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Estado de Minas PANDEMIA

COVID em BH: na fila da vacina, pessoas entre 59 e 50 anos criticam demora

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que segue orientações do Ministério da Saúde para ampliação de novos grupos


24/05/2021 13:05 - atualizado 24/05/2021 16:57

Vacinação feita no prédio do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Vacinação feita no prédio do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Na fila da vacina em Belo Horizonte, pessoas entre 59 e 50 anos aguardam com ansiedade a sua vez de receber o imunizante contra a COVID-19. Até quarta-feira (26/5), a capital mineira contempla com a primeira dose da vacina todo o público com comorbidades acima de 18 anos que preencheu o cadastro no portal da prefeitura até 16 de maio. Segundo a PBH, ainda não há orientação sobre a ampliação dos grupos.

Freda Elisa Costa, de 54 anos, conta que com essa demora, o sentimento é de ser deixada para trás. “A ansiedade é muito grande porque estamos vivendo uma situação muito delicada no país. As pessoas doentes têm sim que ter prioridade, mas com essa falta de vacinas a gente está sendo deixado para trás. Eu, por exemplo, não tenho as comorbidades da lista da prefeitura, que estão ligadas mais ao coração e pulmão, mas tenho meus problemas de saúde. Estou sendo deixada para trás, eu e uma série de outras pessoas. A gente fica com receio, porque vivemos em um estado constantemente de tensão para fazer tudo”, lamentou.
 

Para ela, o ritmo de vacinação está ainda muito lento. “Espero sinceramente que essa fila da vacinação ande mais rápido, as vacinas cheguem e tudo se resolva o quanto antes. Também fico muito preocupada com as pessoas mais novas que eu, porque, na verdade, todo mundo deveria ser vacinado”, acrescentou.

Ela acredita que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem contribuído para atrasar a vacinação. “Acho que o papel do presidente da República é lamentável. Ele é contra a vacina, não tomou o imunizante e não dá nenhum exemplo bom. A gente fica se sentindo realmente abandonado. Bolsonaro deveria ser o primeiro a estar na frente e dar o exemplo, mas ele faz exatamente o contrário”, finalizou.
 

Outras pessoas compartilham o sentimento de Freda, como Valéria Guimarães, de 53. Ela conta que tem vivido dia após dia com medo de sair na rua. “Estou muito ansiosa para tomar essa vacina. Na minha opinião, está demorando demais. A gente está entrando na (propagação da) nova cepa, então está cada dia mais perigoso. Cada dia a gente acorda com mais medo de sair para trabalhar”, relatou. “Estamos vivendo uma neurose de álcool e máscara e não conversando mais com as pessoas como antes. Essa vacina, infelizmente, está demorando demais no Brasil. Esse presidente nosso, infelizmente, não está nem aí para o povo brasileiro. Não somente Belo Horizonte, como todo o Brasil está demorando para avançar com a vacinação”,completou.
 

A prefeitura de Belo Horizonte informou que segue orientações do governo federal para inclusão de novos grupos na lista da vacinação. “A prefeitura segue as orientações dos Informes Técnicos do Ministério da Saúde, emitidos a cada nova remessa de vacina distribuída aos municípios. Nesses documentos constam as orientações relativas à continuidade da Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID-19, como os grupos que devem ser contemplados com as vacinas enviadas”, explica a PBH, em nota enviada ao Estado de Minas.

A administração municipal informou ainda que não recebeu orientações para ampliar a capacidade de cobertura para outros grupos, nem ao menos pessoas entre 59 a 50 anos. “Para dar andamento à campanha, é imprescindível que novas remessas de vacinas sejam entregues pelo Ministério da Saúde. A prefeitura reafirma a disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a imediata continuidade do processo.”

De acordo com o vacinômetro da PBH, são 2.037.913 pessoas do público alvo da vacinação na capital mineira. Desses, 36,3% receberam a primeira dose da vacina e outros 17,5% se imunizaram com a segunda dose.
 

BH conta com três vacinas para imunizar a população. Foram distribuídas 807.944 doses da Coronavac, do Instituto Butantan, sendo 382.972 para primeira aplicação e 328.135 na segunda. Da Astrazeneca, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram 322.156 doses distribuídas, com 261.357 destinadas para a primeira dose e 28.137 para a segunda dose. Por fim, a mais recente é a da Pfizer, farmacêutica norte-americana, das quais foram entregues 139.434 doses e, até o momento, 95.216 para a primeira aplicação.

Doses de imunizantes foram destinadas até agora a quatro grupos prioritários, definidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19, do Ministério da Saúde. São eles: idosos acima de 60 anos, profissionais da saúde, pessoas com comorbidades, beneficiários do BPC, gestantes e puérperas, forças de segurança e salvamento, forças armadas e funcionários do sistema de privação de liberdade, profissionais e moradores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e residências inclusivas (SRT), quilombolas e outros grupos.

Nesta segunda-feira (24/5), dando seguimento à retomada da vacinação em pessoas com comorbidades, é a vez das pessoas entre 49 a 54 anos. Amanhã (25/5), é para o público entre 40 a 48 anos e quarta-feira (26/5) de pessoas entre 18 a 39 anos.
 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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