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Estado de Minas PANDEMIA

Confira as regiões de Minas que voltam à onda vermelha

São elas: macrorregiões Centro, Centro-Sul, Leste, Leste do Sul, Oeste e Vale do Aço; a região Nordeste e nove microrregiões do estado seguem na onda roxa


22/04/2021 14:40 - atualizado 22/04/2021 18:42

Grande parte do estado avança para a fase vermelha, com menos restrições (foto: Arte EM)
Grande parte do estado avança para a fase vermelha, com menos restrições (foto: Arte EM)
Treze das 14 macrorregiões de saúde do estado estarão na onda vermelha do plano Minas Consciente a partir de sábado (24/4). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22/4), durante reunião do Comitê Extraordinário COVID-19, grupo que se reúne semanalmente para avaliar a situação da pandemia no estado.

O grupo decidiu pelo retorno para a onda vermelha das macrorregiões Centro, Centro-Sul, Leste, Leste do Sul, Oeste e Vale do Aço. Assim, permanecerá por mais uma semana na onda roxa - com funcionamento apenas dos serviços essenciais - somente a macrorregião Nordeste, que está com 99% de ocupação das UTIs exclusivo COVID.

Desde sábado (17/4), sete das 14 macrorregiões do estado já haviam progredido para a onda vermelha. Do ponto de vista das microrregiões, nove das 89 continuam na onda roxa.

Além das quatro micro que compõem a região Nordeste, metade da região Centro, que inclui as cidades de Guanhães, Itabira, João Monlevade, Ouro Preto e Sete Lagoas, segue com medidas mais rígidas: Guanhães, Itabira, João Monlevade, Ouro Preto e Sete Lagoas.

Outras micro poderão retornar para a faixa amarela. São elas: Manga/Januária, Araçuaí, Diamantina, Serro, Patrocínio/Monte Carmelo, São Sebastião do Paraíso.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, a decisão de manter metade da macrorregião Centro na onda roxa é necessária até que a pressão no sistema de Saúde de Belo Horizonte reduza ainda mais, uma vez que a capital recebe pacientes de outras cidades. “Enquanto a micro de BH não conseguir fazer a absorção dos pacientes, não é possível retornar toda a macrorregião para a onda vermelha”, explicou. 

Veja as recomendações (foto: Governo de Minas/ Reprodução)
Veja as recomendações (foto: Governo de Minas/ Reprodução)

 

 

Números em Minas 


Ainda de acordo com o secretário, os índices da pandemia registrados nesta semana indicam uma melhora no cenário. Houve aumento de 4,1% nos casos e 8,2% nas mortes, percentuais inferiores à semana passada.

Além disso, doença também apresentou queda, chegando a 37%. De acordo com o Governo de Minas, a incidência da doença também está reduzindo.

Outro ponto levantado por Baccheretti é em relação à menor fila de pacientes aguardando atendimento. “A redução constante de pacientes aguardando leitos é um fator confiável. Hoje são 211 aguardando UTI no estado, ou seja, há uma clara redução na pressão por leitos”, afirmou o secretário, lembrando ainda que uma quantidade menor de doentes esperando atendimento permite que o estado volte a movimentar os pacientes por regiões de acordo com a existência de vagas. 
 

 

Entretanto, os índices ainda são altos: o número de pessoas que morreu por causa da COVID-19 chegou a 31.386 em Minas Gerais nesta quinta-feira (22/4), segundo o boletim da Secretaria de Estado de Saúde.

Nas últimas 24 horas, foram confirmadas 392 mortes. Já o número de novos casos chegou a 4.452, totalizando 1.302.628 pessoas infectadas pelo vírus desde março do ano passado. 

Desse total, 1.191.903 sobreviveram ao coronavírus. Ainda há 79.339 casos em acompanhamento. Essa classificação se refere a pessoas ainda em tratamento e também a registros que precisam de atualização por parte das secretarias municipais de saúde. 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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