PRÉ-CANDIDATO A GOVERNADOR

Kalil é inocentado pelo TJMG e recupera direitos políticos: 'Eu avisei'

Agora, pedetista está habilitado a concorrer pelo governo de Minas nas eleições deste ano

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O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) teve os direitos políticos restabelecidos nesta quinta-feira (23/7) após decisão em segunda instância no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por uma acusação de improbidade administrativa.

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Kalil, que é pré-candidato ao governo de Minas, havia sido condenado em primeira instância pelo caso e teve os direitos políticos cassados, além de ser condenado a pagar uma multa, mas recorreu.

"Acabou o caso da pinguela. Eu avisei. Esse juiz de primeira instância fez uma aberração e tenta fazer outras contra mim", declarou. Em março, ao Estado de Minas, ele havia declarado: "Se uma 'pinguela' impedir de disputar uma eleição, o Brasil acabou."

'Pinguela no Mangabeiras

Ele foi acusado de, enquanto prefeito de Belo Horizonte, descumprir uma decisão judicial que ordenava a remoção de portões e cancelas que impediam o acesso a ruas no chamado Condomínio Clube dos Caçadores, no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul da capital.

A obstrução das vias existia desde 2005, mas a determinação da remoção veio durante o mandato de Kalil na prefeitura. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) considerou que nenhuma medida foi tomada para a desobstrução e abriu ação contra o ex-prefeito.

O juiz Danilo Couto Lobato Bicalho, da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da comarca de Belo Horizonte, aplicou uma suspensão de cinco anos dos direitos políticos do ex-prefeito, a contar a partir da decisão que foi tomada em julho de 2025.

Hoje, a juíza convocada Beatriz Junqueira Guimarães, relatora do caso, votou pela inocência de Kalil e foi acompanhada pelos desembargadores Fábio Torres e Carlos Levenhagen.

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O ex-prefeito ainda foi condenado por improbidade administrativa em outro caso, em que responde pela prática de nepotismo por ter nomeado o irmão de uma assessora para um cargo comissionado em 2020. Contudo, como foi em decisão monocrática em primeira instância, não ameaça os direitos políticos de Kalil.

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