Catálogo apresenta BH a turistas e moradores através da gastronomia
Reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia, BH transforma a comida em uma de suas principais formas de expressão – e também em atrativo turístico
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Há cidades que se conhecem pelos cartões-postais. Outras, pela mesa. Em Belo Horizonte, as duas coisas se encontram. O café passado na hora, o queijo que chega à mesa, o tropeiro servido no boteco, os doces preparados a partir de saberes transmitidos entre gerações ajudam a contar a história da capital mineira tanto quanto suas praças, museus e edifícios.
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É nesse território em que comer deixa de ser apenas uma necessidade e passa a significar conhecer pessoas, lugares, histórias e modos de fazer que se insere o Menuuh! – Experiências Turísticas de Belo Horizonte. Criado pela Belotur em parceria com o Sebrae Minas, o projeto reúne em seu catálogo 21 atividades (são 33 no total) que levam moradores e visitantes a vivenciar a gastronomia da cidade de diferentes maneiras. As propostas vão de sabores ancestrais a encontros que unem comida e soul jazz.
Para o analista do Sebrae Minas Renato Lana, a criação do Menuuh! responde a uma demanda turística antiga. “O mercado consumidor já há algum tempo questionava a oferta da cidade, dizendo que BH não tinha produto e o que fazer”, comenta. “A ideia do Menuuh! é incentivar o desenvolvimento de experiências inovadoras e, principalmente, organizar a prateleira da cidade.”
O resultado, segundo o analista, é uma capital que tem muito mais a oferecer do que os atrativos turísticos tradicionalmente associados a uma visita. “Belo Horizonte é uma capital surpreendente para moradores e turistas”, afirma.

Do mercado para a mesa: você compra os ingredientes, participa do preparo da refeição e se senta para comer com os anfitriões Dynelle Coelho/Divulgação
A gastronomia ocupa lugar central nessa estratégia. “Sempre colocamos a gastronomia como produto principal, ou como diferencial”, diz Renato. Para ele, as experiências gastronômicas ligadas à economia criativa carregam saberes, fazeres e o jeito de ser do povo belo-horizontino.
A lógica é ampliar o olhar sobre aquilo que chega ao prato. O Menuuh! procura valorizar ingredientes, produtores, agricultores familiares, mercados e os modos de fazer. Na experiência “O que Minas tem para hoje”, por exemplo, o visitante percorre um mercado ao lado de uma cozinheira e de um empreendedor, compra os ingredientes, participa do preparo da refeição e depois se senta à mesa com os anfitriões.
“A refeição convencional atende à demanda momentânea da fome ou da vontade de comer. A experiência gastronômica passeia pelos sete sentidos, trazendo autenticidade, mergulho na história, cultura alimentar, visual, prazer e autenticidade, cada uma a seu jeito de ser e de fazer”, resume Renato.
De bar em bar
Em BH, o boteco é mais do que endereço para beber e comer. É ponto de encontro, espaço de conversa, palco de histórias e lugar onde a cidade se reconhece. No Aglomerado da Serra, essa tradição ganha uma dimensão de território: o visitante atravessa vielas, conhece moradores, entra em bares, experimenta petiscos e observa a paisagem de uma das maiores comunidades da capital.

