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Estado de Minas APÓS QUEIXAS

Sedativos para intubação de pacientes chegam a Minas Gerais

Carga vem do Ministério da Saúde e será encaminhada aos hospitais com estoque inferior a três dias de cobertura


10/04/2021 18:39 - atualizado 10/04/2021 21:35

Cerca de 15 mil remédios chegaram ao estado neste sábado(foto: Ingrid Vasconcelos/Imprensa MG)
Cerca de 15 mil remédios chegaram ao estado neste sábado (foto: Ingrid Vasconcelos/Imprensa MG)

 

O almoxarifado da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais recebeu, na tarde deste sábado (10/4), dentro da previsão feita pelo governo, uma carga com 15 mil medicamentos para sedação de pacientes. Os remédios são fundamentais para intubação de pacientes com COVID-19.

 

De acordo com o governo, a carga vem do Ministério da Saúde. Ela será transferida a hospitais onde o estoque disponível é inferior a três dias de cobertura.

 

Brometo de rocurônio e basilato de cisatracúrio são alguns dos itens enviados pelo governo federal. A remessa vai abastecer as macrorregiões Sul, Centro, Triângulo do Sul, Jequitinhonha, Leste do Sul, Sudeste e Oeste.

 

Os chamados bloqueadores neuromusculares estavam em falta no estado.  Nessa quinta (8/4), o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que havia risco de pacientes intubados acordarem pela falta de sedativos.

 

"Nos preocupa muito hoje a falta de sedativos. As unidades hospitalares do estado que sempre trabalharam com estoque de 60 dias ou mais, hoje, muitas delas tem estoque para um dia, dois dias ou três dias”, disse o chefe do Executivo estadual.

 

Na justificativa para a falta dos medicamentos, Zema disse que a responsabilidade é do governo federal. Segundo o governador mineiro, o Ministério da Saúde não distribui os sedativos na velocidade adequada.

 

Até este sabado, Minas registra 27,6 mil mortes por COVID-19. O estado também computa 1,2 milhão de casos confirmados da virose.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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