Poros visíveis, brilho excessivo e textura irregular na pele são queixas comuns entre as brasileiras. Mas que são questões difíceis de resolver apenas com qualquer produto de skincare. É nesse contexto que a Creamy, marca brasileira fundada por dermatologistas, lança o Pore Refiner, um tratamento em pads de algodão que promete deixar a pele mais uniforme e com poros mais fechados.
A proposta do produto dialoga diretamente com uma tendência global impulsionada pelo k-beauty: soluções multifuncionais, fáceis de aplicar e que entregam resultados progressivos sem exigir uma rotina extensa. Ao trazer esse formato para o mercado nacional, a marca se diferencia ao adaptar a fórmula e o sensorial para a pele brasileira, marcada por calor, umidade e maior tendência à oleosidade.
Leia Mais
O Estado de Minas recebeu e testou o produto e conta tudo a seguir.
O que tem na fórmula?
A base da fórmula é construída a partir de dois ativos clássicos da dermatologia: o ácido salicílico, na concentração máxima permitida de 2%, e o ácido glicólico. Enquanto o salicílico, por ser lipossolúvel, penetra no interior dos poros e ajuda a dissolver o excesso de sebo e impurezas, o glicólico atua na superfície, promovendo renovação celular e melhorando a textura da pele.
Essa ação complementar é o que sustenta a promessa do produto de atuar tanto na causa quanto na aparência dos poros dilatados. Ao longo do uso, a tendência é que a pele se torne mais uniforme, com menos acúmulo de células mortas e menor propensão à formação de cravos e espinhas.
A fórmula também inclui solventes e umectantes como propanediol e propylene glycol, que ajudam a equilibrar a experiência, evitando que o produto seja excessivamente agressivo logo na aplicação. Ainda assim, trata-se de uma formulação direta, com foco em performance e poucos ingredientes calmantes. Isso significa que, apesar de eficaz, ela exige atenção.
O uso contínuo pode provocar sensibilidade em peles mais reativas, especialmente no início, quando é comum observar um leve processo de “purging”, com o surgimento temporário de espinhas. Além disso, o ácido glicólico aumenta a fotossensibilidade, tornando o uso de protetor solar indispensável. Em termos técnicos, é uma fórmula bem estruturada, eficiente para o que se propõe, mas que não abre mão de potência e, por isso, pede uso consciente.
O que achamos
No uso cotidiano, o Pore Refiner se destaca principalmente pela praticidade. Os 70 pads já vêm prontos, com a quantidade ideal de produto, o que facilita a aplicação e evita desperdícios. A embalagem acompanha uma pinça que ajuda a manter a higiene e torna o manuseio mais confortável.
Para aplicar, basta passar o pad pelo rosto, evitando a área dos olhos. Logo após a aplicação, há uma sensação perceptível de oleosidade e um leve aspecto pegajoso, que demora alguns minutos para desaparecer. Esse ponto pode incomodar quem prefere produtos de absorção rápida ou acabamento seco.
Em relação aos resultados, a melhora na textura é um dos primeiros efeitos percebidos. A pele se torna mais lisa ao toque, e os poros aparentam estar menos evidentes, especialmente após algumas aplicações consecutivas. Há também uma sensação de limpeza mais profunda, que contribui para a redução de cravos e para o controle da oleosidade ao longo do dia seguinte.
Com o tempo, porém, a pele tende a adquirir um brilho mais controlado e uniforme, com um efeito luminoso que lembra o chamado “glass skin”, sem exageros.
A recomendação de uso é iniciar de forma gradual, aplicando o produto em dias alternados, preferencialmente à noite, sempre com a pele limpa e seca. Com o tempo, a frequência pode ser aumentada conforme a tolerância da pele.
A hidratação após o uso é importante para manter a barreira cutânea equilibrada, e o protetor solar no dia seguinte não é apenas recomendado, mas essencial.
Vale a pena?
O Pore Refiner faz mais sentido para quem já lida com oleosidade excessiva, poros aparentes e tendência à acne. A combinação de ácidos tende a trazer benefícios visíveis, tanto na textura quanto na uniformidade da pele. Também é uma boa opção para quem busca simplificar a rotina sem abrir mão de ativos eficazes.
Por outro lado, não é o produto mais indicado para peles sensíveis, sensibilizadas ou com condições como a rosácea. A ausência de agentes calmantes na fórmula e a presença de dois ácidos potentes podem intensificar irritações nesses perfis. Da mesma forma, quem já utiliza outros ativos fortes, como retinol ou ácidos mais intensos, deve ter cautela na combinação.
O produto é uma versão brasileira do coreano Medicube Zero Pore Pad 2.0, um dos produtos mais populares da categoria. As propostas são bastante semelhantes em termos de formulação e benefícios: ambos apostam na combinação de AHA e BHA para tratar poros e textura. A diferença mais evidente está no preço.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Enquanto o produto da Medicube costuma custar na faixa dos R$ 217, o Pore Refiner chega ao mercado brasileiro por R$ 139,99, tornando-se uma alternativa mais acessível dentro do mesmo segmento. As duas opções vêm com 70 pads.
