As convenções partidárias que vão oficializar as candidaturas e orientações das legendas para as eleições deste ano começam formalmente hoje. Até 5 de agosto, cada partido e federação precisa deixar as especulações para trás e confirmar as decisões que serão levadas para a campanha como os nomes dos candidatos às chapas majoritárias (governador e senador) e proporcionais (deputados estaduais e federais). As reuniões acontecem nas instâncias nacionais e estaduais. No entanto, em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e estado considerado síntese da disputa nacional, o cenário permanece marcado por indefinições, mesmo diante do calendário enxuto para as definições.

Líder nas pesquisas para o governo de Minas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) dá declarações ambíguas e chegou a dizer que pode se definir sobre entrar ou não no pleito apenas no último dia das convenções. O 5 de agosto, inclusive, foi a data escolhida pelo Republicanos para a convenção em Minas. Para vice-governador na possível candidatura de Cleitinho, o principal cenário no momento é uma chapa pura com Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM).

Se confirmado na disputa, Cleitinho será o candidato apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caso o divinopolitano recue, o PL tem Flávio Roscoe, presidente licenciado da Fiemg, e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli - também ventilado como possível vice de Cleitinho - como alternativas. O deputado federal Domingos Sávio (PL) é o nome apontado para o Senado, e a segunda vaga deve ficar em aberto.

O PL terá a convenção estadual em 27 de julho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Para o encontro nacional, o partido promete um grande evento no Pacaembu, em São Paulo, onde Flávio Bolsonaro vai oficializar a candidatura à Presidência no próximo sábado.

Após frustrações

Já o PT vai oficializar o deputado federal Patrus Ananias como candidato ao Executivo estadual nesta segunda. Após frustrações com o senador Rodrigo Pacheco (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), a legenda parece próxima de enfim garantir o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, no estado considerado estratégico na disputa nacional. Hoje haverá uma reunião com a direção executiva e os parlamentares do PT mineiro para bater o martelo na candidatura de Patrus. A convenção mineira do Partido dos Trabalhadores está prevista para 31 de julho. A instância nacional se reúne em 2 de agosto, em São Paulo, para selar o nome de Lula, que vai disputar um quarto mandato.

Ainda precisa ser definido o vice na chapa de Patrus. Pré-candidato ao governo pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Jarbas Soares é cotado para a vaga. Ao Estado de Minas, Jarbas despistou sobre a possibilidade e disse ainda não ter sido procurado pelo partido de Lula, mas disse que seguirá o que for definido pelo comando nacional da legenda e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que vai repetir em outubro deste ano a dobradinha PT e PSB na disputa pela Presidência da República. O PSB tem a convenção mineira marcada para 2 de agosto.

Completando a chapa, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos tentará acabar com o tabu do PT de nunca ter vencido o Senado em Minas. Apesar de neste ano cada estado eleger dois senadores, ainda é incerto se a legenda vai cravar o apoio a um segundo nome. Se sim, a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSol) é a principal cotada para sair candidata ao lado de Marília. A federação PSol-Rede tem convenção marcada para 26 de julho. O PSol já anunciou que não vai lançar candidato próprio ao governo de Minas e nem ao Palácio do Planalto.

Em busca da reeleição

Atual governador do estado, Mateus Simões (PSD) vai oficializar a busca pela reeleição na manhã de 2 de agosto, no Plenário da Assembleia. O nome do vice ainda não foi escolhido, mas há um acordo para que a indicação venha do ex-governador Romeu Zema e do partido dele, o Novo. Ao Senado, a chapa ainda precisa resolver uma disputa entre o ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP) e o senador Carlos Viana, recém-filiado ao PSD. O primeiro é aliado antigo de Simões, que declara o tratar como prioridade. Aro também chegou a ser ventilado como possível candidato ao governo em reunião da federação União-PP na última semana, e até as convenções, todas as possibilidades estão em aberto. A data das convenções da União-PP ainda não foi definida.

No plano nacional, o PSD oficializa a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República em 26 de julho, na sede do partido, na Bela Vista, em São Paulo. Presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab (SP) será o vice. O evento ainda vai contar com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teve Kassab como secretário, mas apoiará Flávio à Presidência.

