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Estado de Minas COVID-19

COVID-19 em Minas está em 'tendência de estabilização', diz secretário

Fábio Baccheretti informou que os gráficos mostram estabilização na transmissão do coronavírus, mas o Estado ainda enfrenta números altos de mortes


08/04/2021 09:15 - atualizado 09/04/2021 20:38

(foto: Leandro Couri/EM/DA PRESS)
(foto: Leandro Couri/EM/DA PRESS)

 

O secretário de estado de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou durante coletiva nesta quinta-feira (8/4) que a curva de transmissão e mortes por COVID-19 em Minas Gerais demonstra melhora. Baccheretti concedeu entrevista coletiva, nesta quinta-feira (8/4) acompanhado do governador de Minas, Romeu Zema (Novo).

 

De acordo com o gestor, os dados mostram que o estado está em um platô, ou seja, há uma estabilização na transmissão, mas ainda com muitos casos. 

 

'Mas o dado importante para fazer a fotografia do estado e como estamos hoje em relação ao vírus é esse: estamos em tendência de estabilização, umas regiões melhorando e outros piorando, mas a maior parte do estado, em número absoluto, está melhorando, muito relacionado às medidas do estado em relação à Onda Roxa', afirmou.

 

O secretário se refere à fase de medidas mais rígidas do programa Minas Consciente. Se há uma estabilização na transmissão, por outro lado, o secretário informou que os gráficos demonstram crescimento no número de mortes em Minas. "Estamos vivendo um crescimento constante no número de óbitos, nunca vivenciado antes", informou.

 

O pico pelo qual passa o estado, neste momento, ainda será percebido no aumento de números de mortes  nas semanas que virão. 'O óbito que viveremos daqui a algumas semanas é relacionado a esse pico que estou demonstrando hoje, então, provavelmente, teremos crescimento de óbitos', completou.

Leia também: 'Corremos risco de intubados acordarem por falta de sedativos', diz Zema
E mais: Governador culpa prefeituras por pausas na vacinação e não quer vacinas estocadas
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Baccheretti informou que há um crescimento no número de mortes, números que ainda não haviam sido registrados em Minas desde o início da pandemia

O secretário apontou ainda que a maior parte do estado, em números absolutos, apresenta melhora nos indicadores em relação à onda roxa do Minas Consciente. No entanto, na maior parte das regiões, a classificação mais dura do programa  deverá ser mantida.

 

O momento é de grande preocupação em relação à ocupação dos leitos nas unidades de terapia intensiva (UTI), conforme salientou o secretário. 'A ocupação de leitos reflete, um pouco também atrasada, a queda da incidência, por isso a nossa expectativa de conseguir, paulatinamente, ir progredindo no estado.'

Onda Roxa


Ainda na coletiva, Baccheretti informou que a onda roxa - fase mais restritiva do programa Minas Consciente - será prorrogada em parte do estado até 18 de abril. Algumas macro e microrregiões de Saúde, no entanto, passarão para a onda vermelha do programa a partir de segunda-feira (12/04).

A macrorregião Triângulo do Sul e as microrregiões de São Gotardo, Montes Claros, Bocaiúva e Taiobeiras avançarão para a fase vermelha do Minas Consciente. Essas localidades serão monitoradas até sexta-feira (09/04) para analisar se haverá ou não piora nos indicadores. Caso o cenário se mantenha estável, haverá a progressão.

 

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:

 

 

 

 

 

 


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