A marca brasileira Vizzela aposta na nostalgia como fio condutor de seu lançamento de abril. Em sintonia com o Dia do Beijo, a linha “Ela É” resgata um combo clássico do nécessaire — batom bala e lapiseira labial — agora repaginado para atender às exigências contemporâneas de praticidade, conforto e performance.

A proposta vai além da estética retrô: a marca promete fórmulas mais tecnológicas, com acabamento soft matte, alta pigmentação e ativos hidratantes como óleo de rícino e jojoba. O resultado é uma linha que busca equilibrar a memória afetiva com inovação acessível.

O lip combo está disponível em quatro cores: ELA é delicada (nude claro bem delicado); sonhadora (rosado quente), corajosa (malva rosado) e determinada (marrom intenso). As novidades ainda prometem agradar no preço. O Estado de Minas recebeu e testou as novidades e conta tudo a seguir.

Lapiseira Labial - Lipliner

A lapiseira labial da linha “Ela É” se destaca logo no primeiro contato pela praticidade: o formato retrátil elimina a necessidade de apontador, enquanto a ponta fina garante precisão no contorno — um diferencial importante para quem busca acabamento mais definido e profissional.

Na aplicação, o produto entrega uma experiência acima da média: é macio, desliza com facilidade e não “arrasta” os lábios, algo comum em lápis mais secos. A textura aveludada facilita tanto o contorno quanto o preenchimento completo, permitindo inclusive o uso isolado ou combinado com gloss — uma referência direta à estética dos anos 2000 que voltou com força.

Cores da lapiseira labial

Vizzela / divulgação

A cartela de cores é enxuta, porém estratégica, com quatro tons versáteis. Essa seleção cobre desde propostas mais naturais até produções mais marcantes, funcionando bem em diferentes tons de pele.

Do ponto de vista técnico, a fórmula é um dos grandes trunfos. A base rica em triglicerídeos, ésteres vegetais e óleo de rícino proporciona deslizamento confortável, enquanto ativos como manteiga de karité e jojoba garantem hidratação prolongada. A presença de ceras estruturantes, como carnaúba, assegura estabilidade e boa fixação. Trata-se de uma formulação mais “limpa” e nutritiva do que a média da categoria, posicionando o produto quase como um híbrido entre maquiagem e tratamento.

Como ponto de atenção, justamente por ser mais emoliente, a durabilidade pode ser ligeiramente inferior à de lápis ultramatte — mas isso é compensado pelo conforto.

Vale a pena?

No custo-benefício, o preço de R$ 39,90 posiciona a lapiseira em uma faixa mais alta dentro do mercado de massa, mas que compensa pelo conforto ao usar. É um produto que faz mais sentido para quem prioriza conforto e hidratação, e não apenas fixação extrema.

Entre as alternativas testadas pela reportagem está o contorno labial de Boca Rosa, que custa R$ 40, e a linha Choco Fun da Fenzza, que custa em torno de R$ 20. 

Batom Bala Lipstick

O batom bala é o verdadeiro destaque da linha “Ela É”, combinando o apelo nostálgico com uma formulação surpreendentemente robusta para a categoria. A textura cremosa e aveludada desliza com facilidade, permitindo construção em camadas finas, enquanto o acabamento soft matte entrega um visual moderno sem comprometer o conforto.

A cartela de cores acompanha a lapiseira, criando um sistema pensado para uso conjunto. A pigmentação é alta já na primeira aplicação, com cobertura uniforme. 

Cores do batom em bala

Vizzela / divulgação

Em termos de durabilidade, é importante considerar a proposta: por ser um batom em bala, não seca completamente e não oferece fixação extrema. Ainda assim, apresenta boa aderência e desgaste gradual, sem craquelar — um ponto positivo relevante.

A fórmula é tecnicamente mais complexa que a da lapiseira e se destaca dentro da faixa de preço. O blend de ceras (arroz, carnaúba e candelila) garante estrutura e contribui para o efeito matte confortável. Já os ésteres modernos promovem um toque seco e leve, evitando sensação pegajosa.

Entre os diferenciais, chama atenção a presença de Bis-Diglyceryl Polyacyladipate-2 (substituto vegetal da lanolina), que melhora a aderência e hidratação e do Polyisobutene, que forma um filme nos lábios e aumenta a durabilidade. Além disso, os ingredientes incluem manteiga de karité e vitamina E, que reforçam o tratamento.

O resultado é um batom que equilibra pigmentação intensa, conforto e cuidado.

Vale a pena?

