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Estado de Minas PANDEMIA

Morre terceira criança vítima da COVID-19 em BH

Cidade soma 4.105 mortes por coronavírus com as 69 registradas no boletim desta sexta (23/4)


23/04/2021 17:59 - atualizado 23/04/2021 18:22

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Pandemia tirou a vida de quase 1 mil belo-horizontinos só no mês de abril(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )
Pandemia tirou a vida de quase 1 mil belo-horizontinos só no mês de abril (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )
 

 

Belo Horizonte registrou a morte de mais uma criança por causa da COVID-19 nesta sexta (23/4). A vítima tinha entre 1 e 4 anos e tinha algum fator de risco ligado à doença. O boletim epidemiológico, no entanto, não confirma o sexo, a comorbidade nem a idade exata dela.

 

Nesta sexta, o balanço da prefeitura traz um aumento de 69 óbitos pela doença. Com mais esses, a cidade soma 4.105 no total – 881 somente neste mês de abril, o recorde dede o início da pandemia.

 

O balanço da prefeitura não detalha qual variante causou a morte da criança, mas pesquisadores e profissionais de saúde têm observado uma mudança no perfil das vítimas da COVID-19 com o surgimento das novas cepas, com os jovens mais vitimados.

 

No início de março, em entrevista coletiva, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) chamou atenção para esse fato. “Não estamos mais falando de jovens de 40 anos, 30 ou 35 não. São crianças internadas. Nós mudamos de patamar. A morte de 95, 98 ou 99, por mais que doa na família, não é a morte de 40, de 30, de 3 ou de 2 anos”, disse.

 

Essa foi a terceira vida perdida pela doença entre 1 e 4 anos em BH. A prefeitura também já computou uma morte entre 10 e 14, outra entre 15 e 19, 94 de 20 a 39 e 616 no intervalo entre 40 e 59.

 

A imensa maioria dos óbitos continua da população idosa, acima dos 60: 3.390, o mesmo que 82,57% do total.

 

Indicadores

 

A cidade registrou diminuição nos índices de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria para COVID-19 nesta sexta.

 

 

 

No caso da terapia intensiva, houve uma leve queda de 82% para 81,8%. Já nas unidades clínicas, a diminuição foi de 59,9% para 58,6%.

 

Ainda assim, as duas estatísticas permanecem nas mesmas zonas de risco do boletim dessa quinta (22/4). As enfermarias na fase de alerta e as UTIs no estágio crítico da escala de risco.

 

 

 

A preocupação paira sobre os leitos de UTI da rede pública. A ocupação é de 90,9%. Das 570 camas disponíveis, apenas 52 não abrigam pacientes.

 

Já o número médio de transmissão por infectado está em 0,93. O chamado fator RT apresentou alta, já que media 0,92 no balanço anterior. Porém, continua na fase controlada da escala de risco, abaixo de 1.

 

 

 

Por outro lado, a flexibilização do comércio iniciada nessa quinta chama a atenção para a possibilidade de aumento nesse parâmetro nas próximas semanas.

 

Como o EM mostrou, das 14 reaberturas promovidas pela prefeitura desde agosto do ano passado, em oito houve crescimento da estatística duas semanas depois. Nas duas semelhantes à atual, nas quais houve flexibilização do comércio em geral, o RT disparou logo na sequência.

 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas


 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 


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