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Estado de Minas PELA TERCEIRA SEMANA

'Longe do ideal', diz secretário sobre queda de internações em Divinópolis

Alan Rodrigo acredita em tendência de queda da taxa de ocupação de leitos de UTI para a COVID, mas lembra que a cidade teve indicadores melhores e que pioraram


27/07/2021 18:17 - atualizado 27/07/2021 18:33

Secretário de Saúde de Divinópolis, Alan Rodrigo diz acreditar em tendência de queda a partir do avanço da vacinação(foto: Pablo Santos/Prefeitura de Divinópolis)
Secretário de Saúde de Divinópolis, Alan Rodrigo diz acreditar em tendência de queda a partir do avanço da vacinação (foto: Pablo Santos/Prefeitura de Divinópolis)
A taxa de ocupação de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para COVID-19 registrou queda em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, pela terceira semana consecutiva.

Apesar de observar uma tendência de redução, o secretário de Saúde do município, Alan Rodrigo da Silva, disse, nesta terça-feira (27/7), que o cenário está ainda “longe do ideal”.

Embora os números coloquem a cidade em uma situação mais favorável e próxima da onda verde do programa Minas Consciente, eles ainda estão acima dos registrados no final do ano passado.

Em novembro e dezembro de 2020, respectivamente, a média de internações diárias era de 27 e 45 pacientes.

Em janeiro deste ano, o número subiu para 57, caiu para 47, mas disparou no mês seguinte, atingindo 84. Em março, a região entrou em colapso do sistema hospitalar e foi classificada na fase mais restritiva do Minas Consciente.

“O momento é positivo”, declarou o secretário. Entretanto, apenas se analisados os dados de 2021. Estamos longe do ideal, porque já tivemos números bem melhores do que os que temos hoje e mesmo assim acabamos indo para onda roxa depois. É necessário ter cautela”, ponderou.

Mesmo com a luz de alerta ainda acesa, o secretário, analisando a série histórica das últimas três semanas, acredita em “tendência de queda”. Entretanto, afirma sempre ter o risco de retroagir. “Sempre tem”, destacou.
 

Queda nos números da COVID em Divinópolis

A média móvel diária de mortes em decorrência da doença caiu de 17, na semana de 4 a 10 de julho, para 4, no período de 18 a 24 do mesmo mês. Já a de casos confirmados teve queda de 670 para 534, no mesmo período de comparação.

O fator extra que diferencia o momento atual do final do ano passado é a cobertura vacinal. “No momento em que a gente avançou na vacina, a gente tem observado a taxa de mortalidade móvel diminuindo”, explicou. Além do número de casos e da taxa de ocupação hospitalar.

“Acredito que não terá a surpresa infeliz que tivemos no início do ano”, afirmou, se referindo ao avanço da doença.

Avanço para onda verde

Com 12 pontos, a macrorregião Oeste, que tem Divinópolis como polo, avançou na última semana para a onda verde. Entretanto, o Comitê de Enfrentamento à COVID-19 decidiu manter o município na amarela.

Os membros levaram em consideração a pontuação da microrregião (13) e o regramento do programa que recomenda a permanência na amarela por 21 dias.

A expectativa é que na sexta-feira (30/7) a cidade avance para a fase menos restritiva. A micro está apenas a um ponto da possibilidade. 

Mesmo com todos os avanços, o secretário ainda mantém o discurso da cautela. Ele defende a permanência das medidas de segurança e projeta flexibilizações mais efetivas a partir da imunidade rebanho, quando 90% da população estiver imunizada. 

Embora acredite que até meados de setembro obtenha este número, ele considera ainda prematuro falar em suspender uso de máscaras. Para ele, o distanciamento, até lá, deve ser reduzido.

Na cidade, 147.769 doses da vacina foram aplicadas, sendo 105.860 referente à primeira, 36.153 à segunda e outras 5.755 únicas.
 
*Amanda Quintiliano - Especial para o EM 

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