Ao percorrer quatro bares do Aglomerado da Serra, roteiro apresenta personagens, histórias e modos de vida da comunidade Dynelle Coelho/Divulgação
É essa a proposta da “Butecada na favela” (R$ 200 com comida e bebidas incluídas), uma das novas experiências do Menuuh!, realizada pelo Serrão Tur. O roteiro percorre quatro bares do Aglomerado da Serra e transforma a gastronomia de boteco em fio condutor para apresentar personagens, histórias e modos de vida da comunidade. A experiência dura sete horas – começa às 15h e ocorre no segundo sábado de cada mês. O grupo pode reunir entre oito e 25 pessoas.
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O percurso começa na Drinkeria Britos, negócio da família Britos que também oferece uma vista privilegiada do aglomerado. Ali, o visitante recebe um drinque de boas-vindas preparado na hora com frutas do próprio sacolão. Depois, o grupo segue para o Bar do Vanderli, onde entra em cena o churrasco, acompanhado de cerveja gelada. O estabelecimento trabalha com diferentes carnes e utiliza uma churrasqueira de alvenaria, sem cozinha convencional.
A permanência em cada ponto é de aproximadamente uma hora e meia. A ideia é que o visitante não apenas consuma, mas experimente um pouco da rotina gastronômica dos moradores. “Vamos passando pelas ruas, contando as histórias”, explica Rogério Rêgo, que coordena o coletivo de turismo Serrão Tur, fundado em 2021, ao lado de Tiago Vinicius.
Vida cotidiana
O roteiro prossegue até o Bar do Prefeito, fundado em 1977. O estabelecimento recebeu esse nome por causa de Osvaldo, antigo proprietário, que trabalhava como porteiro usando terno. Como havia, na época, um prefeito de Belo Horizonte também chamado Osvaldo, ele ganhou o apelido de “Prefeito”. Depois de sua morte, o neto assumiu o negócio e adicionou novos itens gastronômicos ao cardápio. Entre eles, estão o tropeiro, o pastel de fraldinha e o bolinho de jiló, que entram na degustação do tour.
O encerramento é no Bar do Botinha, conhecido por petiscos como a asinha temperada na brasa e o bolinho de linguiça, além de outros tira-gostos. Enquanto a comida e a bebida circulam, o passeio também é acompanhado por moradores e amigos que se juntam ao grupo com samba de roda. Quem quiser tocar pandeiro pode entrar na roda.
“A ideia é que vivam o que os moradores fazem no dia a dia”, afirma Rogério. A experiência combina, assim, comida, bebida, música, caminhada e memória, sem separar o que é atração turística daquilo que já faz parte da vida cotidiana da comunidade.

Em uma imersão na culinária afro-brasileira, os participantes ajudam a preparar paçoca de amendoim servida de sobremesa Dynelle Coelho/Divulgação
Cozinha e cultura
No baixo Centro de Belo Horizonte, o Território Kitutu de Aquilombamento propõe uma imersão na culinária afro-brasileira em que preparar e comer são também maneiras de conhecer histórias, heranças culturais e formas de resistência. Criado há três anos e meio por Kelma Zenaide, o espaço gastronômico e cultural funciona como restaurante, com cardápio majoritariamente formado por pratos autorais, e também como galeria de arte voltada a artistas negros, reunindo esculturas, pinturas, gravuras e livros.
A experiência “Sabores e saberes ancestrais: vivência gastronômica afro-brasileira” (R$ 245) foi construída a partir de pratos que fazem parte da memória afetiva de Kelma. Nascida em Contagem e descendente de uma família quilombola do Quilombo Pinhões, em Santa Luzia, na Grande BH, ela aprendeu a cozinhar dentro de casa e quis transformar essa herança em uma cozinha que valorizasse sua família. “É importante que a minha comida valorizasse a minha família. Por isso criei o Kitutu”, explica.
A vivência começa com bolinho de feijão e chá de cidreira com limão. Depois, chega à mesa o Benedito, prato autoral feito com carne de lata e queijo quente, servido com cachaça com mel. O principal é o Angu de Mina, guisado de carne de boi e suã de porco servido sobre uma base de angu de fubá de moinho d'água. A composição reúne ainda legumes como batata-doce, cenoura, moranga, jiló e quiabo inteiros, finalizados com couve e cebolinha. O prato é harmonizado com cerveja.
No fim, a sobremesa é preparada com a participação dos visitantes. Em um pilão de madeira, o grupo ajuda a produzir uma paçoca de amendoim feita com rapadura, amendoim, canela e cacau. Os participantes pegam na massa, ajudam a pilar e finalizam o preparo com a cambinda, bebida criada por Kelma a partir de uma infusão fermentada de cravo, canela, gengibre e rapadura.
Influência africana
Para Kelma, colocar uma experiência como essa dentro de um projeto turístico também significa ampliar o reconhecimento da contribuição da população negra para a cultura alimentar de Belo Horizonte. “BH vem reconhecendo a importância da população negra na construção cultural e alimentar da cidade.”

