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Aumento de glúteos com gordura própria: benefícios, riscos e como funciona a lipoenxertia glútea

Lipoenxertia glútea: entenda como é feita, indicações, benefícios, riscos e diferenças para próteses de silicone em um guia claro e seguro

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A lipoenxertia glútea, também conhecida como bioplastia glútea com gordura, tornou-se uma das técnicas mais procuradas para aumento e remodelação do bumbum. O procedimento combina lipoaspiração em áreas com acúmulo de gordura e reinjeção desse mesmo tecido nos glúteos, com o objetivo de melhorar o contorno corporal de forma mais harmoniosa. Trata-se de uma cirurgia que exige planejamento cuidadoso, avaliação médica criteriosa e estrutura hospitalar adequada.

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Ao contrário do que muitas campanhas publicitárias sugerem, a lipoenxertia glútea não é um tratamento simples ou estético apenas. É uma cirurgia plástica completa, que envolve anestesia, riscos inerentes ao ato cirúrgico e um pós-operatório que pode ser prolongado. Por isso, a decisão de realizar o procedimento deve ser tomada com informação, tempo para tirar dúvidas e acompanhamento de profissionais habilitados em cirurgia plástica.

Como funciona a lipoenxertia glútea na prática?

Na lipoenxertia glútea, o primeiro passo é a lipoaspiração de áreas com gordura em excesso, como abdômen, flancos, costas ou coxas. Através de pequenas incisões, o cirurgião introduz cânulas conectadas a um sistema de sucção, retirando o tecido adiposo. Esse volume aspirado não é aplicado diretamente: a gordura passa por um processo de separação e purificação, que pode envolver decantação, filtração ou centrifugação, dependendo da técnica utilizada.

Depois da etapa de preparo, a gordura considerada adequada é colocada em seringas e reinjetada nos glúteos em diferentes planos e profundidades. O cirurgião distribui o material em múltiplos túneis, o que favorece a integração da gordura ao tecido local e tenta reduzir o risco de nódulos ou irregularidades. O objetivo não é apenas aumentar o volume, mas também modelar o formato do bumbum, elevando a região, corrigindo assimetrias e melhorando a transição com quadris e coxas.

Técnica busca volume com aparência e toque mais naturais – depositphotos.com / CLIPAREA

Quais são as principais indicações da lipoenxertia glútea?

Em termos de aparência, o método é mais procurado por pessoas que apresentam glúteos considerados achatados, flacidez leve a moderada ou desproporção entre tronco e quadril. Também pode ser indicado quando há perda de volume após emagrecimento importante ou ao longo do envelhecimento, quando a queda de tecido e a redução de massa muscular se tornam mais evidentes.

Há ainda situações em que a lipoenxertia é utilizada para corrigir depressões ou irregularidades, como sequelas de traumas, cirurgias anteriores ou lipoaspirações mal sucedidas. O uso de gordura própria reduz o risco de rejeição, já que o material pertence ao próprio organismo. No contexto médico, a técnica pode ser combinada com outras cirurgias corporais, como abdominoplastia e lipoescultura, com o intuito de construir um contorno global mais equilibrado, sempre respeitando os limites de segurança para o volume de gordura a ser enxertado.

Lipoenxertia glútea ou prótese de silicone: quais benefícios e diferenças?

Quando se fala em aumento do bumbum, muitas pessoas comparam a bioplastia glútea com gordura às próteses de silicone. Uma das vantagens da lipoenxertia é o uso de tecido autólogo, ou seja, do próprio corpo, o que evita implantes sintéticos e pode gerar um resultado mais discreto e natural ao toque. Além disso, o procedimento permite tratar duas áreas ao mesmo tempo: reduz gordura onde ela está em excesso e aumenta o volume nos glúteos.

A sensação ao sentar e movimentar-se tende a ser mais próxima da anatomia original, já que não há uma cápsula ao redor de uma prótese. Também não existe o risco específico de contratura capsular, ruptura de implantes ou deslocamento de prótese, complicações típicas do silicone. Por outro lado, a lipoenxertia glútea depende da quantidade de gordura disponível para retirada, o que limita sua indicação em pessoas muito magras. Em muitos casos, a técnica pode ser combinada com reforço muscular e ajustes posturais para otimizar o desenho corporal.

Quais são os riscos e complicações da lipoenxertia glútea?

Apesar de ser amplamente divulgada, a lipoenxertia glútea envolve riscos relevantes. Um dos mais conhecidos é a reabsorção de gordura. Parte do volume enxertado é naturalmente reabsorvido pelo corpo nos meses seguintes, o que pode reduzir o tamanho final do bumbum em relação ao resultado imediato. Em alguns casos, pode ser necessário um segundo procedimento para alcançar o contorno desejado, dentro dos limites de segurança.

Outro ponto de atenção são as complicações vasculares. Se a gordura é injetada de forma inadequada, em planos profundos ou diretamente em vasos sanguíneos, existe risco de embolia gordurosa, condição grave que pode comprometer a função pulmonar e outros órgãos. Além disso, podem ocorrer infecções, seromas (acúmulo de líquido), hematomas, assimetrias e irregularidades na pele. A lipoaspiração em si traz riscos como anemia por perda de sangue, trombose e problemas ligados à anestesia, o que reforça a necessidade de avaliação clínica detalhada.

O procedimento combina lipoaspiração e enxerto de gordura nos glúteos – depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

Como é o pós-operatório e quais cuidados são recomendados?

No pós-operatório de lipoenxertia glútea, é comum que o paciente precise evitar ficar sentado diretamente sobre os glúteos por um período indicado pelo cirurgião, utilizando travesseiros ou almofadas específicas para aliviar a pressão. A compressão intensa sobre a área enxertada pode comprometer a integração da gordura, reduzindo o resultado. O uso de malhas compressivas na região lipoaspirada ajuda a controlar o inchaço e a melhorar o contorno.

Entre os cuidados mais frequentes, destacam-se:

  • Repouso relativo nas primeiras semanas, com caminhadas curtas para estimular a circulação;
  • Evitar esforços físicos intensos até liberação médica;
  • Seguir corretamente o uso de antibióticos e analgésicos, quando prescritos;
  • Retornar ao consultório para acompanhamento e retirada de pontos;
  • Manter alimentação equilibrada e boa hidratação, favorecendo a cicatrização.

O resultado definitivo pode levar alguns meses para se estabilizar, período em que ocorre tanto a acomodação da gordura enxertada quanto a resolução do inchaço nas áreas lipoaspiradas.

Por que é essencial realizar a lipoenxertia glútea com equipe qualificada?

A escolha do profissional e do local onde a lipoenxertia glútea será realizada é um dos fatores mais importantes para a segurança. A recomendação é que o procedimento seja feito por cirurgião plástico com título reconhecido, em hospital ou clínica com estrutura adequada para cirurgias de médio porte, acesso a centro cirúrgico equipado, anestesista e equipe de enfermagem treinada.

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Antes da operação, são indicados exames laboratoriais, avaliação cardiológica quando necessário e discussão detalhada sobre expectativas, limitações técnicas e possíveis complicações. A transparência nessas etapas permite que a pessoa tome uma decisão mais consciente sobre a bioplastia glútea, compreendendo que se trata de uma intervenção cirúrgica com benefícios potenciais, mas também com riscos que precisam ser considerados com responsabilidade.

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