Publicidade

Estado de Minas PANDEMIA

Concentração de coronavírus é encontrada em esgoto de shopping popular

Dos cinco pontos analisados em Belo Horizonte, esgoto do Shopping Oiapoque foi o que apresentou maior concentração do vírus que causa a COVID-19


27/05/2021 18:34 - atualizado 27/05/2021 20:35

Levantamento mostra redução da carga viral no esgoto de Belo Horizonte em relação às análises feitas anteriormente(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Levantamento mostra redução da carga viral no esgoto de Belo Horizonte em relação às análises feitas anteriormente (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
 
Projeto que vigora desde o ano passado, o Monitoramento COVID Esgotos detectou a presença do novo coronavírus no esgoto de quatro de cinco pontos analisados em Belo Horizonte. De acordo com a pesquisa, apareceram cópias do vírus no aeroporto de Confins, na rodoviária e nos shoppings Diamond e Oiapoque.
 
Entre os pontos analisados pelos pesquisadores, o que mais preocupa é o Oiapoque, tradicional ponto de vendas do comércio popular.

O estudo mostra que foram detectadas 57,3 mil cópias por litro de carga viral nas amostras coletadas.

Foi a maior quantidade desde os 61,3 mil vistos nas amostras do aeroporto de Confins no levantamento de 17 de março.

 

 
Desta vez, o aeroporto apresentou carga viral de 1,38 mil por litro, patamar considerado aceitável pelos especialistas.

Já a rodoviária de BH teve apenas 847 cópias da COVID-19 por litro, enquanto o Diamond contou com 739 amostras por litro. 

Também analisado na pesquisa, o Lar de Idosos não teve amostra detectada em seu esgoto neste boletim. Porém, foram constatadas amostras de 5.910 e 167 cópias por litro nos estudos divulgados anteriormente, em 28 de abril e 5 de março, respectivamente. 

"A atenção deve ser dada à detecção, duas vezes consecutivas, do SARS-CoV-2 no esgoto do Lar de Idosos, nas semanas epidemiológicas 17 (28/4/2021) e 18 (5/5/2021). Esse resultado pode servir de alerta para a investigação de possíveis novos casos de COVID-19 entre os residentes e funcionários do asilo”, diz o relatório.
 

Estudos 

De forma geral, a capital mineira apresenta queda na presença de carga viral do coronavírus nas análises de esgoto. Ainda que a transmissão da doença continue elevada, o último boletim feito pelos pesquisadores apontou que BH chegou a 4,4 trilhões de cópias do vírus por dia, menor patamar em 2021.

Tabela mostra a quantidade de carga viral nos pontos analisados na capital mineira(foto: Reprodução)
Tabela mostra a quantidade de carga viral nos pontos analisados na capital mineira (foto: Reprodução)

Segundo os registros, esse foi o menor valor coletado no esgoto desde 13 de outubro, quando foram registradas 1,6 trilhões de cópias com base na análise feita em duas estações de tratamento (Arrudas e Córrego do Onça), que atendem a pelo menos 70% da população belo-horizontina.

No último monitoramento, em 27 de abril, BH contava com quase 7,5 trilhões de cópias do vírus causador da COVID-19.

As maiores cargas virais foram registradas em 22 de dezembro de 2020 e na semana entre 16 e 30 de março, quando o valor chegou a quase 40 milhões de cópias por dia. 

"Foi observada tendência de diminuição nas concentrações do SARS-CoV-2 no esgoto das bacias do Ribeirão Arrudas e Onça, nas últimas quatro semanas epidemiológicas. A mesma tendência foi observada para três subbacias do Ribeirão Onça monitoradas: Córrego Vilarinho, Córrego Terra Vermelha Córrego Gorduras", aponta os pesquisadores.

O Monitoramento COVID Esgotos é uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis - UFMG), em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES).



Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade