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Estado de Minas VACINAÇÃO

Professores do ensino superior são vacinados contra a COVID-19 em BH

Capital inicia imunização de docentes e de outros trabalhadores de faculdades públicas e particulares contra o coronavírus


04/06/2021 11:17 - atualizado 04/06/2021 13:58

Professora Niara Cruz, 31 anos, do Centro Universitário Estácio de Sá(foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
Professora Niara Cruz, 31 anos, do Centro Universitário Estácio de Sá (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)

Professores e demais trabalhadores das instituições de ensino superior de Belo Horizonte começaram a ser vacinados contra a COVID-19 nesta sexta-feira (4/6). Hoje e amanhã (5/6) serão imunizadas as pessoas que têm entre 18 e 59 anos completos até 30 de junho nessa categoria. Na fila, os profissionais falaram do misto de sensações ao receber a primeira dose contra o coronavírus. 

Nesta manhã, a reportagem do Estado de Minas registrou a vacinação dos trabalhadores das universidades e faculdades da capital no câmpus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). As doses aplicadas são da AstraZeneca. 

Professora do curso de ciências contábeis do Centro Universitário Estácio de Sá, Niara Cruz, de 31 anos, disse que se vacinar contra a doença foi emocionante, mas lembrou que ainda falta muito para que boa parte da população do país receba a proteção.

“Infelizmente existe uma gama da população que necessita e está pegando ônibus, está presencialmente trabalhando e ainda não tomou. Então, fico muito feliz de diminuir meu risco e, ao mesmo tempo, triste de saber que muitos colegas meus ainda precisam estar presenciais no trabalho e (a imunização) vai demorar”, comentou. 

Movimento no posto de vacinação na UFMG, na Pampulha, nesta sexta-feira(foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
Movimento no posto de vacinação na UFMG, na Pampulha, nesta sexta-feira (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)


Moradora do Bairro Santa Branca, na Pampulha, também destacou o papel da população para conter a pandemia. “Quem estiver no grupo de preferência, vá até os postos e se vacine, não perca essa oportunidade. É fundamental que toda a população esteja vacinada para que esse vírus desapareça”, disse Niara. 

Professora Valéria Gama Fully Bressan, de 46 anos, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da UFMG(foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
Professora Valéria Gama Fully Bressan, de 46 anos, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da UFMG (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)


“Vacina e ciência: UFMG contra a COVID-19”, se lê na camiseta da professora Valéria Gama Fully Bressan, de 46 anos, feita especialmente para a ocasião. Docente da Faculdade de Ciências Econômicas da instituição (Face-UFMG), a moradora do Bairro Caiçara, Região Noroeste da capital, comemorou a imunização.


(Vídeo: Jair Amaral/EM/DA Press)

“Foi maravilhoso poder receber a vacina hoje, até dentro da UFMG, porque é uma instituição que preza pela ciência, está desenvolvendo vacinas, testes para COVID. É uma instituição que, como várias outras, quer buscar o bem para a sociedade como um todo”, destacou.

Valéria disse que foi uma ótima surpresa receber, na última segunda-feira, a notícia de que a vacinação dos professores começaria nesta semana, e reforçou a importância de que a imunização seja para todos. “A gente quer muito voltar às nossas atividades. A gente tem um prazer imenso de estar na sala de aula, mas é importante pensar em toda a sociedade para que possamos juntos vencer essa pandemia”, afirma. 

Professora Roberta Franco, 36 anos, da Faculdade de Letras da UFMG (Fale)(foto: Jair Amaral/EM/DA Press)
Professora Roberta Franco, 36 anos, da Faculdade de Letras da UFMG (Fale) (foto: Jair Amaral/EM/DA Press)


Aos 36 anos, a professora Roberta Franco, da Faculdade de Letras da UFMG (Fale), disse que a expectativa para a imunização era grande, mas não tinha expectativa de que fosse receber a vacina por agora.

“Foi uma boa surpresa. Embora haja uma opinião pública forte do porquê de os professores se vacinarem agora, mas também existe uma demanda para que a gente volte, porque o ensino remoto não contempla todos os alunos, os professores ficam muito sobrecarregados”. Roberta disse que o ideal seria que os estudantes também fossem vacinados, para dar mais segurança no retorno às aulas.

A professora comparou a sensação de receber a vacina contra a COVID-19 a uma “faca de dois gumes.” “É um misto de sentimentos. Uma dose de esperança, mas significativa tristeza por ser uma realidade muito distante para todos, e não conseguirmos vislumbrar o fim da pandemia e do caos que estamos vivenciando”, pontuou. 

Como se vacinar?

A prefeitura da capital mineira ampliou a vacinação desde terça-feira. Estão sendo vacinados trabalhadores da educação dos ensinos fundamental, médio e superior. Já foram contemplados trabalhadores do ensino fundamental e trabalhadores do ensino médio e profissionalizante e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Nesta etapa, estão contemplados todos os professores e funcionários das escolas públicas e privadas. A vacinação para este público será em postos fixos e extras, das 7h30 às 16h, e em pontos de drive-thru, das 8h às 16h.

Os endereços estão disponíveis no portal da prefeitura (prefeitura.pbh.gov.br). A prefeitura esclarece que professores e trabalhadores de cursos de línguas e pré-vestibular, por exemplo, não estão elegíveis para a vacinação neste momento.

Para se vacinar, o público precisa seguir as seguintes orientações: ser trabalhador da educação dos ensinos fundamental, médio e superior em atividade em escolas públicas e privadas de Belo Horizonte; apresentar documento de identificação com foto; não ter recebido vacina contra a COVID-19; não ter recebido qualquer outra vacina nos últimos 14 dias; não ter tido COVID-19 com início de sintomas nos últimos 30 dias.

Além das orientações citadas acima, o trabalhador precisa apresentar um documento que comprove a sua vinculação ativa com estabelecimento de educação localizado em Belo Horizonte.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

[VIDEO4]

 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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