks)

Mantenha os carregadores portáteis sempre com a carga máxima. Eles são fundamentais para garantir que os celulares permaneçam funcionando, permitindo a comunicação com familiares ou o acionamento de serviços de emergência em caso de necessidade.

4. Água potável e alimentos não perecíveis

Armazene água suficiente para todos os moradores da casa por pelo menos três dias. A recomendação é de entre 2 e 4 litros por pessoa ao dia (considerando consumo, higiene básica e eventual preparo de alimentos). Tenha também um estoque de alimentos que não precisam de refrigeração ou cozimento, como biscoitos, barras de cereal, frutas secas e enlatados.

5. Kit de primeiros socorros

Seu kit de primeiros socorros deve conter itens básicos como curativos de diferentes tamanhos, gaze, esparadrapo, antissépticos e analgésicos. Inclua também qualquer medicamento de uso contínuo que um membro da família precise, com uma reserva para alguns dias.

6. Documentos importantes e dinheiro

Guarde cópias ou originais de documentos pessoais, como RG, CPF e certidões, em um saco plástico impermeável. É útil ter também uma quantia em dinheiro, já que caixas eletrônicos e máquinas de cartão podem ficar fora de operação.

7. Lista de contatos de emergência

Anote em um papel os números de telefone mais importantes: Defesa Civil (199), Corpo de Bombeiros (193), SAMU (192), a companhia de energia elétrica local e contatos de familiares próximos. Guarde a lista junto ao kit de emergência, caso a bateria do celular acabe.

8. Cobertores e agasalhos extras

Com a queda de energia, os sistemas de aquecimento podem parar de funcionar. Tenha cobertores extras, incluindo opções térmicas se possível, e agasalhos para todos os membros da família. Manter o corpo aquecido é fundamental para evitar a hipotermia durante uma emergência no inverno.

Quando revisar seu kit?

É recomendável revisar seu kit a cada mudança de estação, especialmente antes do inverno. Verifique a validade de alimentos e medicamentos, teste as pilhas de lanternas e rádios e recarregue os power banks. Uma checagem periódica garante que tudo estará pronto quando você mais precisar.

]]>
Pexels/ Roger Brown Tenha um kit de emergência completo e organizado para enfrentar períodos de mau tempo, quedas de energia e outras situações inesperadas.
A incrível tecnologia das casas e prédios à prova de terremoto https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450893-a-incrivel-tecnologia-das-casas-e-predios-a-prova-de-terremoto.html Conheça os sistemas de molas, pêndulos e materiais flexíveis que permitem que as construções na Califórnia e no Japão balancem, mas não caiam 7450893 13000000 Mon, 29 Jun 2026 08:28:54 -0300 Raissa Ferri Other Um forte terremoto de magnitude 5.6 que atingiu o norte da Califórnia em 24 de junho voltou a acender o debate sobre a segurança de construções em áreas de risco. No entanto, em locais como a Califórnia e o Japão, a engenharia moderna já desenvolveu tecnologias impressionantes que permitem que casas e arranha-céus balancem durante um tremor, mas permaneçam de pé, protegendo vidas.

O princípio fundamental da engenharia antissísmica é o oposto do que se poderia imaginar. Em vez de criar estruturas extremamente rígidas, a solução é dar flexibilidade para que elas dissipem a imensa energia liberada por um terremoto. O objetivo é que o edifício se mova com o solo, de forma controlada, em vez de resistir a ele e quebrar.

Leia Mais

Isolamento sísmico na base

Uma das técnicas mais eficientes é o isolamento de base. Neste sistema, o prédio não é construído diretamente sobre a fundação, mas sobre uma série de rolamentos flexíveis. Esses componentes, feitos de camadas de borracha e aço, funcionam como um sistema de suspensão de um carro, absorvendo a maior parte das vibrações do solo. Com isso, enquanto o chão se move bruscamente, o edifício acima oscila de maneira suave e lenta, reduzindo drasticamente as forças que atuam sobre a estrutura.

