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Kiko Milano: make italiana é melhor que a brasileira?

Com forte apelo visual e produtos virais, marca caiu no gosto do público mas será que vale a pena?

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A Kiko Milano construiu sua reputação com uma fórmula que mistura design italiano, preços relativamente acessíveis e forte apelo visual — combinação que encontrou terreno fértil no Brasil. Se antes os glosses lideravam o interesse das consumidoras, hoje a marca amplia seu alcance nas redes sociais com produtos de pele que prometem performance e acabamento profissional. 

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É o caso do blush multifuncional So Chic e o pó Invisible Touch – dois queridinhos da marca. A reportagem do Estado de Minas testou esses destaques e conta quais os diferenciais deles.

Trio Blush So Chic

O So Chic é um blush líquido multifuncional, que pode ser usado tanto nas bochechas quanto nos olhos e nos lábios. O produto está disponível em quatro cores: Ruby Bliss (vermelho queimado), Sugar Spice (rosa queimado, testado pela reportagem), Velvet Peach (pêssego) e Pink Whisper (rosa mais Sabrina Carpenter).

Cores do Trio Blush So Chic
Cores do Trio Blush So Chic Kiko Milano

A fórmula é estruturada a partir de isododecane, um solvente volátil que espalha fácil pela pele e seca rápido. Ele trabalha em conjunto com o Trimethylsiloxysilicate, um polímero formador de filme que “trava” o pigmento na pele, garantindo resistência à água e ao suor.

Apesar de trazer grande resistência, essa combinação gera um alerta: nada de esperar muito tempo para esfumar, pois pode secar e manchar. 

Os óleos de Prunus Amygdalus Dulcis (amêndoas doces), Cocos Nucifera (coco) e Passiflora Edulis (maracujá) entram como agentes emolientes, responsáveis pelo viço e pela sensação confortável. No entanto, esses óleos podem ser comedogênicos, não sendo os mais indicados para pele acneica.

Já a silica e a mica ajudam na difusão de luz, criando o efeito de pele saudável, sem brilho cintilante. Outro destaque é o Dimer Dilinoleyl Dimer Dilinoleate, que melhora a aderência e dá aquele acabamento levemente vinílico.

Na prática, o produto é altamente pigmentado mas fácil de esfumar: com poucos segundos se torna uma “nuvem” em que não é possível identificar onde começa o blush. Esse é um ponto de diferença em relação a blushes líquidos nacionais, que costumam ser mais intensos e até “perigosos” na aplicação. O efeito cria uma névoa de cor sofisticada.

No rosto, o blush entrega viço natural, sem levantar a base. Ele funciona bem até mesmo depois do pó, mesmo não sendo o ideal. A duração é excelente e, mesmo após secar, mantém um brilho saudável que parece vir da pele.

Nos olhos, funciona bem em looks monocromáticos, com boa fixação e fazendo um efeito bonito ligando blush e olhos nas têmporas, em um look bem moderno. Nos lábios, é onde ele mais se destaca. Ele cria um efeito corado e hidratado, em alta especialmente entre os fãs de maquiagem coreana. 

Vale a pena?

O  So Chic não está disponível oficialmente na Amazon da marca, mas é encontrado por cerca de R$ 160. O blush é uma boa opção para quem tem peles secas e maduras, já que dá viço e não marca linhas de expressão. Fãs de maquiagem prática e acabamento natural podem gostar.

Ele entra na mesma faixa de concorrentes importados queridinhos, como o Rare Beauty Soft Pinch Liquid Blush, vendido a R$ 149; e o Fenty Beauty Cheeks Out, por R$ 179 – ambos disponíveis na Sephora. 

No mercado nacional, existem boas opções de blushes líquidos. É o caso da Vizzela (R$ 49,90) e Bauny (R$ 35,50). 

Invisible Touch Face Fixing Powder

Um dos produtos mais populares da marca, o Invisible Touch segue uma proposta minimalista: poucos ingredientes e foco total em performance. E isso começa na embalagem, que já vem com a esponja para aplicar em vários lugares. 

O primeiro ingrediente é a Silica, responsável por absorver oleosidade e criar efeito blur. Diferente do talco, ela possui partículas esféricas que difundem a luz, suavizando poros e linhas finas. Além disso, não dá o efeito esbranquiçado em fotos.

Invisible Touch Face Fixing Powder, da Kiko Milano
Invisible Touch Face Fixing Powder, da Kiko Milano Kiko Milano

O Aluminum Starch Octenylsuccinate melhora o sensorial, deixando a pele aveludada e evitando acúmulo na pele. Já o Caprylyl Glycol atua como hidratante leve e agente antimicrobiano, enquanto o Phenoxyethanol garante conservação.

A ausência de fragrância e talco torna a fórmula mais amigável para peles sensíveis.

O pó é extremamente fino e realmente “desaparece” na pele, deixando um acabamento leve e natural. O efeito mate é imediato, principalmente na zona T (testa, nariz e queixo), sem alterar a cor da base.

O efeito soft focus é real: a pele parece photoshopada, dando uma disfarçada nas imperfeições. O pó age na oleosidade o dia todo, sendo uma ótima opção que não precisa retocar. Por outro lado, o produto pode marcar poros e evidenciar o ressecamento da pele se aplicado em excesso. O problema aqui está justamente no que seria um diferencial: a esponja aplicadora embutida.

A esponja é funcional, mas não é ideal para quem prefere precisão e pode pesar o acabamento. A dica aqui é apostar no pincel tradicional ou usar uma bruma para tirar o aspecto pesado. 

Vale a pena?

O Invisible Touch custa R$ 179  e tem 13,5g. Ele é uma ótima opção para quem tem peles mistas a oleosas, que amam acabamento mate. Por outro lado, não é a melhor opção para quem tem peles muito secas ou busca mais cobertura. 

Quando o assunto é pó solto, é impossível não citar o Laura Mercier Translucent Powder, considerado o melhor do mundo das maquiagens. A embalagem com 9,3g custa R$ 199. 

Entre os testados pela reportagem, temos três destaques que deram um resultado tão bom quanto:

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  • Seal Up BM Beauty (15g): R$ 99,90;
  • Vizzela HD Powder (9g): R$ 56,90;
  • Luminous Royal Kohll Beauty (15g): R$ 143.

Diferente de alguns concorrentes, o pó da Kiko não possui versões com cor, o que pode ser um ponto negativo para peles negras que preferem evitar qualquer risco de acinzentamento.

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