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Estado de Minas PANDEMIA

Zema critica governo federal: 'Quem sabe hoje teríamos a vacinação com 70%'

Além de apontar falhas na compra de vacinas, governador mineiro diz que governo federal não elaborou comunicação eficaz durante o período pandêmico


28/06/2021 14:30 - atualizado 28/06/2021 19:37

Zema durante ato simbólico da vacinação em Minas, em 19 de janeiro deste ano(foto: Marcos Vieira/EM/DA Press)
Zema durante ato simbólico da vacinação em Minas, em 19 de janeiro deste ano (foto: Marcos Vieira/EM/DA Press)
Em entrevista exclusiva nesta segunda-feira (28) ao Estado de Minas, Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, criticou a atuação do governo federal durante o período da pandemia de COVID-19. Segundo Zema, falhas de comunicação com o público e na compra de vacinas contra o coronavírus marcaram a atuação da equipe liderada por Jair Bolsonaro (sem partido), presidente da República.

Em um primeiro momento, Zema afirmou que deveria ter uma voz uníssona a partir do governo federal a respeito do combate à pandemia. O governador diz que Bolsonaro não conseguiu unir estados e municípios no combate ao coronavírus, ficando a cargo de cada agir como bem entender. Além disso, de acordo com o mineiro, a postura do Executivo federal fez com que “muitas pessoas menosprezassem o vírus”.
 
“Na minha opinião, houve uma falta de comando único. Como se fala em Programa Nacional de Imunização, vamos repetir, Programa Nacional de Imunização, deveria ter havido um programa nacional de comunicação sobre a pandemia, e isso não aconteceu. Acabou que, até hoje, há desencontro de informação, porque esse comando único na comunicação acabou gerando muito ruído, acabou fazendo com que muitas pessoas menosprezassem o vírus. Então, houve uma falha aí de comunicação muito grave”, afirmou Zema.



Para Zema, o segundo ponto que o governo Bolsonaro falhou durante o período pandêmico tange à compra de vacinas em um momento adequado. O governador mineiro considera que as compras deveriam ter acontecido já em meados do ano passado, além de supor que o Brasil poderia ter vacinado 70% da população no momento caso a aquisição de imunizantes fosse feita com antecedência.

“Nós tivemos também, está aí a CPI caminhando, tudo indica, que falha na aquisição de vacinas. O Brasil deveria ter tido uma posição de conservadorismo. Como você está lidando com um inimigo desconhecido, é bom você ter defesa contra esse inimigo, porque até você não sabe como ele vai se comportar. Naquele momento ali, meados do ano passado, teria sido muito prudente o governo federal ter reservado, ter adquirido, um maior número de doses. Quem sabe hoje nós teríamos a vacinação já com 60%, 70% das pessoas vacinadas. Então, vejo que houve aí dois erros de percurso: na comunicação e também na aquisição de vacinas”, completou Zema.

Segundo dados divulgados nesse domingo (27) pelas secretarias de Estado de Saúde, o Brasil vacinou contra a COVID-19 33,31% da população, sendo que 11,95% completaram a imunização (receberam a segunda dose ou foram vacinadas com dose única). Em Minas Gerais, a mesma porcentagem, respectivamente, é de 31,71% e 12,52% do público.

Também de acordo com dados disponibilizados nesse domingo pelo Ministério da Saúde, o Brasil perdeu 513.474 vidas por conta das complicações causadas pela COVID-19. São 18.420.598 casos confirmados no país desde o início da pandemia, em março de 2020. Os números do governo federal colocam Minas com infecção geral de 1.786.654 e 45.888 óbitos pelo coronavírus.
 

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