Três vinhos mineiros apresentam diferentes regiões produtoras do estado por meio de mapas, histórias e informações sobre produção Dynelle Coelho/Divulgação
Ela lembra que a culinária mineira recebeu influência dos povos africanos em ingredientes, técnicas e modos de fazer. O feijão-fradinho usado no bolinho de feijão, por exemplo, tem origem africana; os modos de preparo com gordura de porco, os guisados, caldos, carnes, legumes, angu e farinha, além do uso do pilão de madeira, também carregam essas influências. “A cidade está reconhecendo essa cultura alimentar.”
A experiência dura três horas e ocorre mediante agendamento. A capacidade é de 8 a 18 pessoas. A proposta inicial é continuar com o mesmo menu – apenas o prato principal pode variar a cada edição, acompanhando a lógica de uma cozinha sazonal, que leva em conta os ingredientes disponíveis no mercado. Caso haja participantes veganos ou pessoas com restrições alimentares, o menu pode ser adaptado, desde que isso seja informado previamente.
Descubra as diferenças
Se o boteco permite descobrir uma comunidade pelo sabor cotidiano, o café leva a outro tipo de viagem. Em BH, ele também pode ser ponto de partida para compreender a produção mineira, os diferentes perfis sensoriais dos grãos e a tradição dos queijos artesanais. É essa combinação que a cafeteria, torrefação e escola Amoras Café, localizada no Bairro Sion, Região Centro-Sul da cidade desde 2012, leva ao Menuuh!, em uma experiência em que degustar significa também aprender a provar.

Cafés e queijos representam as riquezas de Minas em degustação orientada que passa por análise sensorial e harmonização Dynelle Coelho/Divulgação
“Queijos e cafés – degustação orientada de cafés especiais e queijos mineiros” (R$ 220) é conduzida pelo barista e mestre de torra Felipe Brazza, com participação da produtora e provadora de café Gabriela Mendonça. A atividade tem duração prevista de duas horas, ocorre uma vez por mês, na primeira quinta-feira, às 15h, e recebe grupos de 10 a 15 pessoas.
Depois de comer pão de queijo de boas-vindas, os participantes são apresentados a três cafés de perfis diferentes – a marca trabalha com oito variações da espécie arábica, produzidas a partir de grãos da Serra da Mantiqueira. Cada um é harmonizado com um queijo artesanal de Minas. Entre as regiões, Canastra, Salitre e Serro.
A degustação é conduzida como uma aula prática. Felipe apresenta inicialmente formas de preparar melhor o café em casa. Depois, os participantes provam a bebida individualmente, experimentam os queijos e, na sequência, fazem as combinações. “Tudo é comentado. Vamos provando e falando”, explica o especialista. São ensinados conceitos como corpo, acidez, contraste, semelhança e sabor residual do café. Nos queijos, a análise passa por textura, acidez, sabor e características, como ser mais amanteigado, salgado ou doce.
Para o responsável pelo Amoras Café, a presença no Menuuh! dialoga diretamente com o reconhecimento de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia. “Vai de encontro ao que a gente se propõe a fazer, oferecer o serviço para quem não conhece ter acesso, principalmente o turista”, destaca Felipe.
Novo jeito de “turistar”
O Menuuh! nasce em sintonia com uma transformação no comportamento de quem viaja. Para Eduardo Cruvinel, presidente da Belotur, em um mundo digitalizado e globalizado, os visitantes procuram experiências diferentes, novas formas de conhecer os destinos e conteúdos que possam compartilhar. A proposta, portanto, não é abandonar o que é tradicional, mas partir dele para criar outras possibilidades.

