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Estado de Minas CONFLITOS

Infectologista de BH culpa governo federal pelo atraso na vacina infantil

Carlos Starling, médico especialista em saúde pública, afirma que a demora fez a prefeitura tomar decisão de postergar o início das aulas presenciais na capital


26/01/2022 19:02 - atualizado 26/01/2022 19:31

Médico carlos starling durante coletiva de imprensa sentado na mesa e usando máscara
Médico infectologista Carlos Starling reclama da demora na compra das vacinas (foto: Tulio Santos/EM/D.A. Press)

médico infectologista Carlos Starling, integrante do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da Prefeitura de Belo Horizonte, protestou contra a demora na compra de vacinas para as crianças no Brasil e atribuiu o adiamento das aulas infantis à falta de imunização entre os menores de 11 anos.

“É importante chamar atenção para um aspecto. Nós esperávamos ter essas vacinas antes do período em que elas chegaram”, afirmou Starling, que é também especialista em saúde pública pela UFMG e tem atuação na Sociedade Mineira e Brasileira de Infectologia.

“Era para nós começarmos o ano letivo com todas as crianças vacinadas, se não tivesse havido um atraso na aquisição dessas vacinas por parte do governo federal”, reclama o especialista.

Em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil (PSD), anunciou, nesta quarta-feira (26/1), que as aulas em escolas públicas e privadas serão adiadas para o dia 14 de fevereiro, para dar tempo aos pais de vacinarem seus filhos com pelo menos a primeira dose do imunizante contra a COVID-19. 



“Se não tivesse havido uma latência tão grande, se não tivesse havido uma irresponsabilidade de atrasar a compra dessas vacinas, exatamente a mesma coisa que aconteceu lá atrás com a vacinação de adultos aconteceu agora com a vacinação de crianças. Esse é um dos maiores absurdos que nós vimos até hoje”, denuncia.

Apesar de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos em 16 de dezembro do ano passado, o governo federal decidiu fazer uma consulta pública sobre o tema e encerrou as discussões, com a aprovação da imunização, somente em 5 de janeiro.

Depois disso, foi apenas no dia 13 que houve a chegada dos primeiros lotes da vacina no Brasil destinada ao público infantil. Até passar pelas secretarias de saúde estaduais, depois municipais a enfim chegar no braço dos pequenos, contabiliza-se um atraso de pelo menos um mês.
 


Pandemia em BH

O aumento de casos de COVID-19 e a pressão nos leitos de internações fazem a Prefeitura de Belo Horizonte pensar na possibilidade de novas restrições na cidade.

Nesta quarta-feira (26/1), o prefeito Alexandre Kalil (PSD), o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, e os infectologistas membros do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 se reuniram e concederam entrevista coletiva à imprensa para falar sobre o cenário da pandemia na capital.

Situação da pandemia

Em meio ao avanço da vacinação, a pandemia do coronavírus atinge sua fase mais crítica quanto à explosão de infectados. Nesta quarta-feira (26/1), Minas registrou novo recorde de casos em 24 horas e salto nas mortes. O estado superou, pela primeira vez na pandemia, a casa de 30 mil novos casos em 24h, com 36.383 ocorrências e o número de mortes mortes saltou de 11 na segunda-feira, para 62 ontem.
 
O panorama também é assustador em Belo Horizonte, que registrou 776 novos testes positivos em 24 horas em seu último balanço, divulgado ontem, evidenciando a expansão da doença na cidade.

Apesar da escalada de casos, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) foi às redes sociais ontem para descartar um novo fechamento do comércio não essencial na capital mineira. "Não haverá fechamento da cidade amanhã (hoje), mas a pandemia ainda não acabou", disse.

Porém, ele se reuniu nos últimos dias com o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, e com os infectologistas voluntários da prefeitura para discutir o avanço da pandemia na cidade.
 
Na semana passada, o secretário admitiu que a prefeitura poderia adotar medidas mais restritivas para tentar frear o avanço da doença, inclusive com o cancelamento de eventos de carnaval e vetar a presença de público em jogos de futebol. 

Conselheiro integrante do Comitê, o médico infectologista Unaí Tupinambás, já fez um apelo para que a população repense a postura de frequentar eventos com muita aglomeração, considerados como 'superespalhadores' de coronavírus.

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