No custo-benefício, com preço entre R$ 29,90, o batom tem performance comparável a produtos mais caros, especialmente no quesito conforto e tecnologia de formulação. Pode não ter a mesma sofisticação de embalagem ou o mesmo status de marcas premium, mas compensa com eficiência e preço acessível.

Em comparação com outros batons já testados pela reportagem, a novidade da Vizzela foi comparada a batons da Klasmé – que custa R$ 79 –, O Boticário (linha Urban Ballet) – R$ 63,90 – e Dalla (linha Bem Querer) – R$ 30,90.

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A indústria cosmética floresceu, com o surgimento de inúmeras marcas e a introdução de uma vasta gama de cores, texturas, como cremoso, matte, cintilante, e acabamentos, atendendo aos diferentes gostos e tendências de cada década. Divulgação
A mídia e a publicidade passaram a associar o batom ao glamour, sensualidade e autoconfiança, consolidando-o como um item essencial na rotina de beleza feminina. Imagem de Romina BM por Pixabay
O primeiro tubo giratório foi patenteado por James Bruce Mason Jr, em 1923, em Nashville, Tennessee. Dessa forma, como as mulheres começaram a usar batom para fotografias, essa arte ajudou este objeto a ser aceitável entre as mulheres. Imagem de Clamy Cosmetics por Pixabay
Em 1915, o batom passou a ser vendido em cilindros metálicos que foram inventados por Maurice Levy. As mulheres tinham de deslizar uma alavanca pequena na parte lateral do tubo com a ponta dos seus dedos para deslocar o objeto. Imagem de Ildigo por Pixabay
A maioria dos batons modernos contém ingredientes como cera, óleos e silicones, que criam uma camada protetora contra o ressecamento e agentes externos. Imagem de camillaperrucci por Pixabay
Em diferentes épocas, o batom foi associado à sedução, o que historicamente resultou em sua proibição por instituições que o viam como uma ameaça moral. Imagem de Photostock Editor por Pixabay
É, portanto, uma forma de expressão da individualidade e personalidade. Além disso, o formato do batom pode indicar determinados traços e momentos, como se a pessoa fosse mais organizada ou mais reservada. Th?o Tr?n Th? Thanh/Pixabay
A utilidade do batom vai muito além da estética, carregando significados diversos ao longo da história. Em tempos de crise, ele funciona como um luxo acessível que eleva a moral e a autoestima. Imagem de Adina Voicu por Pixabay
O batom vermelho foi transformado em um símbolo de coragem, patriotismo e desafio. As mulheres que trabalhavam em fábricas, no front ou nas ruas usavam batom vermelho como um ato de rebelião Imagem de Blanka Marková por Pixabay
Na Segunda Guerra Mundial, o batom vermelho se tornou um símbolo de resistência contra o nazismo, pois Hitler desaprovava o uso de maquiagem. Reprodução/Intl Spy Museum
O cinema popularizou o uso do batom como item de moda. Atrizes como Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor contribuíram para consolidá-lo como um ícone de beleza e feminilidade. Imagem de Steve Jang por Pixabay
A partir do século XX, o batom se tornou um símbolo de empoderamento feminino. As sufragistas em Nova York, em 1912, adotaram o batom vermelho como símbolo de rebelião e luta pelo voto feminino. Imagem de Karolina Grabowska por Pixabay
Na Era Vitoriana, o batom era visto como vulgar e imoral, restrito a atrizes e cortesãs. Apenas em 1884, este objeto, em formato de bastão, começou a ser vendido em Paris. Imagem de MacMonkey por Pixabay
Desse modo, a prática de colorir os lábios passou a ter conotações sociais distintas, dependendo da região onde eram utilizadas. Na Grécia, o batom era associado a cortesãs, enquanto em Roma, era usado para diferenciar as classes sociais. Imagem de Maria por Pixabay
No Egito, homens e mulheres de classes altas usavam pigmentos labiais, como a substância púrpura de Tiro, para denotar status social. imagem de Qijin por Pixabay
Os primeiros registros de pigmentação labial vêm de dois locais distintos: Mesopotâmia e Egito Antigo. Assim, no Oriente Médio, mulheres moíavam pedras preciosas para colorir os lábios. Imagem de lauravalentini por Pixabay
A história do batom é milenar e repleta de simbolismo, pois reflete poder, status, rebeldia e liberdade, além de sua utilidade estética e de cuidado labial. Seu nome deriva do francês bâton, que significa "bastão", em referência ao seu formato. pixabay
Ao longo da história, o batom alternou entre fascínio e controvérsia. Já foi símbolo de poder, alvo de críticas e, com o tempo, tornou-se um produto popular e diverso. Imagem de didssph por Pixabay
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