A chef Mariana Gontijo prepara um menu surpresa que aproxima quem come de quem faz Dynelle Coelho/Divulgação
“A gente respeita muito o tradicional, ele é a base de inspiração e é a base para projetos como esse, mas tanto Belotur e Sebrae quanto os próprios empreendedores entenderam que eles precisam diversificar, atualizar e trazer algo inovador e diferente para essas experiências, para fazer com que as pessoas queiram de fato consumir”, afirma.
E a gastronomia aparece como uma das principais ferramentas para transformar em realidade o título conquistado por Belo Horizonte de Cidade Criativa da Gastronomia. Cruvinel destaca que boa parte dos roteiros tem a comida como foco, enquanto nas demais experiências ela pode aparecer como complemento.
“É fazer o que a gente já conhece ser transformado numa experiência concreta que as pessoas podem usufruir, vivenciar e experimentar de uma forma completa”, explica. Ele cita como exemplo o “Nostálgicos Futebol Clube”, roteiro voltado à história do futebol e aos times da cidade, mas que também utiliza a gastronomia para apresentar a cultura belo-horizontina.
A descentralização é outro aspecto valorizado pela Belotur. Para Cruvinel, os roteiros ajudam a mostrar que a cidade turística não se resume aos pontos mais conhecidos. “Ajuda a distribuir, descentralizar e fazer com que a gente tenha um arcabouço de experiências pela cidade toda”, afirma.
Essa lógica também passa pela identidade gastronômica. Para o presidente da Belotur, novos produtos podem ser incorporados à imagem da cidade mesmo quando não pertencem à sua tradição histórica. Ele cita as bebidas prontas, conhecidas como RTDs, que ganharam espaço em Belo Horizonte e se espalharam pelo país.
“Não é aquilo que é tradicional de Belo Horizonte, não é o que é originário da nossa história, nem de Minas Gerais, mas é algo que nasce aqui, que é mais recente e que pode ser incorporado nessa identidade de como Belo Horizonte quer se posicionar”, diz. Para ele, a criatividade dos empreendedores pode fazer da capital um polo de inovação também nesse segmento.
Jantar com produtores
É justamente a partir dessa combinação entre tradição e novas formas de apresentação que a chef Mariana Gontijo conduz duas experiências do Menuuh! ligadas ao Armazém Roça Grande. O restaurante nasceu em 2017 com a proposta de valorizar a comida mineira cotidiana, as técnicas tradicionais, os ingredientes nativos e típicos e a inspiração na cozinha da roça.

Arte, vinho e chá se encontram em percurso por galeria que abriga obras de mais de 80 artistas e manuscritos poéticos de Fernando Palma Dynelle Coelho/Divulgação
“A gente privilegia sempre a compra de agricultura familiar”, explica Mariana. Segundo ela, essa relação é especialmente importante em “Da roça à mesa” (R$ 251), experiência inspirada no movimento “farm to table” (em português, da fazenda à mesa), que valoriza alimentos com origem e rastreabilidade, permitindo saber quem plantou e produziu aquilo que chega ao prato.
O roteiro é um jantar de três tempos, com entrada, prato principal e sobremesa, harmonizado exclusivamente com vinhos mineiros e café especial. O menu é surpresa e se inspira em festas populares do interior de Minas, como Congado, Folia de Reis e outras celebrações tradicionais. As receitas preservam técnicas praticadas nessas festas, mas ganham apresentação contemporânea.
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“A grande questão é que a pessoa que participa do jantar sempre compartilha a mesa com um produtor ou com algum representante”, conta Mariana. A proposta é aproximar quem come de quem planta e produz, mostrando a origem dos ingredientes e permitindo que o próprio produtor veja seu trabalho transformado em prato ou harmonizado com uma das bebidas servidas.
A experiência, que dura três horas, é realizada às segundas e terceiras quintas-feiras de cada mês, com reserva obrigatória e capacidade para 20 pessoas.
Mão na massa
A segunda experiência do Roça Grande, “Oficina de quitandas e memórias” (R$ 260), parte de um hábito aparentemente simples, mas carregado de significado: o café da tarde compartilhado à mesa. Mariana relaciona esse costume à cultura do interior e à chegada de migrantes a Belo Horizonte, que trouxeram consigo práticas alimentares e formas de sociabilidade.