O MDB marcou a convenção estadual para 1º de agosto, quando Gabriel Azevedo será oficializado candidato ao governo de Minas. Ao Estado de Minas, ele demonstrou animação para o evento e disse ter falado pessoalmente com cada um dos mais de 600 delegados e suplentes do MDB em Minas. Sobre o apoio ao Senado, ainda há indefinição. Uma possibilidade é apoiar a candidatura do deputado federal Aécio Neves, mas isso depende de acordos entre os partidos e dá própria vontade do ex-governador de entrar na disputa. Gabriel também apontou para a chance de a legenda lançar uma chapa pura para o governo do estado, caso não consiga viabilizar alianças. No âmbito nacional, o MDB se reúne em 27 de julho e deve confirmar a posição de neutralidade nas eleições presidenciais.

A convenção do PDT mineiro será em 26 de julho e vai selar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ao governo do estado. Ao jornal Estado de Minas, o ex-prefeito disse que a reunião é apenas um ato protocolar partidário e não quis se posicionar sobre as articulações em torno do nome dele. Um apoio à candidatura de Aécio Neves ao Senado também foi ventilado no PDT, mas o partido mantém os planos para a chapa sob sigilo. A convenção nacional será em 20 de julho, em Brasília, com o anúncio de apoio a Lula no pleito presidencial.

Quem deve inaugurar a disputa nacional é Renan Santos (Missão), que marcou para hoje oficializar a candidatura ao Palácio do Planalto, na abertura do prazo. O evento do partido será apenas em 1º de agosto, em São Paulo, mas Santos antecipou a entrada formal na disputa para contar com segurança da Polícia Federal, garantia dada a candidatos a presidente. Nos últimos meses, ele relata ter sido alvo de ameaças durante viagens de pré-campanha pelo país. Em Minas, o Missão tem o influenciador digital Ben Mendes como pré-candidato ao governo, mas ainda não marcou a convenção estadual.

As convenções partidárias que vão oficializar as candidaturas e orientações das legendas para as eleições deste ano começam formalmente hoje. Até 5 de agosto, cada partido e federação precisa deixar as especulações para trás e confirmar as decisões que serão levadas para a campanha como os nomes dos candidatos às chapas majoritárias (governador e senador) e proporcionais (deputados estaduais e federais). As reuniões acontecem nas instâncias nacionais e estaduais. No entanto, em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e estado considerado síntese da disputa nacional, o cenário permanece marcado por indefinições, mesmo diante do calendário enxuto para as definições.

Líder nas pesquisas para o governo de Minas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) dá declarações ambíguas e chegou a dizer que pode se definir sobre entrar ou não no pleito apenas no último dia das convenções. O 5 de agosto, inclusive, foi a data escolhida pelo Republicanos para a convenção em Minas. Para vice-governador na possível candidatura de Cleitinho, o principal cenário no momento é uma chapa pura com Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM).

Se confirmado na disputa, Cleitinho será o candidato apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caso o divinopolitano recue, o PL tem Flávio Roscoe, presidente licenciado da Fiemg, e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli - também ventilado como possível vice de Cleitinho - como alternativas. O deputado federal Domingos Sávio (PL) é o nome apontado para o Senado, e a segunda vaga deve ficar em aberto. 

O PL terá a convenção estadual em 27 de julho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Para o encontro nacional, o partido promete um grande evento no Pacaembu, em São Paulo, onde Flávio Bolsonaro vai oficializar a candidatura à Presidência no próximo sábado.


Após frustrações

Já o PT vai oficializar o deputado federal Patrus Ananias como candidato ao Executivo estadual nesta segunda. Após frustrações com o senador Rodrigo Pacheco (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), a legenda parece próxima de enfim garantir o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, no estado considerado estratégico na disputa nacional. Hoje haverá uma reunião com a direção executiva e os parlamentares do PT mineiro para bater o martelo na candidatura de Patrus. A convenção mineira do Partido dos Trabalhadores está prevista para 31 de julho. A instância nacional se reúne em 2 de agosto, em São Paulo, para selar o nome de Lula, que vai disputar um quarto mandato.

