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Estado de Minas PANDEMIA

'Caluniosa', diz UPA sobre acusação de erro ao armazenar corpo na ala COVID

Direção da unidade emitiu nota de repúdio contra vereador que relatou caso e pediu instauração de CPI; família não pôde velar o homem


12/05/2021 17:46 - atualizado 12/05/2021 17:52

Equipes da UPA armazenaram o corpo de um paciente que morreu por infarto na ala COVID(foto: Amanda Quintiliano/Esp. EM)
Equipes da UPA armazenaram o corpo de um paciente que morreu por infarto na ala COVID (foto: Amanda Quintiliano/Esp. EM)
A direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis, Região Centro-Oeste de Minas Gerais, tratou como inverídicas e caluniosas as declarações do vereador Flávio Marra (Patriota).

O parlamentar gravou um vídeo apontando possível erro cometido pela equipe ao armazenar indevidamente um corpo na ala de COVID-19. A causa da morte foi registrada no atestado de óbito como infarto.

Uma nota de repúdio assinada pelo gerente de serviço de saúde, Weyndersohn da Silva Fonseca, e pelo diretor técnico, Rodolfo Monteiro Barbosa, foi encaminhada à Câmara.  

Nela, eles alegam que as afirmações do parlamentar foram difundidas “com o objetivo unicamente de desgastar a imagem desta unidade, de seus administradores e equipe diante da opinião pública”.

“Enfatizamos que não houve ato de negligência sobre o fato ocorrido”, afirmaram.

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O caso ocorreu em 1º de maio. Na época, a unidade alegou que o paciente foi atendido na área sintomática respiratória após passar pela triagem.

Embora a médica plantonista tenha descartado a COVID-19, o corpo do homem foi levado para a ala destinada à doença. A UPA disse que seguiu o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Entretanto, devido ao ocorrido, a família alegou que não conseguiu velar o homem. Ao apontarem dificuldade para a liberação do corpo, os familiares acionaram o vereador, que esteve na unidade.

Lá, gravou um vídeo responsabilizando a equipe pelo erro. A prefeitura também instaurou um procedimento para investigar ocorrido.

Na nota de repúdio, a direção destacou a qualificação dos profissionais.  “Contamos com médicos com experiência renomada, bem como especialistas e sub-especialistas com formação nas melhores universidades do nosso país”, defenderam.

Afirmaram que todos se esforçam em busca do “diagnóstico com precisão”. “Muitas vezes com recursos escassos, chegando até a utilizar, inclusive, recursos próprios”, destacaram.

Disseram ainda que a equipe estava atuante quando “muitos duvidaram da implantação da UPA e do hospital de campanha”, mesmo com a “sobrecarga excessiva sobre o sistema da saúde pública”.

Na nota, eles ainda cobram das pessoas envolvidas no caso “respeito, acolhimento e reconhecimento aos profissionais que abrem mão de suas vidas em prol de outras”.

“Salientamos que a UPA repudia qualquer ato de violência e, em se tratando do atual momento de pandemia, a qual servidores atuam incansavelmente para salvar vidas aqui em Divinópolis, assim como no mundo todo, atos desse tipo apontam total desrespeito com o próximo, com os profissionais de saúde e só trazem prejuízos a todos que estão na luta para que isto um dia vire apenas história”, finalizaram.
 
O vereador Flávio Marra disse que manterá o pedido de CPI(foto: Câmara de Divinópolis/Divulgação)
O vereador Flávio Marra disse que manterá o pedido de CPI (foto: Câmara de Divinópolis/Divulgação)

Vereador mantém pedido de CPI

Mesmo com a nota de repúdio, Flávio Marra disse que manterá o pedido de formação de CPI. “Vamos investigar. Se não deve, não teme. Mas vamos investigar o que tiver de errado, se tem alguma coisa, né?”, afirmou. Ele deverá ser votado nesta quinta-feira (13/5).
 
*Amanda Quintiliano especial para o EM
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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