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Estado de Minas PANDEMIA

Kalil adia volta das aulas presenciais em BH

Decisão do prefeito vale para crianças de 5 a 11 anos e foi tomada para dar tempo aos pais de vacinarem seus filhos com pelo menos a primeira dose


26/01/2022 15:20 - atualizado 26/01/2022 17:33

Prefeito Alexandre Kalil (PSD)
Prefeito Alexandre Kalil (PSD) concede coletiva de imprensa (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A. Press)

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, anunciou, nesta quarta-feira (26/1), que vai adiar em uma semana o início das aulas presenciais para as crianças entre 5 e 11 anos. A decisão vale para a rede pública e privada da capital.

O retorno, que estava programado para 3 de fevereiro, foi postergado para o dia 14. 

“Por que 14? Porque temos que dar a chance, temos o dever de dar a proteção das crianças que devem ser protegidas”, afirmou, ao pedir para que os pais e responsáveis vacinem as crianças.

O prefeito ainda disse que as crianças estão adoecendo. "Minha neta está com Covid. Graças a Deus está assintomática. Infelizmente, ela ainda não tem idade para se vacinar. Levem seus filhos para se vacinarem. É cruel que um pai e uma mãe que se protegeu não vacine seus filhos", afirmou.

As atividades escolares para alunos acima de 12 anos e menores de 4 anos estão autorizadas em Belo Horizonte, antes do dia 14, na data programada.

Vale ressaltar que as instituições do governo do Estado ou federais têm autonomia para voltar nas datas já previstas. 

O prefeito frisou que considera uma crueldade que os pais, já vacinados, não levem os filhos para a vacinação ou que tenham medo da vacina. “As nossas crianças não estão todas protegidas, nem vacinadas. Não podemos nos expor a idiotas negacionistas. O que estamos pedindo é a proteção dos filhos, dessas crianças”.

Pandemia em BH

O aumento de casos de COVID-19 e a pressão nos leitos de internações fazem a Prefeitura de Belo Horizonte pensar na possibilidade de novas restrições na cidade.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (26/1), quando o prefeito Alexandre Kalil (PSD), o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, e os infectologistas membros do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 se reuniram e concederam entrevista coletiva à imprensa para falar sobre o cenário da pandemia na capital.

Situação da pandemia

Em meio ao avanço da vacinação, a pandemia do coronavírus atinge sua fase mais crítica quanto à explosão de infectados. Nesta quarta-feira (26/1), Minas registrou novo recorde de casos em 24 horas e salto nas mortes. O estado superou, pela primeira vez na pandemia, a casa de 30 mil novos casos em 24h, com 36.383 ocorrências e o número de mortes mortes saltou de 11 na segunda-feira, para 62 ontem.
 
O panorama também é assustador em Belo Horizonte, que registrou 776 novos testes positivos em 24 horas em seu último balanço, divulgado ontem, evidenciando a expansão da doença na cidade.

Apesar da escalada de casos, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) foi às redes sociais ontem para descartar um novo fechamento do comércio não essencial na capital mineira. "Não haverá fechamento da cidade amanhã (hoje), mas a pandemia ainda não acabou", disse.

Porém, ele se reuniu nos últimos dias com o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, e com os infectologistas voluntários da prefeitura para discutir o avanço da pandemia na cidade.

Uma coletiva de imprensa está marcada para a tarde de hoje, na PBH, para que eles falem sobre os rumos da doença e de ações para seu controle no município.
 
Na semana passada, o secretário admitiu que a prefeitura poderia adotar medidas mais restritivas para tentar frear o avanço da doença, inclusive com o cancelamento de eventos de carnaval e vetar a presença de público em jogos de futebol. 

Conselheiro integrante do Comitê, o médico infectologista Unaí Tupinambás, já fez um apelo para que a população repense a postura de frequentar eventos com muita aglomeração, considerados como 'superespalhadores' de coronavírus.

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