'Não neguei, o PT teve candidato desde o 1º dia', diz Kalil sobre alianças
Candidato do PDT afirmou ainda que foco da campanha será apresentar propostas renegociar dívida de Minas com a União
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Após ter a candidatura ao governo de Minas homologada pelo PDT neste domingo (26/7), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil afirmou que as negociações para a composição da chapa majoritária seguem em andamento e que o foco da campanha será apresentar propostas para o estado, com prioridade para a renegociação da dívida com a União.
Em entrevista coletiva concedida após a convenção estadual do partido, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Kalil disse que mantém diálogo com diferentes partidos, mas evitou antecipar definições. “Nós estamos conversando com todo mundo. Mas estamos mais preocupados com o voto. É o voto que vai nos levar à vitória”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de aliança com o PT, discutida anteriormente da candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT), Kalil afirmou que respeita todos os concorrentes e negou que tenha recusado uma composição com os petistas.
“Eu não neguei nada, o PT teve candidato desde o primeiro dia. Desde quando começou a falar em eleição, o PT tinha candidato. Eu não me nego a nada, respeito todos os candidatos. E nós vamos para o debate do quem sabe fazer, quem fez, quem cuidou, quem enfrentou. Porque nós conhecemos o poder da caneta, nós sabemos como ela tem que ser cuidada e o poder que ela tem de cuidar dos outros, de cuidar do ser humano”, disparou.
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Kalil também minimizou questionamentos sobre enfrentar adversários com quem teve embates políticos nos últimos anos. Ao comentar os nomes de Mateus Simões (PSD), Marcelo Aro (PP) e Gabriel Azevedo (MDB), afirmou que disputas políticas fazem parte do processo eleitoral. “Acho que desafeto na vida é só saber se eu traí alguém, se eu faltei com a palavra com alguém, se eu roubei de alguém. Às vezes não gostam de mim por eu não gostar de coisa errada.”
Cleitinho e cenário eleitoral
Perguntado sobre a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera pesquisas de intenção de voto, desistir da disputa, Kalil afirmou que uma eventual saída naturalmente redistribuiria votos entre os demais candidatos. Sem fazer projeções, disse esperar que parte desse eleitorado migre para sua candidatura, mas ressaltou que a decisão cabe exclusivamente ao senador. “Espero que sobre mais para mim do que para os outros”, brincou.
Dívida será prioridade
Ao apresentar as principais propostas para um eventual governo, Kalil afirmou que a renegociação da dívida de Minas com a União será a primeira medida de sua gestão. Segundo ele, o estado precisa recuperar capacidade de investimento e não conseguirá executar políticas públicas sem reestruturar suas finanças.
O candidato criticou a condução fiscal do governo estadual e afirmou que o pagamento da dívida, nos moldes atuais, compromete a capacidade de investimento de Minas. “O primeiro plano é renegociar essa dívida. Não existe plano sem dinheiro”, afirmou.
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Apoio nacional
Questionado sobre um eventual apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível segundo turno da eleição presidencial, Kalil evitou antecipar posicionamento. Segundo ele, qualquer decisão sobre alianças nacionais será discutida posteriormente com o PDT e considerou prematuro tratar do cenário de segundo turno no momento em que a campanha eleitoral está sendo iniciada.