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Estado de Minas PANDEMIA

Maio termina como segundo mês com mais mortes por COVID-19 em BH

Cidade registrou 771 vidas perdidas para o coronavírus só neste período, que fica atrás apenas de abril


31/05/2021 18:59 - atualizado 31/05/2021 21:06

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Movimento na Orla da Lagoa da Pampulha nesse domingo (30/5), quando muitas pessoas não usaram máscara(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Movimento na Orla da Lagoa da Pampulha nesse domingo (30/5), quando muitas pessoas não usaram máscara (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 

 

Maio termina como o segundo mês com mais mortes pela COVID-19 em Belo Horizonte desde o início da pandemia. Com o boletim epidemiológico e assistencial publicado nesta segunda (31/5) pela prefeitura, a capital mineira computa 771 vidas perdidas neste mês. São 5.100 no total.

 

Portanto, maio só fica atrás de abril deste ano em termos de óbitos pela infecção causada pelo novo coronavírus. O recorde é de 1.105.

 

Em termos de casos, o quinto mês de 2021 ocupa a terceira posição na série histórica: 27.358, o que fica atrás de abril (34.494) e março (32.477).

 

Porém, o total de diagnósticos não reflete a realidade de maio. Nos dois últimos boletins, o total de pessoas com COVID-19 na capital pouco se alterou.

 

Atual estágio da pandemia em BH (foto: Janey Costa/EM/D.A Press)
Atual estágio da pandemia em BH (foto: Janey Costa/EM/D.A Press)
 

 

A prefeitura informou que há problemas técnicos na base de dados do Sistema Único de Saúde (DataSUS), o que impossibilita a contabilização real.

 

No balanço desta segunda, por exemplo, o total de casos aumentou apenas em 127. Para efeito de comparação, a média de diagnósticos por boletim em BH gira em torno de 1,3 mil em maio.

 

Também neste último levantamento, a prefeitura registrou 21 mortes pela doença. O Executivo municipal não registrou instabilidade na base de dados que mede o aumento de óbitos pela COVID-19.

 

Das 5,1 mil mortes pela doença na capital mineira, 4.117 são de idosos (acima de 60 anos). Também perderam a vida 832 adultos entre 40 e 59; 146 entre 20 e 39; um adolescente entre 15 e 19; um pré-adolescente entre 10 e 14; e três crianças entre 1 e 4.

 

Quanto ao sexo, BH perdeu 2.750 homens e 2.350 mulheres para o coronavírus. Dessas pessoas, 90,8% tinham algum fator de risco (obesidade, diabetes, pneumopatia, cardiopatia, idosos, etc.). No total, 232 não apresentavam comorbidades.

 

Indicadores

 

A ocupação dos leitos de terapia intensiva para pacientes com COVID-19 voltou à casa dos 80% nesta segunda. Isso não acontecia desde 27 de abril. O indicador está em 80,9%, a maior taxa desde 26 de abril.

 

 

 

Portanto, a estatística permanece na zona crítica da escala de risco, acima dos 70%. Isso acontece desde 26 de fevereiro: 65 balanços em sequência.

 

Outro indicador que apresentou alta foi o percentual de uso dos leitos de enfermaria: de 61,3% para 63,5%. Assim, o dado permanece na zona de alerta (abaixo de 70%, mas acima de 50%).

 

 

 

Esse é o estágio das enfermarias desde 12 de abril. São 35 atualizações na mesma faixa de risco.

 

O terceiro termômetro da pandemia em BH sofreu queda nesta segunda. O número médio de transmissão do novo coronavírus por infectado despencou de 1,07 para 1,01.

 

 

 

Mesmo assim, continua no estágio intermediário: abaixo de 1,2, mas acima de 1. No cenário atual, 101 pessoas se infectam com o micro-organismo a cada 100 doentes em média.

 

Vacinação

 

Belo Horizonte vacinou 830.449 pessoas contra a COVID-19 com a primeira dose até esta segunda. Outras 385.055 já receberam a segunda.

 

Portanto, a capital mineira vacinou 40,7% do seu público-alvo com a primeira injeção. Por outro lado, 18,9% desse mesmo contingente completou o esquema vacinal.

 

Segundo números da prefeitura, 22.249 profissionais da educação já tomaram a primeira dose do imunizante.

 

Além deles, 175.586 trabalhadores da saúde, 16.628 servidores da segurança pública, 456.487 idosos acima de 60 anos e 151.956 pessoas do grupo de risco, gestantes e puérperas receberam a injeção.

 

Outros grupos não informados pelo Executivo municipal receberam 7.903 injeções de primeira dose.

 

A cidade recebeu 1.558.235 imunizantes para se proteger da COVID-19 até esta segunda: 808.565 da CoronaVac (Sinovac/Butantan), 586.926 da AstraZeneca (Oxford/Fiocruz) e 162.744 da Comirnaty (Pfizer).

 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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