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Estado de Minas ISOLAMENTO

COVID-19: isolamento social em BH cai mesmo com fechamento do comércio

Menos pessoas ficaram em casa na última semana do que no período de maior flexibilização na capital mineira, apontam dados de empresas de telefonia


postado em 06/07/2020 19:10 / atualizado em 06/07/2020 19:29

Trânsito em Belo Horizonte na última sexta-feira (3), quando apenas serviços considerados essenciais podiam funcionar(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Trânsito em Belo Horizonte na última sexta-feira (3), quando apenas serviços considerados essenciais podiam funcionar (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
O avanço acelerado do novo coronavírus e a consequente sobrecarga no sistema público de saúde fizeram com que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) decidisse que apenas serviços considerados essenciais pudessem abrir as portas em Belo Horizonte a partir da última segunda-feira (29). Mesmo assim, as taxas de isolamento social na capital mineira caíram.

Na primeira semana decorrida desde o fechamento do comércio, a média de isolamento social foi de 48,3%. O número é inferior aos registrados durante o período em que Belo Horizonte experimentou a reabertura gradual dos estabelecimentos. Os dados analisados pelo Estado de Minas foram fornecidos pela PBH, com base em informações de empresas de telefonia.

Belo Horizonte passou por duas etapas do processo de flexibilização. A primeira, iniciada em 25 de maio e concluída em 7 de junho, permitiu o funcionamento de salões de beleza (exceto clínicas de estética), shoppings populares e comércios varejistas. Nesse período, a média diária de isolamento social foi de 49,6% - 1,3% superior ao registrado na semana passada, quando apenas serviços essenciais puderam abrir.

A segunda fase da flexibilização começou em 8 de junho e ficou em vigor até o dia 28 do mesmo mês. Nessa etapa, cerca de 92% dos empregos de Belo Horizonte estavam ativos. Mesmo assim, o índice médio de isolamento foi ligeiramente maior do que na semana passada e chegou a 48,4%.

A piora nos números aumenta a preocupação das autoridades públicas, já que o isolamento social é a maneira mais eficaz de conter a propagação do vírus. A prefeitura avalia os dados diariamente, em conjunto com outros indicadores epidemiológicos e estruturais. A possibilidade de lockdown (bloqueio total) cresce a cada dia.


Antes da flexibilização


Antes do início do processo gradual de reabertura do comércio, o número de pessoas que ficavam em casa em BH era bem maior. Naquele período, o cenário era exatamente igual ao atual: apenas serviços considerados essenciais podiam funcionar. Porém, o índice de isolamento social era bastante superior.

Entre 13 de abril (quando os dados começaram a ser divulgados pela PBH) e 24 de maio (véspera do início da reabertura do comércio), a média diária de isolamento foi de 51,4%. São 3,1 pontos percentuais acima dos 48,3% atuais.

Isolamento por dia


Considerado todo o período de análise (entre 13 de abril e 5 de julho), os fins de semana apresentam as melhores taxas. Aos domingos, em média, 56,1% das pessoas ficam em casa. Aos sábados, o número foi de 51,4%. Sexta-feira apresenta o pior índice: 47,9%. Veja todos no gráfico a seguir:



O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp



Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?



Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê



Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

Vídeo explica porque você deve aprender a tossir



VIDEO1]

Mitos e verdades sobre o vírus


Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:



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