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Estado de Minas PROTEÇÃO PARA QUEM SALVA VIDAS

Profissionais da saúde de BH se emocionam ao vacinar colegas

Começou ontem a imunização contra a COVID-19 para cerca de 10 mil pessoas entre médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da área


16/04/2021 06:00 - atualizado 16/04/2021 08:00

Larissa Nunes, Mariano Oliveira e Bruno de Oliveira, técnicos de enfermagem, Jacyana Costa, enfermeira do trabalho, e, na frente, Geciane Pereira, Taiane Rocha e Renata Porto, técnicas de enfermagem(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Larissa Nunes, Mariano Oliveira e Bruno de Oliveira, técnicos de enfermagem, Jacyana Costa, enfermeira do trabalho, e, na frente, Geciane Pereira, Taiane Rocha e Renata Porto, técnicas de enfermagem (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
 
Proteção para quem cuida da saúde na capital e se encontra na luta diária contra o novo coronavírus. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e outros profissionais –  totalizando cerca de 10 mil pessoas entre 43 e 49 anos cadastradas previamente no portal da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) – recebem a primeira dose da vacina contra a COVID-19.
 
A imunização começou ontem e se repete hoje, das 7h30 às 16h30, sendo um dos locais o prédio da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, que tem como mantenedora a Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma) e fica na Região Hospitalar da cidade. Além de ceder o espaço, a instituição colocou profissionais para dar apoio à equipe de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde.
 
Os profissionais da faculdade se mostraram satisfeitos, ontem, com a iniciativa, pois "são colegas vacinando colegas", conforme disse a técnica de enfermagem Taiane Caroline Natividade Rocha, de 22 anos, que trabalha no ambulatório da Ciências Médicas. "Nossa profissão ainda é muito desvalorizada, então um momento desses se torna gratificante. Fiquei emocionada ", disse.
 
Quem nutriu o mesmo sentimento foi a também técnica de enfermagem e funcionária do ambulatório, Clara Gurgel, de 22. "Ouvimos muitas histórias aqui. As pessoas falam sobre a perda de parentes e ficamos pensando que, se tivessem sido vacinados, poderiam estar vivos".
 
A engenheira da área de segurança da saúde da Feluma, Anna Paola Moura, se mostrou feliz pelo resultado no primeiro dia de vacinação na Ciências Médicas: "É muito importante levar esperança e saúde para as pessoas".

Nova chance


De acordo com a PBH, caso o trabalhador da saúde com idade entre 43 e 49 anos não compareça aos pontos de vacinação até hoje, ele poderá, na próxima semana, procurar um dos locais disponíveis no portal da PBH, levando todos os documentos necessários, entre as 7h30 e as 16h30.
 
E mais: "Conforme orientações do Ministério da Saúde, trabalhadores dos demais estabelecimentos de serviços de interesse à saúde, como por exemplo academias de ginástica, clubes, salão de beleza, clínica de estética, óticas, estúdios de tatuagem e estabelecimentos de saúde animal não serão contemplados nos grupos prioritários elencados para a vacinação."

Vacina da UFMG dá mais um passo


A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) iniciou ontem os testes da vacina contra a COVID-19, desenvolvida no próprio câmpus, em macacos. O imunizante batizado provisoriamente de Spintec consiste na combinação de duas proteínas, incluindo a proteína S, utilizada pelo Sars-CoV-2 para invadir as células humanas. ]Entre as vacinas desenvolvidas na UFMG, a Spintec foi a que apresentou melhores resultados em testes com camundongos. Por causa do bom desempenho, os testes em macacos foram autorizados. “Os camundongos imunizados ficaram 100% protegidos, ou seja, nenhum veio a óbito ou adoeceu. Isso é o sinal da eficiência da vacina que esperamos confirmar com os testes com os primatas”, disse o professor Flávio da Fonseca, pesquisador do CTVacinas.  O estudo em macacos é exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e deve durar 60 dias. “Caso os testes confirmem a segurança e a eficácia da vacina, teremos um imunizante no mercado no fim de 2022”, disse Flávio da Fonseca.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:


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