Além de Juiz de Fora e Ubá, 7 outros municípios de MG estão em risco
Cemaden aponta Santos Dumont como ponto crítico; alertas se estendem para municípios do Sul e Vale do Rio Doce
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Além dos municípios de Ubá (MG) e Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata, castigados pelas chuvas na madrugada desta terça-feira (24/02), outros sete municípios mineiros se encontram em risco e em alertas.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o pior deles é Santos Dumont (MG), também na Zona da Mata.
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O risco alertado para Santos Dumont é alto para "movimentos de massa", que podem englobar deslizamentos de encostas, desabamentos de massas, queda ou rolamento de blocos e enxurradas de detritos.
Onde mais há nível alto de movimento de massas em MG?
O nível de alerta considerado alto é o mesmo vigente sobre Juiz de Fora e Ubá, municípios atingidos pelas chuvas desta quinzena de fevereiro.
O índice alto é considerado preocupante, mas abaixo do nível mais elevado de preocupação, que é o "muito alto".
- Caos em Juiz de Fora: chuva e alagamentos suspendem aulas
- Prefeitura de Juiz de Fora decreta estado de calamidade
Os outros municípios sob alertas "moderados" (o primeiro nível de alerta) na Zona da Mata são Ewbank da Câmara e Matias Barbosa, também com preocupações para movimentos de massas.
Lavras (MG), no Sul do estado, também se encontra sob alerta moderado de movimento de massas, bem como Ipatinga (MG), Rio Piracicaba (MG) e Timóteo (MG), no Vale do Rio Doce.
O Cemaden tem 68 alertas ativos no Brasil, sendo que 19 deles estão em nível alto. Minas Gerais, com nove alertas, detém 13% dos avisos. Todos os estados do Sudeste têm municípios em alerta de chuvas.
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Situação meteorológica em Minas Gerais e Brasil
- Santos Dumont: ponto de maior preocupação atual para movimentos de massa
- Juiz de Fora: impactos severos registrados na malha urbana durante a madrugada, com 16 mortes
- Ubá: município atingido por volume crítico de precipitação em curto período, com 6 mortes
- Cemaden: órgão realiza o monitoramento constante de 68 alertas ativos no país
- Zona da Mata: região mineira que concentra o maior número de cidades sob risco
- Vale do Rio Doce: municípios de Timóteo e Rio Piracicaba sob aviso preventivo
- Sudeste brasileiro: todos os estados da região têm municípios em monitoramento
- Participação nacional: Minas Gerais responde por 13% de todos os alertas graves do Brasil
Sinais de alerta e medidas de prevenção
- Rachaduras recentes: surgimento de fendas no solo ou nas paredes das residências;
- Postes e árvores: inclinação incomum em áreas de encostas ou taludes;
- Águas de mina: aparecimento repentino de água barrenta surgindo do solo;
- Portas e janelas: dificuldades súbitas para abrir ou fechar devido a desalinhamentos;
- Sons de estalos: ruídos perceptíveis vindos do terreno ou da vegetação próxima;
- Muros de contenção: abaulamento ou inclinação visível de estruturas de proteção;
- Encostas saturadas: escoamento excessivo de lama ou detritos após temporais;
- Abandono preventivo: saída imediata do imóvel ao primeiro sinal de instabilidade;
- Itens de emergência: manutenção de mochila preparada com documentos e remédios;
- Defesa civil: contato prioritário via telefone 199 para solicitação de vistorias.