Visita a terreiro revela saberes afro-brasileiros, plantas de cura, alimentos sagrados e outras tradições que atravessam gerações Dynelle Coelho/Divulgação
Realizada na terceira quarta-feira de cada mês, às 15h, a oficina dura duas horas e propõe uma experiência literalmente “mão na massa”. Cada participante prepara uma quitanda do zero, que pode ser pão de queijo, broa ou outra receita surpresa. Antes e durante o preparo, a chef apresenta a origem da palavra “quitanda”, que vem da língua africana quimbundo, além da história do ofício das quitandeiras e de sua importância para a cultura mineira.
“A gente entende que a quitanda, antes de tudo, tem uma origem etimológica importante para a cultura de Minas Gerais, uma palavra que vem do quimbundo, tem um significado muito forte”, explica. Para ela, o ofício das quitandeiras também pode ser compreendido como uma forma histórica de emancipação feminina.
Depois de preparar a receita, o grupo conhece a história de uma quitandeira da velha guarda, por meio de um vídeo, e se reúne para o café da tarde. A quitanda preparada pelos participantes é consumida à maneira mineira, acompanhada de café coado na hora, no tradicional coador de pano.
A experiência ocorre na cozinha construída no segundo andar do sobrado do Roça Grande, espaço pensado para remeter à cozinha doméstica da avó de Mariana. Entre os objetos, está a primeira geladeira que ela teve, adquirida na década de 1940. “É uma coisa mais introspectiva”, define a chef, sobre a oficina, que recebe de quatro a 10 pessoas.
Prontos para decolar
Mais do que oferecer atividades para preencher o roteiro de uma viagem, o projeto do Menuuh! pretende transformar negócios, conhecimentos e saberes locais em produtos turísticos comercializáveis. Para isso, os empreendimentos participantes recebem consultorias de estruturação, qualificação e promoção. O trabalho integra o Acelera Check-in Turismo, parceria entre Belotur e Sebrae Minas que mapeia produtos turísticos da cidade a partir das demandas do mercado.

Caminhada pelo Centro da capital percorre bares que recontam a história desde o Arraial do Curral del Rey até a BH de hoje Dynelle Coelho/Divulgação
A estratégia já apresenta resultados para os empreendedores que participaram da primeira fase do catálogo, em 2024. O analista do Sebrae Minas Renato Lana cita aumento de faturamento e de ticket médio, ampliação de mercados e de canais de vendas e atendimento tanto a empresas quanto ao consumidor final.
A internacionalização é outra frente. A aproximação com turistas estrangeiros e novas redes comerciais pode ampliar mercados e oportunidades de negócios, além de projetar a gastronomia mineira no cenário internacional. “A internacionalização amplia mercados e oportunidades de negócios, atrai turistas estrangeiros e conecta os empreendedores do Menuuh! a novas redes comerciais, valorizando a gastronomia mineira no cenário global e fortalecendo Belo Horizonte como destino internacional de experiências gastronômicas autênticas.”
Essa movimentação já chegou a feiras internacionais. Na semana anterior ao lançamento da segunda etapa, no início de outubro, sete empreendedores do projeto participaram da Feira Internacional de Turismo (FIT), em Buenos Aires, na Argentina, apresentando suas vivências a profissionais do setor. A comitiva seguiu depois para Montevidéu, no Uruguai, para novos encontros estratégicos.
Três atividades do Menuuh! também passaram a integrar a plataforma Feel Brasil, da Embratur, que reúne mais de 100 experiências turísticas nacionais. Entre elas, “Da roça à mesa”, da chef Mariana Gontijo.
Para Renato, porém, o primeiro público a ser conquistado é o próprio belo-horizontino. “O melhor lugar para fazer turismo é aquele que o morador tem orgulho da sua cidade. Acreditamos que precisamos intensificar a divulgação para os belo-horizontinos e, principalmente, colocar as agências, hotéis e operadoras para vivenciarem as experiências.”

Jantar se desenrola durante apresentação de atores-cantores que recriam a história do emblemático Clube da Esquina Dynelle Coelho/Divulgação
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Serviço
Informações sobre as experiências estão no site portalbelohorizonte.com.br/menuuh