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Estado de Minas PANDEMIA

Após crítica, Zema diz que Minas receberá sedativos do Ministério da Saúde

Ato do governo acontece também após governador mineiro admitir falta medicamentos para intubação


10/04/2021 13:22 - atualizado 10/04/2021 21:40

Zema afirmou na última quinta que, em Minas, há risco de pacientes acordarem por falta de sedativos(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Zema afirmou na última quinta que, em Minas, há risco de pacientes acordarem por falta de sedativos (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Minas Gerais vai receber sedativos enviados pelo Ministério da Saúde na tarde deste sábado (10/04). A informação foi divulgada pelo próprio governador do estado, Romeu Zema (Novo), em anúncio nas redes sociais.

“Nesta tarde, vamos receber uma remessa de medicamentos para intubação do Ministério da Saúde. Estamos trabalhando intensamente para salvar vidas”, publicou Zema nas redes sociais, no início da tarde deste sábado.
 


Segundo o governo de Minas, trata-se de "uma remessa de bloqueadores neuromusculares, direcionados a hospitais da rede pública que estão com menos de três dias de cobertura. São mais de 15 mil ampolas de medicamentos essenciais ao kit intubação para manter a sedação dos pacientes internados na rede pública".
 
Brometo de Rocurônio e Basilato de Cisatracúrio são alguns dos itens enviados pelo governo federal. A remessa vai abastecer as macrorregiões Sul, Centro, Triângulo do Sul, Jequitinhonha, Leste do Sul, Sudeste e Oeste.

A chegada da remessa de medicamentos para intubação acontece dias após Zema admitir a falta de sedativos nos hospitais e centros de saúde de Minas e criticar o governo. Em Minas, 12 das 14 macrorregiões de Saúde estão na fase mais rígida do plano estadual que visa controlar a pandemia de COVID-19.

"Nos preocupa muito hoje a falta de sedativos. Esta sim é uma grande preocupação. As unidades hospitalares do estado que sempre trabalharam com estoque de 60 dias ou mais, hoje, muitas delas tem estoque para um dia, dois dias ou três dias. Estamos correndo o risco de pacientes intubados acordarem porque faltou sedativo, e sabemos que isso não pode ocorrer de forma alguma", disse,na última quinta-feira (08/04).

Na justificativa para a falta dos medicamentos, Zema disse que a responsabilidade é do governo federal. Segundo o governador mineiro, o Ministério da Saúde não distribui os sedativos na velocidade adequada.

“Essa deficiência aconteceu devido uma mudança que ocorreu no Ministério da Saúde, que fez uma requisição administrativa desses insumos junto à indústria. Até poucas semanas atrás, cada unidade hospitalar fazia seu pedido diretamente na indústria. Com essa requisição administrativa, o ministério passou a ter acesso a toda essa produção, e ele não tem conseguido distribuir na velocidade adequada”, afirmou.

Por fim, Romeu Zema disse que o governo de Minas tenta conseguir os sedativos por outros meios e que “notícias desagradáveis” poderiam ser dadas caso a situação siga dessa maneira. “Temos tentado importar, temos tentado outros meios, mas é um insumo que está em falta. Precisamos deixar claro, hoje a situação é crítica, e amanhã podemos ter notícias desagradáveis com relação a isso caso o fornecimento não seja normalizado”.

Balanço em Minas

 
Minas Gerais ultrapassou neste sábado a marca de um milhão e 220 mil diagnósticos positivos para COVID-19 desde o início da pandemia. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Ses), o total de casos confirmados para coronavírus chegou a 1.220.638.

Nas últimas 24 horas, foram 12.109 registros que confirmaram a infecção por COVID-19. Já o número de óbitos entre essa sexta-feira (09/04) e este sábado é de 368, ainda segundo a Ses. Com isso, o número total de mortes chegou a 27.618 desde o início da pandemia de COVID-19. 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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