DESFECHO

"O agente secreto": final é revelado em detalhe escondido (contém spoiler)

Pista escondida em uma das cenas ajuda a compreender o desfecho do longa indicado ao Oscar

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Indicado a quatro estatuetas do Oscar, o filme O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, provoca debates intensos sobre a conclusão da trama, já que traz um final que evita explicações diretas. Em vez de oferecer uma conclusão fechada, o diretor constrói um desfecho que precisa ser montado pelo próprio espectador. 

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Mas um detalhe em uma das cenas dá pistas do que aconteceu no final do filme. Na trama, a historiadora Flávia (Laura Lufési) funciona como o elo entre o presente e o período da ditadura militar. Intrigada com inconsistências na história oficial sobre Armando, personagem vivido por Wagner Moura e que adota o nome falso de Marcelo para se esconder, ela decide aprofundar sua investigação.

Flávia mergulha em arquivos físicos e documentos históricos até encontrar a peça que faltava para completar o quebra-cabeça: um antigo recorte de jornal. E é justamente nesse trecho que o filme revela, de forma sutil, o que aconteceu com o protagonista.

O documento encontrado por Flávia é uma reportagem de 1977 do Diário de Pernambuco. No texto, assinado pelo repórter Cleudson Coelho, aparece a confirmação do assassinato de Armando de Melo Solimões, morto a tiros no Recife (PE) depois de ser perseguido por dois assassinos contratados. Muitos espectadores pausaram a cena para ler a reportagem completa  e descobrir o desfecho sugerido pela narrativa.

Reportagem conta destino de Armando
Reportagem conta destino de Armando O agente secreto / reprodução

 

Quem era Armando?

O texto jornalístico apresentado no filme traz duas visões opostas sobre o personagem. De um lado, aparece o relato humano de quem conviveu com ele. Do outro, a versão oficial da polícia.

Dona Sebastiana, administradora do edifício Ofir e interpretada por Tania Maria, defende o antigo morador. “Ele era um bom homem, tenho certeza. Essa história de corrupção não pode ser verdade. Ele veio para cá para começar uma nova vida, perto do filho”, afirma a personagem na reportagem.

 

Já o delegado responsável pela investigação, identificado no texto como Marcos Porto, apresenta uma visão diferente. “Esse aí não valia muita coisa não. Essa história de que era cidadão do bem, não tem nada disso. O cabra tava envolvido em coisa bem feia por lá”, declara o delegado na reportagem.

Segundo o texto, Armando era acusado de corrupção e de desviar recursos públicos destinados a pesquisas científicas em Brasília. A suspeita seria o motivo de sua fuga para o Recife, onde passou a trabalhar como arquivista na Secretaria de Segurança Pública usando identidade falsa.

O jornal também revela aspectos pessoais: Armando era pernambucano, viúvo e tinha um filho de 8 anos, Fernando, que vivia com os avós maternos na capital pernambucana.

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