ELEIÇÕES 2026

Federação Psol-Rede declara apoio a Kalil em meio a racha

Psol vai entrar com recurso para tentar reverter decisão e levar apoio a Patrus Ananias

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Em votação apertada, a federação formada por Psol e Rede Sustentabilidade aprovou o apoio à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas Gerais nessa segunda-feira (10/8). O movimento é reprovado pelo Psol, que vai entrar com um recurso na instância nacional da federação para tentar reverter a decisão e conseguir oficializar o apoio ao deputado federal Patrus Ananias (PT) no pleito estadual.

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A coligação de Kalil, batizada de “Cuidar de Minas”, terá uma composição com o PSDB, que indicou o ex-deputado federal Carlos Mosconi para a vice, em chapa inclusive já oficializada junto à Justiça Eleitoral. No entendimento do Psol mineiro, uma composição com os tucanos é inadmissível.

“Nós vamos recorrer nacionalmente porque uma coligação com o PSDB de Aécio Neves vai contra tudo o que construímos, e estamos tranquilos de que esse é o entendimento da federação a nível nacional. Estaremos ao lado de Patrus Ananias, do presidente Lula e de nossas senadoras Áurea Carolina e Marília Campos", disse a presidente do Psol em Minas, a vereadora de Belo Horizonte Iza Lourença, que será candidata a deputada estadual.

A Rede, que é majoritária na instância estadual da federação, conseguiu aprovar o apoio a Kalil por 4 votos a 3. A decisão reserva ao Psol a liberdade para caminhar com Patrus, mas impede a coligação formal com a candidatura do Partido dos Trabalhadores. Na visão do Psol, isso dificulta a candidatura da ex-deputada federal Áurea Carolina ao Senado, já que ela não poderá aparecer ao lado de Patrus no horário eleitoral gratuito (rádio e televisão), nem em materiais impressos de campanha. A liberdade concedida ao Psol permitiria apenas o convívio em palanques e manifestações nas redes sociais com referência à aliança informal.

De qualquer maneira, o partido está otimista com a possibilidade de reverter a decisão com um recurso na direção nacional da federação. Além de rechaçar a composição com o PSDB, o Psol argumenta que os partidos estão comprometidos nacionalmente com a reeleição do presidente Lula (PT), que terá o palanque em Minas Gerais comandado por Patrus. O PT até tentou negociar com Kalil uma reedição do apoio concedido em 2022, em que o ex-prefeito acabou derrotado por Romeu Zema (Novo) no primeiro turno, apesar da vitória de Lula no estado. Dessa vez, no entanto, ele negou uma aliança.

Coligações

Essa é a última semana para que os partidos selem os últimos acordos para as composições estaduais e nacionais. O prazo para registro de candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encerra no sábado (15/8). No dia seguinte, começa o período eleitoral, com primeiro turno marcado para 4 de outubro, e o segundo para 25 de outubro.

Quem conseguiu maior número de alianças na eleição mineira foi o governador Mateus Simões (PSD), que tentará a reeleição. Após idas e vindas, a coligação dele, chamada de “Minas no caminho certo”, já tem PSD, federação União Progressista (União e PP), Novo, federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade), Avante, Mobiliza, DC e Agir. O grupo já garante mais de 30% do tempo de propaganda eleitoral ao governador - com 20% só da União-PP, que indicou Danilo de Castro (União) para vice.

Kalil terá PDT, PSDB e Psol-Rede - com a última ainda pendente de decisão da direção nacional sobre o recurso do Psol. Já a candidatura de Patrus Ananias tem a federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e o PSB, que indicou o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares como vice na chapa. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) disputará pelo Senado.

O senador Cleitinho Azevedo, que teve a candidatura ao governo aprovada pelo Republicanos no fim da semana passada, após meses de incerteza e decisões controversas, tem, além do próprio partido, apenas o apoio do Podemos. A legenda tem forte influência do ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP), que será o candidato de Cleitinho ao Senado, em aliança informal, já que o partido de Aro vai apoiar Mateus Simões, com quem rompeu recentemente.

Já o PL provavelmente estará isolado na candidatura do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, ao governo de Minas. Ele terá o ex-deputado federal Charlles Evangelista (PL) na vice e o deputado federal Domingos Sávio (PL) como candidato ao Senado. O mesmo acontece com o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que tem como vice a vereadora Maria Helena, de Montes Claros. Ele ainda não declarou nenhum apoio ao Senado.

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Outros candidatos também encaminham candidaturas isoladas (sem coligação) ao governo de Minas: Ben Mendes (Missão), Túlio Lopes (PCB), Rafael Duda (PSTU), Indira Xavier (UP) e Henrique Áreas (PCO).

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