COMO TRATAR

'Bumbum triste' na menopausa: o adesivo hormonal pode te ajudar?

Reposição alivia sintomas, mas não trata flacidez e celulite sozinhas; entenda por que o problema vai além da queda hormonal e como tratar

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Além das ondas de calor e das alterações de sono e humor, muitas mulheres percebem outra transformação durante a menopausa: a perda de firmeza nos glúteos. A redução de volume e a piora na aparência da celulite, conjunto que ganhou o apelido de “bumbum triste”, levanta uma dúvida comum sobre o uso do adesivo hormonal como solução.

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A reposição hormonal pode, de fato, aliviar os sintomas gerais do climatério, mas não age diretamente sobre o contorno do corpo. “A reposição pode contribuir para o bem-estar, mas não levanta os glúteos nem trata sozinha a flacidez e a celulite”, explica a ginecologista Lúcia Oliveira. O adesivo, que libera estradiol gradualmente pela pele, tem como foco equilibrar os níveis hormonais e não reverter alterações estéticas específicas.

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A queda do estrogênio contribui para a redução de colágeno, diminuição da elasticidade da pele e mudanças na distribuição de gordura e massa muscular. Contudo, o chamado “bumbum triste” não está ligado apenas aos hormônios. O envelhecimento natural, a genética, o sedentarismo, as oscilações de peso e a perda muscular também interferem no formato dos glúteos e no aspecto da celulite.

Por essa razão, mesmo mulheres com a reposição hormonal bem ajustada podem continuar incomodadas com a aparência da região. O tratamento eficaz depende de uma avaliação que observe a qualidade da pele, o volume, a musculatura, a flacidez e a presença de depressões causadas pela celulite.

Como tratar o 'bumbum triste'

Quando a principal queixa é a aparência dos glúteos, a abordagem precisa ser multidisciplinar e mais ampla, envolvendo ginecologista, educador físico, nutricionista e dermatologista. O plano de tratamento pode incluir o fortalecimento muscular com exercícios específicos e um acompanhamento nutricional para otimizar a composição corporal. Em outros casos, podem ser indicados procedimentos estéticos, como bioestimuladores de colágeno e radiofrequência para melhorar o contorno, recuperar o volume perdido ou tratar as irregularidades da pele.

É fundamental entender que o adesivo não deve ser iniciado ou substituído por gel, comprimido ou implante sem orientação médica. Cada apresentação possui formas diferentes de absorção, doses específicas e indicações próprias. Além disso, a terapia hormonal é contraindicada para mulheres com histórico de certos tipos de câncer, como o de mama, ou com risco elevado de trombose. O erro está em tratar a reposição hormonal como uma solução única para todas as mudanças que ocorrem nessa fase da vida.

O hormônio pode melhorar a qualidade de vida quando bem indicado, mas não resolve automaticamente todas as transformações do corpo. A paciente precisa entender se a queixa é hormonal, muscular, estrutural ou relacionada à pele para receber uma indicação de tratamento que seja realmente adequada.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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