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Estado de Minas PANDEMIA

Kalil: ''Não existe remédio contra o vírus sem ser vacina e lockdown''

Prefeito de BH foi questionado sobre dialogo com negacionistas durante debate virtual com o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT)


20/04/2021 16:47 - atualizado 20/04/2021 18:19

Alexandre Kalil ressaltou que os fechamentos da capital mineira foram feitos com base na ciência e não por 'achismos'(foto: Zoom/Reprodução)
Alexandre Kalil ressaltou que os fechamentos da capital mineira foram feitos com base na ciência e não por 'achismos' (foto: Zoom/Reprodução)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) afirmou durante debate virtual com o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), que “não existe remédio sem ser vacina e lockdown" contra a COVID-19. A declaração foi dada após Kalil ser questionado sobre o diálogo com negacionistas durante a pandemia.

Leia:
 Kalil e prefeito de Araraquara discutem medidas de restrições à circulação


“É muito complicado conversar, mas precisamos ter um diálogo. Não adianta, não existe remédio contra o vírus sem ser vacina e lockdown”, explicou o prefeito.

Segundo o prefeito, quando se fala sobre coordenação nacional, “não podemos só falar da vacina tartaruga, temos que falar da má condução", se referindo ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ao falar sobre o lockdown, o prefeito de BH negou a possibilidade de adotar a medida na capital mineira. “Não poderia fazer um lockdown aqui. Temos dezenas de hospitais, centros de saúde, UPAs, nosso fluxo de transporte público é intenso e não pode parar. Caso isso fosse acontecer, eu ia impedir os profissionais de saúde e os doentes de chegarem nos locais", explicou.

Kalil também pontuou que os fechamentos da capital mineira foram feitos pela ciência e não por “achismos”.

"Eu não sei se todos no Brasil sabem, mas BH começa abertura gradual na quinta-feira (22/4). Foi um fechamento feito através de um critério particular da prefeitura de BH. Já que não houve um critério estadual nem nacional, como todos já sabem, sobre o fechamento. Fomos a primeira capital a fechar e imediatamente pedi ajuda de infeciologistas", explicou. 

Segundo o prefeito, todas as decisões tomadas em Belo Horizonte foram feitas em conjunto com o Comitê de Enfrentamento à COVID, que analisa os indicadores na capital mineira e as propostas da sociedade civil. O comitê é formado pelos infectologistas Estevão Urbano, Carlos Starling e Unaí Tupinambás e pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado.

“A tomada foi pela ciência, foi simples, não pelo achismo. Na prefeitura de BH, o prefeito não acha", afirmou Kalil.

Entenda

Os dois prefeitos ficaram conhecidos nacionalmente durante a pandemia de COVID-19 por manterem medidas restritivas para conter as infecções do novo coronavírus(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press Agência Brasil/Reprodução)
Os dois prefeitos ficaram conhecidos nacionalmente durante a pandemia de COVID-19 por manterem medidas restritivas para conter as infecções do novo coronavírus (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press Agência Brasil/Reprodução)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), participaram, nesta terça-feira (20/4), de uma palestra organizada pela Impulso, organização sem fins lucrativos focada em criar capacidade analítica em governos, para falar sobre os desafios e aprendizados do lockdown no Brasil.

Os dois prefeitos ficaram conhecidos nacionalmente durante a pandemia de COVID-19 por manterem medidas restritivas para conter as infecções do novo coronavírus.

Kalil vem chamando atenção dos brasileiros por suas decisões durante a pandemia. O nome do prefeito da capital mineira chegou até mesmo a ser cotado para vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2022. 

Quem não gostou muito foi o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que já citou o nome de Kalil muitas vezes. O presidente é contra as medidas de restrição. 

Na tarde dessa segunda-feira (19/4), Bolsonaro voltou a falar de Kalil. Em declaração na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República, Bolsonaro afirmou: “Dizem que não estou preocupado com a vida, que sou genocida. Prefeituras deitaram e rolaram no ano passado com o lockdown. E o povo reelegeu esses caras. Olha BH, reelegeram", afirmou.


BH teve, desde o início da pandemia, 16 flexibilizações e seis fechamentos. Todas as vezes em que o termômetro do painel da COVID registrou o aumento de infecções e ocupações de leitos, Kalil voltou atrás.

Já Edinho Silva chamou a atenção após o lockdown de Araraquara ter surtido efeito. O confinamento foi de 21 de fevereiro a 2 de março, e houve queda no número de diagnósticos positivos da doença, internações e óbitos.

O número de casos confirmados em 15 dias caiu 66,2%: de 2.361 (de 7 de fevereiro a 21 de fevereiro), para 799 (de 30 de março a 11 de abril). 


No lockdown realizado em Araraquara, estavam autorizadas a funcionar apenas farmácias e unidades de saúde de urgência e emergência. Foi proibida a circulação de veículos e de pessoas na cidade. Era permitido sair de casa apenas para aquisição de medicamentos, obtenção de atendimento ou socorro médico para pessoas ou animais e serviços de urgência ou necessidades inadiáveis. 
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.
 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:



 
 
 


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