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Estado de Minas ASSEMBLEIA FISCALIZA

COVID-19: 142 bombeiros militares recusaram vacina em Minas, diz comandante

Comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo da Silva, informou que 16 combatentes morreram vítimas do coronavírus


28/06/2021 18:24 - atualizado 28/06/2021 19:17

Comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo da Silva, durante Assembleia Fiscaliza(foto: Assembleia MG/Reprodução)
Comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo da Silva, durante Assembleia Fiscaliza (foto: Assembleia MG/Reprodução)

 

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Edgard Estevo da Silva, informou nesta segunda-feira (28/6) que 142 bombeiros militares optaram pela recusa da vacina contra a COVID-19 no estado. Outros 152 ainda não tomaram por outros motivos que ainda são apurados pela corporação.

 

A declaração foi feita durante audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. De acordo com o coronel Estevo, o número de não-vacinados representa 5% da oferta de imunizantes à instituição. Outros 58% tomaram a primeira dose e 35% se imunizaram com a segunda aplicação.


Entrevista: O que a Operação Brumadinho ensina no combate ao coronavírus

 

“Cento e cinquenta e dois ainda carecem de vacinação. Pode ser recusa, problema de saúde, alguma questão de afastamento, motivos que ainda estamos acompanhando. Já 142 recusaram. Temos identificado e temos trabalho com cada um dos comandantes”, informou o comandante-geral.

 

Segundo o bombeiro, os militares que ainda não garantiram a segunda dose aguardam o período maior estipulado pela AstraZeneca. “Adiantamos bem a vacinação, temos cuidado dos bombeiros militares. Vários se vacinaram com CoronaVac e os outros que não concluíram a imunização se deve pelo período de vacinação mesmo”, explicou.

 

O comandante-geral ainda divulgou os números de vítimas da COVID-19 na corporação. Foram cinco militares da ativa e outros 11 da reserva que morreram em decorrência da doença. Ao todo, foram 1.633 casos suspeitos e 1.249 confirmados.

 

Ações na pandemia

 

“O monitoramento é constante e, ao identificar sintomas, os militares são imediatamente isolados e testados”, disse, ressaltando as ações de implantação de atos normativos relacionados à COVID-19, como o protocolos de desinfecção, utilização de equipamentos de proteção individual e suporte à Secretaria de Estado de Saúde. “Nossa função é proteger nosso bombeiro militar”, afirmou.

 

O coronel Estevo ressaltou o trabalho da corporação no transporte de vacinas. “Estamos fazendo um trabalho extremamente importante de transporte dessas vacinas, estamos trabalhando de forma intensa”, observou.

 

A distribuição de macas bolha também foi destacada pelo comandante. As macas bolha permitem o transporte em que a vítima é isolada e recebe fluxo de ar que passa por um filtro, impedindo também que os socorristas tenham contato com o ar contaminado. No ano passado, o Estado de Minas mostrou como funciona esta tecnologia


 

Polícia Civil

A vacinação contra a COVID-19 foi recusada por 170 policiais civis em Minas Gerais. O número também foi divulgado pelo chefe da Polícia Civil, Joaquim Francisco Neto e Silva, durante audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

 

 

Polícia Militar

Em Minas, profissionais das forças de segurança começaram a se vacinar em abril, antes mesmo de professores, motoristas ou garis.

 

Apesar disso, – como o EM mostrou no último dia 16 – a vacina contra a COVID-19, principal bloqueio para a disseminação do novo coronavírus, foi recusada por 300 policiais militares no estado. 

A reunião

A reunião, que começou às 14h, no Auditório José Alencar, faz parte do Assembleia Fiscaliza, que ocorre semestralmente. O tema é a segurança pública, com direcionamento da Comissão de Segurança Pública da ALMG. As comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Direitos Humanos também foram convidadas.

O objetivo é prestar informações sobre a gestão da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar e da Polícia Civil. Desta vez, o destaque é para as ações adotadas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e a mitigação de seus impactos.

Segurança pública em foco

Confira a programação da participação do Assembleia Fiscaliza desta segunda-feira (28/6):

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O que é a COVID-19?

A COVID-19 é uma doença provocada pelo vírus Sars-CoV2, com os primeiros casos registrados na China no fim de 2019, mas identificada como um novo tipo de coronavírus pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em janeiro de 2020. Em 11 de março de 2020, a OMS declarou a COVID-19 como pandemia.


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