ELEIÇÕES 2026

Pacheco descarta disputar governo de Minas

Senador Rodrigo Pacheco argumentou que Lula havia pedido para que ele considerasse candidatura ao Executivo estadual, mas manteve sua decisão inicial

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O senador Rodrigo Pacheco (PSD), que era o pré-candidato ao governo de Minas Gerais apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que não vai ser candidato ao Executivo mineiro. 

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Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (29/5), o senador afirmou que manteve uma decisão anterior de não ser candidato ao Executivo mineiro. Pacheco contou que a decisão não é uma novidade e que ele não está desistindo de uma candidatura.

“Eu havia decidido não ser candidato, ele (Lula) havia feito um pedido a mim que refletisse a respeito disso, eu refleti ao longo desse tempo e mantive a minha decisão que já havia sido antes tomada”, afirmou.

No início do mês, o senador havia fixado o prazo até o final de maio para decidir se iria ou não concorrer à vaga de governador do estado de Minas Gerais. Apesar de aparecer em pesquisas eleitorais, ele ainda não havia sinalizado a participação efetiva na corrida eleitoral. Pacheco teria até o início de agosto para a tomada da decisão, que marca o prazo máximo para registro das chapas.

Pesquisa do instituto de pesquisa Doxa, divulgada em 8 de maio, mostra que Pacheco alcançava o quarto lugar em intenções de voto (6%). Conforme o levantamento, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) liderava com 28% das intenções. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) apareceu em segundo, com 21%, seguido do atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), com 7%.

Pacheco argumentou que o ano de 2026 é seu último ano na vida política. O senador do PSD comentou sobre seus 12 anos de vida pública, que contaram com mandatos de deputado federal e senador, além de cargos de relevância como a Presidência do Senado e Presidência do Congresso Nacional por quatro anos, e falou em “fechamento de ciclos”.

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento de a gente avaliar ciclos, e há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com o sentimento de dever cumprido, com muitas realizações feitas e com o coração muito tranquilo em relação a essa decisão”, afirmou.

Uma vaga em tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), e no Tribunal de Contas da União (TCU) também não está no horizonte do senador. Sobre o TCU, ele afirmou que seria uma oportunidade “honrosa”, mas não é algo que cogita atualmente.

A jornalistas, Pacheco afirmou que “não tem nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso”. “Se isso foi cogitado em algum momento, isso foi bem resolvido, é uma página virada e não tenho nenhuma expectativa nesse sentido”, garantiu.

O senador ainda afirmou que sua relação com o presidente Lula “é muito boa”. Ele defendeu que mantém uma boa convivência com o chefe do Estado e que acredita que a decisão será respeitada pelo presidente.

“Nós nos gostamos, temos apreço um pelo outro, tivemos uma convivência muito sadia”, afirmou Pacheco. O senador também avaliou que sua condução na presidência do Senado permitiu a manutenção da democracia, do Estado de Direito e do resultado das eleições. 

Ele lembrou que deu posse a Lula como presidente do Congresso Nacional e disse que, durante os dois anos em que os dois estiveram à frente do Senado e da Presidência da República, pautas consideradas de interesse do país avançaram em um ambiente de “muito boa convivência”. 

Pacheco ainda citou a aprovação, no Senado, das indicações de Cristiano Zanin e Flávio Dino ao Supremo, além de propostas da área econômica encaminhadas pelo ministro Fernando Haddad. “Nós tivemos uma relação muito sadia, muito institucional e eu tenho muito apreço por ele (Lula)”, declarou.

Impasses na pré-candidatura

Com o impasse sobre a definição do cenário em Minas Gerais, o PT passou a discutir alternativas para a disputa no estado. Entre os nomes cogitados está Kalil, que ainda mantém capital político após comandar a capital mineira entre 2017 e 2022. A relação de Kalil com o campo lulista, no entanto, é vista com cautela por aliados do presidente Lula, principalmente pelas divergências em torno da composição de uma eventual chapa para 2026.

Na última semana, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, já havia afirmado que Pacheco não iria ser candidato ao Executivo mineiro. Em entrevista ao Warren Investimentos, ele contou sobre a decisão de Pacheco e afirmou que o partido está mantendo diálogo com lideranças em Minas para a construção de uma candidatura forte para a reeleição de Lula no estado.

Há cerca de dois meses, o nome de Pacheco foi descartado pela federação entre os partidos União Brasil e Progressistas, que contam com a pré-candidatura de Mateus Simões na chapa eleitoral. Em conversa com o Estado de Minas, ainda em março, Simões afirmou que os partidos nunca consideraram Pacheco na disputa eleitoral.

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Segundo ele, havia apenas especulações sobre a participação do senador nas eleições de outubro, mas que não era um “caminho viável”. A ideia era compartilhada pelo deputado federal Dimas Fabiano (PP-MG), que afirmou acreditar que os boatos de entrada de Pacheco em um dos partidos da Federação foram uma tentativa de atrapalhar o elo.

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