ELEIÇÕES 2026

Kalil prega independência: ‘Não sou Bolsonaro, muito menos Lula’

Candidato ao governo de Minas rejeita associação com Lula e Flávio Bolsonaro, promete renegociar dívida do estado e ampliar investimentos

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O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) pregou independência em relação à disputa presidencial e estadual e fez críticas à gestão atual durante entrevista à TV Alterosa Sul e Sudoeste de Minas nesta quarta-feira (12/8).

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O pedetista afirmou que pretende manter sua candidatura desvinculada dos principais nomes na corrida pelo Palácio do Planalto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Nós queremos fazer uma campanha solo. Minas Gerais elegeu muito presidente da República, mas nunca elegeu um governador independente”, ressaltou. Segundo Kalil, o eleitor poderá escolher livremente o candidato à Presidência. “Eu não sou nem Bolsonaro e nem, muito menos, Lula. Eu vou governar Minas Gerais”.

Para as eleições de 2026, o PT chegou a negociar com Kalil uma nova aliança para a eleição deste ano, em uma tentativa de repetir a composição de 2022. Naquele ano, o ex-prefeito disputou o governo de Minas com apoio dos petistas, mas foi derrotado por Romeu Zema (Novo) ainda no primeiro turno. Para 2026, no entanto, a aliança com o PT não avançou e a sigla mantém uma candidatura própria.

Kalil também voltou a se posicionar contra a participação do Psol em sua campanha. A declaração ocorre um dia após as executivas nacionais dos partidos que integram a federação Psol-Rede anularem o apoio à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte. Na segunda-feira (11/8), a direção estadual da federação havia aprovado, por 4 votos a 3, o apoio a Kalil. Com a decisão nacional, a federação passou a apoiar a candidatura de Patrus Ananias (PT).

“Sobre a Rede, o presidente nacional me chamou, me convidou e eu falei com ele que, se tivesse jeito de separar, se ele viesse sozinho, porque realmente o Psol não agrega nada à nossa campanha, o que eles pensam não é o que nós pensamos. Nós rejeitamos veementemente esse problema de ter o Psol na nossa chapa”, comentou.

Propostas e prioridades

Questionado sobre a sua prioridade caso fosse eleito, Kalil citou a dívida de Minas Gerais, a qual ele classificou como “indecente”, prometendo renegociar o passivo. “Do jeito que está, não vai ter nada”, criticou. Ele também criticou a atual situação das estradas e defendeu um investimento inicial de R$ 3 bilhões em um programa emergencial de recuperação das rodovias. Kalil citou ainda a saúde como uma das prioridades, especialmente para reduzir as filas de atendimento.

Na educação, Kalil defendeu a ampliação do ensino em tempo integral sem manter os estudantes durante todo o dia dentro da sala de aula. A proposta prevê atividades esportivas e parcerias entre universidades e empresas locais para estimular outras formas de aprendizado.

“Nós queremos fazer um convênio regionalizando cada região com as universidades, e essas universidades com as empresas locais. Isso já existe em Belo Horizonte, que a gente chama de menor aprendiz. Ele (o aluno) ainda ganha e leva uma ajuda para dentro de casa; faz o estágio, a faculdade orienta o ramo do negócio da empresa. Então nós vamos colocar essa criança ocupada o dia inteiro”, declarou.

Segurança pública

Kalil também criticou o que classificou como enfraquecimento das polícias Civil e Militar em Minas Gerais. “O problema da segurança pública é o seguinte: eles (os criminosos) estão vindo para cá porque o governo enfraqueceu a polícia. O enfraquecimento da polícia é a porta aberta para as organizações criminosas e elas vão chegar. Eles sabem que a nossa polícia está sem gasolina para andar de carro. E não é só a Civil, não; a Militar também tem gasolina racionada”, criticou.

Interior como prioridade

O candidato também defendeu uma relação mais próxima entre o governo estadual e os prefeitos do interior. Segundo Kalil, ouvir prefeitos e empresários permitiria ao governo identificar problemas antes de tomar decisões.

“Se os prefeitos das regiões não forem conversar com o governador, como é que ele vai saber daqui [Sul de Minas], do Vale do Mucuri, do Vale do Jequitinhonha, do Norte de Minas? Como é que ele vai saber o que está acontecendo de errado?[...] É conversar. Eu fiz isso na Prefeitura de Belo Horizonte. Se você conversar muito, você tem uma chance menor de errar”, disse.

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Saúde

Na saúde, o candidato também afirmou que a ampliação dos serviços depende de decisão política e citou a experiência como prefeito de Belo Horizonte. “Nós, quando governamos a capital de todos os mineiros, nós abrimos o hospital de 540 leitos. Isso é vontade política. Nós fizemos um posto de saúde a cada 2 meses em Belo Horizonte [...]. Eu estive agora com os empresários e falei com eles e falei: ‘Aqui vocês têm 10.000 empregados. Se esses 10.000 funcionários não forem dignamente atendidos, isso vai afetar a cidade, os empregos e os empresários’”.

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