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Estado de Minas IMUNIZAÇÃO

Chegam a Minas Gerais 50,3 mil doses de vacinas da Pfizer

Imunizantes chegaram de avião a Confins e foram levados para Rede de Frios, em BH; eles serão usados para dar início à vacinação de indivíduos com comorbidades


03/05/2021 19:02 - atualizado 03/05/2021 20:25

Doses da Pfizer distribuídas pelo Ministério da Saúde já estão em Minas(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Doses da Pfizer distribuídas pelo Ministério da Saúde já estão em Minas (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
 
A primeira remessa de vacinas produzidas pela fabricante Pfizer que serão distribuídas pelo Governo de Minas chegaram nesta segunda-feira (3/5) ao aeroporto de Confins. Os imunizantes enviados pelo Ministério da Saúde ficarão na rede de frios, em Belo Horizonte. No total, 50,3 mil doses produzidas pelo laboratório alemão BioNtech chegaram a Minas.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), as doses da Pfizer darão início à imunização, em BH, de indivíduos com comorbidades como diabetes, arritmia cardíaca, doença renal crônica, obesidade mórbida, síndrome de down, entre outros.
 
As vacinas da Pfizer necessitam de refrigeradores específicos para serem armazenadas em temperaturas inferiores a 70 graus negativos.

Em janeiro, o governo estadual anunciou a compra de 450 câmeras frias e 617 freezers com capacidade entre 200 e 400 litros para que a operação fosse concretizada.
 
Em BH, a prefeitura informou que a Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e a UFMG disponibilizaram freezers para o armazenamento de todas as doses de vacina que forem enviadas para a capital.
 
É a primeira remessa de um lote de 100 milhões de doses adquirido pelo governo federal. Segundo nota técnica divulgada pelo Ministério da Saúde, a vacina da Pfizer deve ser aplicada com intervalo de 12 semanas entre a primeira e a segunda dose.
 
A informação contraria a orientação dada pela fabricante da vacina, que estabelece prazo de aplicação de 21 dias entre a primeira e a segunda doses.
 
Em sua justificativa, o Ministério da Saúde se baseia no intervalo adotado pelo Reino Unido, que ampliou o prazo com base em estudos de eficácia e segurança do imunizante.
 
A nota técnica aponta 80% de efetividade da vacina na redução do risco de hospitalização no país europeu, com apenas uma dose em idosos de 70 anos ou mais.  
 
"A oferta da vacina seguirá fluxo adotado até o momento para as demais vacinas, priorizando a oferta ao grupo prioritário sequencial previsto no PNI", diz o Ministério da Saúde, em comunicado.

Em 23 de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo para a vacina.


AstraZeneca 


Nesta segunda-feira, a Rede de Frios de Belo Horizonte também recebeu 676.250 doses da AstraZeneca distribuídas pelo governo federal.

Mais de 676 mil doses da AstraZeneca também chegaram na noite desta segunda-feira (3/5) a Belo Horizonte(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Mais de 676 mil doses da AstraZeneca também chegaram na noite desta segunda-feira (3/5) a Belo Horizonte (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
 
Elas se somam com o lote de 30.400 imunizantes da chinesa CoronaVac, que chegaram sábado (1º/5) e constituem o 16º lote enviado pelo Ministério da Saúde.

As doses de AstraZeneca serão destinadas à vacinação de 13,6% das grávidas e puérperas e 21,6% de idosos entre 60 e 64 anos.

Segundo a coordenadora de vacinação em Minas, Josianne Gusmão, a orientação é para que siga as orientações do Plano Nacional de Imunização. 

“É importante que os municípios observem a orientação dada pela Secretaria de Estado de Saúde, a partir dos informes técnicos emitidos pelo Ministério da Saúde, de que todas as doses entregues devem dar continuidade às campanhas de vacinação observando a cobertura dos públicos prioritários”, explica.
  
Anteriormente, o MS havia enviado 578 mil doses da AstraZeneca e outras 11,8 mil da CoronaVac. As vacinas chegaram em Minas na última quinta-feira (29/4).

Entrega das vacinas

  • 1ª remessa: 577.480 doses da CoronaVac em 18/1/2021

  • 2ª remessa: 190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021

  • 3ª remessa: 87.600 doses da CoronaVac em 25/1/2021

  • 4ª remessa: 315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021

  • 5ª remessa: 220 mil doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/2021

  • 6ª remessa: 285.200 doses da CoronaVac em 3/3/2021

  • 7ª remessa: 303.600 doses da CoronaVac em 9/3/2021

  • 8ª remessa: 509.800 doses de CoronaVac em 17/3/2021

  • 9ª remessa: 86.750 doses da AstraZeneca e 455.800 doses da CoronaVac em 20/3/2021

  • 10ª remessa: 116.600 doses de AstraZeneca e 359 mil doses de CoronaVac em 26/3/2021

  • 11ª remessa: 73.250 doses de AstraZeneca e 943.400 doses de CoronaVac em 1/4/2021

  • 12ª remessa: 257.750 da AstraZeneca e 220.400 da Coronavac, em 8/4/2021

  • 13ª remessa: 426 mil da AstraZeneca e 275.200 da CoronaVac, em 16/4/2021

  • 14ª remessa: 316.750 doses da AstraZeneca e 73.800 da CoronaVac, em 23/4/2021

  • 15ª remessa: 578 mil doses da AstraZeneca e 11.800 doses da Coronavac, em 29/4/2021

  • 16ª remessa: 676.250 doses de Astrazeneca, em 3/5/2021 e 30.400 doses da Coronavac, em 1º/5/2021

  • 17ª remessa: 50.310 doses de Pfizer, em 3/5/2021

Total: 7.578.640 doses
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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