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Estado de Minas PANDEMIA

Sociedade de pediatria critica metodologia da PBH para o retorno das aulas

Ofício entregue à PBH reitera a importância da participação de um pediatra na elaboração de documentos. PBH recebeu o documento e será avaliado


04/06/2021 17:36 - atualizado 04/06/2021 19:24

(foto: Pixabay/ Reprodução )
(foto: Pixabay/ Reprodução )
A Sociedade Mineira de Pediatria (SMP) e a Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (ABENEPI) enviaram Ofício à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para mostrar preocupação sobre o Plano de Retorno e eventual suspensão das aulas presenciais.

De acordo com as duas entidades, a Nota Técnica do Comitê de enfrentamento à COVID-19, número 001/2021, elaborada pelo Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da PBH não apresenta rigor científico nem referências bibliográficas robustas para a criação de uma matriz de risco com a soma de escores de risco para a COVID-19. "E ainda apresenta limiares e pontos de cortes baseados em opinião pessoal sem embasamento científico para tal adoção", afirma.

Isso porque a PBH já deu o aval para retorno das crianças de até 5 anos e 8 meses nas últimas 5 semanas. O plano seguiria para o retorno de 6 a 8 anos e, posteriormente, de 8 a 10 anos. Portanto, de acordo com a nota, foi elaborada a criação de uma matriz de risco. A sociedade e a associação criticam. 

"O avanço paulatino de 6 a 8 anos e posteriormente de 8 a 10 anos, anteriormente programado, seria uma medida que faria muito mais sentido do que a criação de uma matriz de risco inédita com limiares e pontos de corte arbitrados por opinião pessoal", disse a nota da SMPA e ABENEPI. 


Participação da pediatria


"A SMP aproveita o Ofício para reiterar a importância da participação de um pediatra na elaboração de documentos que tenham a reabertura das escolas como tema. É importante dizer que o fechamento das escolas há mais de um ano trouxe consequências nefastas e irreparáveis para as crianças e suas famílias", disse.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou por meio de nota que recebeu o ofício e este será encaminhado ao comitê para avaliação.  

 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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