Pêndulos gigantes para estabilizar

Para arranha-céus, uma solução comum é o amortecedor de massa sintonizada. Trata-se de um pêndulo gigante, geralmente uma enorme esfera de aço, suspenso por cabos no topo do edifício. Durante um terremoto, enquanto a torre balança em uma direção, o pêndulo se move na direção oposta por inércia. Esse contramovimento neutraliza grande parte da oscilação, diminuindo a amplitude do balanço e mantendo a estabilidade do prédio. O arranha-céu Taipei 101, em Taiwan, é um exemplo famoso dessa tecnologia, com um amortecedor que pesa 660 toneladas.

Materiais e estruturas flexíveis

A própria concepção da estrutura é pensada para a flexibilidade. O uso de armações de aço, que podem se deformar sem romper, é essencial. Além disso, são instalados contraventamentos, que são vigas diagonais em formato de “X” ou “V”, para distribuir as forças do terremoto por todo o esqueleto do edifício. Outra das tecnologias de construção são os amortecedores viscosos, semelhantes aos de veículos, instalados entre os andares para absorver a energia do movimento e reduzir as vibrações.

Essas inovações não garantem que os edifícios saiam ilesos de um grande tremor, pois danos como rachaduras e vidros quebrados ainda podem ocorrer. O objetivo principal, no entanto, é evitar o colapso estrutural, garantindo tempo suficiente para que as pessoas possam evacuar o local em segurança. Além da tecnologia, a eficácia dessas soluções depende de códigos de construção rigorosos e de uma fiscalização constante para garantir que os projetos sejam executados corretamente, unindo inovação e responsabilidade.

]]>
Unsplash/ Timo Volz A arquitetura do Taipei 101, em Taiwan, exemplifica a engenharia antissísmica que permite a arranha-céus resistir a terremotos.
Conexão longa em Guarulhos? O que fazer perto do aeroporto https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450889-conexao-longa-em-guarulhos-o-que-fazer-perto-do-aeroporto.html Um guia com dicas de passeios, restaurantes e hotéis para aproveitar o tempo de espera de um voo sem precisar ir longe do aeroporto 7450889 01000000 Mon, 29 Jun 2026 08:23:13 -0300 Raissa Ferri Other Uma conexão de várias horas no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) não precisa ser sinônimo de tédio ou desconforto. A cidade ao redor do terminal oferece opções de passeios, gastronomia e descanso para todos os bolsos, permitindo que o tempo de espera se transforme em uma experiência agradável sem a necessidade de ir até São Paulo.

Para aproveitar o tempo fora do aeroporto, o ideal é ter uma janela de, no mínimo, seis horas entre os voos. Esse período permite o deslocamento de ida e volta com táxi ou carro de aplicativo, além de tempo suficiente para a atividade escolhida, considerando sempre uma margem de segurança para o trânsito e os procedimentos de embarque.

Leia Mais

Passeios rápidos e próximos

Uma excelente opção para quem busca um pouco de ar livre é o Parque Bosque Maia. Um dos principais parques de Guarulhos, fica a cerca de 20 minutos de carro do aeroporto, no bairro Jardim Maia. O local possui pistas de caminhada, áreas verdes e um ambiente tranquilo para relaxar antes do próximo voo.

Se a preferência for por um ambiente fechado, o Shopping Internacional Guarulhos é uma alternativa completa. Localizado na Rodovia Presidente Dutra, a aproximadamente 15 minutos do aeroporto, o centro comercial conta com uma grande variedade de lojas, praça de alimentação e até mesmo salas de cinema, sendo uma ótima escolha para dias de clima instável.

Onde comer na região

A gastronomia ao redor de GRU vai muito além das opções do aeroporto. A região é conhecida por abrigar excelentes churrascarias, como a Churrascaria do Bosque, que oferecem o tradicional rodízio brasileiro e são perfeitas para uma refeição farta e sem pressa. É uma imersão na cultura local para quem tem um pouco mais de tempo.

Para quem busca algo mais rápido, os bairros próximos ao aeroporto, como o centro de Guarulhos, dispõem de uma ampla gama de restaurantes. É possível encontrar desde pratos da culinária brasileira até opções da cozinha internacional, atendendo a todos os gostos e orçamentos.

