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Estado de Minas PROTESTO

Trabalhadores da Fhemig cobram de Zema vacina e solução para salários

Profissionais de saúde da rede Fhemig protestaram na tarde desta quarta-feira (10/03) em frente ao Hospital João XXIII


10/03/2021 15:01 - atualizado 10/03/2021 18:48

Assembleia dos servidores da Fhemg está sendo realizada nesta quarta-feira (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A press)
Assembleia dos servidores da Fhemg está sendo realizada nesta quarta-feira (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A press)
Profissionais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) protestaram, nesta quarta-feira (10/03), em frente ao Hospital João XXIII, na área hospitalar de Belo Horizonte. Eles reivindicam uma solução para as medidas de redução do salário dos servidores implantadas pelo governo de Minas. 
 
 
Além disso, cobram a vacina para os trabalhadores na linha de frente da COVID-19 do João XXIII, que, até agora, não receberam o imunizante. O caso dos funcionários administrativos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que estariam furando a fila também é questionado pelos manifestantes.
 
"Os trabalhadores dos hospitais da rede Fhemig foram surpreendidos este mês com a medida do governo que reduz os salários dos trabalhadores e normas que trazem prejuízos para profissionais que estão há mais de 10 anos sem nenhum tipo de reajuste salarial", disse Carlos Martins, presidente do Sindicato do Profissional de Enfermagem, Auxiliar de Apoio da Saúde, Técnico Operacional da Saúde, Analista de Gestão e Assistência à Saúde (SINDPROS).
 
Segundo ele, uma das medidas diz que se um funcionário chegar um minuto atrasado, perderá três horas referentes ao pagamento de gratificação de ajuda de custo.
 
"O valor da gratificação é R$ 116 por plantão de 12 horas. Se eu chegar um minuto atrasado, eu tenho R$ 73 de desconto nesse valor", afirma.
 
A redução do salário dos profissionais é variável.
 
"As pessoas mostraram pra gente o contracheque desse mês e algumas tiveram descontos, perdas de R$ 1.000, sendo que o salário dela é R$ 2.500. Então ganhou menos da metade no mês. Foi variável. Teve outras que tiveram 30% do salário reduzido e a justificativa é que agora tem uma nova resolução, com novas regras, e que nem todo mundo agora vai receber o mesmo valor que recebia antes", explica Martins.
 
"São medidas que eles (Governo) tomaram e estão tomando que em vez de reconhecer e valorizar esses profissionais que estão na linha de frente, eles (profissionais) estão sendo é penalizados", complementa. 


Funcionários da linha de frente ainda sem vacina

Outra indignação por parte dos trabalhadores é que servidores da Secretaria Estadual de Saúde (SES) teriam recebido o imunizante e profissionais de saúde da linha de frente estão sem perspectiva de serem vacinados.
 
"Essa questão traz mais indignação ainda. É a nossa saúde, é a nossa vida. Vários profissionais do Hospital João XXIII que estavam de férias ou licença, e que retornaram a partir da segunda quinzena de fevereiro, não foram vacinados até hoje", ressalta o presidente.
 
Carlos Martins disse ainda que os nomes desses profissionais constavam na lista da prefeitura como trabalhadores da linha de frente.
 
"Eles estavam relacionados. Só não estavam no hospital, pois estavam de férias com previsão de retorno", pontua.
 
De acordo com Martins, a justificativa do setor de vacinação do João XXIII por não vacinarem os trabalhadores foi que "as vacinas tinham acabado e que eles só estavam aplicando a segunda dose, e que não tinha vacina em Minas Gerais para os profissionais que estavam retornando".
 
"Nós questionamos porque tínhamos acompanhado que a secretaria falava que para Belo Horizonte havia vacinas para a linha de frente e grupos de risco. Mas eles continuaram afirmando que não tinha", contou. 
 
Presidente do SINDPROS, Carlos Martins(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A press)
Presidente do SINDPROS, Carlos Martins (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A press)

 
A auxiliar de enfermagem Olinda Martins da Silva Ferreira, que trabalha há mais de 18 anos no Hospital João XXIII, ainda espera para ser vacinada.
 
"Eu estava de férias quando começou a campanha, só que eu retornei no dia 25 e ainda estava tendo a vacinação. Inclusive, o pessoal que já tinha tomado a primeira dose estava tomando a segunda", disse.
 
Olinda chegou a ter o pedido de vacinação aprovado, mas não recebeu o imunizante.
 
"A minha vacina foi autorizada, eu fui com o papel lá (João XXIII) e não consegui vacinar. Não quiseram me vacinar. Alegaram que estava faltando", diz. 

Para o presidente Carlos Martins, foi uma surpresa saber que o secretário de Saúde estadual e outras pessoas foram vacinadas.
 
"Como é que não tinha vacina para os trabalhadores da linha frente? Para eles apareceram as doses. Eles foram vacinados nesse mesmo período. Ou as vacinas foram desviadas daqui (Belo Horizonte) ou a secretaria nem mandou para cá. Achamos isso um absurdo. Como justifica isso, gente?", questiona.
 
Segundo ele, não há previsão dos profissionais serem vacinados. "Sem previsão. São pessoas da enfermagem e pessoas que trabalham diretamente com pacientes com COVID-19", disse. 

MP apura irregularidades na vacinação

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu um inquérito civil para apurar irregularidades na vacinação de servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES). De acordo com fontes da própria pasta, há fraude na imunização de funcionários públicos da assessoria de comunicação do órgão e do próprio secretário de estado da Saúde, Carlos Eduardo Amaral.

Nesta quarta-feira (10/03), durante reunião especial na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o secretário admitiu que foi vacinado contra a COVID-19. "Quis tomar a vacina para dar exemplo", disse.

Ele justificou ter recebido a vacina por sua atuação, que inclui visitas a hospitais e, por isso, a importância de ser imunizado.
 
Protesto foi feito na porta do João XXIII, nesta quarta-feira(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A press)
Protesto foi feito na porta do João XXIII, nesta quarta-feira (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A press)

Sindicato diz que fará campanha de mobilização

Os trabalhadores realizaram uma Assembleia, na tarde desta quarta-feira (10/03), para discutir sobre a situação.
 
"A Assembleia dos trabalhadores deliberou que o Governo está aproveitando esse período de pandemia em que nós profissionais da saúde estamos focados com a nossa saúde e está avançando contra esses trabalhadores com retiradas de direitos e desrespeitando quando não vacinam esses profissionais para vacinar pessoas ligadas a eles lá na área administrativa", disse Carlos.
 
De acordo com o presidente do SINDPROS, será iniciada uma campanha de mobilização com o objetivo de tentar reverter as medidas impostas pelo governo de Minas.
 
"Não vamos ficar mais acuados. Vamos partir para a ação para revertermos essas medidas que o governo está tomando contra a gente, para exigir a valorização de nossas vidas com a vacinação de todos", esclareceu.
 
O sindicalista ressaltou ainda que, se necessário, a categoria entrará em greve.
 
"O movimento vai continuar e faremos uma nova assembleia, provavelmente daqui uns 15 dias, para decidirmos a greve, caso até lá o governo não estiver revendo essas medidas", concluiu.
  
*Estagiário sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
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Como a COVID-19 é transmitida?


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

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Como se prevenir?


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
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Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
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Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

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Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

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