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Estado de Minas COVID-19

Unaí Tupinambás: 'É hora de a população repensar o relaxamento excessivo'

Médico diz que população deve repensar a postura de frequentar eventos com muita aglomeração, considerados por ele como 'superespalhadores' de coronavírus


18/01/2022 19:28 - atualizado 19/01/2022 00:31

Médico na PBH
Médico Unaí Tupinambás recomenda medidas mais enérgicas para BH (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)

Integrante do comitê voluntário de enfrentamento à COVID-19 em Belo Horizonte, o médico infectologista Unaí Tupinambás defendeu a proibição de eventos com aglomeração exagerada para frear o avanço da doença na capital. Nesta terça-feira (18/1), a Santa Casa BH atingiu ocupação de UTIs superior a 97%, enquanto a UTI do Hospital Eduardo de Menezes para pacientes com a doença chegou a uma taxa de 100%.
 

“É hora de a população repensar a postura que está tendo, esse relaxamento excessivo das atividades. Acho que temos que proibir esses eventos superespalhadores, que são os responsáveis para a disseminação”, afirma. 

Apesar de tudo, o médico afirma que BH não terá um cenário tão aterrorizador como ocorreu no ano passado, em que houve colapso no sistema de saúde: “Comércio e escolas são ambientes controladores. A situação está muito complexa, e eu acho que não vai chegar como foi março e abril do ano passado, mas, infelizmente, vamos ter um período muito tenso na saúde”.

Ele continua defendendo a vacinação como única forma de prevenção à COVID-19: “Claro que a vacina protege contra as formas graves da doença. A grande maioria das pessoas que estão internando são pessoas que não estão vacinadas plenamente ou não receberam nenhuma vacina, ou pessoas mais idosas, acima de 75 anos”.

Belo Horizonte já passou de 87% de pessoas vacinadas com pelo menos uma dose ou dose única da Janssen. Segundo a PBH, 81,4% já atingiram a segunda dose, enquanto 27,4% tomou a dose de reforço. 

Para Unaí, a variante Ômicron pode se tornar muito mais perigosa que os primeiros relatos de infectados. “Essa variante Ômicron parece que é menos letal e menos agressiva que a Delta, mas está longe de ser uma gripezinha. Se estiver próxima à variante original, ainda sim pode dar muitos problemas principalmente em não vacinados. Se houver muitos casos, acaba que esses eventos começam a impactar no sistema de saúde.”


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