Hotéis para um descanso rápido

Para viajantes com conexões muito longas ou noturnas, a melhor solução pode ser o descanso. Diversos hotéis no entorno do aeroporto, como o Pullman Guarulhos Airport e o Tryp by Wyndham, oferecem o serviço de "day use", que permite alugar um quarto por um período de horas durante o dia. Essa modalidade garante conforto, privacidade e a possibilidade de tomar um banho antes de seguir viagem.

Muitos desses estabelecimentos disponibilizam transporte gratuito de ida e volta para os terminais de GRU. A facilidade do translado otimiza o tempo e torna a experiência mais cômoda e segura para o passageiro.

]]>
Wikimedia Commons/ Caiomelow O Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) à noite, ponto de partida para explorar opções de lazer e descanso em conexões.
Progressistas no TCU https://www.em.com.br/colunistas/coluna-esplanada/2026/06/7450887-progressistas-no-tcu.html Ciro Nogueira, presidente do PP, deseja indicar Dudu da Fonte ao TCU, divergindo de outros nomes importantes do partido 7450887 01000000 Mon, 29 Jun 2026 08:20:00 -0300 2026-06-30T06:10:05-03:00 Leandro Mazzini Other

Expoentes do Progressistas (PP) têm batido os pés nos tapetes azul e verde do Congresso Nacional para apontar que os deputados Agnaldo Ribeiro (PB), Covatti Filho (RS) e o ex Cacá Leão (BA) são os seus pré-candidatos para a próxima vaga do Tribunal de Contas da União, na cota da Câmara dos Deputados, que tem o direito à indicação. Porém, o nome preferido do presidente (por ora) do partido, senador Ciro Nogueira (PI) é o deputado Dudu da Fonte (PE). Ciro é padrinho do seu filho Lula da Fonte (PE) – deputado federal como o pai. É porque Dudu tem uma eleição muito difícil para o Senado em Pernambuco, onde aparece fraco nas pesquisas.

Venha cá

Com 50 anos de política nas costas, o presidente Lula da Silva aprendeu a se blindar – e a se livrar de calças-justas em momentos delicados com aliados, ou amigos. Ele sempre chama uma testemunha, também do círculo do Poder, para anunciar uma demissão entre portas. Desta vez, o alvo foi o senador Jaques Wager (PT-BA), e o “atestante” o colega Randolfe Rodrigues (PT-AP). Porque, se a conversa vazar, ele lacra que não saiu dele.

Quem são elas?

Segue a polêmica no Ibama Brasília sobre a operação liderada pelo fiscal Roberto Cabral, filiado ao Rede e pré-candidato a deputado. Além de os autos da infração ainda em aberto no órgão, os lojistas querem saber quem são as duas fiscais que, sem mandado e sem respaldo constitucional, exigiram que comerciantes abrissem bolsas de pertences pessoais para revirar suas coisas.

Salvem as criancinhas!

A Coalizão Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas chegou a 50 membros com a adesão da Bósnia e Herzegovina – que sofreu tanto isso com sua guerra passada. A Coalizão é iniciativa do Governo da Ucrânia com a União Europeia. “Reúne países e organizações internacionais que apoiam os esforços para localizar, retornar e reintegrar crianças ucranianas separadas de suas famílias durante a guerra”.

Volante & poltrona

Pesquisa do Instituto Ipsos/inDrive, com mil usuários do app, mostra que 67% dos jovens da geração Z aprovam modelos que permitem escolher o motorista parceiro. O estudo aponta que ter acesso a uma lista de motoristas que aceitam a corrida e poder escolher com quem viajar é a preferência de 57% dos entrevistados, independendo da faixa etária. Para 84%, escolher o motorista sob histórico e avaliações traz segurança.

Olha o estagiário!

