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Estado de Minas PANDEMIA

Itabira cria moeda social digital para população de baixa renda

Cartão será para famílias de baixa renda e poderá ser usado apenas no comércio local para a compra de alimentos, produtos de higiene e gás de cozinha


10/05/2021 14:49 - atualizado 10/05/2021 15:40

Moeda digital social fomentará o comércio de Itabira. Estabelecimentos serão cadastrados pela prefeitura(foto: Prefeitura de Itabira/Divulgação)
Moeda digital social fomentará o comércio de Itabira. Estabelecimentos serão cadastrados pela prefeitura (foto: Prefeitura de Itabira/Divulgação)
 
Itabira, na Região Central de Minas, criou uma moeda digital chamada “Facilita” com os objetivos de distribuição de renda a famílias em situação de pobreza e fomentar o comércio local. O programa irá atender 4.579 famílias ou 14.550 pessoas que vivem em situação de pobreza ou extrema pobreza, nas áreas urbanas e rurais.
A moeda digital social Facilita irá atender a população usuária da Secretaria de Assistência Social gerando renda para famílias em situação de pobreza (renda mensal de até R$ 89) e de extrema pobreza (de R$ 89,01 a R$ 178).
 
A concessão do benefício será feita mensalmente, em caráter financeiro para aquisição direta, na rede credenciada de estabelecimentos comerciais do município, dos seguintes itens: gêneros alimentícios, produtos de higiene pessoal e de limpeza e gás de cozinha. Não será permitida a aquisição de bebidas alcoólicas, cigarros e congêneres.
 
Foi através da Lei 5.271, sancionada pelo prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, que houve a “Política Pública Municipal de Combate à Pobreza e Geração de Renda”, que tem dentre as ações o Programa de Transferência de Renda Básica de Cidadania, a moeda social eletrônica, a “Facilita”.
 
A política pública de combate à pobreza visa ainda fomentar uma rede local de comércio solidário; realizar programas, projetos, cursos e capacitações aos beneficiários, com intenção de superar as desigualdades econômicas e sociais embasadas no empreendedorismo social e na economia solidária; e a promoção da empregabilidade.
 
“Essas famílias já estão cadastradas no CadÚnico da secretaria, as famílias já estão referenciadas por bairro e estamos revisando todo o cadastro, a fim de comprovar a situação socioeconômica de cada família que irá receber o benefício”, explica o secretário municipal de Assistência Social, Elson Alípio Júnior.
 
Segundo a prefeitura de Itabira, o fomento ao comércio local é uma diretriz para construir um comércio circular, onde o recurso investido ficará no próprio comércio da cidade.

Além disso, as ações de combate à pobreza também irão promover articulação com entidades de formação profissional, escolas técnicas, empresas, universidades e entidades sociais para capacitação, reciclagem profissional e assistência aos beneficiários.

O planejamento é de que cerca de R$ 30 milhões sejam injetados na economia local em quatro anos.
 
Ainda de acordo com o secretário de Assistência Social, quem não está cadastrado e está em situação de vulnerabilidade social poderá fazê-lo posteriormente, em data a ser divulgada pela pasta.
 
No momento, a prefeitura está atualizando os cadastros das famílias em vulnerabilidade e está em processo de implantação, na Secretaria de Assistência Social, a realização de licitação para contratação de empresa que irá viabilizar o uso do cartão eletrônico pelo comércio local.

Os comerciantes irão manifestar interesse em receber este cartão e serão cadastrados no programa. Só assim estarão aptos para comercializar os produtos.
 
A Prefeitura de Itabira explica, ainda, que o valor do benefício será regulamentado posteriormente, de acordo com a disponibilidade orçamentária. A lei determina que a moeda social não pode ser inferior a 10% do salário mínimo em vigor.
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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