Ainda precisa ser definido o vice na chapa de Patrus. Pré-candidato ao governo pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Jarbas Soares é cotado para a vaga. Ao Estado de Minas, Jarbas despistou sobre a possibilidade e disse ainda não ter sido procurado pelo partido de Lula, mas disse que seguirá o que for definido pelo comando nacional da legenda e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que vai repetir em outubro deste ano a dobradinha PT e PSB na disputa pela Presidência da República. O PSB tem a convenção mineira marcada para 2 de agosto.

Completando a chapa, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos tentará acabar com o tabu do PT de nunca ter vencido o Senado em Minas. Apesar de neste ano cada estado eleger dois senadores, ainda é incerto se a legenda vai cravar o apoio a um segundo nome. Se sim, a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSol) é a principal cotada para sair candidata ao lado de Marília. A federação PSol-Rede tem convenção marcada para 26 de julho. O PSol já anunciou que não vai lançar candidato próprio ao governo de Minas e nem ao Palácio do Planalto.


Em busca da reeleição

Atual governador do estado, Mateus Simões (PSD) vai oficializar a busca pela reeleição na manhã de 2 de agosto, no Plenário da Assembleia. O nome do vice ainda não foi escolhido, mas há um acordo para que a indicação venha do ex-governador Romeu Zema e do partido dele, o Novo. Ao Senado, a chapa ainda precisa resolver uma disputa entre o ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP) e o senador Carlos Viana, recém-filiado ao PSD. O primeiro é aliado antigo de Simões, que declara o tratar como prioridade. Aro também chegou a ser ventilado como possível candidato ao governo em reunião da federação União-PP na última semana, e até as convenções, todas as possibilidades estão em aberto. A data das convenções da União-PP ainda não foi definida.

No plano nacional, o PSD oficializa a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República em 26 de julho, na sede do partido, na Bela Vista, em São Paulo. Presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab (SP) será o vice. O evento ainda vai contar com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teve Kassab como secretário, mas apoiará Flávio à Presidência.

O MDB marcou a convenção estadual para 1º de agosto, quando Gabriel Azevedo será oficializado candidato ao governo de Minas. Ao Estado de Minas, ele demonstrou animação para o evento e disse ter falado pessoalmente com cada um dos mais de 600 delegados e suplentes do MDB em Minas. Sobre o apoio ao Senado, ainda há indefinição. Uma possibilidade é apoiar a candidatura do deputado federal Aécio Neves, mas isso depende de acordos entre os partidos e dá própria vontade do ex-governador de entrar na disputa. Gabriel também apontou para a chance de a legenda lançar uma chapa pura para o governo do estado, caso não consiga viabilizar alianças. No âmbito nacional, o MDB se reúne em 27 de julho e deve confirmar a posição de neutralidade nas eleições presidenciais.

A convenção do PDT mineiro será em 26 de julho e vai selar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ao governo do estado. Ao jornal Estado de Minas, o ex-prefeito disse que a reunião é apenas um ato protocolar partidário e não quis se posicionar sobre as articulações em torno do nome dele. Um apoio à candidatura de Aécio Neves ao Senado também foi ventilado no PDT, mas o partido mantém os planos para a chapa sob sigilo. A convenção nacional será em 20 de julho, em Brasília, com o anúncio de apoio a Lula no pleito presidencial. 

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Quem deve inaugurar a disputa nacional é Renan Santos (Missão), que marcou para hoje oficializar a candidatura ao Palácio do Planalto, na abertura do prazo. O evento do partido será apenas em 1º de agosto, em São Paulo, mas Santos antecipou a entrada formal na disputa para contar com segurança da Polícia Federal, garantia dada a candidatos a presidente. Nos últimos meses, ele relata ter sido alvo de ameaças durante viagens de pré-campanha pelo país. Em Minas, o Missão tem o influenciador digital Ben Mendes como pré-candidato ao governo, mas ainda não marcou a convenção estadual.

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