Um caso de ransomware surreal. Aconteceu há dias numa grande empresa, cliente da IBR Cloud. O estagiário imprimiu figurinhas da Copa FIFA, o sistema travou e 600 colaboradores ficaram sem trabalhar por quatro horas. Foi apenas um PDF baixado e comprometeu o servidor e arquivos. “Nosso contrato não cobria segurança corporativa”, comenta Bruno Fantoni, CEO da IBR Cloud. Mas a empresa se dispôs e resolveu.

ESPLANADEIRA

#novofio participou da ABF Franchising Expo e planeja faturar R$ 120 mi em 2026. #FM Logistic assina acordo para adquirir alemã Schäflein. #After Click lança categoria pós-clique e mira mercado de R$ 258 bi. #ABES Summit 2026 na FIESP debaterá 27/10 competição e crescimento na IA. #Rituais Cafés Especiais lança novos microlotes Florada no SP Coffee Festival. #Projetos Empreendendo no Lar e Confeitar Brasil de Dani Formigueiro impactaram mais de 600 mil mulheres. #Capital Concreto e Renato Cariani realizaram no sábado Capto Performance Experience.

]]>
Reprodução/Câmara dos Deputados Dudu da Fonte é nome preferido de Ciro Nogueira para ser indicado pelo PP ao TCU
As profissões com maiores salários no Brasil em 2026; confira ranking com valores https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450883-as-profissoes-com-maiores-salarios-no-brasil-em-2026-confira-ranking-com-valores.html Guia Salarial 2026 e dados do CAGED mostram cargos que pagam de R$ 37 mil a R$ 100 mil mensais; tecnologia e gestão de risco lideram 7450883 10000000 Mon, 29 Jun 2026 08:17:55 -0300 Raissa Ferri Other Em um cenário de busca por estabilidade e melhores oportunidades, conhecer as profissões com os maiores salários no Brasil em 2026 é uma informação estratégica. Segundo dados oficiais do CAGED/MTE atualizados em junho, um Diretor de Tecnologia da Informação lidera o ranking de medianas, com R$ 37.850,50 mensais. Para contextualizar, o salário mínimo vigente no ano é de R$ 1.621,00.

Guias especializados, como o da Michael Page, mostram que o teto pode ser ainda maior, com cinco cargos alcançando R$ 100 mil mensais, principalmente nos setores de saúde e varejo. A valorização dessas posições está ligada à demanda por habilidades complexas, pensamento estratégico, liderança e capacidade de gerar resultados diretos para as empresas.

Leia Mais

O ano de 2026 também reflete a valorização de cargos ligados a risco, finanças e governança, um reflexo de um momento econômico que exige mais cautela e planejamento estratégico das companhias, enquanto áreas tradicionais, como a medicina e a engenharia, mantêm seu prestígio com posições que exigem especialização e experiência consolidadas.

As profissões com os maiores salários

Com base em levantamentos como o Guia Salarial 2026 da Michael Page e dados do mercado compilados pela Robert Half, a lista a seguir apresenta as áreas e posições que se destacam, organizadas por potencial de remuneração.

  • Diretoria executiva (C-level): No topo da lista, a remuneração de um CEO em grandes corporações varia entre R$ 90 mil e R$ 150 mil por mês, enquanto um CFO (Diretor Financeiro) pode ganhar de R$ 80 mil a R$ 120 mil.

  • Medicina e saúde: Além de especialidades de alta demanda, como cirurgiões, o topo da carreira está na gestão, onde diretores hospitalares podem alcançar o teto de R$ 100 mil mensais.

  • Agronegócio: Vital para a economia, o setor remunera um CFO do Agro com salários entre R$ 50 mil e R$ 80 mil, e um Diretor Agrícola na faixa de R$ 40 mil a R$ 60 mil por mês.

  • Engenharia especializada: Em setores estratégicos como óleo e gás e infraestrutura, um Diretor de Obras pode receber entre R$ 35 mil e R$ 55 mil mensais, valorizado pela gestão de projetos complexos.

  • Gerente de Risco de Crédito: Posição que ganhou grande relevância em 2026, com salários que chegam a R$ 52 mil em grandes empresas, refletindo a necessidade de controle financeiro rigoroso.

