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Estado de Minas VACINAÇÃO

COVID-19: saiba por que não tomar segunda dose prejudica imunização

Cerca de 5 milhões de brasileiros não voltaram aos postos para tomar a segunda dose da vacina contra o coronavírus


11/06/2021 15:33 - atualizado 11/06/2021 16:05

(foto: Neol Celis/AFP )
(foto: Neol Celis/AFP )
De acordo com pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cerca de 5 milhões de brasileiros não voltaram aos postos de vacinação para tomar a segunda dose do imunizante contra o novo coronavírus. São 79% de idosos com idades entre 70 e 79 vacinados com a primeira e segunda doses no país, 55% acima de 80 anos e 20% da faixa etária entre 60 e 69 anos.

De acordo com o médico nefrologista e clínico da Rede Mater Dei de Saúde, Luís Trindade, "infelizmente, essa é uma situação preocupante que pode prejudicar o andamento da imunização no país. O que acontece é que a eficácia, testada e comprovada pelos estudos científicos, só permanece em sua totalidade após tomar a segunda dose. Além disso, é a segunda dose que vai prolongar a eficácia tornando a imunização completa também para o futuro. Sem a segunda dose, não é possível garantir essa proteção completa. Por isso, não deixe de tomar sua segunda dose e avisar aos conhecidos sobre essa importância."
 
 
Antes mesmo de terminar o processo de vacinação, o país enfrenta outros percalços proporcionados pela COVID-19: a terceira onda da doença e a variante da Índia. Para alguns especialistas, a próxima fase da manifestação do coronavírus pode ocorrer ainda este mês. O termo "ondas da pandemia" quer dizer o nível em que o pico da patologia está no país, ou seja, se o número de casos e mortes aumentam gradativamente, é possível estarmos vivendo uma nova etapa da doença.
 
A confirmação de casos de uma nova variante indiana no Brasil provoca apreensão. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa nova cepa é uma preocupação global, envolvendo todos os continentes, países e regiões do mundo.
 
A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção. Em linhas gerais, tudo indica que esses "aprimoramentos" genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade.
 
"Como a doença é recente no meio científico, ainda existem diversos estudos em andamento para identificar cada um desses casos. O que podemos afirmar, por enquanto, é que algumas vacinas, como a Pfizer e AstraZeneca (utilizadas no Brasil) possuem eficácia contra a variante B.1.1.7, de acordo com testes realizados pelas fabricantes. Para a variante P.1, encontrada na região do Amazonas, o Instituto Butantan anunciou que a Coronavac é capaz de neutralizar nossa variante, mas a pesquisa ainda não foi publicada e é necessário aguardar o fim das análises para termos uma resposta concreta”.%u2800
 
“Independente do andamento desses estudos, é importante prezarmos pela vacinação de toda a população, já que esse é o modo mais eficaz de reduzirmos o contágio, evitar os casos graves e, consequentemente, a disseminação de demais variantes. Quando chegar sua vez, tome a vacina. Todos nós precisamos fazer nossa parte para vencer esse momento!”, recomenda o médico.
 
O Instituto Butantan informou que já distribuiu ao Programa Nacional de Imunizações 48 milhões de vacinas contra a COVID-19. Nesta sexta-feira (11/6) 800 mil doses foram entregues ao Ministério da Saúde.
 
A definição de públicos-alvo, orientação aos estados sobre intervalo entre as doses e logística de distribuição das vacinas competem ao Ministério da Saúde e gestores de saúde.
 
Para produzir o efeito protetivo, conforme indicado em bula, são necessárias duas doses da vacina contra o coronavírus. O intervalo indicado pela bula entre as doses é de 14 a 28 dias. Recomenda-se às pessoas que ainda não tomaram a segunda dose que busquem orientação no serviço de saúde de seu município. É importante completar o esquema vacinal com duas doses.
 
A Fiocruz, que produz a vacina Astrazeneca, disse que informações devem ser procuradas junto ao Plano Nacional de Imunização (PNI).
 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

[VIDEO4]

 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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