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Estado de Minas Trânsito

Multas por causa do estacionamento rotativo em BH caem quase 85% durante a pandemia

Diminuição da circulação de veículos em BH durante o isolamento social e a atuação prioritária da Guarda Civil na crise estão entre os motivos da queda nas notificações


01/09/2020 06:00 - atualizado 01/09/2020 07:51

Mesmo durante a pandemia, o faixa azul continua valendo; permanecer na vaga além do tempo tira cinco pontos na carteira (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press - 11/1/17 )
Mesmo durante a pandemia, o faixa azul continua valendo; permanecer na vaga além do tempo tira cinco pontos na carteira (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press - 11/1/17 )


O confinamento das pessoas em casa, o trabalho de home office e a paralisação de muitas atividades econômicas por causa da pandemia da COVID-19 reduziram o número de carros estacionados e, também, o número de multas aplicadas pela Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte por falta de ativação do rotativo. De acordo com dados da própria instituição, de março a julho do ano passado, foram aplicadas mais de 38 mil Autos de Infração de Trânsito (AIT) para condutores que não validaram o ‘Faixa Azul’. Neste ano, foram 5.839 multas, uma queda de 84,7% em relação a 2019. Neste período, considerando o valor da notificação, de R$ 195,23, a capital pode ter deixado de arrecadar um montante de R$ 6.323.304,47, se mantivesse o mesmo número de penalidades do ano passado.
 
Os motivos para a queda no percentual de multas emitidas, de acordo com a Guarda Municipal, começam pela redução do número de veículos em circulação na cidade, além da “atuação prioritária dos agentes nas medidas de contenção da pandemia, como blitz sanitárias, fiscalização dos estabelecimentos comerciais e combate às aglomerações, entre outras tarefas assumidas para proteger a população”.
 
A flexibilização do funcionamento do comércio em Belo Horizonte, por consequência, fez com que o fluxo de veículos pelas ruas da capital aumentasse consideravelmente, crescendo a demanda por vagas, sobretudo do estacionamento rotativo na área central da cidade. Os motoristas precisam ter atenção, pois, mesmo durante o período de pandemia, o ‘Faixa Azul’ continua valendo, com exceção da área hospitalar.
 
Desde 20 de março, 2.732 vagas físicas do perímetro da área hospitalar estão isentas da taxa do estacionamento rotativo. A medida tem como objetivo facilitar o acesso dos profissionais da saúde às instituições da região, em função das ações de prevenção e contenção da propagação do novo coronavírus. No entanto, nas outras regiões de Belo Horizonte a cobrança da tarifa continua. Ela pode ser paga via talão ou por crédito eletrônico.
 
Ao todo, Belo Horizonte dispõe de 23.631 vagas físicas com regulamentação do rotativo de segunda a sexta. Caso cada motorista respeite o tempo estabelecido na sinalização do estacionamento, o número se transforma em 106.079 espaços dinâmicos. Já na área hospitalar, as vagas rotativas podem chegar a 13.432, caso o horário seja respeitado pelos condutores.
 
Nessa linha, a BHTrans, autarquia responsável pela organização do trânsito da capital, chama a atenção para a importância do respeito ao horário regulamentado pela sinalização. Por exemplo: se um motorista estaciona o veículo numa vaga de 2 horas, e deixa o carro por mais tempo, outros condutores que precisam de estacionar estão sendo prejudicados, sobretudo na área hospitalar, região com várias clínicas médicas e unidades de saúde, onde algum usuário precisa parar o veículo para ir a uma consulta, realizar exames ou algum outro procedimento.
Além da responsabilidade social, quem estaciona burlando a regulamentação do rotativo recebe multa. A infração é considerada grave pelo Código de Trânsito Brasileiro, com uma notificação emitida ao motorista no valor de R$ 195,23. O condutor ainda perde cinco pontos na carteira.

(foto: Arte EM)
(foto: Arte EM)


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