  • Tecnologia da Informação (TI): A transformação digital mantém os salários em alta. Conforme dados do CAGED/MTE, um Diretor de TI tem uma mediana salarial de R$ 37.850,50, com especialistas em segurança e dados também sendo altamente valorizados.

  • Mercado financeiro: Posições em áreas de fusões e aquisições (M&A), private equity e gestão de investimentos continuam oferecendo alguns dos maiores salários e bônus do país, premiando a capacidade de gerar lucros em operações de alto risco.

]]>
Unsplash/ Hunters Race O mercado de trabalho de 2026 valoriza profissionais em posições de alto escalão, com foco em habilidades estratégicas e liderança.
O bilionário mercado do horóscopo: quanto movimenta a astrologia https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450880-o-bilionario-mercado-do-horoscopo-quanto-movimenta-a-astrologia.html De aplicativos a consultas e produtos; descubra o tamanho do negócio da astrologia e como ele se tornou uma força econômica na era digital 7450880 04000000 Mon, 29 Jun 2026 08:13:32 -0300 Raissa Ferri Other A busca por respostas nas estrelas criou um negócio bilionário na Terra. O mercado da astrologia, antes limitado a colunas de jornais e revistas, movimentou cerca de US$ 15,16 bilhões globalmente em 2025 e, segundo análises do Market Research Future, tem projeção de alcançar US$ 25,61 bilhões até 2034. Esse crescimento é impulsionado por aplicativos, redes sociais e uma nova geração de consumidores que veem no horóscopo uma ferramenta de autoconhecimento.

A grande virada aconteceu com a popularização dos smartphones, principalmente após 2010, e ganhou aceleração durante a pandemia de COVID-19. Aplicativos como o Co-Star e The Pattern transformaram a consulta diária dos signos em uma experiência interativa e personalizada, com notificações e análises detalhadas. Com mais de 20 milhões de downloads apenas no Co-Star, a astrologia se consolidou como um segmento de destaque na economia digital.

Leia Mais

O mercado de aplicativos de astrologia, por si só, cresceu de aproximadamente US$ 4,7 bilhões em 2025 para US$ 5,7 bilhões em 2026. Essa expansão, no entanto, não se limitou aos apps. Plataformas como Instagram e TikTok se tornaram um terreno fértil para astrólogos e influenciadores digitais, que criam conteúdo diário, constroem comunidades engajadas e monetizam seu trabalho por meio de publicidade, assinaturas e venda de serviços personalizados.

Além da previsão diária

O ecossistema econômico da astrologia moderna é diversificado e vai muito além da simples leitura do horóscopo do dia. O faturamento do setor vem de múltiplas fontes, que atendem desde o curioso até o estudante dedicado. Entre os principais produtos e serviços oferecidos estão:

  • Consultas personalizadas: leituras de mapa astral e trânsitos planetários, que podem custar de dezenas a centenas de reais por sessão.

  • Cursos e workshops: formações online e presenciais para quem deseja aprender os fundamentos da astrologia ou se aprofundar no tema.

  • Produtos licenciados: de velas e cristais a joias, roupas e itens de decoração, tudo personalizado com temas astrológicos.

  • Conteúdo por assinatura: newsletters, podcasts e plataformas que oferecem análises aprofundadas mediante pagamento de uma taxa mensal.

Este crescimento é sustentado principalmente por um público mais jovem, como os Millennials e a Geração Z. Esses grupos buscam formas alternativas de espiritualidade e orientação, encontrando na astrologia um sistema para entender melhor a si mesmos e suas relações. Geograficamente, enquanto a região Ásia-Pacífico lidera o consumo, a América do Norte representa 37% do mercado global. A linguagem acessível e o formato digital facilitaram essa conexão, transformando um saber antigo em um produto de consumo moderno e altamente lucrativo.

