Kalil buscará fugir da polarização, diz Heringer
Deputado federal afirma que apoio nacional do PDT a Lula não interfere na estratégia em Minas e diz que alianças seguem em negociação
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O deputado federal Mário Heringer (PDT-MG) afirmou, neste domingo (26/7), que a campanha de Alexandre Kalil ao governo de Minas será conduzida de forma independente da disputa presidencial, apesar de o PDT já ter oficializado apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o parlamentar, a estratégia da legenda é evitar que a eleição estadual seja absorvida pela polarização nacional.
A declaração foi dada no evento de convenção estadual do partido, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que homologou a candidatura de Kalil ao Palácio Tiradentes. Para Heringer, o ex-prefeito de Belo Horizonte reúne experiência administrativa e será o eixo da estratégia do PDT na disputa estadual.
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“Nós estabelecemos que vamos fazer uma campanha de governador, para que essa campanha não seja ofuscada pela campanha do presidente, para que ela não seja ofuscada pela polarização. Porque se nós aceitarmos entrar numa polarização, nós estaremos afastando a metade dos mineiros que não estão desse lado ou do outro. Então, nós queremos fazer um governador de Minas, que vai governar Minas para todos e que vai enfrentar qualquer presidente da República que, porventura, ganhe eleição”, disse à imprensa.
Alianças e vice seguem indefinidos
Heringer confirmou que o PDT mantém negociações avançadas para ampliar a coligação em Minas, mas evitou revelar quais partidos estariam próximos de um acordo. Segundo ele, as conversas continuarão até o prazo final para registro das chapas.
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O deputado também disse que a definição do candidato a vice-governador deve ficar para os últimos dias das negociações. De acordo com ele, antecipar essa escolha reduziria o espaço para novas composições políticas.
Relação com o governo estadual
Ao ser questionado sobre a possibilidade de a campanha enfrentar desgastes pelo fato de o PDT integrar a base do governo na Assembleia Legislativa, Heringer negou que essa condição permaneça.
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Segundo o parlamentar, o partido deixou de integrar a base governista após a saída do deputado Carlos Pimenta da legenda e com a decisão de Thiago Cota de não disputar as eleições. “Nós não somos base na Assembleia mais”, afirmou.