Eleições 2026

Sem candidato em Minas, PT vai priorizar alianças

Assim como no estado, partido não terá nomes para governos em outras 16 unidades da Federação

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O Partido dos Trabalhadores (PT) deve adotar, nas próximas eleições, uma estratégia mais pragmática e menos centrada em candidaturas próprias aos governos estaduais. A legenda projeta lançar cerca de 10 nomes entre os 27 estados e o Distrito Federal, número considerado baixo para o histórico do partido, mas alinhada com o objetivo da legenda de fortalecer a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também ampliar sua base de apoio no Congresso Nacional.

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A diretriz é priorizar alianças com partidos de centro, como PSD, PSB, MDB e PDT, mesmo que isso signifique abrir mão de protagonismo em disputas estaduais importantes, caso de Minas Gerais, onde o partido sempre lançou candidatura própria, mas este ano busca uma composição em torno de um nome de centro. O cotado é o senador Rodrigo Pacheco que migrou do PSD para o PSB e vem sendo sondado para ser o candidato.


A orientação reflete uma avaliação interna e também já publicizada pelos dirigentes de que o partido não possui competitividade em todo o país. O próprio Lula reconheceu publicamente, este ano, que a sigla “não está com essa bola toda em todos os estados”, defendendo a necessidade de composições amplas para aumentar as chances eleitorais. A avaliação é de que, isoladamente, o PT teria dificuldades para enfrentar adversários fortes, especialmente em regiões onde o bolsonarismo mantém presença significativa.


"Precisamos compor e decidir se a gente quer ganhar ou perder”, que também pediu ao presidente da sigla, Edinho Silva, que fizesse “as alianças necessárias" para ganhar as eleições.
Silva também tem dito em entrevistas que Lula só será reeleito se forem construídas alianças nos estados com o “campo democrático” em torno da candidatura de Lula, pois sozinha a legenda não derrotará a extrema direita.


No Sudeste, região estratégica por concentrar grande parte do eleitorado, o partido deve combinar candidaturas próprias com apoios relevantes. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o PT deve abrir mão de candidatura própria para apoiar o senador Rodrigo Pacheco, que se filiou ao PSB e é visto como um nome capaz de aglutinar forças de diferentes campos políticos.


Em São Paulo, a tendência é lançar o ex-ministro Fernando Haddad, um dos quadros mais conhecidos da legenda. No Rio de Janeiro, o partido também não deve ter candidato próprio e tende a se alinhar ao ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, tanto na eleição regular quanto em uma eventual disputa indireta para mandato tampão, já que Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo de governador para não ser cassado e seu vice, Tiago Pampolha, não pode assumir, pois também deixou o cargo para virar conselheiro do Tribunal de Contas do estado.


No Nordeste, região do estado onde Lula foi mais votado nas eleições passadas, o PT vai tentar reeleger três dos seus governadores, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Elmano de Freitas, no Ceará, e Rafael Fonteles, no Piauí. Além disso, o partido trabalha para manter sua influência em estados onde não terá candidatura própria, apoiando aliados estratégicos. Em Pernambuco, por exemplo, a tendência é apoiar o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), enquanto em Alagoas o alinhamento deve ocorrer com o ex-ministro dos Transportes, Renan Filho, do MDB, que deixou a pasta para concorrer ao governo do estado. Há ainda cenários indefinidos, como em Sergipe e Maranhão, onde disputas internas e rearranjos políticos dificultam a definição antecipada de alianças.


Nas regiões Norte e Centro-Oeste, a atuação do PT deve variar conforme o contexto local. Em alguns estados, a legenda avalia lançar candidatos próprios, enquanto em outros deve priorizar composições. No Acre, por exemplo, há a possibilidade de o partido não disputar o governo para concentrar esforços em uma vaga ao Senado. Já em Roraima e Rondônia, existem movimentações para candidaturas próprias.
No Distrito Federal, o nome do ex-deputado distrital Leandro Grass é apontado como candidato, enquanto em Mato Grosso do Sul e Tocantins o partido também considera lançar representantes, ainda que mantendo diálogo com aliados.


No Sul, onde o PT enfrenta maior resistência eleitoral em função da força do bolsonarismo, a estratégia será ainda mais voltada para alianças para tentar conseguir uma votação mais expressiva do que na disputa passada, quando Lula perdeu a disputa para Jair Bolsonaro em todos os estados da região.
O partido não deve lançar candidatos próprios ao governo e optará por apoiar nomes de outras siglas. No Rio Grande do Sul, a tendência é apoiar a ex-deputada estadual Juliana Brizola, do PDT, neta do ex-governador Leonel Brizola. No Paraná, o apoio deve ir para o deputado estadual Requião Filho, também do PDT. Já em Santa Catarina, o partido deve compor com o ex-deputado Gelson Merisio (PSB) que, em 2018, disputou o governo do estado pelo PSD e chegou a declarar voto em Bolsonaro. n

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler alemão, Friedrich Merz, elogiaram ontem, na Alemanha, o acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul frente ao “unilateralismo”, em uma crítica indireta ao presidente americano Donald Trump. O tratado, que será aplicado provisoriamente a partir de 1º de maio, “tornará todas as economias participantes mais fortes, mais independentes e mais resilientes”, afirmou o chanceler durante a abertura da feira industrial de Hanover, no norte da Alemanha. Lula destacou que “diante do unilateralismo, o Mercosul e a União Europeia escolheram a cooperação”. “Daqui a menos de duas semanas entrará em vigor o acordo que cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e um PIB de 23 trilhões de dólares. Mais comércio e mais investimento significam novos empregos e oportunidades dos dois lados do Atlântico”, declarou Lula. O acordo comercial entre a UE e os países do Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – será primeiro aplicado provisoriamente, à espera de que a Justiça do bloco se pronuncie sobre um recurso do Parlamento Europeu.

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