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Estado de Minas EXPOMINAS

Hospital de campanha começa a funcionar com 30 leitos para COVID-19

Unidade de saúde do Expominas, na Gameleira, recebe pacientes de outras instituições a partir de hoje


postado em 13/07/2020 06:00 / atualizado em 13/07/2020 12:10

O hospital foi projetado para oferecer 740 leitos de enfermaria e 28 de estabilização, que serão disponibilizados conforme a demanda(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
O hospital foi projetado para oferecer 740 leitos de enfermaria e 28 de estabilização, que serão disponibilizados conforme a demanda (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)


hospital de campanha montado no Expominas, no Bairro Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte, inicia suas atividades hoje, com 30 leitos disponíveis em um primeiro momento, mas que poderão ser expandidos conforme a demanda, segundo o governador de Minas, Romeu Zema. Pacientes dos hospitais Júlia Kubitschek e Eduardo de Menezes, ambos na Região do Barreiro, também terão nova estrutura assistencial. Para o início do atendimento no Expominas, a equipe é formada por 20 médicos, cinco psicólogos, 20 técnicos de enfermagem e 100 soldados da Polícia Militar. O número de casos do novo coronavírus no estado é de 75.851 mil e os óbitos, 1.576. Especialistas apontam que o pico da pandemia ocorrerá na próxima quarta-feira.



Foram investidos R$ 5,3 milhões na implantação do hospital de campanha, com recursos públicos e privados. Deste total, R$ 4,5 milhões foram recebidos em doações financeiras por meio de parcerias. O hospital foi projetado para oferecer 740 leitos de enfermaria e 28 de estabilização, totalizando 768 vagas. Os leitos foram divididos em três blocos, que serão colocados em operação gradualmente. Entretanto, não tem leitos de UTI.

A nova unidade de saúde tem conceito de hospital de “porta fechada”, ou seja, será utilizada apenas após deliberação pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), que detém a regulação dos leitos em Minas. Na prática, apenas será encaminhado para lá o paciente que estiver em condições de receber alta dos leitos dos hospitais da rede convencional de saúde. Segundo o governador Romeu Zema, o objetivo do hospital de campanha é ampliar a capacidade de atendimento do sistema público de saúde de todo o estado, especialmente da Região Metropolitana de Belo Horizonte, criando condições, dessa forma, para os hospitais convencionais atenderem sobretudo os casos graves.

Já o secretário-adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, informou que o objetivo é garantir reserva técnica, especialmente para receber os casos que não precisam mais de tratamento intensivo, mas ainda devem ser mantidos em observação. “Fizemos grande esforço para ampliar a rede de UTI do estado, porque o maior problema enfrentado no mundo todo foi garantir uma estrutura de tratamento intensivo capaz de receber todas essas pessoas”, afirmou.

“Como conseguimos jogar o pico para frente, tivemos tempo para ampliar a nossa rede de UTIs e, hoje, a nossa estrutura está preparada e adequada para receber um número maior de pacientes. A proposta é que o hospital de campanha seja retaguarda de leitos clínicos para pacientes que já podem ser retirados da UTI, mas ainda devem ser monitorados e observados”, completou.

Desde 25 de março, o Hospital Eduardo de Menezes, referência no tratamento de pacientes portadores de doenças infectocontagiosas, atende exclusivamente casos suspeitos ou confirmados da COVID-19. O Hospital Júlia Kubitschek também passou a atender apenas casos suspeitos desde 27 de maio. Portanto, a expectativa é de que sejam encaminhados pacientes desses hospitais considerados de baixa e média complexidade.

Apesar de a estrutura do Expominas ter sido concluída em abril, o governador Romeu Zema destacou que o hospital não precisou ser inaugurado porque o isolamento social retardou o pico da pandemia em Minas Gerais. Ele afirmou, em entrevista coletiva no último sábado, que os 30 leitos abertos inicialmente são o mínimo executável e que essa estrutura poderá ser aumentada a qualquer momento. “Esse número pode ser ampliado de um dia para o outro para 60, 100 ou 150 leitos. Queremos passar esse período de pico com reserva, com cautela. Se o sistema passar por uma sobrecarga, podemos utilizar o hospital de campanha a qualquer momento”, ressaltou.

Profissionais disponíveis

Os profissionais responsáveis por atender os pacientes serão, em sua maioria, integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais e especialistas contratados pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Segundo o diretor-geral do hospital, coronel Vinicius Rodrigues Santos, grande parte da equipe já está pronta para entrar em operação hoje, e a previsão é de que todos os profissionais estejam com os contratos finalizados até quarta-feira.

“O hospital de campanha está preparado para entrar em operação. Necessitamos, para os 30 leitos que estão sendo colocados, de 224 profissionais. Já temos à disposição 145, entre administração e profissionais de saúde. Este primeiro esforço é da Polícia Militar e do Bombeiro Militar. Na segunda-feira (hoje), já receberemos o segundo esforço, do chamamento da Fhemig, completando esse efetivo de 224 pessoas”, informou a Secretaria de Estado de Saúde, por meio de nota.

O que é o coronavírus


Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.
Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.
Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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