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Estado de Minas PANDEMIA

COVID-19: ocupação dos leitos de enfermaria e de UTI volta a subir em BH

Por outro lado, taxa de transmissão do novo coronavírus se manteve pelo terceiro dia em sequência em 1,08, na zona de alerta


27/05/2021 20:06 - atualizado 27/05/2021 21:03

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BH tem piora nos indicadores da pandemia da COVID-19 referentes à ocupação de leitos nesta quinta (27/5)(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 28/4/2021)
BH tem piora nos indicadores da pandemia da COVID-19 referentes à ocupação de leitos nesta quinta (27/5) (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 28/4/2021)
 

 

Em mais um balanço epidemiológico e assistencial, a Prefeitura de Belo Horizonte informou, nesta quinta-feira (27/5), que a ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria destinados a pacientes com a COVID-19 sofreu aumento.

 

 

 

No caso da terapia intensiva, o percentual de uso cresceu de 78,2% para 79,2%. Portanto, o indicador permanece na zona crítica da escala de risco.

 

Isso se repete desde 26 de fevereiro. São 63 boletins em sequência na fase mais grave da escala de risco.

 

 

 

Quanto às enfermarias, a taxa teve leve ascensão: de 63,7% para 64%. Dessa maneira, a estatística está na fase de alerta, entre 50 e 70 pontos porcentuais.

 

É esse o quadro dos leitos clínicos desde 12 de abril. São 33 balanços consecutivos.

 

Outro indicador fundamental da pandemia em Belo Horizonte, o número médio de transmissão do novo coronavírus por infectado também está na zona de alerta.

 

 

 

O dado se mantém em 1,08. Isso quer dizer que cada 100 infectados passam a virose, em média, para 108 pessoas na capital mineira.

 

Casos e mortes

 

BH chegou a 5.040 mortes por COVID-19 nesta quinta-feira. Dessas, 27 entraram para a conta neste balanço mais recente.

São 142 vidas perdidas só nesta semana e 711 contabilizando todo o mês de maio.

 

Quanto ao total de casos, a cidade soma 204.527 diagnósticos: 7.661 pacientes em acompanhamento e 191.826 recuperados, além daqueles que morreram.

 

Vacinação

 

Belo Horizonte vacinou 798.851 pessoas contra o novo coronavírus com a primeira dose até esta quinta-feira. Outras 374.689 já receberam a segunda aplicação.

 

Portanto, a capital mineira vacinou 39,2% do seu público-alvo com a primeira dose. Por outro lado, 18,4% desse mesmo contingente completou o esquema vacinal.

 

Segundo números da prefeitura, 8.276 profissionais da educação já tomaram a primeira dose do imunizante.

 

Além deles, 173.314 trabalhadores da saúde, 14.666 servidores da segurança pública, 456.111 idosos acima de 60 anos e 138.668 pessoas do grupo de risco, gestantes e puérperas receberam a injeção.

 

Outros grupos não informados pelo Executivo municipal receberam 7.816 injeções de primeira dose.

 

A cidade recebeu 1.516.985 imunizantes para se proteger da COVID-19 até esta quinta: 808.565 da CoronaVac (Sinovac/Butantan), 545.676 da AstraZeneca (Oxford/Fiocruz) e 162.744 da Comirnaty (Pfizer).

 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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