]]>
Pexels/ Pavel Danilyuk Mapas astrais e signos do zodíaco ilustram o dinâmico mercado da astrologia, impulsionado por uma nova geração de consumidores.
Por dentro de uma carreta: a tecnologia que você não vê na estrada https://www.em.com.br/trends/2026/06/7450877-por-dentro-de-uma-carreta-a-tecnologia-que-voce-nao-ve-na-estrada.html De sistemas de freio autônomos a monitoramento via satélite; conheça os avanços tecnológicos que tornam as carretas mais seguras e eficientes 7450877 13000000 Mon, 29 Jun 2026 08:08:01 -0300 Raissa Ferri Other Enquanto cruzam as estradas, as carretas podem parecer apenas gigantes de aço movidos por motores potentes. No entanto, por trás da cabine, opera um cérebro eletrônico que transforma a segurança e a eficiência do transporte de cargas. Hoje, esses veículos são equipados com tecnologias que vão muito além do GPS, integrando sistemas que pensam e agem para proteger vidas e otimizar cada quilômetro rodado.

Essa evolução tecnológica é uma resposta direta à necessidade de tornar as viagens mais seguras e a logística mais inteligente. Sensores, câmeras e softwares trabalham em conjunto para auxiliar o motorista e, em alguns casos, intervir para evitar acidentes. O resultado é um veículo que não apenas transporta produtos, mas também coleta e processa dados em tempo real.

Leia Mais

Segurança que antecipa o perigo

O foco principal dos novos sistemas embarcados é a prevenção de acidentes. Em 2026, a regulamentação brasileira deu um salto importante nesse sentido: itens que antes eram exclusividade de carros de luxo estão se tornando obrigatórios em caminhões pesados. Desde janeiro deste ano, novos projetos já precisam incluir frenagem autônoma de emergência, e a partir de 2029, todos os veículos vendidos no Brasil deverão contar com a tecnologia. A regulamentação se tornará ainda mais rigorosa em 2031, quando os sistemas deverão ser capazes de detectar e reagir a veículos completamente parados na pista.

Entre os principais recursos, destacam-se:

  • frenagem autônoma de emergência (AEB): radares e câmeras monitoram a via à frente. Se um obstáculo, como um carro parado, for detectado e o motorista não reagir, o sistema aciona os freios automaticamente para evitar a colisão ou reduzir o impacto. O sistema opera principalmente em velocidades entre 10 km/h e 60 km/h, faixa onde ocorrem muitos acidentes urbanos e em rodovias.

  • controle de estabilidade (ESC): sensores percebem quando há risco de o veículo derrapar ou tombar, especialmente em curvas fechadas. O sistema então reduz a potência do motor e freia rodas específicas para manter a carreta sob controle.

  • alerta de saída de faixa: uma câmera lê as faixas da pista e emite um aviso sonoro ou uma vibração no volante caso o veículo comece a sair da sua trajetória sem que a seta seja acionada, combatendo a desatenção ou o sono.

Eficiência e controle na palma da mão

A tecnologia também revolucionou a gestão das frotas. O monitoramento via satélite permite que as empresas de transporte saibam exatamente onde cada veículo está, mas a telemetria oferece um panorama muito mais completo. Esse sistema coleta informações detalhadas sobre o desempenho da carreta e do motorista.

Os dados enviados para a central incluem a velocidade média, o consumo de combustível, o tempo de motor ligado com o veículo parado e até a forma como as frenagens e acelerações são feitas. Com base nessas informações, é possível identificar a necessidade de manutenção preventiva, corrigir hábitos de condução que gastam mais diesel e planejar as rotas mais eficientes, considerando o trânsito e as condições da estrada em tempo real.

]]>
Wikimedia Commons/ Moacir Ximenes Caminhões de carga, como este que transporta botijões de gás, incorporam tecnologias avançadas para maior segurança e eficiência.
Relacionamentos saudáveis  https://www.em.com.br/bem-viver/2026/06/7446324-relacionamentos-saudaveis.html 7446324 07000000 Mon, 29 Jun 2026 02:00:00 -0300 Nara Ferreira Other Partindo da ideia de que os humanos são seres sociais, a psiquiatra espanhola Marian Rojas Estapé mostra em "Encontre sua pessoa vitamina", publicada pelo selo Academia, da Editora Planeta, como vínculos saudáveis influenciam diretamente a felicidade, a saúde mental e até a capacidade de enfrentar desafios. 

