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Estado de Minas REFÉNS

Norberto Mânica e 12 turistas são mantidos reféns por indígenas no Mato Grosso

Fazendeiro condenado por ser o mandante da chacina de Unaí e grupo de pescadores teria invadido uma terra indígena por acidente e acabou sendo capturado. Segundo polícia, a Funai apurou que, temendo o coronavírus, o grupo deteve os turistas e acionou as autoridades


29/09/2020 10:34 - atualizado 29/09/2020 12:51

Parte dos reféns na área da aldeia(foto: Unainense/Divulgação)
Parte dos reféns na área da aldeia (foto: Unainense/Divulgação)

Um grupo de 13 pessoas de Unaí, Noroeste de Minas Gerais, que viajou para pescar, foi feito refém por indígenas da Aldeia Rawo, no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, domingo (27). De acordo com informações divulgada pela imprensa daquele estado, o grupo foi libertado pelos indígenas na noite de segunda, depois de negociação com a tribo feita pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e as polícias Federal e Militar durante dois dias.

Os nomes dos turistas dominados pelos índios não foram divulgados oficialmente. Mas, de acordo com informações levantadas com uma fonte de Unaí, uma das pessoas do grupo sequestrado pelo índios do Xingu é o fazendeiro Norberto Mânica, condenado a 100 anos de prisão como o mandante da morte três  fiscais e de motorista do antigo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mas que continuou em liberdade. 

A 'chacina de Unaí' ocorreu janeiro de 2004. Mânica foi condenado em julgamento realizado em outubro de 2015. Apesar da condenação, ganhou o direito de recorrer em liberdade

(foto: Unainense/Divulgação)
(foto: Unainense/Divulgação)


Ainda de acordo com informação apurada com a fonte de Unaí, o fazendeiro seria o dono de um rancho de pesca em uma fazenda, no município de Primavera do Leste, no Mato Grosso, para onde os turistas viajaram. Durante a pescaria, o grupo invadiu a terra indígena por acidente e acabou sendo capturado. 

Um  integrante do grupo enviou fotos e videos via aparelho celular para um amigo de Unaí, com imagens dos turistas enquanto eram mantidos na aldeia indígena. As fotos e os vídeos circularam em um grupo de whatsApp da cidade do Noroeste mineiro.



Médico da linha de frente contra a COVID-19


Uma das pessoas ficaram em poder dos índios no Alto Xingu foi o médico Joaquim Tomaz da Silva, diretor-clinico do Hospital Municipal de Unaí. Ele atua na linha de frente no enfrentamento da pandemia do coronavirus (COVID-19) na cidade.

Pedido de resgate desmentido e medo do coronavirus

Policiais e membros da Funai negociaram a liberação do grupo(foto: Unainense/Divulgação)
Policiais e membros da Funai negociaram a liberação do grupo (foto: Unainense/Divulgação)

Chegou a circular em grupo de whatsapp em Unaí uma mensagem de um suposto morador da cidade, que não foi identificado, dando conta de que, 'a princípio', os índios do Xingu teriam solicitado um pagamento de resgate, no valor de R$ 35 mil por pessoa, para a libertação dos turistas, pedindo também uma caminhonete, que seria de propriedade do fazendeiro Norberto Mânica.

Porém, a informação não foi confirmada. De acordo com dados divulgados pela imprensa do Mato Grosso, a Funai e a Policia Federal esclareceram que o caso 'não se tratou' de um sequestro.

Segundo a PF do Mato Grosso, informações repassadas pela Funai revelam que os indígenas 'ficaram com medo por conta da pandemia do coronavírus e, por isso, prenderam os turistas e acionaram as autoridades.'


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