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Estado de Minas PANDEMIA

Itabira mapeia bairros por taxa de contaminação da COVID-19

Mapeamento apontará quantidade de pessoas infectadas nos bairros e classificará o local como %u201Cpreocupante%u201D, %u201Cem alerta%u201D ou em %u201Csituação de queda%u201D


10/05/2021 17:08 - atualizado 10/05/2021 17:12

Desde 21 de abril, Itabira tem realizado estudo sobre a contaminação nos bairros da cidade(foto: Prefeitura de Itabira/Divulgação)
Desde 21 de abril, Itabira tem realizado estudo sobre a contaminação nos bairros da cidade (foto: Prefeitura de Itabira/Divulgação)
Com o objetivo de ter uma visão ampliada dos impactos da pandemia do novo coronavírus, a Prefeitura de Itabira, na Região Central de Minas, vem realizando estudos a partir do monitoramento das informações coletadas semanalmente nas unidades do Programa Saúde da Família (PSF) e mapeando bairros com os maiores índices de contaminação da COVID-19.
O diferencial nestas estatísticas é que, além de ter o mapeamento da quantidade de pessoas infectadas pela COVID-19, essa porcentagem é comparada com a Rt (taxa de transmissão) do município e, a partir dessa comparação, os bairros são classificados como “preocupantes”, “em alerta” ou em “situação de queda”.
Para a análise desse ranking, a prefeitura conta com a consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein. A amostragem está sendo analisada desde o dia 21 de março desse ano.
 
A classificação da criticidade dos bairros foi calculada a partir da chamada “taxa de ataque”, número que mostra a porcentagem de casos positivos para a COVID-19 em relação à população do bairro.

Ou seja, quanto representa a quantidade de pessoas que foram diagnosticadas com coronavírus do total de pessoas que mora no bairro avaliado.
 
“É importante esclarecer que a taxa de ataque não é igual a taxa de transmissão, conhecida como “Rt”, usualmente empregada para classificar os municípios em relação ao avanço da pandemia.

Diferentemente da taxa de ataque, o Rt determina a velocidade do contágio do coronavírus. Ou seja, uma estimativa de como a doença se espalha entre a população.

Cabe destacar que a taxa de ataque possibilita o cálculo em nível de cada bairro, estratificando o problema, enquanto o Rt é calculado em nível municipal”, explica a prefeitura por nota.
 
Ao todo, foram avaliados 88 bairros de Itabira. Os que apresentaram maiores índices de pessoas diagnosticadas com a COVID-19 foram o Centro, São Pedro, Nova Vista, Gabiroba, Clóvis Alvim, Machado, Campestre, Alto da Boa Vista, Major Lage de Baixo e Vila Bethânia. Eles aparecem no mapeamento na cor vermelha, como “preocupantes”.
 
Os bairros que apresentaram maiores índices foram o Centro, São Pedro, Nova Vista, Gabiroba, Clóvis Alvim, Machado, Campestre, Alto da Boa Vista, Major Lage de Baixo e Vila Bethânia. (foto: Prefeitura de Itabira/Divulgação)
Os bairros que apresentaram maiores índices foram o Centro, São Pedro, Nova Vista, Gabiroba, Clóvis Alvim, Machado, Campestre, Alto da Boa Vista, Major Lage de Baixo e Vila Bethânia. (foto: Prefeitura de Itabira/Divulgação)

Além disso, a equipe de especialistas também monitora o aumento e a queda da taxa de ataque para acompanhar a evolução da doença no bairro.

De acordo com a secretária de Saúde, Luciana Sampaio, os bairros que apresentam a taxa de ataque acima da taxa de transmissão (Rt) do município são classificados como vermelho, ou seja, estado preocupante. Amarelo são aquelas localidades que estão em alerta e verde aquelas que estão em queda.
 
Luciana afirma que esse monitoramento é muito importante para a gestão pública da saúde por orientar ações incisivas nas unidades do PSF, nos bairros e regiões que estão em cenário crítico.

“Assim conseguimos orientar atividades como a de comunicação com a comunidade, fiscalização para evitar aglomerações, as ações de saúde para manter o distanciamento social. Além de reforçar o uso do álcool em gel, máscara e optar por ambientes arejados. Em caso de pandemia, nós buscamos tratar o alvo com ações de prevenção e controle”, disse a secretária.
 
A equipe do Hospital Israelita Albert Einstein é mantida no município pela Vale, por meio de uma parceria com a prefeitura. O prefeito Marco Antônio Lage enfatiza que a consultoria tem trazido ganhos consideráveis para Itabira.

“Isso é ouro, pois nos permite atacar o problema onde ele é mais evidente. A partir deste mapeamento, teremos condições de traçar estratégias e executar as ações com maior possibilidade de acerto”, comentou o prefeito.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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