Ao explorar a história emocional de cada indivíduo, o livro propõe um caminho para compreender melhor a si mesmo e, consequentemente, construir conexões mais positivas. Combinando ciência, psicologia e experiência clínica, Marian aborda temas como apego, infância, amor e confiança, destacando o papel da ocitocina, conhecida como o “hormônio do amor”. Produzida no cérebro e ligada a sentimentos de vínculo e segurança, essa substância tem impacto direto nas relações humanas e no bem-estar. 

A partir desse conceito, a autora apresenta as chamadas “pessoas vitamina”, aquelas que fortalecem emocionalmente, inspiram crescimento e ajudam a revelar a melhor versão de cada um. “Amamos da mesma forma como fomos (e somos) amados? Existe alguma explicação bioquímica por trás da confiança, do apego e do amor? Como podemos escolher o parceiro certo? ”, questiona. 

Ao longo da obra, a autora ainda explora conceitos como teoria do apego, necessidade do toque, dor social, pessoas tóxicas e o poder dos vínculos afetivos na família, nas amizades e no ambiente profissional. Com linguagem acessível e rigor científico, o livro reúne casos clínicos, exemplos práticos, ilustrações e lembretes afetivos que facilitam a compreensão dos temas. 

Marian oferece uma leitura didática e acolhedora, capaz de dialogar tanto com quem busca autoconhecimento quanto com pessoas interessadas em compreender a psicologia dos relacionamentos. Em “Encontre sua pessoa vitamina”, a autora reforça que cultivar relações saudáveis não é apenas um desejo, mas uma necessidade emocional e biológica para viver com mais equilíbrio, coragem e bem-estar.

Editora Planeta/Divulgação

SERVIÇO

  • Título: Encontre sua pessoa vitamina
  • Autora: Marian Rojas Estapé
  • Editora: Planeta I Selo Academia
  • Páginas: 320
  • Preço: R$ 69,90
  • Onde encontrar: https://www.planetadelivros.com.br; Amazon 
]]>
Editora Planeta/Divulgação Marian Rojas Estapé explica como vínculos afetivos positivos fortalecem a mente
Morre irmão da ex-presidente Dilma Rousseff https://www.em.com.br/politica/2026/06/7450632-morre-irmao-da-ex-presidente-dilma-rousseff.html Advogado por formação, Igor chegou a ter um cargo na Prefeitura de BH durante a gestão de Fernando Pimentel; ele estava hospitalizado na capital mineira 7450632 11000000 Sun, 28 Jun 2026 18:35:02 -0300 2026-06-28T18:35:02-03:00 Estado de Minas Other O advogado Igor Rousseff, irmão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), morreu nesse sábado (27/6) em Belo Horizonte, onde estava hospitalizado. 

Aos 79 anos e já aposentado, Igor morava na cidade mineira de Passa Tempo, no Campo das Vertentes. 

O advogado, irmão mais velho de Dilma Rousseff, teve um único cargo público, atuando como assessor especial na Prefeitura de Belo Horizonte durante a gestão de Fernando Pimentel (PT).Igor Rousseff era avô de Pedro Rousseff (PT), vereador por Belo Horizonte.

“Hoje se foi meu avô, Igor Rousseff. A primeira pessoa que acreditou em mim e me fez entrar na política. Homem simples, honesto e trabalhador. Viveu a vida da maneira que quis: sempre rodeado de amigos e da família. Viu a irmã mais nova ser torturada, presa durante a ditadura e também virar a primeira presidenta do Brasil. Ele nunca quis entrar na política. Tinha pavor disso. Sempre me falava para 'não mexer com isso'. Mesmo assim, quando bati o pé e falei com ele há cinco anos que ia entrar (para a política), ele mudou de opinião: ia me ajudar dia e noite", escreveu o vereador no Instagram.

]]>
Reprodução Igor Rousseff e seu neto, o vereador Pedro Rousseff