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Estado de Minas PANDEMIA

Família imunizada é o retrato do bom desempenho da vacinação em Ibirité

Ibirité vacinou 12.090 pessoas e apresenta desempenho de vacinação de 86,5% em relação às doses recebidas e aplicadas; média supera índice federal e estadual


13/04/2021 17:53 - atualizado 14/04/2021 11:39

Na família do senhor José André dos Reis, só o netinho Luan não foi vacinado(foto: Marcos Vinícius de Mendonça/Divulgação)
Na família do senhor José André dos Reis, só o netinho Luan não foi vacinado (foto: Marcos Vinícius de Mendonça/Divulgação)

Em meio à mais grave situação da pandemia do novo coronavírus, com altas taxas de ocupação dos leitos hospitalares, recordes de mortes e falta de medicamentos para pacientes intubados, ter a família toda vacinada contra a COVID-19 em uma mesma casa é, sim, sinal de sorte para alguns.  
Na casa do senhor José André dos Reis, de 74 anos, foi assim. Ele, a esposa, Maria da Penha Costa dos Reis, de 69, e a filha, Fernanda Costa dos Reis, de 38, moradores do Bairro Bosque, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), já foram vacinados.

Com eles, vive também o netinho Luan Henrique de Paula Reis, de 5 anos, que não pode ser vacinado. O senhor José está contando os dias para a segunda dose, agendada para o dia 20 de abril.

“Estou quietinho em casa. Se saio pra ir à padaria, coloco máscara. Estou aguardando a segunda dose com muita ansiedade. A espera foi grande. Eu não tive nenhum efeito colateral, tive nada. Eu vou fazer 75 anos e o que estou vendo dessa doença desejaria estar com vinte e poucos. É um privilégio a gente já ter tomado a primeira dose e estarmos todos saudáveis”, relata o senhor José, que não vê a hora de a pandemia passar.

A filha, Fernanda Costa dos Reis, é vacinadora e integra o grupo de profissionais da saúde já imunizados, inclusive com a segunda dose. Ela foi a primeira da casa a se vacinar e, até pouco tempo, estava afastada do trabalho devido à crise de ansiedade, decorrente desse difícil período de pandemia.   

“Minha crise de ansiedade veio devido à preocupação com meus pais, todo esse momento que estamos vivendo de muitas mortes e colapso na saúde. Minha família tem perdido muitos conhecidos para a COVID-19. É um privilégio estarmos vacinados, mas meu sonho é ver meus vizinhos e todos os conhecidos tomando também; que a vacina em breve chegue a todos. Que todo mundo consiga ter este mesmo privilégio de ter todos da mesma casa imunizados”, ressalta Fernanda.

Ibirité está seguindo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a COVID-19, do Ministério da Saúde, e vacinou com a primeira dose, até o momento, 12.090 pessoas. O município apresenta desempenho de vacinação de 86,5%, com relação às doses recebidas e doses aplicadas.

A efetividade da vacinação de Ibirité supera as médias federais e estaduais, que são 58% e 51,4%, respectivamente. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a maioria dos vacinados até o momento é do sexo feminino, que corresponde a 62,5% do público total, e 37,5% do sexo masculino.

Dados de 12 de abril contabilizam que a cidade já recebeu um total de 18.142 doses da vacina contra a COVID-19, sendo 15.002 da CoronaVac e 3.140 da Astrazeneca. Ao todo, já foram aplicadas 12.090 primeiras doses e 3.604 pessoas já receberam a segunda dose.

Nesta quarta-feira (14/4), a vacinação prosseguirá ao grupo de idosos de 65 anos. Nesta terça-feira (13/4) foram aplicadas as primeiras doses nos profissionais de segurança. As vacinas são distribuídas para as 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS), que possuem sala de vacinação. A imunização está sendo feita de segunda a sexta-feira, entre 8h e 14h.

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  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

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  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
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Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

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Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

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