Está chegando a hora! No próximo domingo (15/3), acontece a cerimônia de premiação do Oscar, nos Estados Unidos. Na edição de 2026 da premiação, o Brasil chega forte: “O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, disputa quatro categorias — Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (para Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco. Outro brasileiro na corrida pela estatueta é Adolpho Veloso, indicado a Melhor Fotografia pelo longa americano “Sonhos de trem”.
Para entrar no clima da premiação, reunimos 10 filmes brasileiros que ajudam a entender a relevância e a diversidade do cinema nacional, muitos deles ligados, direta ou indiretamente, ao Oscar ou a artistas premiados internacionalmente.
“Ainda estou aqui” (2024)
O longa entrou para a história ao conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025 – a primeira estatueta do país. O longa de Walter Salles recebeu outras duas indicações: Melhor Atriz (com Fernanda Torres) e Melhor Filme. Além disso, conquistou vários prêmios na temporada passada, incluindo os Globos de Ouro de Melhor Atriz de Filme de Drama e Melhor Filme Estrangeiro.
Assim como “O agente secreto”, o filme se passa durante o período da Ditadura Militar. Baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, o longa narra a emocionante história real de Eunice Paiva.
Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1970, o filme mostra a luta da mãe de cinco filhos que, após o marido Rubens Paiva ser levado por militares, precisa se reinventar, superando o luto e a repressão para se tornar uma ativista de direitos humanos. O filme está disponível no Globoplay.
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“Cidade de Deus” (2002)
Considerado um dos filmes brasileiros mais influentes das últimas décadas, o longa dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund foi indicado a quatro categorias do Oscar em 2004: Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Montagem. A produção apresentou ao mundo uma narrativa intensa sobre a violência e a desigualdade nas periferias do Rio de Janeiro e levou dezenas de prêmios.
O filme foi eleito o 15º melhor do século XXI pelo The New York Times em 2025, sendo o único longa brasileiro no top 100. Além disso, recentemente apareceu no top 10 no Letterbox do ranking dos 500 melhores filmes de todos os tempos da plataforma.
Baseado no livro de Paulo Lins, o filme narra o crescimento do crime organizado na favela de mesmo nome no Rio de Janeiro, entre as décadas de 1960 e 1980. Sob a perspectiva do fotógrafo Buscapé, a história foca na ascensão violenta de Zé Pequeno, que domina o local, e no contraste com o cotidiano de pobreza e busca por sobrevivência dos moradores. O filme está disponível no Paramount+, HBO Max e Netflix.
“Central do Brasil” (1998)
Dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Montenegro, o filme foi indicado a dois Oscars de 1999: Melhor Atriz e Melhor Filme Internacional. Na ocasião, Montenegro foi desbancada por Gwyneth Paltrow, que venceu pela sua atuação no filme "Shakespeare apaixonado". A outra categoria ficou com o italiano "A Vida é Bela" (dirigido e estrelado por Roberto Benigni).
Considerado um clássico do cinema brasileiro, a trama acompanha Dora, uma ex-professora amargurada que escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Ela se envolve com Josué, um menino de nove anos que perde a mãe e busca seu pai no sertão nordestino.
O filme está disponível no Globoplay e na Netflix.
“Saneamento básico, o filme” (2007)
A comédia dirigida por Jorge Furtado entra na lista por reunir dois atores que já conquistaram o Globo de Ouro: Fernanda Torres e Wagner Moura. O elenco estrelado ainda reúne nomes como Lázaro Ramos, Camila Pitanga e Paulo José (1937-2021).
O filme é uma comédia que usa da metalinguagem para falar de cinema. O longa acompanha moradores da fictícia Linha Cristal, na serra gaúcha, que tentam resolver a falta de esgoto na vila. Ao descobrirem que a prefeitura tem verba apenas para um filme de ficção, eles decidem produzi-lo para usar o dinheiro na construção de uma fossa. Disponível na HBO Max, Netflix e Mubi.
“VIPs” (2010)
O drama estrelado por Wagner Moura acompanha a história de um impostor que assume diversas identidades e consegue enganar empresários e autoridades. A boa performance do ator, hoje indicado ao Oscar, faz do filme uma boa pedida para quem quer revisitar a trajetória.
O filme dirigido por Toniko Melo retrata a história de Marcelo Nascimento da Rocha, um mestre do disfarce que assume identidades falsas para aplicar golpes. O auge ocorre quando ele finge ser o filho do dono da Gol no Carnaval de Recife
O filme está disponível em plataformas como Netflix, Google Play e Apple TV para aluguel/compra, com o Globoplay.
“O homem do futuro” (2011)
Também protagonizado por Wagner Moura, o longa mistura ficção científica, romance e comédia. Além disso, o galã solta a voz na trilha sonora.
Dirigido por Claudio Torres, o filme conta a história de um cientista genial e infeliz viaja no tempo ao passado para corrigir o maior trauma de sua vida: uma humilhação pública na faculdade que o fez perder seu grande amor.
O filme está no Prime Video.
“O som ao redor” (2012)
O Oscar também é uma oportunidade para revisitar a filmografia de Kleber Mendonça Filho. Esse foi o longa de ficção do diretor e foi amplamente elogiado pela crítica e apareceu em diversas listas internacionais de melhores do ano.
O filme é tido como uma crônica realista ambientada no Recife, focada no cotidiano de uma rua de classe média. Quando uma empresa de segurança particular (milícia) chega ao local, altera a rotina e cria uma atmosfera de tensão, investigando o racismo estrutural e as relações de poder.
Disponível no Prime Video e Netflix.
“Aquarius” (2016)
Protagonizado por Sônia Braga, o filme reforçou a projeção internacional de Kleber Mendonça Filho. O longa estreou na competição oficial do Festival de Cannes em 2016, indicando o diretor à Palma de Ouro e à Queer Palm. Também foi eleito um dos melhores filmes estrangeiros pela crítica francesa.
O filme acompanha Clara, uma jornalista aposentada de 65 anos que vive no Recife. Ela é a última moradora de um prédio antigo e resiste bravamente às pressões e assédios de uma construtora que deseja demoli-lo, defendendo sua história e memória.
O filme está disponível em plataformas de streaming como Prime Video, Netflix, Globoplay, Apple TV, Google Play e YouTube para aluguel/compra, ou via Claro/NET NOW
“Bacurau” (2019)
Co-dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, “Bacurau” ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes daquele ano. Além disso, foi elogiado por público e crítica, consolidando Mendonça Filho como um dos principais nomes do cinema brasileiro contemporâneo.
O filme se passa em Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro, que não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, os moradores da cidade percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade. Quando carros são baleados e cadáveres começam a aparecer, os habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Agora, o grupo precisa identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa.
O filme está no Prime Video e na Netflix.
“Retratos fantasmas” (2023)
Esse foi o primeiro longa-metragem documental de Kleber Mendonça Filho. O filme mistura imagens de arquivo e relatos pessoais e foi lançado no 76º Festival de Cannes.
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No documentário, o diretor revisita antigos cinemas de rua do Recife e reflete sobre memória, urbanismo e a relação das cidades com as salas de exibição. Com linguagem afetiva, o filme mistura arquivos pessoais e históricos para refletir sobre a transformação urbana, a memória e a perda de espaços culturais, com destaque para a vivência do diretor.
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O filme está disponível na Netflix.
