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Estado de Minas Enfrentamento

Por que e como investir em marketing em tempos de crise

Consumidores esperam empatia e encorajamento das marcas, que devem assumir o papel de conduzir a retomada na crise trazida pela pandemia


07/08/2020 10:08 - atualizado 07/08/2020 10:46

(foto: Freepik)
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A pandemia causada pelo novo coronavírus causou transformações em todos os setores da sociedade em poucos meses. Não bastasse a crise sanitária, a economia também foi abalada. Diante disso, como os empresários podem enfrentar e derrotar este inimigo? Algumas marcas têm mostrado que é possível, sim, sobreviver à crise e se fortalecer para a retomada. 

Uma pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) apontou que os setores mais afetados no Brasil foram turismo, eventos e produções artísticas, amargando 88% de queda no faturamento logo no início da pandemia. Isso porque a essência destes segmentos é a aglomeração de pessoas. 

Muitos empresários cortaram gastos e investimentos com medo de falirem. Porém, os cortes podem causar danos irreparáveis às marcas, especialmente se foram feitos no marketing

Por que o marketing é um pilar importante na adversidade 


Imagine uma construção que precisa de pilares fortes para não desabar. Com as marcas não é diferente. Tão importante quanto a gestão financeira e administrativa, é a gestão em marketing. 
 
Isso porque ele aproxima marca e público, além de reforçar o posicionamento da empresa em tempos de adversidade. Em primeiro lugar, os clientes precisam saber que a empresa continua viva. Em segundo lugar, eles querem saber a postura dela diante da crise. 

Nesse sentido, um levantamento da Kantar (instituto de pesquisa) revelou que as empresas que investem mais em época de crise crescem até cinco vezes mais que as outras. 

Contudo, como se posicionar no atual cenário? É evidente que cada segmento tem seu perfil e, dentro dele, cada empresa tem a sua história. Mas, na maior parte das vezes, os negócios precisam vislumbrar quatro aspectos importantes dentro do chamado Marketing Estratégico.

O primeiro deles é o enxugamento do portfólio (concentrando-se na divulgação de produtos com mais saída e mais baratos); o segundo é a facilidade de acesso (criando alternativas para promover o acesso aos itens, como o delivery); o terceiro é a confiança (com um posicionamento bem claro de apoio à sociedade) e o quarto e último é a preparação para a recuperação (demonstrando que a marca é sólida para vencer tudo isso). 
 
(foto: Freepik)
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Pesquisa mostra o que o consumidor espera das marcas 


Ignorar a pandemia é o caminho mais curto para o insucesso das empresas. Por isso, pesquisa mostra que os consumidores esperam um posicionamento de enfrentamento da crise pelas marcas.

Nesse sentido, a Kantar ouviu 500 brasileiros no mês de março e concluiu que 88% dos entrevistados concordam que as marcas divulguem seus esforços para enfrentar a pandemia. Veja mais alguns resultados: 
 
  • 86% acham que as marcas devem falar sobre como serão úteis na crise;
  • 25% acreditam que as empresas devem guiar a mudança; 
  • 21% que as marcas sejam práticas e ajudem os consumidores;
  • 20% que demonstrem que a crise pode ser derrotada; 
  • 18% que usem seu conteúdo para informar o público. 
  • Sendo assim, empresas que conseguem responder aos anseios do público saem do ostracismo comercial e mantêm o faturamento, juntamente com outras medidas, como adaptar o modelo de negócio para o novo cenário. 

(foto: Freepik)
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Como algumas marcas viraram cases de sucesso no Brasil e em MG


A adaptabilidade e a visão estratégica fizeram muitas marcas continuarem firmes nos primeiros meses da pandemia da COVID-19 no Brasil. Dessa forma, elas mantiveram o faturamento em dia, sem precisar recorrer à onda de demissões. 

Segundo estudo da HSR Specialist Researchers, especialista em pesquisa de mercado, as marcas brasileiras que foram consideradas “marcas transformadoras” na crise pandêmica foram: 

  • Magazine Luiza;
  • iFood;
  • Ambev;
  • O Boticário;
  • Mercado Livre.  

Portanto, a HSR levantou dados como ações e soluções, lembrança de marca e poder de voz das empresas para chegar à esta seleção. 

Paralelamente, pesquisa semelhante também foi feita pela plataforma MindMiners, a pedido da Meio & Mensagem. Ela ouviu 500 consumidores e demonstrou que 50,7% das pessoas acreditam que as empresas têm o papel de ajudar na conscientização social neste momento. 

Entre as marcas que estão conseguindo se destacar no atual cenário, segundo o levantamento, estão: Ambev, Burger King, Globo, Instagram, iFood, Magazine Luiza e 99, entre outras. 

Mineiras 


Algumas empresas mineiras também se destacaram numa sondagem do Sebrae por terem inovado na crise e, assim, mantido seus faturamentos. Entre elas estão: 

  • Lu Estética: clínica estética localizada em Paracatu investiu em treinamentos on-line e consultorias; 
  • Bar dos Amigos: situado em Montes Claros, investiu no delivery de comidas de boteco e pacote de happy hour para ser feito on-line; 
  • Homeshock: empresa de vigilância, localizada em Belo Horizonte, migrou para o monitoramento de casas e chácaras, já que antes da pandemia o carro-chefe eram empresas; 
  • Restaurante Metrópole: também situado em Belo Horizonte, ele deixou os pratos refinados para priorizar a confeitaria.

Dessa forma, com pequenas adaptações e investimento no relacionamento com o cliente, as empresas continuam prosperando. 
 
(foto: Freepik)
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Como o Marketing Integrado é um caminho seguro para as marcas 


A pandemia modificou, em pouco tempo, os hábitos de consumo. O comércio eletrônico cresceu, as pessoas transformaram suas casas em escritório, e o consumo por conteúdo digital aumentou. 

Portanto, se o Brasil já investia US$ 2,49 bilhões apenas em publicidade digital em 2013, segundo a eMarketer, a cifra tende a aumentar em 2020. Para se ter uma ideia, a Applift (empresa de gerenciamento de anúncios em aplicativos) divulgou um estudo mundial que diz que o setor de games, por exemplo, investiu 300% mais em meios digitais em março deste ano. 

O consumo da internet também está em crescimento. O armazenamento em nuvem, por exemplo, cresceu 112% em abril deste ano no Brasil (segundo a Akamai). Portanto, os brasileiros estão ficando mais na rede, e as empresas não podem ignorar essa audiência. 

Porém, as marcas também não podem ignorar os veículos tradicionais, como jornal, tevê e rádio para anunciar, pois eles permitem o fortalecimento da imagem da marca. Paralelamente, as mídias digitais atingem o público de forma segmentada e possibilitam a mensuração dos resultados. 

Portanto, o Marketing Integrado surge como a solução neste cenário. Afinal, o conceito está muito ligado à integração entre os canais usados, alinhando a comunicação de forma que o consumidor tenha uma experiência única. Aliás, para se aprofundar neste tema, retome o conteúdo sobre a importância do Marketing Integrado.

De qualquer forma, é fundamental contar com um plano de marketing com a expertise de uma equipe profissional que aponte o caminho a ser trilhado pela marca, meça os resultados e atinja o sucesso no atual cenário.  

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