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Estado de Minas EM COLETIVA

Kalil sobre ameaça de decreto de Bolsonaro: 'Quem trata de papel é o STF'

Presidente disse que pode editar decreto contra medidas de restrição contra a COVID-19 impostas por governantes


06/05/2021 11:24 - atualizado 06/05/2021 15:32

'O que eu quero é cesta básica, o que eu quero é dinheiro, é cheque. O que eu quero é leito de UTI', disse Kalil nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva(foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)
'O que eu quero é cesta básica, o que eu quero é dinheiro, é cheque. O que eu quero é leito de UTI', disse Kalil nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)
Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (06/05), o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), repercutiu uma declaração recente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O chefe do governo federal trabalha com a possibilidade de editar um decreto contra as medidas de restrição adotadas por governadores e prefeitos para conter a transmissão do coronavírus, em um momento em que o país ultrapassa as 400 mil mortes pela COVID-19.
 
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A gestão de Kalil na pandemia já foi alvo de críticas de Bolsonaro. Questionado pelo Estado de Minas sobre as últimas declarações, o prefeito respondeu: “Meu sonho de consumo é alguém sentar aqui no meu lugar agora. Ele não pode editar papel não porque papel o estado está editando também. O que eu quero é cesta básica, o que eu quero é dinheiro, é cheque. O que eu quero é leito de UTI. Quem trata de papel, quem trata de documento, é o Supremo Tribunal Federal (STF). Eu trato aqui de vida, de compreensão, de equilibrar a farinha com o fubá. O que estou tratando aqui não é de papel não, é de um desembolso robusto, que custa muito caro para a prefeitura”. 

Bolsonaro disse nessa quarta-feira (05/05), durante a abertura oficial da Semana das Comunicações, no Palácio do Planalto o seguinte: "Nas ruas, já se começa a pedir, por parte do governo, que baixe um decreto e, se eu baixar um decreto, vai ser cumprido. Não será contestado por nenhum tribunal, porque ele será cumprido.”
 
"Peço a Deus que não tenha que baixar o decreto. Seria até a figura do pleonasmo abusivo: ‘O leite é branco, o café é preto, o açúcar é doce’. E esse decreto, o artigo 5º da Constituição, meus amigos parlamentares que aqui estão, nem vocês podem mudar por emenda à Constituição. Somente uma nova assembleia nacional constituinte. De onde nasceu isso, de onde nasceu essa excrecência para dar poderes a governadores e prefeitos e nos prender dentro de casa? Nos condenar à miséria, roubar milhões de empregos. Levar família ao desespero por não poder trabalhar, por não poder se locomover", questionou o presidente, que ainda enfatizou: "Peço a Deus que não tenha que baixar o decreto, mas se baixar, ele será cumprido e não ouse contestar".  

Nesta quinta-feira, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou a reabertura de supermercados, padarias e outros serviços de alimentação aos domingos. O funcionamento nesses dias estava suspenso desde março. Bares e restaurantes vão continuar fechados ao domingo, mas terão os horários de funcionamento ampliados nos demais dias. 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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